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Sunday, February 17, 2013

Não me testem, por favor

Grace Kelly and Frank Sinatra
Se há coisa de tirar alguém do sério, que traz à tona os piores instintos, o  espírito do contra e a vontadinha de fazer pior, é  ser posto à prova injustamente. Do estilo uma pessoa dizer uma coisa de boa fé, a mais pura das verdades, e alguém não acreditar, só porque não. Ou manifestar boa vontade e ser-se mal interpretada (o), como se tivesse alguma na manga. Nisto, começam a lançar palavras armadilhadas, a ver se o alvo cai. A perguntar a outras pessoas que nada têm a ver. A manter sob vigilância, testando cada palavra, cada atitude, cada gesto. Ou pior ainda, a partir de pressupostos completamente idiotas e inventar testes para ver como o sujeito-sob-observação reage e assim comprovar a sua ideia inicial, ou a desconfiança que ganharam sabe-se lá como. As pessoas como são, assim julgam, e quem não maquina o mal não vê o mal. Por isso demora-se um pouco, do alto da confiança e ingenuidade naturais, a perceber a marosca.  Mas uma vez topando a brincadeira, acaba-se a vontade de agradar, de tentar provar o contrário. Perdido por um, perdido por mil. O mau génio entra em cena, o veneno que não existia queima nas veias, o nariz-que-não-é-empinado-mas-certas-pessoas-acham-que-sim aproxima-se da mostarda e só dá vontade de dar razão a quem se atreveu a partir de ideias pré concebidas em primeiro lugar. Se há coisa ruim neste mundo, é ter fama sem proveito. E pessoalmente, ter fama de pateta é coisa que não me assiste - um mito que caso exista, me apresso a desmanchar com todo o prazer. Isto sou eu, et vous?

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