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Thursday, June 27, 2013

Duas questões de costura que me tiram do sério:

                                    
1- Que praticamente TODAS as saias à face da terra precisem de  me ser ajustadas na cintura. Não vale a pena iludir-me, achar que a marca é boa, que a cintura é alta que chegue, que daquela vez o tamanhinho é tão pequenino que não precisa de adaptação nenhuma. E olhem que eu fujo do elastano como o diabo da cruz. Debalde: acabo desfraldada, e eu que tanto bato na tecla do aprumo. Não sei que vem a ser isto de fazerem tamanhos pequenos com cinturas tão largas. Tudo bem que as modelos de hoje têm uma figura arrapazada, mas não exagerem. E eu gosto de mandar ajustar a roupa à perfeição, mas não sou paga para passar a vida na costureira.

2- Pôr uma peça no cesto que vai para a costureira, com pedido de urgência - vulgo calças preferidas cuja bainha se prendeu no salto do sapato, gabardina que precisa de ser apertada, fatiota nova que requer modificação ou fecho de vestido que deu o berro. E uma certa pessoa, sem perguntar nada a ninguém, guardar o dito cesto na lavandaria/rouparia lá de casa, onde se vai juntar a muitas outras coisas que precisam de intervenção mas não são urgentes. Resumindo: acaba por esquecer e quando vamos a ver, andamos meses à procura das roupas que deviam estar prontas há séculos e em vez disso, estão muito bem dobradas e inutilizadas numa prateleira. Daqui tiram-se várias morais:

- Não deixes para amanhã, nem para a hora seguinte, a roupa que podes mandar à costureira hoje. Agarra as peças bem agarradas, sai de casa a correr e não as largues até a senhora prometer que as tem arranjadas no dia X. E depois vai lá buscá-las, rápido (não há nada mais deprimente do que esquecer roupa na "modista").

- Estou como os dandies: qualquer dia fica-me mais caro manter, adaptar e arranjar o guarda roupa do que ir às compras. Oh, Well. Há que impulsionar a economia...

- Se me sai a sorte grande, a primeira coisa que faço é seguir o exemplo de pessoas amigas que ainda têm a sorte de viver como se vivia antigamente, com uma senhora todo o dia em casa exclusivamente para fazer trabalhos de rouparia. Não só criava um posto de trabalho junto de uma patroa encantadora (não olhem para mim assim, sou mesmo!) como dava o investimento por bem empregado. 



2 comments:

Inês Maria Rocha Gonçalves Moura de Sousa said...

Menina Sissi foi na mouche. Tenho exactamente o mm problema com as saias e confesso que me achava um bocado tola achava que o problema era da minha diferença entre cintura e anca, pelos vistos é defeito de fabrico... das saias não meu. COnfesso que trago na mala do carro desde a semana passada as peças todas que precisam de arranjos na costureira e que espero ainda hoje lá dar uma saltada (só gosto da minha costureira de há quase 20 anos que não fica nem a caminho de casa nem do trabalho e por isso acabo por ir adiando a ida até lá). Lembro-me muito bem da costureira que ia todos os dias a casa dos meus pais fazer arranjos quando eu era miuda,por isso concordo com o regresso destas senhoras.

sorayabranco said...

Antigamente, era normal uma anca de 100 cm ter uma cintura de 65 (que é o meu caso também).
Os moldes de roupa antigos respeitam essas medidas...
Eu tenho sorte que a minha mãe foi costureira durante mais de 40 anos e ensinou-me a fazer os meus próprios arranjos.
De qualquer forma, há lojas muito conhecidas onde eu me recuso a entrar, exactamente por isso (umas pinças contornando as formas da anca levam muito mais tecido, trabalho, tempo e dinheiro).
E se todas as mulheres fizessem o mesmo, o 'corte fácil' teria de acabar.
As marcas portuguesas ainda dignificam em alguma coisa a forma feminina. Já as espanholas (tanto gama alta como baixa) é de fugir a sete pés. Antes andar de burka...

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