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Thursday, November 7, 2013

Quando estar apaixonado não basta.

                             
casamento entre Marilyn Monroe e o seu segundo marido, Joe DiMaggio, só durou nove meses: como bom siciliano, o atleta era muito possessivo. Por várias vezes ele tentou dominar as suas crises de ciúmes, pois sabia que acabaria por perder a  mulher que amava, mas sem êxito. Marilyn desesperava-se quando ele amuava semanas a fio, numa demonstração de pura crueldade. Ele queria que ela desistisse da carreira para se comportar como uma senhora casada; ela recusou. Sendo ele próprio uma grande estrela, o seu enorme ego também não aguentava ter ao lado uma mulher que brilhava tanto ou mais do que ele. Durante a famosa cena de "O Pecado mora ao Lado"  em que o calor do metro levanta as saias de Monroe, dizem que o jogador parecia "a face da morte". Chegados ao hotel, agrediu-a. Foi o fim.
 Marilyn pediu o divórcio alegando violência física e psicológica. Mas quando morreu, a actriz tinha no quarto uma carta de amor inacabada para  DiMaggio. Durante 20 anos, ele mandou entregar meia dúzia de rosas encarnadas no seu túmulo, três vezes por semana. Diz-se que as últimas palavras de DiMaggio foram "vou finalmente rever Marilyn". 

Por vezes, estar apaixonado não basta. Um amor que nos atinge para o resto da vida não basta. É preciso esforço, sacrifício, escolhas. As cedências são para fazer em vida, enquanto é tempo. As rosas são para ser oferecidas enquanto cá estamos. Estou com Confúcio: a vida é simples, nós é que insistimos em complicá-la. E acrescento- curta demais para desperdícios.

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