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Wednesday, September 18, 2013

Isto sim, é uma mulher forte.



A Irmã Angelique Namaika foi distinguida pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados com o prémio Nansen, uma das mais elevadas distinções concedidas àqueles que lutam pelos direitos humanos. Esta frágil religiosa arrisca-se diariamente no Nordeste da República Democrática do Congo para ajudar jovens mulheres vítimas de violência sexual e de género a reconstruir as suas vidas. Pelo seu Centro de Reintegração e Desenvolvimento já passaram cerca de duas mil meninas que ali encontraram um lar depois de terem sido submetidas a horrores indescritíveis, de terem sido deslocadas das suas casas e muitas vezes, repudiadas pelas próprias famílias.
 A freira congolesa será recebida por Sua Santidade o Papa no dia 2 de Outubro. 
 A Irmã Angelique é inspiradora. Pela sua coragem e pelo carinho que coloca na missão que escolheu. Não é que seja novidade uma religiosa dar mostras de grande valentia e resistência - sempre houve exemplos. 
Mas eleva a alma, na época que atravessamos, ver alguém assim incansável, atento ao seu semelhante. E o seu sorriso sereno, a beleza que irradia na sua simplicidade, na sua humildade. Pessoas assim fazem-me sentir tão pequenina, tão insignificante, palavra de honra. É como se a perfeição do seu espírito se transmutasse num poder sobrenatural que lhes permite fazer todas estas obras. 
 É verdade que está escrito (para quem acredita) que o Espírito Santo dá forças para tudo. Mas alguns serão decerto melhores "recipientes" do que outros. 
Valha-nos o exemplo: isto sim, é uma mulher forte. Extraordinária. A fazer a diferença sem cara feia, poses poderosas, arrogância, escândalos nem slogans acerca de uma "liberdade" que a maioria de nós nem compreende muito bem o que representa.

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