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Wednesday, August 28, 2013

As relações são como as obras em casa...



...ou, para usar uma analogia mais grata às mulheres, como fazer a maquilhagem.  Pensem lá comigo: onde já se viu querer remodelar a casa e
 pintá-la de fresco sem retirar todos os móveis, fazer uma limpeza a fundo, esfregar bem o chão e as paredes e possivelmente, uma raspagem na pintura? Colocar canos novos sem antes tirar os velhos?
 Ou aplicar maquilhagem sobre um rosto todo sujo? 
Antes de fazer (ou refazer) qualquer uma destas coisas é preciso limpar quaisquer impurezas  - deixar uma tela branca para trabalhar. Sem limpeza, sem purificação, é impossível começar, recomeçar ou restaurar seja o que for.
 Sempre achei que com os relacionamentos é o mesmo - mas há muitos homens (e se calhar mulheres, não faço ideia) que parecem não concordar com isto. Agem como algumas criadas de outros tempos, que varriam o lixo para debaixo do tapete e esperavam que a "senhora" não reparasse.

Uns fazem uma asneira e em vez de tentar esclarecer o problema ou pedir desculpa, calam-se bem caladinhos. Dali a dias aparecem com um convite irresistível, ou um bonito presente, com ar de criança-apanhada-no-pote-das -bolachas, como quem diz "por favor não me fales mais nisso". E está claro, até a mulher menos maternal é inconscientemente algo sensível a tudo o que lembre crianças. Espertinhos, a usar a genética a vosso favor!

Outros, em casos mais graves, esperam recomeçar ou restabelecer um relacionamento, reatar, fazer as pazes ou o que seja, aos poucos. Conseguindo tréguas falsas, um relacionamento cordial que leve eventualmente a outra coisa. Mas desculpem lá: só relações que esfriaram e morreram permitem relacionamentos "cordiais", "amistosos" ou "civilizados" -  o resto é falsidade, engolir sapos, "ver no que dá" ou meio para chegar a um fim. E torna-se mesmo insultuoso transformar nisso uma relação que foi intensa. Antes morrer bem do que viver sem graça...

Acham-se demasiado importantes para  arriscar a atitude (de homem! cavalheiresca! que as mulheres adoram!!!) de dizer " fui um idiota, errei, tenho saudades". Ná. É muito melhor ir conversando, estabelecer pontes para um "a ver vamos" sem perder a face, sem se comprometer muito, sem se expor a uma possível  rejeição. Afinal, a maioria das mulheres hoje em dia quer tanto um homem que a ature que se lhe dão um pé, ela agarra logo no braço. Facilitam a vida e ainda correm atrás a oferecer cama, mesa e roupa lavada. Claro que a essas tanto lhes faz oferecer isso tudo ao Manel, como ao Jaquim, como ao Roberto ou ao Ricardo. Tudo lhes serve, desde que as carregue; entram e saem de relacionamentos como quem bebe água, não se ofendem com nada e aceitam todas as migalhas. O que é fazer batota: homens habituados à atitude das mulheres desesperadas podem confundir rejeição com simples bom senso.

Mulheres desesperadas pintam a casa e a cara sem limpar e tratar antes.

Mulheres de bom senso, não.

E os homens que "varrem para debaixo do tapete" esperam essas facilidades todas, porque se habituaram a não valorizar nada e por sua vez, a estar com mulheres que não lhes dão grande valor. Eles ou outro é o mesmo. Então, as suas frases preferidas são "não se fala mais nisso", "deixa lá esse assunto", "esquece isso" . Esperam construir alguma coisa sem esclarecer o que está para trás. E se possível (isso é o jackpot!) mantendo os mesmos comportamentos, maus hábitos e atitudes que levaram ao colapso da relação. Ou seja, sem trabalho nenhum. Sem reflexão. Sem prescindir de nada. 

É claro que não dá bom resultado. Tal como dormir com maquilhagem. Ou pintar sobre paredes salitradas.






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