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Monday, August 5, 2013

Das mulheres que se acham inteligentes. E das quotas que as encorajam.

A sociedade é delas. Com quotas!
E não me refiro ao protótipo da mulher burra, estilo caricatura de esteticista (sem ofensa às ditas, porque as há inteligentes decerto; os cursos de estética não me parecem pêra doce. Já a "cultura" é uma coisa muito relativa) dondoca (conceito assaz subjetivo também, vai tudo do background e neurónios da suposta dondoca) ou mesmo fashionista burrinha (tenho alguma reserva em considerar que uma verdadeira fashionista possa ser curta de entendimento porque sempre é preciso saber alguma coisa, tenho-o dito muitas vezes; o que há é imitações). Antes generalizasse, isso seria fácil de explicar. 
 Falo de casos mais complexos: das mulheres que de facto não devem nada à esperteza,  ao bom senso, à agudeza de espírito ou mesmo ao QI propriamente dito. Sujeitas que noutros tempos menos democráticos e mais brutos, mas também tempos de pão-pão, queijo-queijo, seriam rapidamente empandeiradas para um marido que as aturasse: remédio santo, não aborreciam mais ninguém a não ser o desgraçado, o pessoal doméstico se o tivessem e os pobres dos filhos, que se não houvesse um familiar mais sensato por perto ficavam com a educação arruinada. 
  Mas nos nossos tempos, em que é suposto ( havendo até quotas para certas coisas) TODAS as mulheres terem profissões, cursos, uma palavra a dizer e se forem fala barato, intervenção política; em que um burro carregado de livros é doutor, em que tudo é tão adquirido e tão fácil que já não se distingue quem é inteligente de quem simplesmente "funciona" e tem ambição de "parecer alguém" estas criaturas, que já não estão fechadas em casa, vêm falar para a rua, para as escolas, para os média. 
 Quando uma delas se ocupa só de trapos, é o menor dos males; queima a reputação a quem gosta de moda, mas paciência. Assim como assim já não é novidade e gente pindérica é o que há mais, mais um menos um não faz diferença no cenário.
O que me assusta é quando mulheres que não são inteligentes, mas a quem a sociedade convenceu que sim, metem na cabeça que têm de intervir
 Já assistiram a uma assembleia municipal numa terra pequena, em que todos acham que quanto mais grasnam, melhor figura fazem? É uma maçada monumental. 
Apetece bater-lhes. E se os homens, uns pançudos de marca maior que não dizem coisa nenhuma, são do piorio, imaginem as mulheres burras todas serigaitas, com ar de revolucionárias, a falar o dobro para dizer o mesmo ou seja, nada.
 O mal das  mulheres-que- não- são- inteligentes-mas- a -quem- a- sociedade convenceu- que- sim é que preenchem realmente o estereótipo machista, velho de séculos,  que dá mau nome a todas as mulheres. Porque Deus Nosso Senhor não fez tias Margatet Tatcher a pontapé, não. Pessoas inteligentes, sejam homens ou mulheres, não andam por aí a nascer nas árvores. E estas mulheres com a mania que são damas de ferro são histéricas, nervosinhas, mal amadas (pessoas que falam curto e brutalmente, inserir palavrão a gosto) maledicentes, ressabiadas, emocionais
 Em casa, são incapazes de educar os filhos; os mais elementares princípios do que uma educadora deve ser escapam-lhes; não conheço uma única cujos filhos sejam entes civilizados, com noções de moral e saber estar: dão pontapés às visitas, namoram já no sexto ano e os pais encorajam (mulheres assim costumam casar com maridos "não te rales") dizem palavrões no infantário, uma desgraça. E se alguém comenta que os pequenos são mal educados, ou não muito espertos, a mulher-burra-que-se-julga-inteligente faz um escândalo, ela que até tem não sei quantos diplomas ia lá ter filhos não muito brilhantes! Depois, estas mulheres fazem justiça às piadas mais sexistas que imaginar se possa. Não têm a mínima noção do comportamento senhoril, decente. Andam a reboque dos mais baixos instintos. Basta aparecer uma cara bonita que lhes dê graxa e são capazes de trair a melhor amiga, para não falar dos princípios políticos. Mesmo que esteja na cara que o gabiru em causa dá falinhas mansas para obter qualquer coisa em troca, esta mulher convence-se (nem que já não vá para nova, nem seja nenhuma beldade) de que é a sua sedução, a sua suprema inteligência, que motiva as atenções. E sente-se poderosa, já que não manda em mais nada, nem em si mesma. Porque intervém, porque eleva a voz de cana rachada, porque é linguaruda, tão linguaruda como a mais humilde das lavadeiras, mas com um curso que santifica tudo. Porque é irresponsável, despudorada (tão despudorada como a mais inculta das levianas) mas enfim, foi um bocadinho à escola e tem um lugarzito humilde no púlpito.
 Está linda uma sociedade que dá quotas às coisas. Que numa manobra politicamente correcta de cavalheirismo forçado e invertido se acobarda. Que é incapaz, só porque alguém nasceu mulher, de pôr uma pessoa idiota no lugar. Mandar as quotas às urtigas e seleccionar as pessoas por outro tipo de valores é que era bom. Mas estabelecer quotas para a viva inteligência, para o espírito ou para o bom senso não 
há-de ser coisa fácil. Fizeram-na bonita, as feministas. Agora temos de aturar regateiras em lugares de destaque. Lindo.

1 comment:

A Bomboca Mais Gostosa said...

LoL ainda me ri um bocadinho. Realmente conheço algumas que são umas antas de primeira, mas como têm um curso superior (normalmente tirado numa privadeca qualquer), são as maiores do mundo.
E sim, temos de dar ouvidos a essas figuras.
Conheci uma há uns tempos, licenciatura e mestrado concluído em Relações Internacionais, mas que bem, pois a senhora não sabia bem quem era Eça de Queirós, tinha ideia de já ter ouvido falar dele (???) mas não, assim de repente não sabia se era pintor ou cozinheiro de fusão. Isto a propósito de eu ter dito que estavam a fazer uma espécie de continuação dos Maias, de Eça de Queirós...
O namorado da dita? Riu-se, tadinha da menina, tão inteligente, não se pode saber tudo, não é?

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