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Sunday, March 17, 2013

Sorte malvada?

                                     
Não é que eu seja exactamente supersticiosa - só me fio remotamente em crendices cuja origem faça sentido para mim - mas na minha família há uma série de tradições, de modo que é impossível escapar a algumas. Cresci com elas, fazem parte do quotidiano e quem nos frequenta a casa primeiro estranha, depois entranha e acaba por se contagiar, o que não é lá muito boa ideia. Mas embora haja alguma piada ou conforto em tradições familiares, por vezes são um atraso de vida e não acho que tenha mais sorte ou menos lá por causa disso. Acredito, aliás, que por vezes é preciso sacudir as coisas, mandar tudo às urtigas e fazer tudo ao contrário daquilo que é costume para obrigar as energias a mudar de rumo. Um dia destes borrifo-me para toda essa traquitana e palavrinha de honra, começo a não mudar a roupa num minuto se a vesti do avesso, a colocar a carteira em cima da cama, da mesa ou no chão, a pôr dinheiro sobre a mesa (o que além de supostamente afastar a fortuna é uma grande porcaria, por isso talvez mantenha essa) a fazer a manicure ao Domingo, a virar o azeite e a não lhe atirar sal para cima, a 
chatear-me quando entorno vinho tinto, a virar o pão ao contrário, a dar pontapés nas latas e a escangalhar espelhos (mais sete, menos sete, haviam de encontrar mulher) a deixar as facas cruzadas, a mandar o lixo fora à noite, a não me ralar se pico o dedo indicador ao colocar alfinetes ou pregadeiras (os outros tudo bem, esse traz desgosto), a dizer o palavarão Az...xxxx (Credo, Santo Nome de Jesus - diz-se "pouca sorte") e o nome da Peça Escocesa, etc, etc, etc. Só a avisar.

1 comment:

Tamborim Zim said...

Só de imaginar-te, mimosa Imperatriz, aos pontapés às latas, é impossível não rir muito! :))

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