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Saturday, February 2, 2013

Remember the Alamo

                                 
Os Texanos têm fama de ser gente que faz tudo em grande: agem em grande, vivem à grande, usam penteados e chapéus grandes, arriscam em grande, ganham espectacularmente, perdem estrondosamente. Povo aguerrido e com o coração ao pé da boca, são indivíduos não gostam de saídas à francesa nem de derrotas discretas. Se é para morrer, que seja devagar e a dar luta; se é para sair, que seja com estrondo, e pela porta principal. Se tudo está perdido, hoje é um bom dia para morrer. Um dia tão bom como qualquer outro. Um pouco como dizia Bruce Lee: não te preocupes com a vitória ou a derrota! Só gente brava podia evocar, num dito que ficou como quem diz "que se dane tudo; perdido por um, perdido por mil" uma batalha que terminou numa derrota absoluta e num banho de sangue. Alamo está para os Texanos como as Termópilas para os gregos - uma história de bravura, perda e motivação para retaliar. Uma frase que incita a dar tudo por tudo quando a situação é desesperada. "Remember the Alamo", dizem eles. Ora, eu nada tenho de texana, mas não gosto de saídas à francesa. Admiro as retiradas em grande estilo. Seja por uma questão de derrota, de não apetecer continuar na situação ou simplesmente, porque é necessário fechar um círculo, há que não recuar de fininho, nem debandar pela porta dos fundos para evitar confrontos; a beleza está em fazer as coisas com impacto e encarar o inimigo de espada em punho, com o fulgor da batalha nos olhos até ao último segundo. Remember the Alamo, dizem eles. Ou como eu costumo dizer, molon labe!

1 comment:

Urso Misha said...

ou uma vitória pirrica, mas invertida,pois neste caso falas de derrota :)

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