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Saturday, February 2, 2013

Questão de forma:para eles, parte II


                         Daniel Craig has that V-shaped torso
trapezoid male body shape

Trapézio - É considerado o formato ideal, e o mais fácil de vestir. Ombros largos, peito amplo, cintura e ancas médias a estreitas, a parte superior do corpo é ligeiramente mais volumosa do que a inferior, mas de modo proporcionado. O objectivo é não esconder a forma perfeita, e usar roupas que enfatizem as linhas, não as fazendo "desaparecer".

Celebridades com silhueta Trapézio: Daniel Craig, Gerald Butler, Russel Crowe, Matthew McConaughey, Sebastien Chabal, Feliciano Lopez, Doplh Lundgren .

Usar: 

- Jeans cingidos de lavagem escura ou clara, que revelem as linhas do corpo sem serem exageradamente justos;

- Formas simples;

- Tecidos que "abracem" o corpo: nem rígidos, nem volumosos.

- Este tipo de corpo suporta bem padrões.


- Casacos ligeiramente justos, que não dissimulem as formas; o comprimento pelas ancas favorece o corpo trapézio.

- Nos fatos, blazers de três botões.


Evitar:

- Cinturas descidas

- Tecidos demasiado leves


trapezoid male body shapeTriângulo Invertido (ou V): ombros e peito largo, braços e peitorais desenvolvidos e volumosos, cintura estreita e ancas escorridas. A parte superior do corpo é consideravelmente mais larga que a inferior. É o famoso " corpo em V" cobiçado por muitos adeptos do fitness, e que sazonalmente, volta à ribalta entre os modelos masculinos. O desafio de styling está em criar equilíbrio entre o tronco e as pernas.

Celebridades com silhueta Triângulo Invertido: Bruce Lee, Michael Phelps, Jason Scott Lee, Arnold Schwarzenegger, Brad Pitt.


Usar:

- Jeans flare ou boot cut, em cores claras;
- Padrões horizontais.
- Sobretudos longos, em tecidos leves.
- Nos fatos, escolha um casaco ligeiramente mais longo; as calças podem ter pregas ou ser folgadas na zona das ancas, para dar a impressão de maior largura nessa zona.
- Casacos escuros sobre calças claras- equilibram a figura.
- Calças com pregas: criam a ilusão de pernas mais fortes.
- Calças chino.
- Calças cargo com bolsos.

- Evitar:

- Jeans escuros;
- Decotes em V, que enfatizam demasiado os ombros;
- Padrões grandes;
- Ombreiras - não precisa delas!
- Casacos volumosos.







Pensamento do dia: senhor do seu destino

Christopher Lambert
Chega uma altura na vida de um homem em que ele tem de se ouvir a si mesmo; escutar o próprio coração, ser surdo a tudo o resto, ser o seu próprio mestre, senhor de si mesmo e seguir a sua voz interior. Enquanto não for capaz disto, todos os seus argumentos são desculpas.

Remember the Alamo

                                 
Os Texanos têm fama de ser gente que faz tudo em grande: agem em grande, vivem à grande, usam penteados e chapéus grandes, arriscam em grande, ganham espectacularmente, perdem estrondosamente. Povo aguerrido e com o coração ao pé da boca, são indivíduos não gostam de saídas à francesa nem de derrotas discretas. Se é para morrer, que seja devagar e a dar luta; se é para sair, que seja com estrondo, e pela porta principal. Se tudo está perdido, hoje é um bom dia para morrer. Um dia tão bom como qualquer outro. Um pouco como dizia Bruce Lee: não te preocupes com a vitória ou a derrota! Só gente brava podia evocar, num dito que ficou como quem diz "que se dane tudo; perdido por um, perdido por mil" uma batalha que terminou numa derrota absoluta e num banho de sangue. Alamo está para os Texanos como as Termópilas para os gregos - uma história de bravura, perda e motivação para retaliar. Uma frase que incita a dar tudo por tudo quando a situação é desesperada. "Remember the Alamo", dizem eles. Ora, eu nada tenho de texana, mas não gosto de saídas à francesa. Admiro as retiradas em grande estilo. Seja por uma questão de derrota, de não apetecer continuar na situação ou simplesmente, porque é necessário fechar um círculo, há que não recuar de fininho, nem debandar pela porta dos fundos para evitar confrontos; a beleza está em fazer as coisas com impacto e encarar o inimigo de espada em punho, com o fulgor da batalha nos olhos até ao último segundo. Remember the Alamo, dizem eles. Ou como eu costumo dizer, molon labe!

Momento frustrante para uma blogger

                                 
Quando um membro da nossa família, que por acaso tem um jeitão para contar histórias, chega a casa com um episódio tão hilariante, tão delicioso e inacreditável que uma pessoa está a ouvi-lo e a ver logo a cena a desenrolar-se na nossa imaginação... calculando instantaneamente o post fantástico que isso dava.
Mas quem conta percebe logo o nosso brilhozinho nos olhos e antes que se esboce um "posso contar esta no Imperatriz?" diz-nos logo, não sem certa pena:
 - Olha que esta não a podes escrever! Por razões de ética e sigilo profissional.
Nem mudando os nomes e as localizações, ou acrescentando "isto é uma obra de ficção". Em suma, um verdadeiro acto de deitar inspiração da melhor qualidade ao lixo.
E fica uma blogger tristinha, tristinha, mas sem conseguir parar de rir com o disparate que ouviu, nem tirar da cabeça a cena de filme. As coisas divertidas deviam ser do domínio público; sempre se dava alguma utilidade à loucura geral que por aí vai...

Friday, February 1, 2013

Ora obrigadinha.


Toca o telefone.
Senhora simpática a propor um rastreio aos AVC que vai acontecer numa terreola que não fica tão perto de minha casa como isso. 
Pergunta-me a idade e estado civil. E sem querer saber se estou interessada ou não, do meu historial familiar de chiliques potencialmente fatídicos ou da confusão que por aqui vai, daquelas de causar aneurismas, atira-me com esta: "ah, mas a menina é muito novinha. Se fosse casada, podia ser que o seu marido fosse mais velho e estivesse em idade de fazer o rastreio".
Não sei se fique feliz por ser considerada novinha, não sei porque diabos assumiu que a ser casada teria um marido mais velho (falo à dondoca ou quê?) e não sei se me tranquiliza que a senhora se esteja nas tintas para o meu estado mental de caixa de pirulitos quase a explodir partindo do princípio que lá por causa da idade estou a salvo de cair para a banda, o Diabo seja cego, surdo e mudo.

Break on through to the Other Side (Evolution Revolution Love)

Kylie Minogue

Anda uma pessoa a fazer questão de permanecer agarrada às convicções, crenças e molduras de sempre, a não se impressionar com nada, a praticar uma serenidade zen, a resistir a ventos e marés, para de repente ficar tudo virado ao contrário. Sacode o saco que juntou anos a fio, com tanto esmero, e age de forma totalmente oposta. Com uma estranha sensação de desafio. A virar tudo do avesso. A passar para o outro lado da barricada para ver de perto o que lá existe, se o bicho papão é tão feio como o pintam, ou se afinal não teremos estado a viver na sua toca até aqui. A abalar as estruturas. Com as velhas preocupações a desfazerem-se em fumo, cinza e carvão. E uma chama diferente no peito, a revolucionar átomos, a explodir galáxias. Com o vento e a chuva lá fora a fazer coro. Quando o Universo fala, há que saber ouvir.




A Girl´s gotta do what a Girl´s gotta do

Ellen Holmann
Não é fácil tomar decisões fracturantes. Para uma mulher é duplamente difícil. Fomos educadas para agradar, para parecer bonitinhas, conciliadoras, para criar um mundo sereno e acolhedor à nossa volta. Mas há alturas em que, para que haja vida, continuação, novos caminhos, é preciso queimar pontes. Por muito que isso vá contra a  tendência ancestral, quase inevitável, de conciliar gregos e troianos. Reclamar o próprio poder de escolha tem este preço. Exige deitar abaixo estruturas que tínhamos como relíquias. Obriga-nos a ir buscar forças para quebrar padrões instalados. Não cai bem a toda a gente. Há uma Caterina Sforza em todas nós, forçada a usar o seu lado lunar de uma forma que não é agradável, nem amena, nem bonitinha. Estagnando, não se ajuda ninguém. 




Quatro mulheres


Toda a minha vida fui "rato de biblioteca" mas selecciono bastante os romances. Apesar de haver muitos que fizeram as minhas delícias - quase todos de autores mortos e enterrados, que não correm o risco de se desvirtuar - poucos nesse formato oferecem personagens femininas que possuam, aos meus olhos, verdadeira dimensão e alma. Ou porque não giram à volta de uma mulher, ou porque as pintam em coloridas e sensoriais pinceladas, que nos permitem fazer uma ideia muito breve das suas motivações e vida interior. Outras ainda  - como Madame Bovary ou Tess - são marcantes mas estúpidas, azaradas ou caricaturais. Há, obviamente, a  Nana de Zola (para mim, o retrato mais realista, sedutor e sinistro de uma cortesã da sua época) A Dama das Camélias, que é encantadora mas idealizada, a Berta de Os Fidalgos da Casa Mourisca - um modelo de comportamento senhoril  - Scarlett O´Hara (sempre dividida entre o seu lado aristocrático francês e o irish temper que a domina, o que há para não gostar?) Lolita (vista pelos olhar embaciado de um adorador obsessivo,  logo algo intangível para o leitor) Catherine Earnshaw, de Wuthering Heights (meninas, aprendam que às vezes é preciso não atraiçoar o próprio coração, porque se corre o risco de penar por vinte anos); noutro registo,  Lady M. da Peça Escocesa e a mãe de Hamlet, de Shakespeare (demasiado complexas no uso do seu poder feminino para que me atreva a debruçar-me sobre elas neste post) e as mulheres de Jorge Amado, tão vivas, tão sensuais que parecem saltar das páginas, entre personagens menores ou protagonistas de romances menores que não deixam de ter a sua graça. Porém, houve quatro personagens femininas que me marcaram especialmente - por motivos muito distintos.
                 
Celestine (Octave Mirbeau, O Diário de uma Criada de Quarto)
Provinciana tornada numa parisiense típica, a bonita Celestine é uma criada de quarto de luxo com a mente de um antropólogo, um sentido de humor acutilante e um mau feitio   que por um lado, a mantém a salvo da exploração a que estavam sujeitas as mulheres do seu tempo e do seu meio, mas por outro a leva a rodar de casa em casa. A  língua afiada não a deixa conservar o mesmo emprego muito tempo, por isso o seu diário é cheio de peripécias -  ora retratos da miséria humana, ora situações deveras cómicas. A quem não leu, recomendo a tradução de José Parreira Alves (ed. Inquérito) que é uma delícia. Reproduzo uma entrevista de emprego daquele tempo, numa agência de colocações algo sórdida:

 "Um dia, apareceu uma mulherzinha, com o cabelo indecorosamente tingido, os lábios passados a mínio, as faces esmaltadas, insolente como uma galinha - da - índia e perfumada como um bidé, que ao fim de trinta e seis perguntas, me fez mais esta:

- E a sua conduta?...Recebe amantes?
- E  a senhora?  - retorqui eu, muito calma e sem mostrar o menor espanto."


Maria Eduarda ( Eça de Queiroz, Os Maia)

Escolha óbvia: Maria Eduarda Maia é a única -ou das poucas - mulheres que Eça de Queiroz pinta com uma luz positiva.  Fidalga arrancada às suas origens para levar uma vida de incerteza à mercê dos desmandos de uma mãe aventureira e dramática, a protagonista tem beleza, bondade,  um espírito elevado, graça, sensualidade, gosto...é uma mulher (e senhora) aparentemente perfeita e os erros que comete são fruto do infortúnio. Maria Eduarda está desenhada para ganhar a simpatia do leitor, mas o que me marcou desde a primeira vez que li Os Maias foi o seu sentido de estilo. O seu guarda roupa, como tudo nela, é luxuoso, mas sóbrio:

"(...)maravilhosamente bem feita, deixando atrás de si como uma claridade, um reflexo de cabelos de ouro, e um aroma no ar. Trazia um casaco colante de veludo branco de Génova, e um momento sobre as lajes do peristilo brilhou o verniz de suas botinas".

"Ela, com um vestido simples e justo de sarja preta, um colarinho direito de homem, um botão de rosa e duas folhas verdes no peito (...) "

"Trazia ordinariamente um vestido escuro e simples: apenas às vezes uma gravata de rica renda antiga, ou um cinto cuja fivela era cravejada de pedras, avivavam este traje sóbrio  quasi severo, que parecia a Carlos o mais belo, e como uma expressão do seu espírito".


Marquesa de Merteuil (Les Liaisons Dangereuses, Choderlos de Laclos)

Foi paixão à primeira vista. Ou leitura. A manipuladora marquesa é a minha anti heroína favorita: uma mulher dona dos seus desejos, da sua vontade, que procura acima de tudo a independência e supremacia. Faz horrores com um estilo indelével, um génio de estratega e uma graça irresistível. Semeia a destruição à sua volta com um auto domínio à prova de bala. Joga com os homens na sua vida como quem move peças de xadrez. E todos a adoram, porque usa uma máscara de bondade e beleza como ninguém. No fundo, a sua motivação é compreensível: vingar as mulheres, com as suas maldades, dos horrores que vê os homens fazer impunemente. Mazinha, mas adorável. 


  "Já sabia  o papel a que estava condenada; calar-me e fazer o que me era ordenado dava-me a grande oportunidade de ouvir e observar. Não o que me diziam, naturalmente desprovido de interesse, mas tudo o que tentavam esconder de mim.
Exercitei a indiferença. Aprendi a mostrar-me alegre debaixo da mesa, espetando um garfo nas costas da mão. Tornei-me… perita em dissimular. Não procurava o prazer mas o conhecimento. Consultei o mais severo dos moralistas para aprender a posar. Filósofos, para saber discernir. Romancistas, para ver o que poderia aproveitar. No final, reduzi tudo a um princípio maravilhosamente simples. Vencer ou morrer".

 Pan Jinlian/ Lótus de Ouro (Lanling Xiaoxiao Sheng, Jin Pin´g Mei, "A Ameixa em Vaso de Ouro")

Meninas que andam encantadas com "Fifty Shades of Grey" larguem esse horror e arranjem como puderem uma tradução decente e integral deste clássico chinês, um equivalente oriental a livros como "Fanny Hill". Literatura, portanto, mas com picante. Lótus de Ouro é uma das seis esposas do playboy Ximen, e a mais inteligente de todas - um pouco como Madame de Merteuil, mas dada a métodos menos subtis. Linda, culta, glamourosa, cheia de vida, com um espírito sagaz e divertido, num minuto é um anjo e logo a seguir um demónio, conforme a necessidade. Acima de tudo, é uma sobrevivente num mundo cruel. Na cultura chinesa foi considerada durante muito tempo o arquétipo da esposa adúltera, mas ganhou recentemente uma luz mais positiva noutras versões da história, pois é de facto  impossível detestar a personagem.




                                                                                          





Thursday, January 31, 2013

Get the Look: YSL


A colecção já não é novidade e a estreia de Hedi Slimane para Yves Saint Laurent não foi muito bem recebida  graças ao excesso de franjas, detalhes e lantejoulas. Os chapéus, esses, parece que caíram em graça junto da scene trendy, e que vão ser bastante vistos por aí (o que seria uma boa novidade, já que em Portugal os chapéus são coisa que custa a pegar...e todas as desculpas para os usar mais à vontade são boas). Mas apliques e arrebiques à parte,  adoro estes visuais. Blusas de laçada (uma marca da casa) são daquelas peças a que não resisto. Luvas de cabedal preto. E calças cigarrete negro retinto com sapatinhos bonitos. Para não falar em decotes profundos. Tudo muito simples, admiravelmente feito, compostinho. Não é nada do outro mundo - mas cai muito bem neste.

Wishmaster

                                    
Cuidado com o que desejas - sempre ouvi e respeitei esta máxima. Acredito que a mente e as palavras têm poder, e que temos certa influência sobre boa parte do que acontece na nossa vida. Alguns dos meus desejos mais importantes realizaram-se com trabalho, esforço e uns saltos para agarrar as oportunidades a flutuar por cima da minha cabeça. Alguns valeram a pena, outros tiveram o seu papel mas não permaneceram na minha vida mais do que o necessário, ou provaram não ser tão maravilhosos como imaginava. Nem tudo o que queremos em certa altura da vida se adequa realmente à nossa maneira de ser. Mas realizar algo é sempre importante: cria em nós aquela mentalidade "eu consigo". E é preferível ter uma moldura mental vencedora ao oposto, que se torna uma verdadeiro atraso de vida...
 Claro que há desejos que ficam pelo caminho, ou que tomam outra forma. Já me aconteceu desejar, desejar, desejar isto ou aquilo...e nada (geralmente, coisas que venho a concluir mais tarde, não eram assim tão boa ideia). Outras vezes, no entanto, desejos maiores ou menores que formulo assim "no ar" sem pensar mais neles, sem lhes dar mais importância....*plim* materializam-se, ora de uma vez, ora trazendo-me sucessivamente coisas e circunstâncias semelhantes. Por vezes nem é exactamente um desejo, mas um raciocínio claro e objectivo que me ocorre, sem pressão alguma. Se por exemplo, me passa pela cabeça "ando muito fechada em casa, devia socializar" é frequente dali a  uns dias não ter para onde me virar. Ou um exemplo mais concreto: há dias tencionava escrever um post aqui no blog a perguntar às leitoras viciadas em maquilhagem, que conhecem todas as novidades, qual o bâton "da moda" que recomendam. Soube de alguns que andam a fazer a cabeça de muita gente por este mundo fashionista fora, mas precisava de conselhos para um encarnado, outro cor de camélia, que preenchessem o lugar do meu preferido que foi descontinuado (já falei dele algures por aqui). Andei com esta ideia, mas como sabem nas últimas duas semanas a correria foi muita e não pude postar tanto como gostaria. Adiei, adiei.. e eis que do nada, soube de uma perfumaria que fez uma liquidação maluca. Passei por lá e pelo preço que queria dar por um só bâton de qualidade, trouxe uma data deles nos tons e texturas exactos que desejava, simplesmente perfeitos. Hoje dei uma volta aos saldos e kazaaam, mais dois glosses encarnado escuro (um tom que adoro mas raramente arranjo) ao preço da chuva. 
 Ainda hei-de descobrir como controlar este poder mágico e usá-lo para objectivos realmente importantes, mas acho sempre graça quando isto acontece. Quanto mais não seja, não devo precisar de bâton nos próximos tempos.

Questão de forma: para eles, parte I


                     

Independentemente do tamanho, massa muscular ou altura, os corpos masculinos dividem-se em cinco tipos diferentes. Conhecer bem a sua forma é a chave para vestir correctamente, fazer melhores (e mais rápidas) opções na hora de ir às compras e usar apenas o que o favorece, dissimulando os aspectos que o possam incomodar. Vejamos os três primeiros:

                       
                                                   
rectangle male body shape
Rectângulo: A forma do tronco é direita, um pouco como uma régua; peito, ancas e cintura têm aproximadamente a mesma medida. Não há áreas a esconder, mas importa realçar os ombros para criar uma forma de trapézio, que é considerada a ideal.

        Celebridades com silhueta Rectangular: David Beckham, Jon Hamm, Johnny Depp, Gerard Depardieu, Ewan McGregor, Jim Carrey.


Usar:
- Peças de fit ajustado.
- Jeans clássicos a direito.
- Camadas e sobreposições na parte de cima do corpo; este tipo de silhueta suporta bem o volume e peças "fofas" ou amplas, que não sejam demasiado largas, criam o desejado alargamento dos ombros.
- Cores mais claras ou contrastantes na parte superior do corpo.
- Camisas com bolsos, e com costuras que assentem exactamente na curva natural do ombro.
- Skinny jeans, se é um rectângulo magro.
- Casacos com bolsos ou parkas cargo.
Casacos mais longos, que ajudam a equilibrar as proporções do corpo.
- Ombreiras, bolsos no peito ou detalhes nos ombros.
- Blazers de dois botões: acentuam a largura dos ombros.
- Fatos de tweed.
- Fatos de estilo inglês.

Evitar:
- Roupas excessivamente largas, que dissumulem a forma esguia do corpo.
- Jeans afunilados ou flare (ligeiramente boca-de-sino) pois adelgaçam demasiado as pernas.
- Riscas verticais.


                                                          
triangle male body shapeTriângulo (ou pêra): pernas e glúteos fortes;  braços magros; parte inferior do corpo mais pesada do que a superior; peito estreito em relação às ancas; eventualmente, os ombros podem ter uma forma descaída. Para equilibrar a figura e reduzir a largura na área das ancas, convém alargar visualmente os ombros e criar volume na parte superior.

Celebridades com silhueta Triângulo: Dimitri Szarzewski, John Goodman, Jason Segel.

Usar: 

- Camisas largas por fora das calças (traje casual)
- Pólos folgados de bom corte: realçam as costas largas e distraem da parte  inferior do corpo.
- Parkas ou corta ventos amplos.
- Sobretudos com ombreiras largas.
-Os casacos curtos devem terminar na zona das ancas.
- As partes de cima devem ser de tecido consistente, para acrescentar volume; sobreposições são bem vindas.
- Padrões horizontais ou vivos na parte de cima (pólos com riscas horizontais, por exemplo).
- Jeans flare: sendo mais largos na zona dos gémeos, ajudam a equilibrar coxas, ancas e glúteos fortes.
- Jeans com lavagens escuras e simples, sem manchas. Se faz mesmo questão de calças com um ar "envelhecido" opte por manchas abaixo do joelho.
- Calças de cores escuras.
- Cinturas ligeiramente descaídas, e que assentem perfeitamente para evitar volume desnecessário na zona central do corpo.
- O cós das calças deve terminar a meio dos rins.
- As camisolas, camisas ou t-shirts devem ser sempre mais claras do que as calças.
- Fatos com ombreiras.

Evitar:

- Jeans skinny ou afunilados.
- Cinturas altas.
- Sweat shirts, t-shirts ou camisolas demasiado justas, que vão encolher os ombros;
- T-shirts curtas.
- Calças com bolsos volumosos atrás; 
- Calças com pinças.


                                                                     
oval male body shapeOval (ou Maçã): Magros ou mais fortes,  homens com silhueta oval tendem a ter uma aparência arredondada e facilidade em ganhar a temida "barriguinha". Ombros e ancas apresentam  medida semelhante. O principal objectivo de styling é alongar e adelgaçar visualmente o tronco.

Celebridades com silhueta Oval: Jack Black, Phil Collins, Robin Williams, Jerry Ferrarra.

Usar:
- Jeans largos com bolsos grandes.
- Jeans com fecho em vez de botões.
- Jeans de cintura  média e lavagem escura.
- Decotes em V, que alongam a figura e o pescoço.
- T-shirts, camisas e camisolas devem ser algures no meio: nem demasiado justas, nem excessivamente largas.
- Calças de modelagem simples, de tecido consistente mas não demasiado pesado.
- Partes de cima e de baixo na mesma cor, para alongar a figura.
- Partes de cima de tons sóbrios e escuros, se o abdómen o preocupa.


Evitar:
- Jeans afunilados ou boot cut.
- Golas altas.
- Jeans que apertam com botões, se tiver barriga.
- Padrões grandes na zona abdominal.
-Mangas apertadas e desconfortáveis.



                                   Continua aqui.





Wednesday, January 30, 2013

Well I guess what they say is true, I could never spend my life with a man like you





É curioso como uma canção tão velha continua a encantar-me da mesma maneira. E a letra tem dos discursos mais lúcidos que já ouvi em canções de amor "bittersweet". Ou seja, a reproduzir pelas meninas e meninos que precisam de dizer das boas a uma "pessoa-karma" que sob o pretexto de um grande amor, de uma paixão de grande intensidade, de, em suma, gostar demasiado de, lhes corta na vida como a tesoura no pano. Não é uma canção fofinha: é uma constatação melancólica, mas sensata; a resignação serena perante um facto inegável: podia ter sido épico. Perfeito. Mas prevaleceu o hábito de fazer too little, too late, de ter mais amor ao efeito que se tem sobre a pessoa do que à felicidade em si. A tortura emocional torna-se  um reflexo automático, já não se sabe quando começou nem porquê - e todos sabemos, old habits die hard. O que era fantástico, que levava às nuvens,  que fazia sentido e  dava vontade de largar tudo para seguir aquela ligação até ao fim do mundo numa entrega absoluta deixa de ser bom e saudável para se tornar uma dor crónica. Uma companhia interior diabólica, mas ainda assim algo que fazia mexer, respirar, ter algo especial e único (por ser tão dramático, tão poderoso) em que ocupar dolorosamente o pensamento. Your Woman homenageia isso mesmo: o momento em que se reconhece tudo isto, mas em que o drama deixou de ter efeito. As raízes foram tão maltratadas que não há nada para ser salvo: com tanta ênfase na forma, no jogo de poder, na busca  de supremacia, o conteúdo inicial, a fonte, secou de vez. Sabe-se o que levou a esse fascínio mútuo perigoso e corrosivo, aprende-se a lição para próprio governo, sacode-se o pó e olha-se em frente, para a luz e para as coisas muito melhores ao alcance da mão.  Não há sonho (ou hábito) que valha viver numa sepultura.






Tuesday, January 29, 2013

Isto parece a Sé de Braga

Há mais alguém, hein?

Se o meu telefone tocar mais alguma vez hoje, começa a deitar fumo. Não me queixo da popularidade - salvo seja -  venha ela, nem dos amigos e de boas notícias (tudo muito bem vindo)  muito menos de projectos ou novidades interessantes e naquilo que eu puder ser útil, não me importo nada de dar uma ajuda. Mas acalmem um bocadinho, pode ser? Um de cada vez, como dizia a minha avozinha quando os netos e sobrinhos mafarricos queriam ficar lá em casa todos ao mesmo tempo -  ou dois, ou três ainda aguento. Tudo de uma vez é que não pode ser. É que ter uma lista de coisas para fazer e deixar metade para trás porque surgem constantemente introduções, intromissões e interrupções, não dá. Eu não sei andar nisto. *Podem vir buscar-me ao manicómio, faz favor?*

Closet Magazine: Guia de Estilo

                                        
Hoje, na Closet, duas crónicas made in Sissilândia: para as meninas com silhueta de triângulo invertido ou silhueta de pêra. O que usar, o que evitar e porque não, o que comprar nos saldos sem lamentar depois.

Sandálias de ouro, como as de Mercúrio


Jennifer Lawrence
Jaimie AlexanderNa minha opinião, o sapato é o acessório da década (algo que já vinha de trás) mas nos últimos dois anos o calçado sofreu uma verdadeira transformação. Não só as tendências permitem  que esteja disponível no mercado uma variedade inusitada de formas e cores , como  a sua percepção pública enquanto principal objecto de desejo das consumidoras atingiu o auge. Exemplos disso são o regresso dos sapatos encarnados, usados sem dó a todas as do dia; a (justa) popularidade dos pumps peep toes em nude, panaceia para todas as toilettes; ou mesmo a proliferação dos saltos chunky, inspirados nos anos 70, ricos em cores e detalhes, na cauda das "revolucionárias" Litas. Mas recuemos um bocadinho, e note-se que há apenas cinco, seis anos, a panóplia de opções - principalmente no calçado para ocasiões especiais - não era tão grande, salvo em segmentos bastante específicos. Uma coisa que sempre fiz questão de ter no armário - e que recomendo às minhas amigas - é um par prateado, outro  dourado (ou um só de tom intermédio). Isto porque se prestam a praticamente todas as ocasiões festivas: o prateado para coordenar com tons frios, e o dourado para tons quentes. Convém que sejam abertos (sandália ou melhor ainda, peep toe) que suportem o melhor possível o tornozelo e que tenham um salto elegante, estável, que favoreça realmente as pernas. Na impossibilidade de ter um par de sapatos de cada cor, os tons metálicos (a par com o nude, que se banalizou recentementesão a escolha mais versátil e de uma elegância intemporal. Quem acompanhar a sua aquisição com duas clutches nestas duas cores, estará sempre preparada com um kit -para-eventos-especiais
 Melhor do que isto, só quando um clássico se torna tendência e ganha novas interpretações: os tons metálicos (presentes também nas peças de inspiração barroca e em  opções invulgares, como os blazers)  chegam às lojas não só em versões abertas, mas também em stilettos, pumps e plataformas. Embora eu prefira os modelos clássicos, esta é uma excelente ocasião para arriscar em algo um pouco mais arrojado, como um scarpin que alongue a figura. Seja para aumentar a sua colecção ou para adquirir uma peça diferente, eis uma altura boa para calçar algo que pareça fabricado no Olimpo. 


Veremos se amanhã...(recado para os cavalheiros)

                                  
...me redimo, volto a mim de vez (hoje já foi melhor, mas ainda  pareço um balão de hélio a precisar de ser puxado para a terra) e se nenhuma engenhoca avaria. Se assim for, dar-se-ão início aos prometidos posts para eles (com as devidas sugestões das meninas, claro). Há que equilibrar as coisas por aqui. 

Monday, January 28, 2013

O Imperatriz no Diário de Notícias



                                                 
Já leram a Notícias Magazine desta semana? Fui entrevistada como autora do Imperatriz para  uma reportagem da talentosa jornalista Joana Emídio Marques (autora da crónica - acompanhada de vídeos - "Coisas Novas no Cabide") sobre a blogosfera. Adorei conversar com ela e só tenho pena de, por questões de agenda, não ter participado na sessão fotográfica. Espreitem que vale bem a pena, para ler e reflectir sobre este fenómeno de "a moda estar na moda". 








Dica de estilo inestimável: o tio Givenchy é que sabe

                                               
"Tudo o que uma mulher precisa para ser chic é uma gabardina, dois fatos, um par de calças e uma camisola de caxemira".

                                       Hubert de Givenchy 



(Eu diria que há mais coisas envolvidas que não se vestem nem se calçam, mas pelo menos assim ficam salvas as aparências...)

Get the look: Semana de Alta Costura de Paris


          
O look de algumas  celebridades presentes na Semana de Alta Costura de Paris demonstra  uma lição já batida, mas sempre valiosa: menos é mais. Um look depurado, com ênfase em pequenos pormenores, é uma aposta mais segura do que um visual demasiado exuberante, que não cai bem a toda a gente e corre maiores riscos de se revelar desconfortável. Mesmo quando se trata de  uma Semana de Moda, eventos que nos últimos anos se têm tornado, em determinados círculos, competições de extravagância. De certo modo, entre tantas toilettes  Lady Gagaescas, uma apresentação understated, sóbria -  e em última análise, normal, "usável", corre sérios riscos de chamar a si todas as atenções. 

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Clèmence Poesy: o blazer oversized, que regressou às ruas depois de uma longa ausência (os melhores são os originais dos anos 80/inícios de 90) é uma peça que fala por si;  é possível construir todo um visual à volta dele. Convém mesmo que assim seja, porque tendo tanto impacto, o menor excesso pode revelar-se desastroso. Aqui, o tweed com aplicações e os botões retro tornam-no ainda mais interessante. Bastou uma carteira com um padrão diferente, mas  de cores semelhantes (vide Olivia Palermo) o bâton perfeito e uma pele luminosa. Effortlessly chic.

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Diane Kruger: mais uma vez, aposta nas botas overknee sob um vestido amoroso, criando uma ilusão de alongamento infinito da figura. A copiar quanto antes ( nota: acho que o efeito seria mais equilibrado ainda sem a clutch a tiracolo...).


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Inès de la Fressange: Carteira clássica de verniz, relógio-jóia e um pullover preto da melhor qualidade. É preciso ter o bom ar, o percurso e o porte principesco de Inès de la Fressange para brilhar num evento com um  look tão simples, quase modesto (quem pode, pode...) . Porém, a comum das mortais conseguirá usá-lo com graça se lhe acrescentar um scarpin ou um stiletto realmente elegante. (Nota: para o dia a dia, porém, este é um look altamente recomendável e seguro!).

                                         
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Olympia Scarry: o preto é "a cor da renúncia, da ascese e da nobreza", como diz um senhor que muito estimo e que de vez em quando me faz a estrondosa honra de passar por aqui, Antonius Moonen (a minha alegria quando soube disto foi tal que quase mandava o computador pelos ares...ok, acabou-se o momento gabarolice, é uma vez sem exemplo e só porque é super importante para mim) . Mas há que saber usá-lo, não basta ser preto! Correcção absoluta na modelagem, tecidos de qualidade, óptima pele e um cabelo fabuloso + carteira contrastante...e pronto. Perfeita em 10 minutos.
                                         
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Miroslava Duma: quando de algum modo se representa o seu país num evento internacional e a originalidade é um requisito, porque não puxar pelos galões? É sempre bonito incorporar elementos tradicionais ligados à nossa pátria. Se ainda por cima as tendências o pedem, é um casamento perfeito. Sobretudo militar a lembrar os cossacos, chapéu russo, camisa vitoriana...não se consegue melhor. 




Ricardo Araújo Pereira dixit: estúpidos

   
                                        
Tenho Ricardo Araújo Pereira como uma das mentes brilhantes do nosso país: uma excelente prova de que o mito "os bons portugueses foram todos nas caravelas ou pereceram em Alcácer Quibir" não é, felizmente, verdade absoluta. É dotado de quatro das características que mais admiro -  génio, espírito, imaginação e subtileza. Também tem uma cara muito patusca e expressiva (outra coisa que conquista imediatamente a minha simpatia) mas acima de tudo, possui algo que é apanágio das pessoas de refinada inteligência: a ausência total de pedantismo bacoco, a capacidade de dizer coisas sérias e complexas numa linguagem que toda a gente entenda. Empregar com efeito a parábola ou a ironia não é para todos. E a generosidade de transmitir conhecimentos sem que os outros percebam que lhes ensinaram alguma coisa, ou simplesmente que foram obrigados  a pensar, é outro privilégio de quem tem realmente miolos e não precisa de palavras caras para o demonstrar. Sempre ouvi que quem é muito bem educado pode dar-se ao luxo de, quando apetece e é possível, desprezar atrozmente a etiqueta; e com o discurso, ou o intelecto, acontece exactamente o mesmo. 
 Este vídeo é um exemplo excelente. As pessoas estúpidas nascem ou fazem-se? É que têm de vir de algum sítio, certo? Às vezes, quando alguém é deveras estúpido, sem apelo nem agravo, muito menos salvação, eu digo que aquele ser não pode ter nascido de mulher alguma; pessoas de cabeça oca, espírito tacanho, mesquinhez desmedida,  ganância desgovernada, parafusos soltos e ausência total de noção só podem ter saído de dentro de um ovo abandonado à beira da estrada por uma avestruz choca, ou passarão desse género. Para mim faz mais sentido do que nascerem nas árvores, porque se assim fosse não faltaria quem as mandasse abater e disso, já basta o que basta.
 Claro que também há a hipótese - que toda  a gente vê mas ninguém se atreve a dizer em voz alta - de Ricardo Araújo Pereira ter razão, e de haver criancinhas estúpidas que se tornam adultos estúpidos. De todo, acrescente-se.
 

Sunday, January 27, 2013

A hell of a weekend

                         
Imaginem-se a planear um produtivo fim-de-semana a trabalhar tranquilamente, com uma saída projectada mas tudo certinho e algo de moderada importância agendado. Sem surpresas, nem turbulência. E eis que passa uma roda de fogo por cima disso tudo e vos vira os planos do avesso; o que estavam a contar que saísse bem sai em modo nhê, e vocês ficam a pensar " estupidez a minha; se queres uma coisa bem feita, fá-la tu mesma, mais vale ir que mandar". O tempo que tinham destinado para as vossas tarefas 
evapora-se, como se sofresse o ataque de uma arma antimatéria. Caixas de Pandora que se julgavam trancadas a sete cadeados abrem-se de par em par e libertam todas as surpresas, todos os demónios, as coisas mais impensáveis aparecem diante dos vossos olhos com enredos que contados, ninguém acredita. (Porque juro - se escrevesse algumas coisas  que se encadeiam umas com as outras, vocês diriam que tenho a imaginação de uma folhetinista de novela mexicana; é por essas e por outras que não me  aventuro muito no formato romance;  tenho demasiada dificuldade em me afastar da vida real ...). São os karmas, meus e dos outros. Repetições. Coincidências. Novidades que não lembram a ninguém. E apesar de alguns momentos impecáveis, a sensação é de estranheza. A agenda está ali aberta, com todos os posts e todos os trabalhos para amanhã. Amanhã há mais, e espero que esta semana tudo se desenvolva de modo a fazer sentido. O meu "eu" normal, e que costuma estar aqui deste lado, volta amanhã, so help me God E o vosso weekend, como foi?

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