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Saturday, January 26, 2013

S.Sebastião manda!

                                      
My fine friends, hoje  foi um dia de grande agitação, que ainda vai a meio pois daqui a pouco sigo para festejar esse esbelto e valente santo da minha devoção, perito em desviar as atenções das moças devotas durante a Missa. Sei que estou a dever-vos algumas respostas (nomeadamente aos cavalheiros) e alguns posts que tenho preparados para  para colocar aqui. Amanhã será. Entretanto resta-me desejar-vos uma excelente noite de Sábado!

Hoes before bros

                            
É o lema do meu gato. Amancebou-se com uma gata de vida fácil no palheiro de uma quinta aqui perto, anda a fabricar ninhadas de pequenos ilegítimos fofinhos e peludos e vem para casa quando lhe apetece, sujinho que mete dó. Mas contente e sem vergonha nenhuma, a achar-se o Grande Maior. Um gato com tanto cachet, tratado com tantos mimos, a  fugir-lhe a pata para a chinela desta maneira. No melhor pano cai a nódoa, lá diz o povo sábio, e por vezes quanto melhor a "linhagem" mais graça se acha ao lodaçal. Tenho ali um banhinho com champô de coco que ele até vai pedir perdão aos santos todos por tanto pecado junto. 

Zuhair Murad Couture ´13

                    
Confesso que Zuhair Murad é um designer que embora tenha momentos geniais, me confunde o suficiente para hesitar antes de dizer que o adoro. Tem apresentado coisas soberbas, mas parece-me que quis ceder a um certo tipo de público ao desfilar mais vestidos tatuagem (que são um êxito, gostemos ou não) na sua colecção de alta costura. Isso e um certo exagero nos materiais etéreos, demasiado leves e que na vida real resultam menos bem do que na passerelle (tentem usar algo do género num dia ventoso, e voltem para mostrar as imagens) impedem-me de exclamar "célebre! divino! sublime!". No entanto, há um estilo de vestido diáfano a que não resisto: o de Deusa Grega. E estes, Afrodite e Hera não lhes diriam que não...

                              
                                 
                               


Friday, January 25, 2013

Hannibal Lecter dixit

                                
        "A má criação é uma epidemia"

Combatam-na a todo o custo!

Três looks de Olivia Palermo para eventos

A Vogue España publicou um artigo interessante sobre Olivia Palermo e a sua habilidade para se vestir bem, e sem grandes complicações, em ocasiões especiais. No caso, sugeriram-se os looks da it girl como ideias para casamentos de relativa informalidade em diferentes cenários ou períodos do dia. No entanto (até por terem sido de facto usadas noutro tipo de ocasiões) as toilettes abaixo prestam-se, de modo geral, a quaisquer eventos para os quais se pretenda um chic descontraído - sem cair no overdressed mas respeitando a dignidade e compostura que se devem ao anfitrião.
Para estar elegante num evento durante a tarde (inauguração de um espaço, recepção descontraída) pode optar-se por brincar com duas peças e a saia lápis é uma das escolhas mais interessantes, por acrescentar um toque de rigor imediato ao visual.    
Saias lápis estampadas ou com texturas (para além da clássica preta) são dos melhores investimentos para o guarda roupa de uma mulher e permitem fugir à ideia de "roupa de trabalho", acrescentando uma nota festiva. Há versões lindas, tanto na oferta actual das mais variadas marcas como em peças vintage. Neste caso, coordenar a saia com uma blusa ou camisa, misturando dois padrões dentro das mesmas cores, torna o look muito mais apelativo. Um sapato com um pormenor contrastante, um cinto metálico e um blazer curto colocado displicentemente sobre os ombros, et voilá...

  
A combinação camisa branca + saia especial é uma das minhas preferidas e estou contente por ser tendência novamente porque de facto, permite toilettes infinitas! Esta em particular é adorável (e mais uma maneira de usar saias de seda compridas) mas pessoalmente, não a recomendaria para casório, a não ser numa cerimónia civil muito discreta, entre amigos. Para um baptizado informal, um baby shower, lançamento de livro ou anúncio de noivado diurno, no entanto, é impecável. Para este último caso, a bota aberta poderia ser substituída por um modelo mais clássico, igualmente dourado, se o grau de formalidade for um bocadinho maior (se não se conhecem bem todos os convidados ou o local escolhido for muito tradicional, por exemplo...).
Por fim, um coordenado inteligente para uma boda que comece de manhã, ou a seguir ao almoço. Uma clutch fora do vulgar, um statement necklace e uns sapatos especiais*** que "puxem" por uma das cores no estampado da roupa...e eis que um vestido primaveril, que poderia parecer demasiado simples, ganha imensa graça e outro chic - criando uma toilette depurada que não peca por excesso nem por defeito. Aqui, os acessórios são tudo.

NB: ***Se a festa for ao ar livre, atenção aos stilettos: não combinam com relva nem gravilha e o melhor é escolher um salto elegante, mas mais largo, para não andar a saltitar.

Simplesmente bonita...ou as complicações da beleza

                                         
Vejo How I met your Mother uma vez por outra, e salta-me sempre à vista a beleza da actriz Cobie Smulders. É uma pena o papel não ser muito glamouroso, porque esta cara merecia representar as griffes mais exclusivas. Uma das coisas mais certas da vida é a relatividade da beleza - e que a sua percepção muda consoante as tendências e as impressões de opinion makers. Blake Lively, por exemplo, tem estilo, tem uma linda figura, tem o cabelão, mas ponho as minhas dúvidas se será uma beleza clássica no verdadeiro sentido do termo. E por muito que um rosto carismático ou exótico possa ter mais sex appeal, ou até maior beleza, do que os traços muito correctos, sempre admirei os rostos de princesa como este - com uma estrutura óssea linda, feições harmoniosas,   maçãs do rosto altas e olhos enigmáticos. São belezas serenas que se calhar, podem passar despercebidas em determinados dias, mas uma vez reparando-se neles, é impossível não olhar duas vezes. Agora, eu não sei o que o sexo oposto acha dela. Este é o tipo de mulher que me faz pensar "se fosse rapaz, achava-lhe graça". Mas sou um desastre a classificar mulheres. Demasiado amável, dizem os meus amigos do sexo masculino   - para mim, alguém que tenha uma silhueta elegante ou equilibrada, um cabelo bonito e uma cara aceitável é considerada "uma mulher atraente". Mas para eles, há inúmeras divisões: por vezes, pessoas que eu considero normalíssimas, para eles são feias que se fartam. Há as "bonitas" que são ideais para relacionamento sério e têm um ar mais delicado, segundo percebi; as "lindas" quando além de bonitas têm alguma coisa que chame a atenção; as sexy, que não têm nada que as distinga a não ser um certo não sei quê de transgressor que só eles vêem; "as boazonas" que têm muito corpo, caras mais "grosseiras" e por vezes, pouco miolo, e sabe-se lá que mais nuances arranjam, isto pondo de parte os gostos pessoais e intransmissíveis de cada um. E ainda dizem que nós somos complicadas...
Também há a possibilidade de Blake Lively estar na moda porque agrada às mulheres que querem ser como ela, e não tanto ao público masculino, e Cobie Smulders se encontrar somewhere in between. Como acima de tudo isto é uma questão de gosto mas eu acho por bem apoiar-me em normas clássicas, digo que ela é bonita. A diversidade da beleza é uma coisa óptima, porém hoje há tantos factores a ter em conta que se torna intrincado afirmar " que cara linda".

Eu embirro com...o Dia dos Namorados

                                
Provavelmente vou escandalizar algumas meninas, senhoras, marcas e românticos empedernidos ao dizer isto ("o que nós queríamos era um post para o obrigar a 
lembrar-se do Dia dos Namorados!", "com a crise que por aí vai escreve coisas que são más para o negócio?" ou " anda um homem a esforçar-se para vir a Sissi meter ideias malucas na cabeça das mulheres que lhe lêem o blog?"). Desculpem qualquer coisinha, que eu sou pelo amor, sempre o disse; algumas coisas que tenho escrito versam sobre o tema e já têm sido inseridas em formatos de época, por uma questão de coerência; enquanto jornalista perdi a conta aos "especiais Dia dos Namorados" que enchi de todas as tradições, mitologias e  amantes lendários de que me lembrei, fora as costumeiras entrevistas a casais -modelo, ou casais idosos com amores à prova de bala;  acredito que faz sentido haver uma altura do ano dedicada aos namorados. Acho lindamente que se festeje o amor. Mas detesto a pressão colocada no dia em si, embirro com o sentimento de "obrigação" gerado por essa ideia na mente das pessoas. Já lá vamos.
 Nos primeiros S. Valentins, achei a maior das graças àquilo tudo. Já tinha recebido muitas flores por razões profissionais, mas era giro receber rosas encarnadas oferecidas com aquela intenção. E cartões com ursinhos e cartas de amor verdadeiras lá dentro (nisso sempre fui sensata; nunca gostei de frases feitas). O entusiasmo durou algum tempo. Depois comecei a observar o que se passava à minha volta, e estando só ou acompanhada, comecei a ganhar certa birrazinha ao dia. Cheguei a optar por celebrar, mas em casa. Isto por coisas como:

  - Artigos em revistas femininas (ou pior, juvenis) que sugeriam manobras - de - mulheres - da -luta do estilo "quinze dias antes, comece a mandar mensagens com uma contagem decrescente...faltam X dias para o Dia dos Namorados" (juro que li mesmo esta e pensei e porque não amarram o infeliz a uma cadeira com uma arma apontada? Era menos cansativo, já agora). 

- A loucura sazonal de amigas e colegas, cada uma em verdadeiras sessões de exibição desesperada "o meu namorado é melhor que o teu" (mesmo que o relacionamento estivesse a dar o triste piu). O pânico "se ele se esquece, ai que vergonhaça!". A pressão sobre os respectivos, que por sua vez faziam malabarismos para equilibrar a atitude "eu sou muito homem, não ligo a essas picuinhices" perante os amigos com a necessidade de agradar para não serem trucidados ... e lá iam comprar as flores queixando-se "tem de ser, senão fico de castigo". 

- Ou seja, o Dia dos Namorados começou a ganhar o poder de transformar qualquer mulher  senhora de si no protótipo da Mulher Chata, Peganhenta, Carente e Chantagista, e qualquer homem num bruto ("eu não ligo a essas piroseiras") ou num cordeirinho ("que vida  a minha, comprar flores sem me apetecer...chata de mulher, se um dia eu abro a pestana") ou em mais um no meio da carneirada, caso fosse genuinamente romântico (ele todo contente com o bouquet, e os machões de serviço "lá vai outro desgraçado com as algemas nos pulsos").

  - As estratégias de contra-Dia-dos Namorados, vulgo "Dia dos Encalhados" ou "jantares de solteiras que não querem saber pois são muito independentes mas no fundo estão mortinhas por se apaixonar", tudo isso numa vibe " Raposa que não foi às uvas". 

- O clima de "tanto faz estar genuinamente apaixonado e envolvido como a fazer a parte, porque é tudo posto no mesmo saco".

 - Os mitos "Véspera do Dia dos Namorados é bom para arranjar par temporário porque anda tudo aflitinho para não estar sozinho num dia tão simbólico".

- A tonteria de não se poder jantar fora nessa data sem ser assaltado por coraçõezinhos, cupidinhos, velinhas e música ambiente com sussurros e saxofones, de não se poder sair como casal sem a etiqueta "olhós namorados, primos e casados" enfim, de uma celebração íntima se tornar formatada, por muito boa vontade que haja. Nesse dia toda a gente tem de estar bem disposta, apaixonada e feliz, mesmo que calhe a meio da semana de trabalho e não haja paciência para o modo flirt, sedutor ou romântico ou que andem arrenegados e voltem a estar no dia a seguir porque as causas do problema são sérias e continuam presentes. 

- E já não falo nas manifestações Facebookianas desesperadas que não se tratam de demonstrar amor ao parceiro, mas de colocar o carimbo "este é meu e ninguém tira" para todo o mundo ver...

Sou a maior defensora da tradição mas tudo o que "é suposto só porque sim" ou o 
"sentir-me romântica de propósito" tem o condão de me enervar. O Dia dos Namorados não é necessariamente piroso, mas por força do número, e de tantas mentes pirosas que adoram frases feitas, demonstrações hipócritas, expor o amor para "inglês ver" mesmo quando o amor não é dos grandes, acabou por se tornar algo pequeno burguês e kitsch  demais para meu gosto. 

Não me levem a mal, acho que o dia tem as suas vantagens:

- Um casal realmente apaixonado que se zangou e tem aí uma óptima desculpa para fazer as pazes.

- Um casal que está apaixonado mas ainda não se declarou: enviar um "Feliz Dia de S.Valentim" é um excelente pretexto para chamar "as coisas pelos nomes" informalmente e sem muita pressão.


Porém, acredito acima de tudo no lugar comum que reza " Dia dos Namorados é quando o casal quiser". Em última análise, creio que celebrar o dia em que se conheceram ou o aniversário de namoro/casamento é muito mais romântico, mas isso sou eu. É bonito honrar datas especiais, porém os gestos espontâneos têm outro impacto. Faço questão de ser bem tratada;  não sendo dada a romantismos estereotipados gosto muito de trocar presentes. Penso que uma mulher que valorize certos gestos, ou um homem que seja genuinamente romântico, devem cultivar esses mimos na relação a tempo inteiro, para que as "datas especiais" não se tornem uma farsa
 Infelizmente, para muitos casais é mesmo. E para quem como eu vê o natural, mas divino acto de se apaixonar (ou o desafio que é construir um relacionamento com pés e cabeça) como algo especial, íntimo e único, misturar coisas tão pessoais no caldeirão das pressões, obrigações, manipulações e foleiradas é no mínimo, desvirtuar o amor. Por mais que se assuma, sem problemas, que o Cupido é por excelência pindérico e faz as pessoas fazer coisas um bocado tontas. Como a pimenta, a foleirada que dá gosto à vida precisa de ser doseada. E tal como o amor, não se pode forçar ... ou perde a graça toda.







Thursday, January 24, 2013

Someday I´ll marry you...Prince of the Universe

Quando era miúda gostava do filme Highlander, que passava na TV, já um pouco datado: tinha espadeirada, viagens no tempo, escoceses, poderes mágicos, o Sean Connery e a música dos Queen. Ou seja, todos os ingredientes para  me prender ao ecrã. Havia ainda outro motivo, que - constatei, não se modificou com o passar dos anos : eu achava o vilão, Kurgan, o máximo. De uma maneira sinistra - mas ainda assim o máximo. Bonito que se fartava, grande e imponente,  com longa cabeleira preta a contrastar com olhos azuis, um vivo diabo que tinha passado milhares de anos a fazer maldades e a espalhar o terror, sempre com um sorriso endiabrado e a não levar nada a sério. Desculpem a sinceridade mas sempre achei que o bom da fita fica a perder quando o mau é carismático. Mesmo que o herói da história seja um muito charmoso Christopher Lambert. O Kurgan era um senhor. Usava trajes um pouco fora de época para o século XVI, mas nada bate uma fatiota bárbara (ou tolkieniana-feanoriana) e uma armadura assustadora. Depois adoptou um look punk que lhe ficava a matar.  Rapaz temente a Deus, ainda que causasse distúrbios na Igreja e se queixasse depois que "as freiras não têm nenhum sentido de humor". Sempre tive um fraco por pessoas com espírito acutilante e que fazem caretas. Cada um tem os seus gostos, fazer o quê...
 Tenhamos paciência, o rapaz só queria dominar o Mundo, sonho que nunca entendi muito bem para que serve, mas compreensível quando se é tão poderoso e já se experimentou tudo, já se viveu tudo e há que subir o próximo degrau. Por trás de um grande homem está sempre uma grande mulher, e esta menina tem muita paciência para as ambições de gente com provas dadas. Isto para dizer que é uma pena que o Kurgan não tivesse ganho o prémio e procurado noiva. Nunca me pus em bicos dos pés para sapatinhos de cristal, mas palavra que me candidatava ao lugar. Digam o que disserem, evil is cool.




Virar o jogo, parte II: tirar partido das coisas chatas


                   
Há dias falou-se aqui de enfrentar a crise com graça. Mas existem outras circunstâncias menos boas na vida que, com algum jogo de cintura, podem transformar-se em vantagens. Vai tudo da perspectiva com que abordamos os assuntos. Aqui ficam algumas ideias para encarar positivamente...
A Preguiça
Depois de uma fase stressante, agitada ou cansativa qualquer um está sujeito a momentos de inércia. Por mais que uma pessoa faça, não consegue levar uma tarefa até ao fim ou ter a vivacidade habitual. Os dias de "não me apetece fazer nada" são uma coisa natural e só se tornam dramáticos se houver algo urgente a tratar ou prazos a cumprir. Se não é o caso e a preguiça é comprovadamente temporária, assuma o estado mandrião em que se encontra e saboreie a preguiça, que ela acaba por passar; sentimentos de culpa só vão sugar-lhe mais energia. Pode também exercer a sua Preguiça de forma produtiva:

- Preguiça de ir abastecer-se de doces porque já consumiu o stock de bolachas ou chocolates (vá às compras só quando for preciso ir buscar outras coisas e aí, se for mesmo preciso, traga algumas gulodices, mas tenha preguiça de procurar todas as suas favoritas e saia mais cedo do supermercado); preguiça de se levantar para comer coisas que só fazem mal. Se lhe apetece ir ao McDonald´s às tantas da noite pense que está frio, que se está muito bem ao quentinho e entretenha-se com um snack mais saudável. (Não quer dizer que não se dê uma alegria ao corpo de vez em quando, mas se um mau hábito se instalou, mais vale usar a preguiça a seu favor).

- Use sem dó toda a sua preguiça para não ligar, tão pouco responder às mensagens, do (a) idiota que lhe partiu o coração mas continua a usar de manhas para o (a) manipular. Quer melhor desculpa? Assim não queima os neurónios a pensar no que há-de responder nem facilita discussões intermináveis que não levam a lado nenhum. Se mais tarde conversarem sobre o assunto, diga a verdade. Talvez assim ele (a) perceba que não é o centro do Universo (" não te liguei porque tive preguiça" é obra!).

- O mesmo vale para convites sucessivos de última hora. Se certa pessoa tem por hábito só lhe ligar em cima do acontecimento, quando não tem outros planos e partindo do princípio, com a maior das latas,  que você está sempre disponível, está na hora de sacar da preguiça que se apoderou de si.
Apetece-lhe mesmo fazer toilette à pressa porque Sua Excelência já tem o carro lá em baixo e está impaciente - isto se não for tão egoísta que o (a) obrigue a percorrer meia cidade para se encontrarem? Não se levante da cadeira a saltitar de stress e antecipação. Lembre-se que se a vontade de estar consigo fosse tanta, já teria ligado a marcar antes. Não andou a estudar para pneu sobressalente, pois não? E até já estava a planear uma noite tranquila, não é?  Seja tão preguiçoso (a) quanto conseguir e recuse alegando preguiça ... ou se o caso for mesmo grave, tenha MUITA preguiça de responder. Assim aprendem a respeitá-lo (a) e a não o (a) considerar como um "tapa buracos" ou segunda opção. Se estiverem mesmo interessados, convidam como deve ser para a próxima. Você tem valor e mais que fazer, quanto mais não seja estar no sofá a ver um filme e a gozar o luxo da sua própria companhia.

- Chame a si toda a preguiça do universo contra os pedidos abusadores de amigos, familiares ou conhecidos que só se lembram da sua existência para lhe dar incómodos, que o (a) obrigam a virar-se do avesso para os ajudar nas coisas mais absurdas e que nunca agradecem ou retribuem os favores. Eles fariam o mesmo por si.

             O Stress...ou a Ira
Mesmo as pessoas mais calmas são passíveis de momentos, ou fases, de stress e pouca paciência. Se se sente incapaz de tolerar o disparate alheio, de parar quieto (a) num sítio ou de tolerar provocações, 
assuma-o sem complexos: é humano (a), está no seu direito e por muita compostura que se tenha, demonstrar uma certa vulnerabilidade pode ser libertador e benéfico. Além disso, o acréscimo repentino de energia gerado por esse "estado eléctrico" pode dar jeito para:

 - Despachar tarefas que andavam a ser adiadas há muito tempo: arrumar a casa, organizar o closet ou a papelada, ajudar a sua avó a tratar do jardim, dar um fim a questões burocráticas que se arrastavam desde o tempo dos Afonsinhos - incluindo pôr na ordem o seu contabilista ou um fornecedor preguiçoso que só dá desculpas esfarrapadas -  enfim, gastar essas baterias super carregadas em qualquer coisa de útil, que lhe custasse mais fazer nos dias em que está em baixo.

- Compensar os dias em que se tem esquivado ao exercício físico. Não quer dizer que vá fazer tudo de uma vez, mas já que está tão animado (a) mexa-se, em vez de ficar em casa a espumar de raiva e a embirrar com quem não lhe fez mal nenhum. 

 - Dizer coisas que nunca teve coragem de dizer antes -  Agir "de cabeça quente" tem uma má reputação injusta: quando estamos irritados, tendemos a reagir de forma instintiva e em geral, o nosso instinto tem sempre razão. Corre o risco de exagerar na forma, mas acertar no conteúdo. Por isso, se está "até aqui" com a colega passivo-agressiva do escritório que a (o) mimoseia cobarde e subtilmente com alfinetadas sem abrir oficialmente as hostilidades; se uma conhecida a (o) provoca, por inveja, sempre que pode e nunca achou maneira de lhe dizer que está farta (o) da sua atitude; se há um assunto por resolver com o namorado/pretendente que não ata nem desata ou um ressentimento velho e não confessado em relação a um familiar....aproveite o menor pretexto para pôr "a boca no trombone" e expor as suas razões. Quando estiver mais calmo (a) poderá não ter a mesma coragem. É o velho caso "azar, azarito, apanhaste-me num dia mau".

   Estar Solteiro (a)
Ficar livre e desimpedido (a) contra vontade, ou por força das circunstâncias (uma relação que já não ia mesmo a lado nenhum, por exemplo) pode ser desanimador - principalmente para quem sofreu um desgosto grave com a separação ou simplesmente, está numa fase da vida em que seria bom ter um parceiro (a). Não há paciência para as saídas com casais ou para as perguntas dos familiares que querem à força apresentar-lhe não sei quem, por mais que diga (ou mesmo que sinta)  que está lindamente como está. Porém, o melhor é aprender a gozar a sua liberdade:  seja no sentido de se reconciliar eventualmente com o (a) ex (nunca se sabe) ou de encontrar a pessoa ideal quando estiver preparado (a). Se estiver infeliz, a imaginar que vai ficar sozinho (a) para todo o sempre ou a pensar que as pessoas de jeito já estão todas tomadas (mentira: se você está livre, há-de haver mais solteiros interessantes para fazer pendant ) não vai atrair nada de bom.

- Estando solteiro (a) não tem de planear os seus dias, ou serões depois do trabalho, à volta de outra pessoa. Pode dedicar-se às suas coisas, ficar em casa a preguiçar (ver acima) fazer o que lhe apetecer para o jantar sem considerar gostos alheios,  sair ou demorar-se nos seus afazeres sem se incomodar por ter alguém a olhar para o relógio à sua espera. O tempo para si é um luxo raro - aproveite-o, que não dura sempre.

- Canalize o tempo que passava a namorar para conviver com a família e os amigos - incluindo aceitar os convites do seu ex -que -até - era -um amor, aquele que escapou, mas com quem era chato e anti ético tomar café nem que fosse na base da amizade porque o seu namorado, agora ex, morria de ciúmes;  ou daquele amigo que nunca foi mais do que isso, mas com quem o seu ex embirrava por ser mais giro e bem sucedido do que ele.

Uma ressalva: se ainda tem esperanças de se reconciliar, porém, tenha o cuidado de não entrar numa espiral de ofensas à pessoa de quem se separou, fazendo tudo o que ela mais detesta (aceitar namoro ao seu pior inimigo, por exemplo); isso só vai denegri-lo (a) irremediavelmente aos seus olhos e confirmar a  ideia de que você não vale a pena. Se tiver de fazer ciúmes, escolha armas mais subtis. Se já não quer nada com ele (a) aí sim, faça o que lhe der na real gana, mas discretamente e sem se banalizar. Faça o que fizer, não caia no número do (a) desesperado(a) que quer recuperar, a martelo, o "tempo perdido". 

- Use o corte de cabelo ou as roupas que bem lhe apetecer, agora que já não tem de agradar à pessoa com quem estava (mas se fizer mudanças, procure que sejam para melhor; por vezes, os (as) ex têm mesmo alguma razão).

- Concentre-se na sua carreira, agora que não tem de dividir a sua disponibilidade às fatias. O resto vem por acréscimo.

- Acima de tudo, foque-se numa ideia: as maluquices, arrelias e sarilhos que o (a) seu ex inventava já não são problema seu. Não tem de se preocupar com o que ele (a) faz ou deixa de fazer, com quem está ou deixa de estar. Isso já não o (a) pode atingir nem afectar. Afaste-se dos sentimentos de perda e concentre-se nos de alívio e libertação. 











Correio da Sissi, Querida Sissi, a Sissi responde...

                                

À semelhança de outros bloggers, recebo "correio" de visitantes aqui do Imperatriz a pedir alguma opinião ou conselho sobre diferentes assuntos. Sem pretender ser um guru ou coisa assim, tento responder dentro da minha opinião e conhecimentos, na mesma linha dos textos aqui publicados, mas de forma mais personalizada. No entanto, como há questões que poderão ser úteis para mais leitore(a)s creio que teria a sua graça haver uma rubrica aberta aos amigos que por aqui passam todos os dias, e responder-se sob a forma de post (salvaguardando a privacidade de cada um, como é óbvio).  Uma rubrica  na linha das encantadoras "colunas das senhoras" do antigamente, mas aberta aos cavalheiros.
 Por isso, para dúvidas existenciais, de comportamento, moda, marketing pessoal ou qualquer outro assunto em que eu vos possa ser útil  basta enviar uma mensagem para o nosso Facebook ou um e-mail para imperatrixsissi@hotmail.com / imperatrixsissi@gmail.com

Wednesday, January 23, 2013

Falso alarme


O meu gato já apareceu. Encharcado, esfaimado, gelado, mas satisfeito e bom de saúde, a correr para nós quando nos viu. Estou feliz. Já me via em mais uma saga interminável, com direito a temporadas e mid-seasons. Miolos de peluche malvado, o meu botinhas. Se mais cedo alarmasse toda a gente, mais cedo ele aparecia. Temos uma espécie de telepatia, nós os dois. (E rufia como ele é, ia jurar que nos trata, às mulheres da casa, por "essas gajas que me dão o bife". Logo eu, que não admito tal tratamento nem ao mais pintado. Mas isso é história para outro post). 

Gatos estúpidos, não sabem o que é bom para vocês!

O senhor Farinelli Fofinho Della Malva Corleone Calígula Botinhas voltou a fazer das suas. Once again, sai de casa no melhor da tempestade, como se houvesse gatas lá fora com um tempo daqueles, e agora há dois dias que não vem a casa, indiferente à lareira, ao aquecedor, às toalhas quentinhas para o secar entre cada passeio e mesmo ao caixote de fruta manhoso que se vê na imagem e que ele teimou em adoptar para servir de cama porque gosta de apoiar as patas nas extremidades e deixá -las de fora. Acabei por forrá-lo com duas camisolas 100% cachemira que encolheram, encolheram até não servirem a ninguém, e foi a alegria dele. Desde que regressou a casa, em meados de Agosto, que ainda não parou de sentir "o apelo da natureza" (supostamente seria só agora em Janeiro, mas ainda não o vi sem miados histéricos e tentativas de marcar território, para inquietação nossa) o que impossibilitou a solução definitiva.  E agora isto. Se não aparecer, começa a saga de pôr cartazes. Só comigo. A minha esperança é que tenha seduzido alguém, manipulador e espertinho como é, para o abrigar, e que logo que se veja satisfeito deixe cair a máscara de "ai que lindo gatinho, tão abandonadinho e meiguinho" e desate a morder toda a gente como é seu apanágio, a ver se o libertam. Fingers crossed.

Get the look: oh Rosa arredonda a saia...

                             
Fiquei encantada com este look do desfile couture Christophe Josse: parte New Look, parte traje tradicional português. O casaquinho de renda espessa podia igualmente fazer parte do closet de uma senhora elegante dos anos 50 ou do enxoval de uma rica dama do Norte de Portugal. O penteado também. E a saia rodada midi debruada a fitas de cetim...não a teremos visto em encenações históricas ou etnográficas das nossas províncias? Pergunto-me se terá sido essa a feliz inspiração. Adoro a ideia de incorporar elementos étnicos, de várias partes do mundo, no guarda roupa do dia a dia. Uma das minhas peças preferidas é um colete sérvio de noiva, profusamente bordado. Tenho pena de não ter mais curiosidades portuguesas, e sobretudo, uma encantadora saia tradicional. Se não encontrar uma, terei de me contentar com uma saia de balão comum. Quem as tiver na arca das avós, ou compradas ao rancho lá da terra, aproveite para as conjugar com uma peça de corte elegante e estruturado, acrescentando uns pumps ou porque não, uma chinelinha como esta, para um ar Nazaré-meets-St Tropez. A pulseira empresta um ar contemporâneo ao coordenado. Nesta Primavera o folk vai estar na moda, por isso há que ter atenção a tudo o que sejam peças raras com um toque "popular".

Tuesday, January 22, 2013

Jessica Chastain está a gozar comigo


Jessica Chastain In Roksanda Ilincic - Late Night With Jimmy Fallon
Uma blogger está no seu cantinho, admirando uma estrela de cinema que tem a beleza clássica, a figura, o talento e o brilho para servir de inspiração, uma actriz ruiva e tudo, sem bronzeado falso e que é uma brisa de classe entre a multidão de patas bravas de Hollywood. Não digo que Miss Chastain seja a coisa mais consistente que há no quesito estilo (parece-me que ainda está a tentar encontrar a sua imagem, o que é natural para quem teve uma ascensão tão meteórica) mas em geral as suas escolhas são apropriadas, mesmo quando não são espectaculares. Ter elegância, bom ar e acertar 50% das vezes é um feito. 
    Uma pessoa reconhece isso tudo,  tece rasgados elogios à jovem em causa e a menina não tem mais nada - arruma-me com dois vestidos horrorosos de uma assentada, para me fazer  dar o dito por não dito. Isto faz-se, Jessica? Está empenhada em me arreliar, é isso? Se não é aposto numa má fase, num despedimento súbito do stylist ou nuns pirolitos a mais, já se sabe que no meio que frequenta acontecem excessos desses. Só assim se explica que depois do disparate verde -menta dos globos de ouro tenha apostado neste 

Roksanda Ilincic demasiado justo (que supostamente é feito de gaze de seda, mas parece

 lycra ou coisa assim). Com a sua silhueta, olhos verdes e pele marmórea, o que lhe fica

 bem são tecidos ricos, cores preciosas e modelagens cingidas ao corpo, mas em material

 consistente. Quando se acerta, não vale a pena atirar flechas ao acaso. Pode ser?
E agora que tivemos esta conversinha, podemos voltar a isto....

               

                                                    A isto....

                  Jessica Chastain In Michael Kors - Out In New York City

                                   
                     
                    

                                         Ou isto? Coisa mais linda! Juízo.

                 
                                       

Gente que abusa


Recentemente, estava a ver um daqueles documentários sobre ciência forense que tanto me agradam, quando um detalhe da história me chamou a atenção. O programa contava o caso de um assassinato mediático ocorrido em Palmyra, ilha onde barcos de recreio privados costumam parar (e que dizem, está amaldiçoada).  Na infeliz ocasião, havia vários yachties a passar uns dias naquele isolamento paradisíaco, mas o casal que viria a ser condenado pelo crime chamou a atenção desde o início  pelo comportamento estranho e abusador. Uma testemunha relatou que se sentiu imediatamente desconfortável quando, ao oferecer um cigarro por cortesia, o homem lhe ficou com metade do maço (o que seria rude em qualquer parte, mas num local remoto , pior ainda). Dali em diante, as atitudes intrometidas e inconvenientes continuaram: destruíram coqueiros, levavam emprestadas coisas que não devolviam, pediam isto e aquilo a toda a gente sem consideração pelas regras da boa convivência naquelas circunstâncias. Felizmente nem todos os casos que envolvem gente a quem se dá um dedo e quer o braço todo têm consequências tão graves, mas atitudes metediças e abusadoras costumam ser muito mau sinal. Quando vejo gente a abusar com a maior lata da amabilidade, gentileza ou generosidade alheia fico imediatamente de pé atrás. Oferecemos uma coisa, querem logo mais isto e aquilo. São pedinchonas, exigentes e paradoxalmente, mal agradecidas. Concordam com determinadas condições mas depois de selado o acordo, lembram-se que afinal ainda lhes apetece assim e assado, ou que afinal não era bem assim. Não respeitam contratos, põem e dispõem do que não lhes pertence, são capazes de dizer que o preto é branco ou que o branco é preto. Acham-se com direito a tudo e mais alguma coisa, que os outros estão ali para os servir com um muito obrigada por cima. Agem como cucos ou parasitas e em geral, não têm limites para o que lhes convém. Aprendi à minha custa que a capacidade de certos seres para aborrecer, prejudicar ou incomodar os outros não tem tecto, por isso já nada me surpreende... como tal, muito dificilmente faço acordos de cavalheiros, porque mesmo com papel passado todo o cuidado é pouco. E a diferença entre o parasita discreto e o criminoso profissional está apenas no grau dos danos - a essência é exactamente a mesma.

Os problemas que os outros arranjam

                               
                    

Há pessoas que aparecem na vida dos outros (ou que por serem da família, já lá estão) e que se dedicam a complicar a relação com problemas. Parecem ter um talento inesgotável, uma inspiração constante para o desastre, para criar dificuldades de todas as maneiras possíveis. Cada passo que se dê no sentido de sanar a situação é gorado - há sempre novos imbróglios, intrigas, desconfianças disparatadas e uma incapacidade para reconhecer erros, muito menos para mudar de atitude. Quando uma pessoa se apercebe, o nó já é tão grande que todas as regras para lidar com indivíduos difíceis são atropeladas ao longo de intermináveis sessões de tentativa e erro. Por muito racional que se seja, é complicado estabelecer limites com "maçãs podres" desse género. São peritas em manipular as fraquezas alheias, em prolongar por artes mágicas uma colaboração/ relacionamento/proximidade que não é saudável. Vampirizam os outros, porque exasperar também é uma forma de obter atenção. Uns dias estão pelos pés, outros pela cabeça, a confusão é tanta que a dada altura já não se sabe se se mantém a pessoa por perto por gostar dela, por hábito, por teimosia e birra do ego ou por ...por... um motivo que já se esqueceu. Foi ficando e ficando, como um traste velho que já faz parte da mobília, que ninguém se lembra de deitar fora por mais que empate e cause tropeções. Até ao dia em que se vê que não há volta a dar. Não tem remédio. A maluqueira ou os constrangimentos não advêm das circunstâncias, de terceiros ou do destino: é a pessoa que permite e alimenta essa negatividade, que autoriza intromissões, que se diverte com os puzzles e os enredos, que não sabe viver de outra maneira e que acima de tudo, se sente importante e apreciada quando vê toda a gente à sua volta, esforçando-se por chamá-la à razão.

  Ao deixar pessoas assim para trás, a sensação que se sobrepõe a todas as outras é um alívio tão intenso que parece palpável. Se calhar desiste-se de muita história, de muitos momentos bons que é pena perder - há sempre a tentação de "ver o filme" até ao fim - mas tudo isso empalidece em comparação com a libertação que é sentir "faz o que quiseres, pois já não és problema meu. Nada do que faças me pode atingir. Não sei, não quero saber. Vai e leva contigo a bagagem de negatividade que trouxeste". Ou como dizem os ingleses, good riddance


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