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Friday, March 29, 2013

Merle Dixon dixit: I’m a mystery to myself



I don’t know why I do the things I do. Never did.  I’m a damn

 mystery to myself.” 

                                                  Merle Dixon

As personagens de que mais gosto são sempre assim, ambíguas. Com um sentido de humor sardónico, um quê de enfant terrible e um lado negro que as torna, de certa forma, solitárias, mantendo um pé em cada espectro da Força. A caminhar na ténue fronteira entre a escuridão e a redenção, mas movidas por um impulso interior extraordinário. Com mais conteúdo do que aparentam. Duras como pregos, mas capazes de olhar para dentro de si mesmas. Only Merle can kill Merle. Como acontece neste tipo de carácter, ele é movido apenas pelas suas próprias decisões. Mesmo aquelas que possam ser perigosas ou dolorosas para ele mesmo. De Merle, todos temos um pouco - uns mais do que outros. Quem se rege por instinto, pela força necessária para sobreviver numa independência absoluta, é frequentemente um mistério para si próprio. Há muitas vezes em que não me entendo, mas as decisões tomadas de acordo com o instinto nunca me falharam: só aquelas em que se ponderou demasiado, o suficiente para deixar que a voz interior abrandasse, se provaram erradas. Não temos de nos compreender por completo. Muitas vezes é bem mais agradável manter uma relação de certo mistério com a nossa pessoa. A capacidade de surpreender nunca deve ser desprezada. O que difere de não ter auto regulação ou consciência, de agir aos trancos e barrancos ou pior ainda, de agir mal tendo plena consciência dos factos. Isso sim é grave. O mistério, esse, desculpa muita coisa...e tem um certo élan.

2 comments:

Joana come a papa said...

Se há coisa que adoro nesta serie são as suas personagens

Imperatriz Sissi said...

Fantásticas. E muitos diálogos estupendos!

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