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Friday, July 5, 2013

De volta, e ... (os computadores são como os relacionamentos, está visto).

 
..com os problemas técnicos mais ou menos resolvidos. Eu disse mais ou menos porque o disparate foi tanto que me vi obrigada a substituir o computador. O desgraçado desligava-se de dois em dois minutos ( nunca tinha sido certo, mas foi piorando e não havia reparação de emergência que lhe valesse) autonomia de bateria, viste-a e ainda por cima sempre pesou toneladas. Sou capaz de mandar arranjar o amigo infiel que me tem acompanhado nos últimos dois anos, mas só em honra dos muitos posts que escrevi nele, das boas e más notícias que ele me trouxe - mas todas marcantes - de todos os momentos que passámos juntos. Mas não que merecesse, não. Judas. Devia era atirá-lo pela janela fora, por todas as vezes que encravou, que deu o berro, que me deixou na mão em momentos de stress e de pressa. Não se faz isto a uma rapariga que trabalha o dia todo e ainda chega a casa, às vezes num pulo, na esperança de actualizar o blog e sabe-se lá, responder aos e-mails e visitar os blogs dos outros. E os computadores são como as pessoas - se deixamos de poder contar com elas quando mais precisamos, deixamos MESMO de contar com elas. Continuam lá - mas já não são o nosso primeiro recurso, a nossa primeira escolha, a exclusividade desaparece e podemos mesmo...substituí-las por outro modelo. Palavra que não queria, computador. Sou uma companheira fiel e detesto gastar dinheiro e tempo com engenhocas novas.  Dispenso andar por aí à procura das novidades, passar pela canseira da escolha, habituar-me a outro teclado, a outro sistema operativo (que é o caso) a outro monitor, a outro funcionamento. Por mim, a minha relação contigo era para continuar até que a evolução da informática nos separasse. À parte seres um bocado grande ( mas isso foi escolha minha, queria um computador com capacidade para editar vídeos) eras perfeito. E depois abusaste da minha paciência. Partiste-me o coração. Eu tentei, palavra, levei-te à terapia várias vezes, procurei perceber o que se passava contigo, entender-te. Fiz o meu melhor. Disseram-me que o defeito era de fabrico, não sei quê de incompatibilidade com o transformador. Para não te substituir, tive os cuidados todos, dei todos os mimos, mas tu agias segundo as tuas conveniências e as de mais ninguém. Achaste que eu estava demasiado dependente de ti, que seria demasiado agarrada ao conforto e ao passado, tomaste-me por garantida.  Quantas noites solitárias passei à espera que me ligasses importância? Que estivesses lá para mim, enquanto te deleitavas no teu egoísmo e nas tuas paranoias? E agora desculpa, mas não posso deixar de trabalhar não sei quantas semanas, pôr a minha vida de parte, enquanto ficas internado a resolver os teus problemas existenciais. Tiveste TODAS as oportunidades. Estragaste tudo. Pois bem, prefiro a maçada de travar conhecimento com outro computador, a aventura às cegas de um relacionamento com uma maquineta que não conheço de parte nenhuma mas que tem a possibilidade de  resultar - contigo já vi que não funciona. Vi tudo o que tinha a ver. Cansei-me. A bem da minha serenidade e sanidade, estás dispensado. Substituído. Não és tu, sou eu ou - deixemo-nos de tretas por uma vez - não sou eu, és tu. So long, loser.

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