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Monday, July 22, 2013

Brilhante conclusão do dia: o que acontece nas redes sociais...

A Liberdade é muito relativa. 
     
...ou nos blogues, ou em qualquer outro formato, não é como o que acontece em Las Vegas. Ou seja, não fica ali paradinho, esquecido. Lá por estarmos numa plataforma virtual, não quer dizer que o velho adágio " a flecha atirada, a oportunidade perdida e a palavra dita não voltam atrás" caia por terra. Meaning, porque uma senhora deve sempre querer dizer exactamente o que diz, que ao publicar um post, ou status, ou conteúdo, somos responsáveis por ele - e estamos sujeitos a opiniões, a impressões, a julgamentos. Este blog é meu, não é uma democracia, eu aqui sou a patroa, etc, etc - certo. Tenho dito isto várias vezes e não retiro uma vírgula. Cada vez mais, pelo número de amigos, bloggers e visitantes que têm a gentileza de se associar a ele, o IS é de todas as pessoas (fofas e respeitáveis, bem entendido) que gentilmente cá param, mas não nos enganemos: a responsabilidade do que aqui se escreve é minha e só minha. Suponhamos que um dia, num rasgo de parvoeira que espero que nunca me aconteça porque me tenho por uma rapariga ajuizada, ofendo deliberada, clara e inequivocamente alguém, como tem acontecido a outros bloggers. Ou inadvertidamente, mas citando nomes. Vou culpar os leitores? Pois claro que não. Um líder, ou um responsável de qualquer coisa, nem que seja de um blog como este, assume o que faz/diz/escreve para o bem e para o mal. O blog é isso mesmo: um lugar para partilhar devaneios, crónicas, estorietas e anedotas do dia a dia. E mais adequado a isso do que formatos mais leves e mais pessoais, onde os nossos amigos não têm a opção de escolher abrir ou não abrir uma página, levando com um status que lhe pode ser desinteressante, agressivo ou desagradável pelos olhos dentro. Mas nem por um segundo nos devemos iludir que lá por o blog ser nosso, não estamos sujeito ao julgamento alheio. A partir do momento em que tornamos algo público (seja um texto, um retrato ou outra coisa qualquer) estamos sujeitos ao aplauso e à crítica, que até pode ser infundada ou disparatada. Podemos desactivar as opções de comentários, podemos retribuir a alfinetada respondendo ( valha-nos que a cobardia da internet não passa impune, temos sempre a opção de dizer "você é um asno! Um verdadeiro cepo! Vá para o diabo que o carregue e não volte mais aqui, etc" ") podemos ficar muito chateadinhos, injustiçados e melindrados, mas o poder de dizer coisas tem o custo de poder ouvir coisas
 Logo, é infantil e disparatado ver o blog, ou uma rede social, ou qualquer formato onde se diga da nossa justiça, como um diário secreto que foi roubado, lido e criticado em público. Se não escrevemos só para nós, não podemos contar com o conforto da nossa opinião isolada, ou da opinião de pessoas escolhidas que concordam connosco. Ou haverá pessoas que adoram o poder de ventilar cá para fora, mas esperam que o mundo esteja de acordo com tudo o que se lembram de dizer, nem que seja o pior disparate? Que eu ainda vou defendendo até à morte o direito de cada um dizer as asneiras que lhe passam pela ideia, mas defendo igualmente o meu de dizer " isso é a maior parvoíce que já ouvi". A liberdade tem disto - além de ser desculpa para tudo, é sempre chata quando está na mão dos outros.

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