Recomenda-se:

Netscope

Friday, November 22, 2013

Princesa Aurora...em versão serigaita. E adolescente, claro.


           
 Aurora, de A Bela Adormecida, sempre foi a minha Princesa Disney favorita (embora também tenha um fraquinho pela Bela do Monstro). Para começar, por todo o cenário medieval e algo obscuro do filme - criado num tempo em que a Disney ainda não se tinha desviado do caminho original e fazia filmes a pensar nas famílias não se focando apenas nas crianças, já lá vamos. Depois, pelo visual: de todas, esta era a princesa com um porte a condizer. Traços finos, cinturinha, rosto de estrela de cinema, uns lábios que "envergonhavam a rosa encarnada" e todo um comportamento aristocrático (sem ser demasiado boazinha, como a Branca de Neve).
 Em 1959, a actriz Helene Stanley serviu de modelo para a personagem, que assim ganhou o seu ar de glamour girl.
                   
Entretanto a Disney decidiu adaptar-se aos tempos que vivemos - e exagerou. 
Infantilizou-se. Perdeu a magia, afastou-se do posicionamento. Não pensa em mostrar às crianças modelos de saber estar, e sim em ir ao encontro daquilo que supostamente são os gostos dos pequenos de hoje. Se antes havia algo nos seus filmes para crianças e adultos, agora os pais, se forem ao cinema, será mais para fazer a vontade aos filhos. E duvido que fiquem na memória como os verdadeiros clássicos, com tantas piadinhas à Shrek e produção em massa.

Basta reparar nas séries do Disney Channel, vulgo Hannah Montana - pejadas de crianças atrevidas e malcriadas, ao melhor estilo Geração Rebelde. As sequelas de Cinderela ou a Bela Adormecida (pensadas a martelo para a televisão ou DVD) além de perderem qualidade, mostram uma Cinderela feminista (e coerência com a personagem, não há?) e uma Aurora serigaita, que perdeu a sua voz lírica para passar a cantarolar canções fraquinhas, fraquinhas como qualquer concorrente do American Idol (acima).
 A obsessão com a adolescência (e com a pré adolescência) não pára por aí. 
 Escolher Elle Fanning para interpretar Aurora em Maleficent é só mais uma amostra da tendência. Não duvidando da graciosidade ou profissionalismo da jovem actriz, Elle, com aquelas bochechas redondinhas e narizinho arrebitado, está mais para Sininho do que para Aurora - que apesar de ter 16 anos na história parecia uma mulherzinha em idade de casar, e não uma menina sem idade para namorar, prestes a sacar do iPhone mais minuto, menos minuto. Aposto que lá para o meio a Princesa Aurora dá em ser rebelde, desobedecer aos pais e dizer que vai picar o dedo, sim senhora, porque é adolescente. Já não há paciência para tais enredos. Nem nada de romântico numa mocinha igual a tantas outras que se encontram à porta do McDonald´s depois das aulas. Que mundo este, em que nem os contos de fadas são deixados em paz...








1 comment:

S* said...

Ainda hoje acho os verdadeiros filmes Disney uma delícia... e o meu preferido sempre foi o da Ariel.

Textos relacionados:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...