Recomenda-se:

Netscope

Friday, March 29, 2013

Quando o ego dá jeito


                                     
Ouvi algures I may seem cold and professional, but I do have an ego. E eu sei que prego muitas vezes contra o monstro do ego (ou do ego exacerbado) aqui no IS. O ego, esse parvalhão, é a causa de muitos tormentos na vida: de nos mantermos em situações desagradáveis só por birra. Do espírito de competição gratuito e exagerado, que não leva a lado nenhum. De alimentar rivalidades e picardias. Do ciúme doentio e da mesquinhez. Da falta de auto-análise. Da incapacidade de dar o braço a torcer ou mesmo de arriscar, que só nos prejudica. Da tensão nervosa e de contendas por coisas que não valem um chavo. Do orgulho desmedido. Na maioria dos casos, procuro sacudi-lo como a peste. Mas há situações em que o ego é necessário. Não só numa perspectiva love thyself first, que é essencial para amar bem outrem e ao próximo; mas porque a nobreza de carácter, quando revelada em excesso, é uma excelente desculpa para que os outros mostrem o oposto para connosco. É muito bonito contar com a nobreza de espírito, abnegação e superioridade alheias. E fazer o piorio pensando "ah, fulano (a) é demasiado peneirento (a) para cair em actos mesquinhos. Tem muita classe para isso. Noblesse oblige". Quem é magnânimo não retalia. Procura não levar nada a peito, nem como ataque pessoal. Não se manifesta. Não perde a face. Não desce do salto. Evita pedir explicações que lhe são devidas, ou castigar abertamente quem o ofendeu, para não cair do pedestal. Esse é o conceito que se faz, nos nossos dias, de quem é bondoso,  ou procura ser uma pessoa de brio. Tem um espírito demasiado elevado. Mas olhemos para trás e não esqueçamos: uma coisa é a magnanimidade, outra muito diferente (e que necessariamente, põe limites à elevação moral) é a honra. Por isso, noutros tempos em que as coisas tinham regras,  havia duelos. E o direito de insultar em público o ofensor cobarde que se escusasse a uma reparação.  Muitas vezes o mostrar-se superior a, o deitar ao desprezo, o cinismo ou mesmo a ironia não chegam. Se não nos apoiarmos no ego para agir em nossa defesa uma vez por outra, se não deixarmos que os sentimentos - ainda que de posse ou de orgulho  - falem mais alto, nunca teremos a capacidade de endireitar o que está errado, nem de obter justiça. Ser o ofendido, declarar-se como tal, é legítimo. Ou como diz o povo, quem não se sente não é filho de boa gente


2 comments:

lena said...

Muito interessante e concordo. O nosso ego é importante mas tem de ser equilibrado.
beijinhos grandes.

A Bomboca Mais Gostosa said...

O equilíbrio é a chave de tudo!

Textos relacionados:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...