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Friday, June 14, 2013

Don´t know, don´t care...‏


                       
...não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe, olhos que não vêem, penas que não se sentem, frankly my dear I don´t give a damn, do I look like I bloody care? e por aí fora. Nunca compreendi as pessoas que continuam a obcecar-se por assuntos que já não têm ponta por onde se lhes pegue, que não está na sua mão resolver  ou que se encontram numa fase em que o que está feito está feito e mais vale pensar noutra coisa. Conhecimento  é poder, keep your friends close and your enemies closer  também é uma estratégia razoável em alguns casos, mas demasiada informação não traz nada de bom. Sou o tipo de rapariga que salta por cima dos problemas e que vira as costas a quem os provoca, deixando-os enredar na sua própria confusão: o que não tem remédio remediado está, you´re own your own, baby, estou-me nas tintas e o resto que expluda para aí desde que os estilhaços não venham bater na minha janela. O meu lado misantropo dá-me muito jeito, às vezes. É uma equação simples: não podemos, nem devemos, controlar tudo só porque o nosso ego diz que sim e não queremos que nada nos escape. Em muitas situações, é preciso que as coisas fujam ao controlo de quem quer que seja; é como libertar o elástico de uma fisga, ou um truque de kung fu em que a força do ataque alheio é suficiente para lançar o adversário para fora do ringue com o mínimo esforço. 
 Também nunca entendi quem faz o possível, por simples teimosia, espírito de competição ou vaidade, para ver quanto tempo aguenta uma situação insuportável. "Eu lutei o mais que pude"..."eu ainda resisti x meses naquela situação"...masoquismo, anyone? Por vezes o nosso valor não se mede pela resiliência (olha a palavrinha da moda) perante circunstâncias extremas, e sim no golpe de vista que permite identificar uma situação que cheira mal desde o início, que não vai trazer nada que preste, e saltar fora dela quanto antes. Nenhum homem de negócios bem sucedido coloca tempo, dinheiro e esforço numa coisa que sabe à partida que será um péssimo investimento e na vida, como nos negócios, tempo é dinheiro. O poder sobre as situações tem o seu encanto - mas é preciso avaliar a  recompensa. É melhor reinar no inferno que servir no céu - facto. Mas uma coisa é reinar no inferno outra é ser um rei da sucata, por exemplo. Ter muito de uma coisa que não vale nada equivale a ter um negócio que só dá prejuízo. O melhor é trespassá-lo habilmente e seguir adiante. Sem pensar mais nos prejuízos causados, nas pendências que a Justiça não resolve, no ganhar ou perder - porque há coisas que são como os fregueses de lista (palavras de um merceeiro lá da terrinha): mais vale perdê-las  do que tê-las...

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