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Wednesday, April 3, 2013

Interpretar os sinais: um péssimo partido


There's a threat, you end it, and you don't feel ashamed 

about enjoying it.

The Governor

Rapariga indefesa é salva e acolhida por rapaz de belo porte. Rapariga sente-se enfeitiçada pelo que parece ser um dos poucos machos alfa disponíveis num mundo apocalíptico. Rapariga e rapaz apaixonam-se; rapaz faz dela a rainha do seu castelo. Os amigos da rapariga torcem o nariz a tanta amabilidade junta e acham que algo não bate certo; rapariga diz que eles estão a ser uns desmancha prazeres. As evidências parecem confirmar essa sensação desconfortável- mas a nossa heroína, que normalmente até desconfia de tudo e todos ou não andasse há meses a fugir de mortos vivos, faz vista grossa. Deixa passar uma. Deixa passar duas. Também era mau demais o rapaz sair um vilão, com aquela carinha de príncipe encantado. Rapaz faz cada vez mais maldades. Rapariga desculpa-o. Rapaz dá sinais claros e evidentes de não jogar com o baralho todo. Ela fica confusa e culpa o fim do mundo, a chacina e os mordedores pelos problemas dele, pobrezinho do meu querido, quando está bem faz-me tão feliz.  Rapaz tem um zombie no armário, cabeças de zombie em aquários de formol e quase desanca a melhor amiga da namorada. Rapariga fica feita parva mais uma vez, ai coitadinho que anda traumatizado. O super namorado, que parece cada vez menos super, é apanhado em flagrante delito de malvadez - a namorada ingénua vira-se do avesso para estabelecer a paz. A família aconselha-a a fugir enquanto pode e a acabar com a ameaça. Rapariga fraqueja de novo. Por fim, lá ganha juízo e tenta escapar de uma vez por todas. Rapaz flipa e vai atrás dela. A heroína dá luta, mas ele é mais forte e tranca-a numa sala com um morto vivo, sem nenhuma consideração pelos bons momentos que passaram juntos. Traição feia, muito feia. Péssima. Estava-se mesmo a ver, não estava? Nos seus últimos momentos, a protagonista finalmente percebe que ele era completamente apanhado do clima, um verdadeiro sociopata, e que se devia ter livrado dele nas várias oportunidades que teve - ser, afinal, um bocadinho mais como ele: na presença de uma ameaça, dispara primeiro e pergunta depois. *GAME OVER* .

Raios parta a programação das mulheres para a paciência interminável, e para acharem que podem consertar tudo, salvar tudo, até gente estranha.



2 comments:

odeioervilhas said...

Foi um episódio muito bom para um fim tão triste!

LookLuisa said...

Mesmo, que mania a nossa em achar encantadora a ideia de consertar o marginalizado, magoado, sofredor, paranóico, traumatizado, pouco sociável, entre outras maravilhas que vivem recônditas no mundo dos "he's just not that into you"!

beijinhos

http://lookluisa.blogspot.pt

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