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Sunday, March 24, 2013

Estamos entregues à bicharada. Fujam.

Smilodon (tigre-dentes-de-sabre)
Eu cá, como sabem, adoro animais. A excepção é feita a centopeias de todos os tipos, ratazanas e a meia dúzia de espécies que enfim, lá terão o seu propósito no Plano Divino e no Ecossistema mas que me causam arrepios incontroláveis. Um facto estranho a meu respeito é que não tenho medo de coisas de facto perigosas  e depois assusto-me com coisas parvas. Cada um é como cada qual, nada a fazer. A maior parte dos bichinhos mostram que a Natureza é um verdadeiro milagre, outros há que, enfim...são tão sinistros que parecem ter sido inventados no firme propósito de ilustrar contos de terror. É o caso do límulo (caranguejo ferradura) essa coisa gigante e horrorosa que anda às manadas pelo Golfo do México - lembrem-me de nunca lá pôr os pés. 
Muito pouca vontade de ir à Índia....
Bem podem pregar que o sangue do bicho é literalmente azul, que a sua linhagem remonta a 300 milhões de anos e que liberta não sei quê que serve para curar uma data de doenças. Vi um documentário sobre eles, todos embrulhados aos magotes sobre as águas, e ia morrendo. Bastou. Outro que não reúne a minha simpatia é o crocodilo Gavial, coitado, que nem come humanos e diz que está reduzido a 250 gatos-pingados. Mas eu, (que até gosto de répteis) em pequena vi uma imagem muito feia de um num livro, tive pesadelos com isso e nunca mais me reconciliei com o bicho. Outros haverá (não simpatizo com hienas e abutres, mas é mais desdém do que medo) porém da bicharada actual estamos mais ou menos conversados. O pior (e esta não é a minha área de estudos, por isso perdoem-me os entendidos se eu cometer aqui uma argolada ou duas) são certos bichos pré históricos, alguns anteriores ao Homem, outros que eram alegremente caçados por este, quando a coisa não se invertia. No meu liceu havia umas réplicas admiráveis, feitas por alunos dos anos 1930 (aqueles laboratórios de ciências eram de facto qualquer coisa) e palavra, eram animais mesmo arrepiantes. 
Mais tarde vi algumas ossadas num museu em Budapeste (por exemplo um animal gigante, cruzamento entre avestruz e alce, do tamanho de uma girafa) e mais pareciam criaturas de pesadelo. Enfim, mamíferos ou aves da era Cenozoica, do Éon Fanerozoico, dos períodos  PaleogenoNeogeno e Quaternário (que eu da escala do tempo geológico não percebo nada nem quero, já sou trapalhona que chegue com datas que envolvam gente) e que para abreviar eu trato carinhosamente por bichos óicos. Pois bem, uma pessoa está aqui descansadinha a pensar que o mundo já vai péssimo, mas que ao menos bichos óicos não temos, quando um grupo de cientistas resolver afirmar que anda a ver se ressuscita alguns. Meus caros senhores, não viram como acabou o Parque Jurássico? (E isso era com dinossauros, que já são pirosos que chegue). Não preferem trabalhar em avanços científicos que valham de alguma coisa aos animais que ainda por cá andam e às pessoas que bem precisam? Porque enfim, um mamute não chateia ninguém, é um elefante felpudo, e um tigre dentes-de-sabre é bonito, é imponente, tem cachet. Mas bicharada desta, tenham paciência. Se a obra de Deus, ou da Natureza, se aperfeiçoou por algum motivo foi, não é? Há alguma necessidade de criar mais problemas, há? Ou de ofender o sentido estético e a tranquilidade de uma blogger, coitada, que como todo o mundo tem direito a ter fobias que não lembram a ninguém? Poupem-me.
                         
                         Ficheiro:Glyptodon (Riha2000).jpg
                        
                         

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