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Wednesday, March 13, 2013

A material girl

                            
Por "material" não me refiro exclusivamente a peças de joalharia ou quaisquer luxos terrenos que inevitavelmente fazem as delícias da maioria das mulheres. Embora concorde com uma das personagens de Lady Anita Burgh, que dizia "uma mulher nunca deve desfazer-se das jóias oferecidas por um homem que a amou - nunca se sabe quando poderá substituí-las e mesmo que o faça, nunca têm o mesmo valor das jóias dadas por um amante" defendo um certo desapego pelas coisas mundanas. Mas há algo que uma mulher nunca deve perder de vista, por mais que esteja sujeita a emoções tempestuosas ou paixões violentas: o sentido prático. Uma certa racionalidade objectiva que ao olhar desatento, poderá ser confundida com frieza. O golpe de vista, o distanciamento emocional exercitado por rainhas, cortesãs e consortes que sobreviveram a situações capazes de deixar outras em parafuso. Até nas situações mais instintivas da vida, o pragmatismo é precioso. Principalmente para o sexo frágil, tão associado às emoções desordenadas. Se uma rapariga sensata não quer tornar-se no protótipo daquilo que despreza, não pode ser muito mulher em determinados aspectos. Isto de canalizar a nossa feminilidade para os momentos em que isso é benéfico é uma arte complicada...mas necessária.

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