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Saturday, August 24, 2013

My baby shot me down: do atleta que assassinou a namorada...

                                   

...e deu a desculpa mais esfarrapada de todos os tempos. Oscar Pistorius, apelidado de "Blade Runner" graças às próteses que lhe permitiam correr,  foi o primeiro atleta paraolímpico a concorrer nas Olimpíadas em pé de igualdade com atletas não deficientes. Agora está acusado de assassinar a namorada, a bela modelo Reeva Steenkamp, a tiro, arriscando prisão perpétua. 
 Ele não nega ter disparado a arma: alega que acordou a meio da noite, sentiu ruído, não reparou que a jovem não estava na cama (say what?) e julgando que um ladrão se tinha fechado na casa de banho, PIM, PAM, PUM - quatro balas fatais através da porta. 
 Isso já seria esquisito (no mínimo, pergunta-se "querida, estás aí?") mas pior se torna quando a acusação afirma que para disparar àquela distância, Oscar teria de colocar as próteses, levantar-se e aproximar-se, o que prova que o crime foi premeditado. Vizinhos também ouviram discussões (frequentes, segundo outras testemunhas) na casa antes do homicídio e segundo a mãe da vítima, Reeva teria muito medo do namorado. Ou seja, era uma questão de tempo até o "mau feitio" do atleta levar a um desfecho destes.
 As mulheres que já se tenham relacionado com um homem de temperamento instável sabem o inferno que isso pode ser. Já aqui se falou em violência psicológica, que quando prolongada, leva quase sempre a situações de risco físico. 
 Neste caso concreto, sem querer adivinhar nem generalizar (porque um indivíduo não se reduz à sua deficiência, para o bem e para o mal) parece-me que Reeva confiou e desculpou sucessivamente situações imperdoáveis. Porque gostava dele, porque coitadinho, é traumatizado e talvez porque (afinal, somos humanos) achasse que ele iria apreciar  o facto de uma mulher tão linda o amar e aceitar exactamente como ele era, sem reservas. Só porque um rapaz é , desculpem lá, manquinho, isso não faz dele boa pessoa (nem pior pessoa). E quem diz manquinho diz inadaptado, complexado, vindo de um meio menos privilegiado do que a companheira, ou mais feio do que ela. 
 Conheço mulheres lindíssimas que são joguetes nas mãos de "gordinhos simpáticos" e baixinhos carecas. Mulheres amorosas, bonitas, bem nascidas e abastadas que são maltratadas por namorados...bom, com pouco que os recomende e que ainda se ressentem de terem encontrado um "bom partido". Um canalha é um canalha, e os canalhas não são gratos nem retribuem a devoção de ninguém. Arranjam sempre uma desculpa para descontar os nervos e as frustrações em quem está ao seu lado. 
 Mais uma vez o digo: as mulheres precisam de perder a mania de tentar "consertar" quem não tem arranjo. O apelo dos homens danificados está na mania muito feminina de brincar à heroína, à mártir, da sensação "eu sou tão especial que consigo reformá-lo, ser bem sucedida onde as outras falharam". Percebam: não há nenhuma glória nisso. Ser especial, corajosa e forte não está em resistir, aguentar, perseverar - está em detectar o perigo, correr depressa e mandar o rapaz a um bom psiquiatra que o ature.
 Agora, "confundi a minha namorada com um ladrão"? Seriously? Esse é o argumento mais chinfrim de todos. Não se arranjava uma teoriazita menos disparatada?

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