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Friday, October 4, 2013

Quando os cavalheiros falavam claro...

                  

...mesmo os mais tímidos, era assim que as coisas se passavam. Sem equívocos, lugar a dúvidas ou indiscrições...e com outro encanto.
 É estranho que na era dos SMS, das redes sociais, da comunicação à velocidade da luz, as pessoas tenham muito mais dificuldade em expressar-se. Os papéis acham-se totalmente trocados, as etapas de um relacionamento atropelam-se, as expectativas são sempre no campo do "logo se vê" e o resultado é  que já ninguém sabe o que dizer, nem como agir. Bons tempos em que a um homem não caíam os parentes na lama por mandar um cartão, e em que a uma mulher bastava dobrar o dito para uma aprovação tácita. Se estivesse indecisa, ou quisesse ser coquette (aumentando a angústia do pretendente e assim, a sua ânsia de conquista) bastava devolver o cartão intacto (no exemplo acima o cavalheiro teve sorte, como podem ver...e guardou a missiva como relíquia). Tradições bonitas como esta, e a linguagem dos leques muito popular no sec. XVIII (abaixo) permitiam passar a difícil fase do "loves me, loves me not" sem constrangimentos de maior. Na suposta era do "pão pão, queijo queijo" as linhas são muito mais difusas. Ai modernice, o que tu fazes!

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