Recomenda-se:

Netscope

Thursday, April 18, 2013

12 sinais de alarme de um (a) namorado (a) péssimo (a)

                             
O que costuma parecer demasiado bom para ser verdade, geralmente é: há pessoas que parecem pedaços de mau caminho, mas na realidade não passam de tropeços, e dos feios. No meio do entusiasmo, da paixonite e das palavras bonitas pode ser tentador ignorar os velhos sinais "se grasna como um pato e caminha como um pato, então é um pato". Há, no entanto, pistas subtis que dão a entender: "filha (o), estás a meter-te numa grande alhada". A primeira de todas é o nosso instinto, que nos diz logo que algo não bate certo no meio do cenário perfeitinho. Mas lá está, nessas circunstâncias a tendência é para mandar o instinto à tábua; mais, os alarmes do instinto têm prazo de validade. Ao fim de dois dias, mais ou menos, podem ser camuflados por factores como a química, as aparências ou as atenções de que nos vemos alvo. Começamos a baralhar os factos, a ponderar demais e para que a confusão não se instale, levando a um "para que fui meter-me nisto?" dos grandes, convém reparar em dados mais palpáveis:

1 - Mal se conhecem, conta ou pergunta dados demasiado íntimos. Não tem problemas em interrogar amigos comuns sobre coisas privadas suas, em confessar que já andou à sua procura no Google, nem acanhamento em se queixar dos dramas do anterior relacionamento, sem que ninguém lhe tenha perguntado nada disso.

2 - Prega que se apaixonou por si à primeira vista a quem quiser ouvir, e não admite que ninguém duvide. Se alguém o (a) chamar à razão, vê isso como uma prova de falta de confiança - mesmo que se tenham conhecido ontem - e não de ponderação.

3 - Quer saber tudo da sua vida e fazer parte da sua intimidade ou círculo de uma forma fulminante, mas revela a dele (a) aos poucos. Parece uma pessoa muito aberta e brincalhona, mas depois tudo são mistérios.
Ora fala de si a toda a gente com o maior orgulho, ora faz segredo em relação ao namoro - revelando-se pouco à vontade nas redes sociais, por exemplo. Esconde coisinhas a torto e a direito e nunca se sabe muito bem qual é a sua rotina, as suas "amizades" ou o que revela a terceiros. Ser discreto é uma coisa; não saber o que quer -  no mundo real, virtual, ou em qualquer contexto - isso revela instabilidade, no mínimo.   E já se sabe, caso você indague...há chatice.

4 - Não bate a bota com a perdigota: por exemplo, afirma ter gostos demasiado selectos e eruditos mas não se horroriza com o CD de música pimba que alegadamente, a tia lhe deixou no leitor do carro. Tudo nele (a) parece demasiado recente: o estilo de vestir (se há meses apresentava sinais inequívocos de parolice e agora é do mais betinho que há, acautele-se) os gostos adquiridos, a maneira de falar, as amizades, hábitos que não batem certo com as aspirações...

6 - Faz parte de "seitas" ou simpatiza com esquemas (de pirâmide, por exemplo...) e acha isso muito natural. Pior ainda, revela demasiada compreensão e tolerância por comportamentos imorais ou pouco éticos: o marido da sua amiga fugiu com outra, deixando-a de rastos? "As pessoas podem-se apaixonar". Uma colega trabalha como acompanhante de luxo? "Bom, a vida é dela...". Não julgar é uma virtude, mas tudo tem limites. Talvez ele (a) procure desculpar, com isso, os seus próprios pecados. Mau sinal.

7 -  A sua palavra é de elástico; não tem problemas nenhuns em dar o dito por não dito, faltar a promessas e ainda atirar-lhe com as culpas. Além disso, contradiz-se constantemente: jura aos pés juntos que serão felizes para sempre sem que ninguém lhe encomendasse o sermão, conta aos amigos que quer ser pai dos seus filhos e até já está a pensar em nomes, mas tem ataques de pânico se você lhe disser, mesmo a brincar, alguma coisa do mesmo género.

8 - Leva qualquer gracejo como ataque pessoal. Sofre de mood swings (ora está bem, ora está mal) tem um historial (ainda que velado) de agressividade, e tudo são bons pretextos para discussões de caixão à cova em que só ele (a) fala - ou melhor, grita -  seguidas de amuos, inversão de factos, transferência de culpa e tratamento do silêncio. Qualquer discussão parece uma tragédia e joga mind games consigo, vitimizando-se e procurando distorcer o que lhe foi dito. Drama, drama, drama. A vítima é sempre ele (a). Ocasionalmente, tem ataques de remorso exagerados, vulgo " sou uma besta, só te faço sofrer". A violência psicológica pode deixar uma pessoa confusa -  por isso logo que a detecte, fuja a bom fugir.

9 - Os anteriores relacionamentos dele (a) são uma boa pista: não só dizem muito sobre o seu carácter e hábitos (se todas a(o)s ex tinham mau ar, por algum motivo será...que antros terá andado a frequentar?) como os motivos do rompimento têm que se lhe diga. Se ele (a) diz que foi sempre a vítima, o (a) desgraçadinho (a), que não tem sorte nenhuma...cuidado. Há sempre duas faces da moeda. Quem quiser ouvir de si, ouça dos outros. E onde há fumo, há fogo.

10 - Não procura saber os seus gostos: impõe os dele (a), mesmo quando lhe compra presentes. Só fala em si próprio (a). E se frequentar a sua casa, põe e dispõe como se estivesse na dele (a). Uma pessoa decidida é uma coisa, uma pessoa egocêntrica e autoritária é outra. Caso você proteste, há cena: em breve, se tudo correr como esperado, o (a) parceiro (a) não se atreverá a abrir piu, para evitar discussões. Missão cumprida.

11 - Desconfia de si e pergunta-lhe o mesmo várias vezes, tentando apanhar contradições. Quem é desconfiado não é fiel, e as pessoas como são, assim julgam; talvez projecte em si as suas próprias mentiras.

12 - Faz grandes basófias e gaba-se de mundos e fundos que se verificam não corresponder à verdade, quer pelos actos, quer pelas contradições em que acaba por cair, ou pelas meias confissões que vai fazendo. 

Se detectar alguns destes sinais, passe-lhe quanto antes um atestado de "ganda maluco (a)!" e vá à sua vida. Tolerar coisas que nos fazem sentir desconfortáveis, por mais ténues que sejam ou por mais patetas que pareçam, nunca dá bom resultado. Ignorar só vai contribuir para aumentar a bola de neve, e quando der por si estará tão enredado (a) que não saberá como sair dessa. Quem avisa...





10 comments:

Fashionista said...

ah ah adorei!

Sérgio Saraiva said...

Que exagero :P
Parece-me mais que descreves uma caricatura que uma pessoa real.

De resto a teoria do "quem é desconfiado não é fiel", sinceramente não vejo que uma coisa leve a outra. Pode acontecer ou não, mas não vejo uma relação direta entre ambas.

Inês Maria Rocha Gonçalves Moura de Sousa said...

E quando se junta um individuo destes com uma individua bipolar? oh é do melhor! Porque como são dois avariadinhos estão bem um para o outro (leia-se num cenário de caos apocaliptico). Eu tenho um casos destes bem próximo e para bem da minha sanidade mental afastei-me da individua, mas vou sabendo das coisas porque há sempre alguém que quer compartilha-las comigo.

lena said...

Boas dicas.
Beijinhos grandes.

Maria Misteriosa said...

Nao exageraste em rigorosamente nada! E de tudo isso que se deve fugir...eu comprovo o "tipo" descrito...infelizmente para mim que nao fugi atempadamente e achei que apenas com a minha determinacao e Amor incondicional ia mudar o mundo...lirica!
Por incrivel que possa parecer a muitas e muitos...isto existe!

Imperatriz Sissi said...

@Fashionista, obrigada :p

@Sérgio, não é exagero: eles "andem" aí, como a Inês e a Maria dizem abaixo.
Acredita, há gente muito "colorida"por aí e se não tropeçaste em nada disso, tens de contar o que andas a fazer bem ;)

@Inês - só se estraga uma casa. O pior é quando tentam introduzir gente honesta e normal no seu mundo.

@lena - grazie, beijoca.

@Maria - Solidariedade de irmã! Muita!

Imperatriz Sissi said...

Não quer dizer que todas as pessoas desconfiadas ou inseguras sejam infiéis, mas em exagero..é uma pista. As pessoas como são, assim julgam, vulgo "se eu sou capaz de esconder isto e aquilo sem que ela sonhe, será que ela não fará outro tanto?". Por aí.

Miguel Godinho said...

13. Mostra-se esta lista a referido personagem (e que ninguém duvide que existem, palavra de quem foi de ventas à torneira e não por falta de avisos, ''paixonite'' oblige) e ele(a) encolhe os ombros.

''Spot on'', esta lista. Bang bang.

Imperatriz Sissi said...

Miguel, lamento saber que a espécie fez mais uma vítima. É natural que encolhesse os ombros. A frase preferida de pessoas assim, quando confrontadas com as suas atitudes, é "não sei". O_O

Miguel Godinho said...

Lamentar? Ná. Afinal, ''comédia = tragédia + tempo''. Só que isso, já a Sissi sabia. Bom fim de semana :)

Textos relacionados:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...