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Wednesday, March 27, 2013

Embirração do dia: países com a mania

                                      
Ontem concluí que embirro com países que passam a vida a mudar de nome. É decerto uma mania inventada para pôr à prova a paciência e destreza das pessoas que querem por força passar por supé cultas, supé actualizadas, supé em sintonia com o que se passa no mundo (e já vos tenho dito, na maioria das vezes não me podia estar mais nas tintas para o que acontece para aí, quero mais é que me deixem sossegada e não tenho pretensões whatsoever de me dar ares de quem sabe todas as novidades, pois acho isso uma foleirada que não está escrita em lado nenhum). Para já, é um hábito horrivelmente terceiro mundista. Um novo líder (à custa de bombas e granadas ou de  meios mais fofinhos, à Ghandi, daqueles que caem bem na cena internacional) chega e pimba, declara-se imperador/presidente/ditador. A primeira coisa que faz é mudar o nome ao reino, república, principado (ou a designação que entendam) consoante os seus gostos ou as suas peneiras. E o povo pactua, o país pactua, o resto do mundo pactua... jornalistas, políticos, os movers and shakers das organizações internacionais, todos se repenicam a chamar o país pelo novo nome, por mais que tenha mudado à custa de batotas e de sangue, por mais pindérico que o nome seja, e ai de quem não tenha percebido que aquela minúscula-nação-recém-reformulada no meio de nenhures, lá atrás do sol posto, de quem nunca se ouviu falar por motivo que se visse, mudou de nome. É que é um sacrilégio, e quem não sabe é um  inculto que só pode andar fora da Graça de Deus. Isto por mais vezes que a indecisa nação já tenha mudado de nome antes. É que há um limite para a credibilidade nestas coisas, sabem. Uma pessoa pode mudar de nome quando casa, mudar porque houve uma chatice no registo e se ficou com uma graça que convém menos ou até arranjar um nome artístico, mas não convém que isso aconteça constantemente, a bem da imagem pública de cada um -  e para salvaguardar problemas de identidade. Pois com os países devia ser o mesmo. Lá porque lhes apetece
 baptizar-se e reinventar-se a torto e a direito, muitas vezes para pior, não quer dizer que isso faça deles países sérios. Ou que alguém tenha a obrigação de os levar a sério. Ou que a comunidade internacional, a imprensa e os incautos que lêem jornais, vêem televisão ou ensinam nas escolas tenham constantemente de actualizar a  Geografia, só por causa da inconstância dos outros. Não sei quanto a vocês, mas eu acho que quem não sabe quem é não sabe para onde vai e não merece grande troco ou crédito para começo de conversa. 

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