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Thursday, March 28, 2013

Tia Pureza Teixeira da Cunha dixit: conservadorismo

                                  
Ainda a propósito de ligeireza de valores e elasticidade moral, duas das coisas que mais me irritam neste mundo, lembrei-me de um trecho da mui talentosa Ana Bola, no seu livro (ou excelente comédia de costumes) Absolutamente Tias. Já tenho dito que explicar verdades a brincar exige génio, e é bem o caso. O politicamente correcto, a tolerância a tudo, a vista grossa aos pecados alheios, a ausência total de julgamento ou juízo de valor, o laissez faire laissez passer, frequentemente não passam de desculpas para permitir as próprias asneiras enquanto se posa com uma aura de santidade. Por vezes, "tias" à parte que isto aplica-se a toda a gente que tenha dois dedos de integridade, é realmente preferível ser um nadinha bota de elástico, um bocadinho old fashioned. Com muito prazer.

" (A Tia verdadeira) é com certeza uma conservadora porque não só conserva os objectos como conserva uma maneira de pensar que (...) pode ser um bocadinho discutível. Mas ouça, diga-me lá francamente, o que é que é melhor? É andar por aí vestida de logotipos de alto a baixo e ter uma cabeça, digamos, mais aberta ou ser uma pessoa muito mais discreta, mesmo que um pouco antiga na maneira de pensar? Olhe que não sei, tá a ver? Numa altura em que toda a gente fala em crise de valores...já não sei se não é melhor manter alguns, e tentar passá-los de geração em geração".

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