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Saturday, August 10, 2013

Dois momentos pimba do dia.

                    

1 - Andar bastante para encontrar o costumeiro lugar na areia onde ninguém nos incomoda. Adormecer depois de um banho refrescante  e ter um sonho bonito interrompido por um camião com altifalantes que passa lá ao fundo, na estrada, a berrar " dançando kizoooooomba". Vai-se para o fim do mundo em busca de sossego, mas os flagelos estão por toda a parte. Ainda se fosse outra coisa, mas kizomba? Pior ainda, uma canção portuguesa rústica que faz um ode à kizomba? É o pavor a homenagear o terror. Mau o suficiente para me colocar em modo "vilã que quer dominar o mundo" com o objectivo de trancar os adeptos num campo de reeducação com enxadas na mão de manhã à noite, mais as leggings e as lycras e os sapatos com tachas de que tanto gostam. Afinal, é gente que está habituada a transpirar e até acha isso sensual,  os derrièrres à Kim Kardashian e as coxas grossas à bailarina da dita que essa tropa fandanga adora cultivar devem dar alguma resistência para plantar batatas, o cabelo pintado de preto- graxa resiste ao sol e o bronzeado à Jersey Shore é bom para aguentar altas temperaturas. Os pares de baile dessas meninas, vulgo pintas,  vestem calças brancas à padeiro, e camisas de manga curta também brancas: óptimo para cavar terra sem apanhar escaldões. Podiam trabalhar ao som da kizomba e 
agarrar-se uns aos outros enquanto tratavam do batatal, porque o campo ia ser onde Judas perdeu as meias, logo não me incomodava. Nas horas vagas dirigir-se-iam à sala de recreio para dançar mais kizombada ou, se estivessem cansados, ouvir tranquilamente Tony Carreira ou encomendar bandage dresses e outros trapos do piorio  pela internet. O paraíso de uns é o inferno dos outros....ou vice versa.

2 - Há vários supermercados de que sou cliente, porque cada um tem as suas especialidades. E depois há outros que evito mesmo. Não pela qualidade dos artigos, mas pelos frequentadores. Não se atura pagar compras para sofrer gente aos gritos, famílias aos palavrões, criançada a atropelar-nos, enfim o cenário típico. Hoje trocaram-me as voltas: não sei se o "outro Continente" (quem é de Coimbra percebe) estava fechado ou quê, mas a gente maluca invadiu a superfície comercial do costume. Perdi a conta aos grupos de pessoas desarranjadas a parar à nossa frente, à tapona uns aos outros e a plantar o carrinho no meio do corredor sem o arredar por mais que pedissem "com licença". Por duas vezes, fui eu a pedir licença e eles a ignorar-me como se eu fosse um insecto que para ali estava, e a perguntar uns aos outros "quanto é que custa esta mer***a?". Mulheres com idade para ser avós a falar assim alto e bom som. Não se está seguro em parte nenhuma, e olhem lá que fui a uma hora calma, não era dia de Mega Pic-Nic nem nada....

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