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Saturday, February 16, 2013

E em plena Quaresma...

...estamos desprovidos de Papa. Não gosto da sensação - estar sem Santo Padre dá a ideia de algo não bater certo, de faltar alguma coisa que tomamos como garantida, como a luz ou a água canalizada. Isto está a ser uma semana muito esquisita: meteoros  a cair, asteróides a passar rente à Terra, o Papa a abandonar o posto e o Ano da Serpente a entrar. Eu não sei quanto a vocês, mas cheira-me a novidade, e que há pessoas na posse de informação que não querem partilhar com o público, oxalá me engane. Yup, estou num momento teoria da conspiração e a ver intrigas e manhas por toda a parte, eu que em geral dispenso demasiada informação e enredos mirabolantes. Acontece aos melhores. E sendo período de Quaresma, vou repensar as minhas atitudes. Arrependimentos não tenho, pecados hei-de ter alguns, quanto mais não seja contra a minha pessoa. Volta não volta caio no erro de, por exemplo, me sentir culpada de ser o que sou e como sou  e ter atitudes fofinhas, humildes e conciliadoras para fazer feliz quem me rodeia. Quase sempre é asneira e depois fico a pensar ai que isto não pode ser assim, ai que this is no longer a  democracy. Tretas. Por vezes, sou muito mulher. Ou um meteoro em rota de colisão. Às tantas, vai-se a ver e ainda tenho quota parte da culpa na "fuga" do Santo Padre. Só me faltava mais essa... 

E a seguir, chá!

                              
De cerimónia. Com convidados do senhor meu pai. E eu com esta cara de sono, a fazer conversa e a dar o meu melhor para, mau grado a toilette compostinha, não passar pela ovelha ranhosa da família. Se me pilho na cama, até julgo que é mentira. Alguém tem um controlo remoto do MEO para passar o dia adiante a uma velocidade mais razoável? Grata!

Patuscadas

               
Poucas coisas me agradam tanto como juntar amigos queridos com bom vinho, acepipes e uma bela fogueira acesa, numa mistura de soirée com patuscada. Sair é bom, mas receber em casa é melhor ainda. Quem me conhece mal e me julga cheia de nove horas, ou pisca pastelona com mais olhos que barriga desconhece o meu potencial para a bela patuscada, tradição incontornável de família, ou não fosse o meu avô exímio caçador e grande cozinheiro de petiscos de toda a ordem. Sou pela lareira portuguesa, a.k.a borralho, pelos enchidos na brasa, pelos barbecues e não se me dá de misturar coisas mais exóticas na mesa, que para bem viver há-de ser perdiz e caviar num dia e bacalhau assado noutro, ou tudo no mesmo dia, melhor ainda, haja meios e Deus não nos desampare a todos. O pior é quando alguém fica a modos que indisposto com tanta comezaina e misturada, 
passa-se toda  a santa noite com a alma num susto e no dia seguinte trabalhar ou cumprir com certas obrigações é pior do que arrastar bola e corrente. 
That´s life.

Friday, February 15, 2013

Ó coisinha irritante

                                
Saber exactamente em que parte do closet guardei um certo vestido e umas determinadas botas, arrumados nas devidas categorias. Precisar de ambos. Não os encontrar. Quase virar o armário do avesso, cada vez mais intrigada. Saber que mais ninguém lhes mexeu, que eu não usei nada daquilo recentemente, que a casa não tem buracos e que isto não faz sentido nenhum. Cansar-me. Ter de levar outra coisa porque embora procure e volte a procurar, cabides para a frente, caixas para trás,  aquelas  * x#%ªxxxxx piiiiii * não aparecem.  E dali a dois dias, ir à procura de outra treta qualquer e dar com os "desaparecidos" no sítio exacto onde achava que estavam, no preciso local onde me fartei de procurar. Ou a casa tem duendes, ou trasgos, ou estou a alucinar, ou não sei. 
 

Isto sim, é sensualidade

                               
                            
Gilda (1946) é um filme quase perfeito: tem o bad romance, a intrigazinha, os figurinos sumptuosos e o devido final feliz. E claro, conta com a magnífica pin up ruiva Rita Hayworth (parte dançarina espanhola, parte irish lass) no papel de femme fatale. O número Put the Blame on Mame, em que a lindíssima Gilda dança como uma Salomé para enfurecer o marido (amo-te, odeio-te, não sei viver sem ti) a ver se ele a liberta de um casamento obsessivo é a prova provada que uma mulher com curvas, graça e espírito no lugar certo não precisa de exibir mais do que o descalçar de uma luva para causar um efeito demolidor. Antigamente era outro barro.




Snob, très snob

                                          
O meu querido Antonius Moonen comunicou-me que - at last! - o seu novo livro já está disponível. 
Petit Traité de Snobisme: Du chérubin à l’âge ingrat é um tratado dedicado a pais, avós, tios, padrinhos, professores, e por aí fora para torcer o pepino de pequenino com estilo, savoir faire e uma boa pitada de ironia e sentido crítico. Costumo dizer que o "snobismo" é a coisa mais relativa que pode haver e que tal como os gostos, cada um tem os seus; há-os bons e maus, invertidos ou clássicos, com razão e sem, disparatados ou nem tanto. O de Anton Moonen é mais graça e refinamento que snobismo na acepção popular do termo; mais know how, "mundo" e sarcasmo que peneiras; mais cinismo inteligente e sentido de humor acutilante que pedantismo. Os seus livros são uma delícia, a deitar abaixo os modismos, os novos riquismos, as tendências, a carneirada acéfala, o wannabe, a ostentação, o verniz recente e os complexos pequenos burgueses (logomanias por baixo do bibe, pavor de toda e qualquer bactéria) que sejamos francos, não convém nada que as crianças aprendam. No século do Facebook, do cosmopolita bacoco, do trendy à martelada e do juntar-para-comprar-uns-Louboutin-para -escarrapachar-no-blog-a-fazer-inveja-aos-pobres podemos estar privados do espírito um de um Oscar Wilde, de um Baudelaire, de um Lord Byron,  de um Eça, mas ainda temos Moonen, entre meia dúzia de iluminados, para pôr juízo na cabeça das gentes. A rir, comme il faut.




Chuva de meteoritos? Não nos faltava mais nada.


Dizem os entendidos que a queda do meteorito na Rússia esta manhã, que feriu 500 pessoas, causou o pandemónio e danificou centenas de casas "não está relacionada com o asteróide que vai passar perto da Terra esta tarde" (o que me deixa consideravelmente mais descansada, não restem dúvidas) mas que estes fenómenos são impossíveis de prever (boa, afinal em que ficamos? Os meteoritos são malcriados mas os asteróides são corpos rochosos de fino trato e com pontualidade britânica?) . Garantem que não foi obra de mão humana e no fundo, não sabem dizer coisa nenhuma. Há dias, quando se falava na tempestade que andou por aqui a deitar árvores abaixo
disse-se lá em casa " se isto tivesse sido no dia 21 de Dezembro, no suposto Fim do Mundo, era tudo a morder cápsulas de cianeto". E completa a senhora minha mãe: qual cápsula de cianeto, eu ia lá perder um espectáculo desses!  Concordo, a ir há que ir a lutar e devagar, como D.Sebastião. 
 Brincadeiras à parte, espero sinceramente que os meteoros, meteoritos, cometas e asteróides se deixem lá ficar quietinhos e não façam outra. Já vou passar a tarde a deitar o olho para o céu, pelo sim pelo não. Tenho dito que o Apocalipse é coisa que não me rala muito, porque se vier vão todos juntos desta para melhor e não fica cá ninguém a rir dos outros ou a chorar pelos outros, o que importa é ter a consciência tranquila para dar a alma ao Criador e ir direitinho para o céu, mas com mil diabos, não me dava jeito nenhum. 

                          

Os blogs são como os enterros

Se não vamos aos dos outros, os outros não vêm ao nosso. Estou com humor negro, hoje. Sue me.

Sissi responde: looks para a faculdade

                     
Querida Sissi,

Gosto muito de ler o seu blog e das dicas de looks adaptados a cada tipo de corpo.
Mas algo que gostava de ver era looks adaptados a diferentes situações. Vou ser mais específica: tenho alguma dificuldade em escolher o que vestir para ir para a faculdade. Há dias em que acho que vou descontraída demais, mas também não quero ir como se para uma festa de gala fosse. Resumindo, não consigo encontrar o meio termo. 
Gostava de ir com looks descontraídos mas com elegância (os saltos estão fora de questão porque tenho de andar muito a pé).

Desde já agradeço a sua atenção e Parabéns pelo seu Blog.

Atentamente,
A.


A dúvida da A. tem razão de ser - embora não exista um dress code oficial para a grande maioria das instituições de Ensino Superior, em muitas ainda se espera (e é agradável que assim seja) um certo cuidado com a apresentação. Circulam cá por Coimbra não poucas histórias de estudantes incautos expulsos de exames por se apresentarem com a roupa que levariam para a praia a seguir. Esse é um exagero em que não convém cair, de todo; mas por vezes, conjugar algum aprumo com a necessidade de correr de um lado para o outro o dia todo pode ser um desafio. O primeiro conselho útil que se pode dar nestas situações é em Roma, sê romano. Em cada organização, neste caso faculdade, há um estilo implícito, um "visual corrente": estar atenta (o) para de certa maneira o incorporar no seu visual sem se transformar noutra pessoa, é meio caminho andado. Por exemplo, em cursos artísticos os looks criativos ou dramáticos costumam ser bem aceites, noutros a  nota dominante é um aspecto cuidado e um pouco mais formal. 
 Vamos partir deste pressuposto para montar uma série de visuais simples, mas elegantes, para o dia a dia. Primeiro que tudo, convém ter sempre boa cara: maquilhagem básica e cabelo sempre bem arranjado, mas com uma rotina simples. Depois, o estilo preppy, o Bon Chic Bon Genre (presentes nos looks de marcas como Burberry e Ralph Lauren) e os visuais clássicos com um toque juvenil são excelentes inspirações.





 Vejamos algumas peças úteis para esse efeito e que combinam perfeitamente entre si. Convém que sejam de boa qualidade (não necessariamente caras) para que durem, se mantenham bonitas sem muito trabalho e acima de tudo, sejam confortáveis de usar:

- Umas bailarinas escuras ligeiramente bicudas (de modo a alongar a perna) umas botas de salto baixo que possam ser usadas sobre calças (estilo botas de montar) uns sapatos bonitinhos com ligeira plataforma e umas botas longas com uma cunha suave ou salto grosso, que se usem com saias, são excelentes opções para coordenar com todas as roupas descritas abaixo. 


                        
- Uma canadiana (as de capuz são melhores do que as "invenções" actuais) ligeiramente justa e abaixo do joelho, de preferência preta ou azul escura: é o melhor sobretudo que se pode ter porque tanto se presta a looks desportivos como mais compostos.
                        
- Uma gabardina bege, clássica, também pelo joelho ou 3/4: convém que tenha uma espessura média, para ser usada em diferentes estações, e que o tecido não amarrote facilmente: outra panaceia que se pode vestir no dia a dia ou em situações especiais.

                                     
- Blazer escuro, ligeiramente longo, que assente bem nos ombros. 


                                          
- Umas calças cigarrette pretas: sem pinças, a não ser que queira dar a ilusão de ter um pouco mais de formas. Ficam lindamente com sapatos, bailarinas, ou por baixo de umas botas compridas. As melhores são ligeiramente subidas na cintura e têm cós masculino, bem forrado. Se as escolher em algodão espesso, poderá vesti-las todo o ano.
                                            
- Se é esguia,  skinny jeans escuros, sem fantasias ou lavagens estranhas: Primark, Blanco e Zara vendem-nos baratíssimos e de material muito macio, mas resistente. Para um investimento maior, os da Armani Jeans: fazem uma silhueta incrível. Em alternativa, uns jeans clássicos e escuros de corte a direito.

- Uns flare jeans (com uma ligeira boca de sino). As lavagens escuras são mais toleradas em toda a parte e muito mais versáteis. As mais claras ficam melhor no Verão e poderão não ser tão bem aceites porque gritam "estou de calças de ganga!".

                                             
- Uma saia lápis preta, do mais simples. Pode combiná-la com botas longas, bailarinas ou botins com uma camisola bonita para o quotidiano, e com uma camisa e sapatos elegantes para dias de apresentações, por exemplo. Com uma simples t-shirt branca fica fabulosa.

- Um vestidinho preto a 3/4, de meia manga e ligeiro decote. Tal como a saia, pode coordenar-se para situações descontraídas ou formais.

- Camisas brancas: poderá tê-las noutras cores, mas o branco é essencial. Convém que tenham um comprimento regular, para as poder usar por dentro (sob uma saia ou calça cigarrette) ou por fora (com skinny jeans e um colete giro, por exemplo).

- Tops brancos, pretos, e se gostar, cinza e azul escuro: de manga comprida ou 3/4 e  decote redondo um pouco amplo. Com roupa clássica substituem blusas bonitas e caras, mas podem perfeitamente ser usadas no dia a dia e fazem uma silhueta muito elegante. Convém ter algumas em versão manga curta, para os dias mais quentes.

- Camisolas de gola alta pretas ou brancas, um ou dois twin sets ou pullovers, em cores claras e escuras (preto, branco, pérola, cereja). Para as malhas, prefira os materiais naturais.

- Lenços e cachecóis coloridos. São acessórios úteis e acrescentam cor ou quebram um ar demasiado formal.


E é basicamente isto. Convém lembrar que uma pessoa deve vestir-se não para a posição que ocupa, mas para aquela que deseja ocupar um dia...e a faculdade é um óptimo lugar para ir treinando!






 









Thursday, February 14, 2013

Mae West - a Bad Girl por excelência

                               
"Uma dama que conhece as cordas dificilmente se deixa atar por elas"


Dizem que o formato da garrafa de Coca Cola foi inspirado nas suas curvas de cortar a respiração. Também emprestou o nome a coletes salva vidas durante a guerra. Era uma mulher bonita, supremamente bem feita, dotada de espírito, inteligência e de um sentido de humor picante e frívolo, que deixava as audiências de boca aberta. Nascida em Brooklyn, filha de um boxeur-tornado-detective de origem escocesa, irlandesa e inglesa e de uma modelo de lingerie alemã, Mae West fez carreira no vaudeville - como actriz e dramaturga - antes de debutar no cinema, com 38 anos de idade. Viria a tornar-se uma das estrelas mais controversas de todos os tempos: as formas acentuadas e os ditos desbragados garantiam-lhe a adoração do público. 


                  "Quando sou boa sou óptima, 
             quando sou má sou ainda melhor".

Ainda no Teatro, enfrentou a censura: a peça com que debutou na Broadway - Sex, nem mais nem menos - escrita e dirigida por si, escandalizou os críticos. A produção seguinte, The Drag (que defendia os direitos dos homossexuais) não chegou ao palco em Nova Iorque, graças à pressão da Sociedade para a Prevenção do Vício. Em 1927 foi condenada a alguns dias de cadeia por "corromper a moral da juventude" - passou-os na companhia do carcereiro e da sua mulher, em alegres ceias, e jurou à imprensa ter vestido "roupa interior de seda" durante a sua estadia atrás das grades. O incidente, como não podia deixar de ser, colocou-a ainda mais sob os holofotes.


 Nas telas, só ficava contente quando lhe permitiam reescrever as suas deixas - e o sucesso seguia-se inevitavelmente. Na sua primeira cena, quando lhe dizem "Goodness, what beautiful diamonds" ela responde "goodness has nothing to do with it, dearie". Foi a primeira de muitas citações a ficar para a história. Não é que Mae West fosse vulgar por natureza: sabia usar uma vulgaridade estudada nas ocasiões certas. "Não sou uma senhora modelo; um modelo é apenas uma imitação da realidade". 

   Para quebrar as regras com graça, é preciso conhecê-las. Há uma Mae West em cada mulher, mesmo nas verdadeiras senhoras - só é preciso deixá-la sobressair no momento exacto, nunca o contrário. Reflectir sobre as frases icónicas da actriz faria mais pela confiança de muitas mulheres dos nossos dias do que todos os livros de auto ajuda barata. Ela era senhora dos seus desejos, da sua vontade, da sua vida - adorava viver. O resto não importava, e era esse descaso que a tornava irresistível. A rapariga "que perdeu a reputação e nunca lhe sentiu a falta" acreditava que  "quando uma mulher se perde, os homens vão atrás dela. E que se as meninas boas vão para o céu, as más vão para todo o lado. Sim, essa frase tão batida foi ela que inventou. Deusa, nem mais.

             " Só se vive uma vez, mas se viver bem, uma vez chega"

"Aquele que hesita é um tolo"

"Cultive as suas curvas: podem ser perigosas, mas não evitadas"

"Nunca chore por um homem que a deixou: o que se segue pode apaixonar-se pelo seu sorriso".

"Esteja sempre no seu melhor - quem disse que o amor é cego?"

"Errar é humano, mas sabe divinamente".
  
   "Não há boas raparigas que se desviaram; só más raparigas que se descobriram"

"Geralmente evito a tentação, a não ser que não consiga resistir-lhe".

"Entre dois males, escolho sempre aquele que nunca experimentei".




Que foi isto, Vera Wang?

                                            
Gosto de Vera Wang. Embora tenha ajudado a popularizar os vestidos de noiva cai cai, o que não vai bem ao meu gosto tradicional, imprime classe em tudo o que leva a sua assinatura. Gosto especialmente dos outros vestidos que faz e das segundas linhas: o corte é impecável e uma mulher que sinta um Vera Wang no corpo não quer outra coisa. Mas esta colecção não entendi: não sei se aprecio vê-la a fugir às modelagens clássicas. Por muito que eu aprecie Margiela, Balenciaga, Comme de Garçons ou Yohji Yamamoto e outros, prefiro saber com o que conto e Vera Wang é Vera Wang - coisas bonitas que assentam e ponto final. Um ponto pelas capinhas e pela inspiração japonesa, que vai ser uma tendência forte como já se viu. Estes vestidos ao estilo origami são um amor, mas palpita-me que não ficarão bem a qualquer, sem mais aquelas. É giro ter novidades mas em equipa que ganha não se mexe, eu acho, e fugir demasiado ao posicionamento que se criou confunde o consumidor. Just my two cents here...

                    






Get the dress: Norma Kamali

                                           Norma Kamali - Pasarela
Esta colecção F/W 2013/14 tem coisas francamente interessantes (e que podiam habitar o meu closet, no questions asked) outras que me lembram demasiado os anos 90, nomeadamente os materiais muito "alternativos" para o meu gosto e certos cortes desportivos demais. Porém, um vestido estilo New Look com saia ampla, cintura vincada com faixa para atar a gosto, mangas compridas ou a 3/4 e um belo decote é dos melhores investimentos que uma mulher pode fazer. Convém que seja liso, simples, numa cor neutra, para que se possa adaptar a diferentes situações. Se for claro, pode usar-se num piquenique, jogo de pólo (ou outra reunião social ao ar livre) comunhão, baptizado ou mesmo (dependendo dos sapatos) num almoço de trabalho. Os mais escuros são convenientes para jantares ou eventos depois do pôr-do-sol, celebrações religiosas, cerimónias relativamente formais (entrega de prémios académicos, por exemplo) ou até - decotados e devidamente acompanhados das jóias, clutch e sapatos certos - numa ceia romântica ou recital. Cá por casa, há pelo menos três. É que são justinhos, femininos, bonitinhos e podem até ser sexy, se quisermos...mas de forma tão composta que ninguém os pode reprovar.



Wednesday, February 13, 2013

As coisas que eu ouço: em águas de bacalhau

                      
Conta uma parente minha  - de quem gosto muito, claro -  que quando era adolescente, nos selvagens anos 70, tinha um namorado por quem andava assaz entusiasmada. O rapaz era giro, tinha o belo nome de Alexandre - próprio de façanhas e feitos de grande monta - e ainda por cima, usava a linha esguia e elegante, o estilo rebelde, o cabelão e os blusões de cabedal que andavam na moda. A paixoneta durou algum tempo e parecia correr sobre rodas. Até que um dia, por um pretexto tão insignificante que já ninguém se recorda dele, a estória arrefeceu e os pombinhos tiveram uma arrelia qualquer, igualmente perecível na teia das recordações. O que lhe ficou foi a última conversa que tiveram. Ambos iam lado a lado no autocarro do liceu para casa, algo arrenegados, sem saber o que dizer a seguir. Ela, que como todas as mulheres da minha família nunca foi menina de se calar com coisas mal explicadas, perguntou-lhe por fim:

- E então? Como é que a gente fica, afinal?

E ele, já de pé porque saía na próxima paragem, respondeu-lhe sem exaltação, com a  desfaçatez própria daquela idade:

- Como é que ficamos? Pois... em águas de bacalhau!

Ela não entendeu bem o significado da frase (que nunca mais lhe saiu da ideia) até perceber que as coisas tinham irremediavelmente findado, "como a muralha de Tróia,  o Império Romano e todas as coisas belas". E assim é muitas vezes, em que há "coisas por resolver". Até pode ser verdade que as haja, mas nem tudo o que ficou por resolver pode ou deve ser resolvido. Isso não é necessariamente mau - frequentemente, o que não tem remédio, remediado está.


Crónica de S. Valentim na Activa

Mude o seu quarto e tenha mais e melhor sexo!

E porque amanhã é Dia de S. Valentim e quer se queira quer não a publicidade não nos deixa esquecer, aqui fica, na Revista Activa, uma dúzia de ideias para quem não tem par...ou para quem quer manter o seu, com qualidade. Porque se assim não for mais vale estar a sós à lareira, com um bom chocolate quente ou um vinho generoso, a ver um filme interessante. Happy Valentine´s Day, solteiros, apaixonados e pessoas que embirram com o Dia dos Namorados!

Cheryl Cole dixit: dos erros

                                          
"Aprendi muito com os meus erros...estou a pensar cometer mais alguns!"

Já aqui falei nas Girls Aloud, uma das poucas girlsband sobreviventes (e respeitáveis). As canções não são terríveis e acima de tudo, as meninas têm sabido evoluir em termos de estilo; apresentam-se sempre muito bem, super compostas, com óptimo ar e roupinhas realmente fantásticas. Nada de trapos mal escolhidos e desalinhados ou cabelos oleosos em público - as Christinas e Britneys da vida podiam virar os olhos para a Grã - Bretanha pois por lá (quando não há enormes disparates) fazem-se as coisas na perfeição.  A minha preferida é Nicola Roberts, a ruiva-branco-nuclear com looks retro-precioso, mas Cheryl Cole, apesar de ex-WAG (leia-se, ex mulher de jogador da bola) também se porta lindamente. E eu gosto de ver uma mulher com linha, seja inata ou adquirida. Isto para dizer que a menina se saiu com a pérola acima no Twitter. Não é um dito muito original, não é nada de revolucionário, mas lugar comum ou não, é verdade. Eu própria escrevi algo parecido há dias (às tantas é uma coisa que anda por aí no ar, sabe-se lá). Os únicos arrependimentos que tenho são das coisas que não levei adiante. E mesmo esses  trouxeram-me até onde estou. Tomamos a decisão que nos pareceu mais acertada na altura, com os dados de que dispúnhamos, no estado emocional que era possível. Fizemos o melhor que pudemos e sabíamos. É fácil olhar para as coisas noutra fase da vida, já com outra bagagem e informação, e dizer "ah, teria agido de outra maneira. Se pudesse voltar atrás...". Tolices. Não sabemos, nunca saberemos e em última análise, não importa saber. Escavar o que lá vai é como reabrir uma cova: o que lá se encontra só interessa para estudo forense, e a vida anda para a frente e não para trás. Há dias a minha prima de dezassete anos disse-me a coisa amorosa "espero um dia ser como tu". Respondi-lhe: "numa versão menos confusa e melhor, assim desejo" porque queremos sempre o máximo bem para as pessoas de quem gostamos. 
   Ocorreu-me fazer um post sobre isso. Mas depois mudei de ideias. O que diria eu à minha pessoa de dezassete anos, sabendo o que sei agora? Cuida da tua reputação, coloca o teu amor próprio acima da vontade de agradar, preza a tua dignidade, sê uma senhora, ouve duas vezes e fala uma...nada de novo. Tentei fazer isso ao longo da minha vida. As únicas coisas diferentes seriam ouve mais os teus instintos, age mais pela tua cabeça, e não tenhas receio de dar cabeçadas, passe o pleonasmo. Não temas errar. Se te parece correcto, para a frente é que é Lisboa e todos os caminhos vão dar a Roma. Há muitas maneiras de aprender, e uma delas é responsabilizar-se inteiramente pelas próprias decisões.  Ninguém nos pode proteger disso - por muito que familiares, mentores ou amigos queiram resguardar-nos de eventuais sofrimentos. Só assim se vive. Sou pela bela instituição da cabeçada, de meter o pé na argola, de cometer os próprios erros. Ou como se costuma dizer: não preciso de conselhos, para errar estou cá eu. E para tirar daí as próprias conclusões. Por muito que seja melhor aprender lições de forma mais agradável e menos dolorosa, viver bem requer coragem. Há que ser valente, enfrentar o que vier e como um grande general, assumir as boas e as más decisões, as derrotas, as vitórias. Tudo o resto são desculpas para se esconder atrás das barricadas enquanto os outros dividem o espólio, por recear que o cerco ainda dure lá fora.



Um invenção que seria... bem, genial.


Deviam criar bolachas Oreo livres de creme. Nem é por fazer mal à saúde; trata-se apenas de eu o achar enjoativo, tão enjoativo quanto as bolachas de chocolate preto retinto e ligeiramente salgadas são deliciosas. Felizmente é raro tocar em bolachas mas quando me apetecem Oreos o aspecto da coisa é mais ou menos o da imagem à esquerda (pedacitos de creme num prato, bolachas aos bocados noutro). Está certo que se fazem sobremesas criativas (de gelado a doce, já ouvi de tudo) com Oreos inteiras, ou coisas giríssimas como o camafeu comestível abaixo. Mas nem sempre isso dá jeito. Há quem as acompanhe com um copo de leite; o meu "ritual" é com uma faquinha de sobremesa, a raspar aquela coisa calórica e adocicada que parece cimento e que leva metade da bolacha agarrada. Podiam poupar-me o trabalho e a sujeira, podiam.




Tuesday, February 12, 2013

Alguém me diz de quem é este poema?

Encontrei o texto acima quando confirmava uma citação de Shakespeare, e embora esteja cansada de procurar não encontro o autor. Não costumo achar graça a estes versos virais, mas captou-me a atenção por ser tão simples, tão intenso, tão...real. Ou isso, ou ando muito sensível e a caminhar para lamechas (se assim acontecer, imploro que me belisquem). Alguém sabe quem escreveu coisa tão inspirada, que parece mesmo um suspiro com palavras lá dentro?


Sissi responde: looks para as mais magrinhas

A menina F., que costuma passar por cá, deixou-me a seguinte sugestão:
Vi que tem algumas dicas das peças de vestuário que se adaptam a cada tipo de corpo. Gostava de umas dicas. Ora, sou bastante magra, tenho 1.63m , não tenho peito, nem uma silhueta muita acentuada. 

Uma silhueta esguia e com formas pouco definidas (busto pequeno, ancas estreitas, cintura "a direito", pouco rabiosque, etc) pode seguir as sugestões para o tipo de corpo coluna (rectângulo).  Outro aspecto importante - e que passa despercebido a muitas meninas que sofrem do complexo "sou demasiado magra" - é que boa parte das roupas lançadas todas as estações é feita precisamente a pensar nelas! Muitas peças que ficam mal a raparigas cheiinhas, ou menos bem a mulheres elegantes mas com algumas formas, caem a matar em quem tem uma figura petite. Ou seja, silhuetas "de sílfide" podem usar o que geralmente é demasiado arriscado para as outras mulheres. Ter isto em mente é um bom ponto de partida. Eis algumas ideias:

- Para a noite: decotes soltos e profundos em V ficam vulgares na maioria das silhuetas, mas resultam lindamente numa rapariga magra e com pouco peito; 

- Os vestidos e saias bandage, pelo mesmo motivo: foram feitos para acrescentar curvas onde elas não existem.

- Tire partido dos braços e costas elegantes: t-shirts de mangas curtas, tank tops, vestidos cavados, que noutros tipos de corpo exigem alguma atenção ao ponto onde terminam para não engordar nem encurtar a figura, podem ser usados com à vontade.
- Vestidos elegantes de decote subido. 

- Todo o tipo de mini vestidos.

- Casaquinhos curtos.

- Peças desportivas ou andróginas, contrabalançadas com elementos ou acessórios mais femininos.



- Vestidos babydoll, linha A (inspire-se em Twiggy)  e corte império. Tudo o que tenha um ar "fofo" e  "ameninado" está reservado a figuras petite.

- Estampados grandes, ousados e coloridos: a tendência de misturar padrões, quando bem aplicada, favorece imenso.

- Sobreposições e peças algo volumosas. Pullovers sobre camisas, coletes, malhas de grande efeito...

- Pode também aproveitar o facto de ter pernas magras para usar, sem exageros, calções, hotpants, mini saias - a combinação galochas + saia curta, tão em voga, fica muito bem nas meninas realmente magras.

- Se a cintura não é o seu melhor atributo, brinque com túnicas e t-shirts soltas (as mangas podem ser curtas) combinando-as com peças que realcem as pernas.

- Calçado delicado, de salto fino: equilibra eventuais "pernas de alicate" e realça os tornozelos de gazela, um dos pontos fortes das meninas/senhoras petite.

- Botas e sapatos rasos, botas de motard,  bailarinas, slippers e até ténis (que podem ser mais problemáticos para outros tipos de corpo) usados com saias ligeiramente acima do joelho, mini saias ou jeggings.

- Os jeans com fantasias, bolsos fora do vulgar ou aplicações (como os de Isabel Marant) são privilégio exclusivo de quem quer acrescentar alguns centímetros a pernas, coxas, ancas e glúteos.

- Skinny jeans com lavagem clara, leggings ou jeggings claros, calças bege ou brancas (sugeridas por Marc Jacobs para esta estação, estilo Jackie Kennedy) ficam fantásticos em quem não se prejudica se engordar uns centímetros visualmente.

- Looks que lembrem os visuais de ballet favorecem figuras delicadas.





- Transparências, rendas, chiffons, podem ser usados sem medo, porque não há riscos de revelar volumes excessivos.





Como vêem, há imenso por onde escolher. Os looks de celebridades como Kate Moss, Audrey Hepburn, Inès de La Fressange, Penelope Tree ou Alexa Chung também são excelentes fontes de inspiração para tirar partido de uma "elegância natural". 



As mulheres adoram Kate Upton...e os homens também

                                 
                                        
De acordo com a Cosmopolitan, 2 milhões de mulheres já compraram a Sports Illustrated com Kate Upton na capa. Há tempos analisei aqui a modelo-fenómeno, que consegue (controvérsia à parte) agradar a homens e mulheres, conquistar o meio high fashion e ser a rainha das campanhas comerciais, dois mundos que normalmente não se misturam. Continuo a achar que ou ela teve uma sorte dos diabos ou possui de facto um je ne sais quoi, uma capacidade de ir do vulgar à sofisticação em menos de um credo e uma certa beleza gaiata. Quanto às curvas, eu cá sou toda a favor (nada contra as modelos esguias, defendo a diversidade nos padrões de beleza). Pessoalmente gosto de ver um corpo curvilíneo um pouquito mais esculpido, mas se o aspecto redondinho funciona para ela, quem sou eu para criticar? Palmas pela confiança, por romper barreiras...e por deixar o mulherio todo a suspirar por um decote assim.

Os Maias no Baile dos Cohens, perdão, Carnaval


Dei-vos um lamiré da minha fantasia para este Carnaval: pois bem, decidi reinventar a minha fatiota de Maria Eduarda da Maia, de cujo estilo vos falei há dias. Para o efeito juntei alguns elementos nas únicas cores que vemos a personagem usar no livro: branco e negro. Um vestido de gala que comprei para um baile (na altura, escolhi-o precisamente pelo seu aspecto a lembrar os modelos do século XIX) bolero de veludo, bolsinha de cetim branco-creme (não consigo chamar clutch a isto) chapéu "com um véu muito apertado e muito escuro" (véu esse que me moeu a paciência e não me deixava ver nem pensar condignamente) luvas longas de cetim e a rematar, uma capa. Apesar de estar mascarada, não usei maquilhagem dramática: optei por algo simples que desse só uma corzinha ao rosto, porque Madame Castro Gomes, aliás Madame Mac Gren, aliás Maria Eduarda Monforte da Maia nunca aparece pintada - fora o pó de arroz  é o cúmulo da discrição e deixa o traje elegante, "escuro, quase severo, que parecia a Carlos o mais belo, e como uma expressão do seu espírito" falar por si. Branca já sou, mas para ficar "grande e branca" como ela tive de recorrer a umas litas - que sempre o disse, me lembram as botinas desse tempo e impediram que a cauda do vestido arrastasse pelo chão. E é claro que me fiz acompanhar pelo Senhor Carlos da Maia, mais uma cocotte e outras personalidades da época, porque como vos tenho dito, não brinco em serviço quando o assunto é encarnar personagens. (O pior é o cansaço que sinto hoje, mas isso não interessa nada...).
                     

Monday, February 11, 2013

Mae West dixit

                       

                               

Esta senhora anda a fazer falta aqui no Imperatriz, e mais dia menos dia sai um post sobre ela. Inteligente, sagaz, de resposta pronta, com amor à vida que era uma coisa louca, curvas do outro mundo e estilo para dar e vender. Uma verdadeira Mulher, com M grande. Todas as raparigas deviam ter algo de Mae West dentro de si, eu acho.

                               

Correria *carnavalesca* do dia

                                      
- Terminar as minhas tarefas do costume, que o trabalho, os projectos e o estudo não se compadecem de Carnavais;
- Procurar as fatiotas para toda a gente;
- Dar um jeito ao quarto que logo à noite será convertido em sala de caracterização;
- Comprar umas coisas que me faltam;
- Discutir com fulano e beltrano porque anda tudo a correr, a ficar taralhoco com a pressa e casa onde não há tempo todos ralham e ninguém tem razão;
- Vestir; cabelo; maquilhagem; rezar para conseguir segurar o chapéu e eventualmente, espetar um alfinete na cabeça por engano (espero que não!);
- Mascarar os outros.
- Rezar para que não chova.
- Entrar em modo careto de Podence, para o bem e para o mal. 
- Decidir o trajecto, que ainda está pendente.
- Have fun!

            E ainda dizem que vida de foliona é fácil, hein?






All you need is Love? 12 Dicas para o Pânico de S. Valentim

                           
Para quem está triste com a aproximação do Dia dos Namorados (o que é desnecessário porque como já disse aqui, tudo isso é relativo e a data vale o que vale) aqui ficam alguns conselhos - tried and true - para ver as coisas por outra perspectiva e remediar o "problema" o mais rapidamente possível, sem cair em manobras "raposa que não vai às uvas":

1- Goste da sua própria companhia: quem sabe estar sozinho (a), é cheio (a) de interesses e tem uma vida entusiasmante (ou simplesmente, uma rica vida interior) não só é mais feliz, como se torna mais atraente para os outros.


2- Ame-se acima de todas as coisas e dê-se ao luxo de recusar ter pessoas ao seu lado, se não corresponderem ao que deseja ou não o (a) tratarem como merece (também convém ter boas intenções para com o próximo). 
Apaixone-se um bocadinho por si própria (o). Repare nos seus pontos fortes, elogie-se e mantenha-os presentes na sua cabeça quando sai à rua, até incorporar uma atitude gentil e de apoio para consigo mesmo (a). Como dizia um bom amigo meu, as notas de 100 euros nunca andam perdidas muito tempo: alguém as agarra.  

3- Seja sensual: não necessariamente nas roupas ou atitudes (isso costuma ser óbvio demais, e não muito boa ideia) mas numa certa forma de estar. As pessoas atraentes parecem mais "vivas" do que as outras. Faça como os italianos e exercite os seus cinco sentidos. Coma, beba, desfrute da vida. Esteja atento (a) aos cheiros, sabores, cores  e pequenos luxos que o (a) rodeiam. Não há nada mais atraente do que uma pessoa apaixonada pela vida. O resto vem por acréscimo.

4- Não ponha as pessoas num pedestal e na fase da conquista, não as leve tão a sério: um relacionamento em potencia é isso mesmo. Perante uma recusa, só tem de manter em mente que há muito peixe no mar, e gente gira a ficar solteira, tal como você, todos os dias. O amor é como o biscoito: vai um, vem dezoito. A fila anda. Rei morto, rei posto (ou Rainha). Siga a marinha. Next!

5- Tenha presente na sua cabeça o retrato-robot (com alguma flexibilidade) da pessoa que  procura; defina o "tipo" que lhe agrada. Quando sabemos o que buscamos é mais fácil...e tendemos a atrair pessoas com essas características. Não sei dizer porque é que isto acontece, mas é um factoPense como Picasso: eu não procuro, encontro. Sem pressas.

6- Ao elaborar a sua "lista mental" não se esqueça de colocar como prioridade pessoas bondosas, meigas e gentis. Personalidade firme e uma vida cheia também são características importantes. Exija-as em si e nos outros. Sem estas características é muito difícil levar um relacionamento adiante.

7- Uma relação requer paciência, trabalho, ajustes mútuos e tolerância: estará preparado (a) para isso ou precisa de um tempinho a sós? Se é assim, volte ao ponto 1.

8-Escolha, não seja escolhida (o): as mulheres sobretudo cometem muito este erro. Não aceite menos do que aquilo que o (a) faz realmente feliz. Antes de um encontro, não fique toda(o) nervosa (o) a pensar "será que ele (a)vai gostar de mim?" . Afinal, vocês não se conhecem. Pense antes "será que eu vou gostar dele (a)?". Isso não só lhe permite ver as coisas por um prisma mais sensato, sem idealismos a que o (a) pobre coitado (a) pode não corresponder, como reduz a necessidade de agradar e o nervosismo que estragam tudo. Não há nada tão sedutor como ser genuína (o).

9- Estabeleça padrões elevados de respeito: solteiro (a) ou comprometido (a) não aceite menos do que ser bem tratado (a) em relações futuras...e esteja disposto (a) a dar na mesma medida.

10- Se anda deprimido (a) e com medo da solidão, invista o dobro na sua imagem - sem se transformar, obviamente, noutra pessoa, ou adoptar um estilo demasiado ousado que grite "estou disponível e em desespero!".  E mantenha o padrão depois de se apaixonar por alguém. Ninguém gosta de comprar gato por lebre...

11- Corte com o passado. Enterre os seus ex, paz à sua alma. Deixe para trás o bem e o mal que lhe fizeram. Nada disso (o) pode atingir agora. Diga para si como se diz a uma criança que caiu: já passou, já passou, já passouO passado é como o vinho velho: não convém remexer a garrafa. Tranque as recordações na arca das trapalhadas, ou se são mesmo más, atire-as para a lareira.

12 - Arranje espaço na sua vida para alguém novo - isso não acontecerá enquanto continuar ligada (o) a relações tóxicas que não vão a lado algum. Cortar definitivamente com situações emaranhadas, estagnadas, repetitivas ou simplesmente más requer coragem, mas compensa. O Universo tende a encher rapidamente os espaços vazios, bem limpos e arejados.

Quatro looks a considerar: uma reviravolta nos clássicos

                                     olivia wilde em talbot runhof
Reinventar um formato clássico - ou simplesmente acrescentar-lhe um pormenor novo - é uma das maneiras mais inteligentes de uma mulher variar sem fugir à receita que lhe fica bem. De acordo com o tipo de silhueta de cada uma há um dado número de opções, e dentro dessas é possível incorporar as tendências em termos de cores, materiais, padrões e texturas. Um Pequeno Vestido Preto pode ganhar uma dimensão inteiramente diferente se for pensado em couro com detalhes nude e renda, ao melhor estilo boudoir, como o Talbot Runhof de Olivia Wilde (acima). Juntem-se-lhe peep toes em tons preciosos, outro clássico que neste momento é trendy.
                                crystal renn em zac posen
O coordenado vestido-blazer (como um falso tailleur) é um must have em qualquer armário. Um formato imune a tendências,  que não tem nada que saber e fica sempre bem. Se possível, recomenda-se ter um para situações casual-chic (que possa ser usado no escritório mas uma vez tirado o casaco e acrescentando-se um stiletto, fique lindamente num cocktail) e outro para a noite, como este Zac Posen usado por Crystal Renn. Não adoro o styling, aquele cabelo é para não copiar, mas o brocado escuro e o modelo corseted, a enfatizar a cintura como um espartilho, é uma verdadeira delícia. Uns modestos pumps pretos, uma clutch, e já está.

                                emmy rossum em andrew gn
O vestido Andrew Gn de Emmy Rossum não é tanto um caso de reinventar clássicos, mas de abraçar o revivalismo. É que há tantos bons exemplos no passado que para uma ocasião realmente formal, demasiada originalidade perde pontos em comparação com verdadeira classe e uma pitadinha de retro. O veludo negro e espesso e a combinação branco-negro piscam o olho às tendências, mas este vestido estaria bem em Old Hollywood e está lindamente hoje. Um decote cruzado suave cai maravilhosamente em quem tem ombros bonitos. Unhas no velhinho rouge-noir, brincos de brilhantes e muito bom ar...parece uma princesa.

                               alice englert em elie saab couture
Mas se a ideia é dar um pouco nas vistas e/ou usar algo indubitavelmente rico, podemos recuar mais na história e ir buscar inspiração a épocas realmente divertidas, quando o excesso e a opulência eram de rigueur. O barroco, o rococó, a Renascença...estilos e tempos férteis em inspirações que podem ser adaptadas a formatos mais "vestíveis" sem que se pareça mascarada. O Elie Saab couture de Alice Englert estaria lindamente em casa dos Bórgia ou no Trianon, com os devidos ajustes. Cabelo e makeup naturais (pessoalmente, aconselharia um ar ligeiramente menos grunge) um sapato com aspecto actual (não morro pelo modelo, mas gosto da ideia) e lá vai uma pessoa confortável e arranjadinha.

Sunday, February 10, 2013

Feliz Ano da Serpente!

                                         

Segundo a Astrologia Chinesa, quem nasce sob o signo da Serpente é nobre, sensual, sensível, inteligente e bem sucedido. Características em evidência no Ano da Serpente que costuma, por isso mesmo,  ser marcado por escândalos, conflitos e revoluções. Toda a gente é sempre afectada pelo poder do signo dominante mas desta vez, a influência espera-se acentuada. Nada vai passar despercebido ou ser assim-assim. O Ano da Serpente não é de meias tintas. Os excessos cometidos no cessante Ano do Dragão tendem a culminar - geralmente de forma algo caótica - no signo que se segue . Curiosamente, este é conhecido como um ano de sorte. Só é preciso ter cuidado com tanta intensidade.  Eu, Virgem-Galo em processo de Revolução e a quem a intensidade não costuma desagradar (até porque estive demasiado contida em períodos anteriores) estou disposta a abraçar esse movimento: salvaguardando-me contra desmandos e exageros, mas com vontade de seguir o curso de tantas emoções e novidades. Que seja um ano de alegria e prosperidade para todos!

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