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Sunday, August 25, 2013

Os corpetes estão de volta




Versão adulta dos bustiers estilo lolita deste verão, os corpetes/espartilhos, que estão entre as minhas peças preferidas de todos os tempos, fazem agora um regresso algo tímido, mas muito bem vindo.  
 Os espartilhos fizeram as minhas alegrias quando começaram a chegar às lojas generalistas por volta de 2004/2005. Antes tinha de dar voltas inacreditáveis (só me rendi às compras pela internet recentemente) para os conseguir arranjar. Dito isto, hoje tenho uma colecção apreciável de tops- espartilho, alguns por estrear. Comecei a cansar-me um pouco deles quando se popularizaram, com mulheres a usá-los com jeans, a propósito de tudo e de nada e de forma pouco elegante. Afinal, o corpete é uma peça que nos remete para os estilos rocócó e vitoriano, para (segundo o formato) o séc. XVIII ou a Belle Époque, a instituição do boudoir, o Moulin Rouge, as cortesãs glamourosas, fidalgas sedutoras e heroínas trágicas. Podemos adaptá-lo aos tempos mas banalizá-lo com fantasias demasiado práticas, demasiado actuais, é desvirtuar esta peça icónica.
                                              Alexander McQueen autumn winter 2013 2014 gold and white pearl applique corset

  Porém, num ano ladylike, num ano New Look, nada poderia fazer mais sentido. Seja uma adaptação moderna (digam o que quisere o fecho éclair foi uma grande invenção) ou tradicional (para quando temos paciência) simples ou elaborado, vale sempre a pena ter ao menos um. Isabel Marant e Alexander McQueen, entre outros, apresentaram versões minimalistas ou requintadas - para um power dressing que lembre Marlene Dietrich ou um look de conto de fadas com um twist sexy. 
Usado em toilettes formais e muito femininas (como parte de vestidos de noite ou coordenado com chiffons, pencil skirts e saias de balão) ou a complementar fatos, calças clássicas afuniladas e smokings de senhora, o novo espartilho pode ser cool e chic, acrescentando uma nota minimalista de feminilidade a um look andrógino, ou elaborado e romântico. 
 Uma coisa que gosto de fazer com os meus, para multiplicar as utilizações,  é vesti-lo sobre camisas brancas de alfaiataria - visual "masculino, ma non troppo" - ou blusas românticas, o que funciona lindamente sobre saias lápis. Acompanhe-se de saltos altos q.b.  Não esquecer que os melhores terminam um pouco abaixo da cintura, para evitar marcar o que não devem, e nunca podem estar demasiado largos. A ideia é vincar uma cinturinha de vespa e não "dançar" por ali. 
 O investimento sensato para este ano será nos espartilhos de tecido grosseiro, tipo fazenda. Mas as aficionadas que queiram acrescentar exemplares à sua colecção vão ter, possivelmente, um maior leque de escolhas. Entre os criadores especializados e versões acessíveis*, mas cada vez mais perfeitas, o corpete vai-se democratizando. Exige apenas a silhueta certa e bastante gosto: um top duvidoso e molengão em forma de corpete NÃO é um espartilho.


* Descobri esta loja low cost com alguns exemplares elaborados, do género do que alguns anos só se encontrava em pontos de venda específicos. Não sou cliente, mas fica a sugestão:



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