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Sunday, May 5, 2013

"Trovejou, trovejou, mas não caiu uma gota de água"

                                  
Esta expressão chinesa aplica-se a situações que não atam nem desatam, embora pareçam prometer grandes emoções ou resultados; ou àquele tipo de pessoas que espantam mais do que matam, que ladram mais do que mordem (salvo seja) ou que enfim, não se percebe o que querem. São como os garotos que tocam às campainhas e fogem a correr. Uma outra tradução portuguesa seria " a montanha pariu um rato". A frase  também pode ser usada quando alguém barafusta com grande basófia *para não dizer outra coisa* que vai pôr tudo na ordem, que quem manda ali é ela, etc, mas depois se acobarda, deixando-se manipular pelos envolvidos. De resto, há que não esquecer que na cultura chinesa "fazer chuva e vento" ou "o jogo das luas e dos ventos" designa o acto amoroso - por isso, quando se diz isto em relação a uma pessoa, significa que ela saiu uma grande desilusão. Por exemplo, quando há uma química enorme mas depois...enfim, o rendez-vous falha redondamente as expectativas. Ou alguém promete mundos e fundos mas não é capaz de cumprir um décimo, quanto mais ser o melhor do mundo. Não sei quanto a vocês, mas eu tendo a tropeçar em pessoas que trovejam muito, em diferentes sectores. O que é uma maçada, porque eu sempre preferi trovejar pouco e apresentar os "raios" quando ninguém espera. Não sou uma grande fã da antecipação. Antecipar demasiado não causa senão stress e expectativas difíceis de igualar. E esperar seja pelo que for por demasiado tempo, ou prolongar uma guerra por um período longo demais, não traz benefícios a ninguém. Sabem a inquietação que se sente antes de uma tempestade, com toda a electricidade no ar? É exactamente isso.  

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