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Sunday, November 24, 2013

Isabella Blow dixit: porque é que as mulheres adoram roupa?

                      
Antes de Lady Gaga, havia Isabella Blow, embora a sua fama fosse menos...bom, global. A lendária editora de moda, responsável por lançar Alexander McQueen para a ribalta (e amiga chegada de personalidades como Anna Wintour, Daphne Guinness e Andy Warhol) que morreu tragicamente em 2007, é agora o tema de uma exposição, Isabella Blow: Fashion Galore!, em Londres até Março do próximo ano

 Como tantas almas sensíveis em que o génio anda de mãos dadas com uma certa fragilidade , Isabella não resistiu às injustiças que se lhe depararam no caminho: a suposta ingratidão e falta de lealdade de amigos (inclusive de McQueen, que lamentavelmente também viria a suicidar-se em 2010) problemas profissionais e de ordem financeira (o pai,  Sir Evelyn Delves Broughton, tinha-a deserdado) a infertilidade e separação temporária do marido e finalmente, um grave problema de saúde levaram-na a pôr termo à própria vida. 

 Um percurso à moda de outros tempos, em que o excesso, o drama e a intensidade não se limitavam à expressão artística que colocava no seu trabalho. A ligação de Isabella com as roupas era profundamente emocional: ela acreditava que aquilo que uma mulher veste reflecte os seus desejos mais profundos. Como não concordar?

 “Women love clothes because they mean something to them (...) The day you met the man you love, the day you
 got married, what you did before you made love to 
somebody. It’s psychological and tied to the spirit of 
woman.”

Anne Frank disse "fazem-me mais falta recordações do que vestidos" mas pessoalmente, quase todos os meus vestidos (ou sapatos, acessórios e tudo o resto) estão associados a recordações. Já me aconteceu gostar particularmente de um porque foi usado naquele dia especial. Ou, num certo terror supersticioso, voltar a vestir uma peça que ficou marcada por um acontecimento triste num dia mais feliz, para esconjurar a má memória - ou antes, substitui-la por uma mais auspiciosa. Não tenho nada que não traga consigo um sorriso, uma expectativa, uma tristeza, um rosto, ou uma alegria. Se assim não fosse, não passariam de coisas, de trapos, de... tralha. 







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