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Saturday, March 16, 2013

Moral do dia: higiene interior


Há momentos em que uma pessoa, confrontada com torpezas alheias, conclui que, como dizia o outro, tudo na vida é aparência e engano! Não que se caminhe por aí de olhos fechados, a construir castelos no ar, a crer em tudo. Mas é sempre desagradável quando se constata (e cito novamente o querido John) que a alma caiu a uma latrina, e se precisa de um banho por dentro. Tenho para mim que se inventassem sabonete para isso, a indústria da cosmética ia sofrer uma autêntica revolução...

Happy Saint Patrick´s Day...(ou antes, eve)

                         

My pretty Irish Lass


I need a four-leafed shamrock, and a jug of barley mead,
I need a harp of finest gold, and a flute made from the reed.



I need a host of fairies, with stardust on their wings,
and a score of leprechauns, with all their magic things.



These things I need and many more, to cast an Irish spell,
on the beauty that I found, living in the dell.



Her hair is red and blazing, like fire among the grass,
her eyes are green as emeralds, this lovely Irish lass.



The little freckles on her cheeks, bring out her Irish grace,
like tiny stardust from the fairies, sprinkled on her face.



I need the mead for courage, and the harp to sing her praise,
and the leprechauns to show me, their hidden secret ways.



I need a four-leafed shamrock, and a jug of barley mead,
to give me hope and courage, to do a worthy deed.



I will give it to this Irish lass, to prove that I am bold,
I know exactly what I need, a pot of Irish gold.



Saint Patrick stand behind me, as I search the emerald Isle,
to find a pot of Irish gold, to make my lasse smile.



I will follow the nearest rainbow, no matter where it goes,
past the dales and on the river, no matter where it flows.




Das conspirações

           
 
As conspirações têm graça...nos filmes e nos livros, com a acção a desenrolar-se em épocas distantes, quando não havia outro remédio senão o bem sempre que possível, o mal sempre que necessário. Se há coisa arrepiante são as multidões, os triângulos, os segredinhos obscuros, as maquinações sórdidas, os enredos, a influência de terceiros na esfera privada. Isso serve para o cinema, para novelas, tem graça quando se encarna uma certa personagem do estilo evil is cool; não acontece, ou não deve acontecer, na vida real, com gente normal e sã, por mais que os protagonistas se movam em círculos mais ou menos restritos. Agora expliquem-me como é que uma pessoa que não quer nada senão uma vida tranquila, quietinha no seu canto com muros bem altos, minding your own bloody business, sem espavento, sem interferências externas, sem mexericos, redes, leva-e-trás, ou trapalhadas estilo Código Da Vinci, atrai quantos filmes há. É que conheço gente que se vier a escrever uma autobiografia ninguém vai acreditar, tais são as personagens, as circunstâncias mirabolantes e os cenários do outro mundo. O público comprará que nem pãezinhos quentes, mas vai achar que é tudo fantasia, ou no mínimo, que o protagonista é que procurou aventuras tão estranhas. E isto sou eu, de alma parva, pois nunca gostei de teorias da conspiração nem de histórias da Carochinha...

Quatro peças denim de regresso

Current/Elliott J Brand 3.1 Phillip Lim 

Segundo a Net-a- Porter, confirma-se uma ideia já mencionada pelas revistas da especialidade no passado Outono, mas que ainda não "agarrou"  as ruas como se esperava: o regresso das peças básicas de ganga. A saber, o vestido (quem não tem um guardado?) o blusãozinho simples, simples (confesso que arquivei a maior parte dos meus e só deixei dois à mão, sabendo o que por aí vinha) os jeans brancos (propostos  em 2012 por Michael Kors, e que como mencionei, têm muito que se lhes diga) e os boyfriend jeans, de que falámos há dias. Não sei quanto a vocês, mas para mim são peças que merecem reciclagem (se as temos, porque não?) mas dificilmente correria a comprar exemplares novos...convém dar-lhes uma reviravolta antes de investir mais em peças que ora vêm, ora vão. Opiniões?

Desconstruir e actualizar a elegância ladylike

                    
Já vimos que a tendência couture, o look ladylike, as linhas femininas, requintadas e clássicas continuarão a encher as lojas e as ruas. Presente nas colecções F/W de casas como Prada, Dolce & Gabbanna e Burberry Prorsum, entre outras, esta silhueta (tailleurs, casaquinhas, capas, sobretudos primorosos, scarpins, kitten heels, saias lápis ou em balão) apela à beleza, mas despreza o ar teenager;  impõe uma sensualidade com classe, menos óbvia, e pretende resistir às notícias de escassez com uma ideia de luxo discreto, de aprumo, de sofisticação. Uma delícia para as adeptas de um look clássico, retro ou vintage, e que cai bem a raparigas e mulheres de diferentes idades ou figuras, tudo dependendo do styling que se adopta. As aficionadas do look retro total, que procuram evocar o aspecto das pin ups, encontrarão sem dúvida muitas opções acessíveis ou luxuosas para aumentar o seu guarda roupa. Outras, como Fan Bingbing, não se importarão de ceder ao look total com um ligeiríssimo twist uma vez por outra. E para quem adora as peças de outros tempos, mas quer transportá-las definitivamente para o século XXI, dando-lhes um ar mais actual? A Vogue recomenda que se misturem padrões inesperados e que faça um pouco o que foi visto no desfile da Prada: não é necessário cair no visual grunge e no cabelo molhado (pessoalmente, não suporto)  mas maquilhagem pouco elaborada e styling solto, natural e fresco evitam que o visual se torne pesado. Ligeiros caracóis ou ondas sobre os ombros, cat eye + lábios subtilmente manchados ou bâton encarnado aplicado com displicência são ideias excelentes para brincar aos clássicos sem parecer uma figurante de Mad Men (o que, digo eu, não deixa de ter o seu cachet!). 

Pensamento do dia: com muita dignidade...


"Se você agir sempre com dignidade, pode

não melhorar o mundo, mas uma coisa é

 certa: haverá na Terra um canalha a

 menos."

(autor não confirmado)

Ninguém é santo e nem sempre é possível agir com perfeição e nobreza férrea. Mas podemos fazer o mínimo para deslizar por aí de face limpa e com um certo estilo.  Evitar a pulhice, a pandilhice, o atrevimento, a malandrice, a cobardia, a graxa, o abjecto acto de se safar, de dar um jeitinho, como fazem os escroques, está ao alcance de todos, qualquer que seja o berço ou a educação que se recebeu. Ser um bom malandro é um privilégio de muito poucos e exige coisas como um espírito infantil, um grande coração, instinto de Robin dos Bosques, agilidade, encanto e quase sempre, um grande pedigree. Todos os outros são apenas malandros. Malandros que se desenrascam. Malandros que fazem pela vida. Não importa o preço dos vestidos ou dos fatos, o valor do relógio, o bonito carro, o porte treinado, o cargo prestigiante que se ocupa - muitas vezes, à custa das manobras mais sórdidas - o fundo turvo e grosseiro está lá, sempre disposto à vénia. C´est tout.

Friday, March 15, 2013

Get the (perfect) Little Black Dress

                             
O sheath dress perfeito, com decote Queen Anne ou portrait, é um dos melhores investimentos que uma mulher - especialmente uma mulher com curvas acentuadas - pode fazer. Poucas peças combinam com tanta eficácia elegância e sensualidade, constroem uma toilette (ou mais do que uma) sem canseiras, permitem tantas variantes de styling  e são tão confortáveis. O ideal é ter vários exemplares, em cores diferentes - digo eu, que sou suspeita - mas na dúvida, este é o Little Black Dress ideal, companheiro de muitas ocasiões memoráveis, tesourinho do armário. Just get it!

               

Look icónico do cinema: o caso do colar

                                           
                       
  Ontem consegui ver, at last, O Caso do Colar, filme que andava a 
Ficheiro:Collier reine Breteuil.jpgescapar-me há alguns anos. O tema estava obviamente para mim, o figurino prometia e o elenco não podia ser mais a meu gosto: Cristopher Walken (um dos meus actores preferidos) Adrien Brody, esse charmosíssimo cavalheiro e Joely Richardson, senhora que aprecio muito pela sua escolha de papéis, entre outros. Esperava algo moderadamente interessante, mas foi uma agradável surpresa e não sei como passou tão despercebido na altura. Apesar das liberdades criativas que transformaram uma fidalga - burlona (ou uma ladra de maravilhosa casaca) responsável por um escândalo que ajudou a precipitar a Revolução Francesa numa personagem simpática, de motivações quase heróicas, achei o filme belíssimo. As motivações da anti-heroína, a Condessa de La Motte - Valois, são compreensíveis, embora nunca haja louvores a dar o chico-espertismo. Quem não gostaria de ver restaurado o nome e fortuna perdido injustamente? Hilary Swank é uma simpatia, mas nunca a considerei uma beldade; porém, aqui está encantadora. Para isso contribui, claro, a excelente caracterização e um guarda roupa soberbo, concebido pela fantástica Milena Cononero . Apesar de precioso, o colar
 ser-me-ia indiferente - extravagante e difícil de usar; não me admira que Marie Antoinette o tivesse recusado -  mas não me importava de conspirar para que os figurinos do filme viessem para o meu closet, todos eles*. É curioso como muitas peças (as casaquinhas, os corpetes, parte dos vestidos, roupa branca, saias e capas, só para nomear algumas) podiam perfeitamente, com as devidas adaptações, ser usadas hoje. Fica a inspiração.

 (*Tarefa complicada, já que as fatiotas usadas nas produções mais luxuosas são recicladas anos a fio, e usadas em diferentes filmes e séries, como podem comprovar neste excelente site...).

                                       
                                      
                                  
                                    




Pensamento positivo do dia: True Will


Tried and true, e olhem que apesar de ser uma pessoa algo espiritual, não primo pela credulidade. O problema está, segundo tenho visto, em uma pessoa perceber realmente aquilo que quer. E isto não tem necessariamente a ver com o temperamento mais ou menos decidido de cada um. A Verdadeira Vontade, que Aleister Crowley tão bem pregava, é um sarilho para se descobrir. Quando uma pessoa tem um lampejo, e diz para si mesma "eureka! é isto mesmo! Gostava tanto de..." *plim* tudo se encaixa, as circunstâncias fluem  que é uma maravilha, sem esforço, pressão, crispação ou rezas bravas. A chatice está nessa auto sabotagem dos falsos desejos, da confusão interior, dos sinais equívocos que damos a nós próprios. Já que o Universo até gosta de ser generoso, é escusado andar por aí a estragar tudo porque a bússola interior anda mal afinada. Just my two cents here.

Thursday, March 14, 2013

Parabéns, Imperatriz!

                                         
                                            
Ontem houve alguém que muito gentilmente me recordou que hoje o Imperatriz fazia anos.  Ainda bem que há pessoas atentas neste mundo, porque eu, embora não esteja mal em termos de organização, sou um desastre quando o assunto é aniversários. Depois, sou franca - o blog foi crescendo tão naturalmente, tão espontaneamente, que nunca me lembrei de assinalar efemérides. Pois é: tecnicamente, este espaço faz seis anos. É um marco.  Quando o IS "nasceu", estava eu a terminar a segunda licenciatura e a ensinar na minha área - comunicação e marketing. Na altura, os blogs estavam em voga (costumo chamar-lhe a primeira "leva" da blogosfera) e eu sentia a falta de escrever crónicas. Criei o blog querendo escrever, sem me preocupar com o que era efectivamente essa coisa de blogar. Precisava de um espaço onde falar sobre história, sobre moda, onde partilhar estorietas, impressões, dicas e peripécias, embora não sabendo muito bem para quem ou com que fim, ou como funcionava a interacção com outros bloggers que é, no fundo, o que realmente dá graça a este mundo blogosférico. Não havia ainda uma linha editorial - salvo seja - nem um método. Só uma ideia. O título começou por ser uma brincadeira com um dos meus sobrenomes. Tinha a sua graça, mas a dada altura achei-o soturno demais para um blog onde me apetecia, volta não volta, dizer disparates.
Depois vieram dois novos empregos que me consumiam o tempo todo, cada um mais louco e mais extenuante do que o outro. Veio o segundo livro. Veio o terceiro. Depois de um longo dia a escrever sobre crimes, inaugurações, política e abóboras gigantes (quando não me calhavam especiais sobre Economia) a última coisa de que era capaz era chegar a casa e olhar para um teclado novamente, por mais que me frustrasse não poder dar a minha opinião, ventilar, dizer o que me passava pela cabeça. Posso dizer que foi em 2010 que o Imperatriz realmente nasceu. Com um pouco de disciplina, o incentivo de familiares, amigos e colegas bloggers e toneladas de criatividade acumulada. Mudou-se-lhe o nome, porque o meu petit-nom para os íntimos sempre foi Sissi, e certo dia uma pessoa amiga, que me achou especialmente mandona na ocasião, se lembrou de me dizer " mas julgas que és a Imperatriz Sissi, ou quê?". Achei curioso, ligava com a temática da História e dos ícones femininos que queria abordar aqui, e ficou. Foi-se analisando moda. Recordando grandes ícones de estilo e máximas de família. Embirrando com as coisas que merecem embirração, ou que fazem urticária. Alfinetando um bocadinho, sempre com sprezzatura, a gente rara ou a gente ruim. Partilhando convosco aquelas coisas que só comigo.
 Os leitores, amigos e cumplicidades foram chegando. Embora nunca tenha feito do Imperatriz um diário (nada contra quem revela muito de si, mas como sabem, prefiro alguma subtileza) não sei o que seria de mim sem ele quando em 2011 enfrentei uma fase menos boa a nível pessoal: ajudou-me a pensar, a relativizar e embora de forma contida, a desabafar enquanto devolvia tudo aos devidos lugares. A partir daí foi crescendo comigo através de mudanças de toda a ordem, das grandes alegrias, dos contratempos do dia a dia. E as coisas sucederam-se. Muito em breve, haverá mudanças por aqui e esperam-se novidades boas, com a tónica de sempre. A Imperatriz (neste caso, o arcano do Tarot) que serve de divisa a este blog aí continua, para trazer bons augúrios. No fundo ela não tem só a ver comigo, mas com todas as leitoras (e com o carácter dos leitores) que por aqui passam: pessoas fortes, independentes, com espírito. Tudo gente fofa e respeitável, portanto. Parabéns a nós, e venham outros seis!


As dádivas dos deuses

                       
Costumo dizer que é sacrilégio rejeitar as dádivas dos Deuses. Mesmo que numa ocasião ou noutra se blasfeme de incredulidade ante as suas ofertas algo enigmáticas (cur*** ou F*** the Gods, minha gente! Felizmente eles têm sentido de humor e são rápidos a perdoar) é preferível aceitá-las com as duas mãos abertas e fazer o melhor que se pode. Não é raro as bênçãos (ou recompensas) virem disfarçadas de contratempos.
Noutros casos os presentes são  inequívocos e generosos - então é uma alegria. 
    Outras vezes, dão-nos um valente castigo ( ou mais frequentemente, um tabefe) como certas professoras de postura que usam a ameaça de um alfinete para obrigar os alunos a manter as costas direitas e as ancas para a frente (não acreditam? Já vi acontecer e é bastante eficaz). O bofetão pode ser violento; nunca se ouviu falar, por exemplo, de um mestre de artes marciais que não tenha apanhado bastante pancada, ou de um grande general que não guarde uma cicatriz ou duas. Faz parte. Mas as ofertas (ou partidas) mais misteriosas são aquelas que, parecendo  bênçãos, nos atiram brutalmente para a realidade. Os presentinhos envenenados que nunca se percebe bem para que servem. E que deixam um mortal a pensar "passava bem sem a lembrança, mas obrigadinha na mesma". Essa pode ser uma forma de nos obrigar a descarregar mágoas antigas, que tinham ficado bloqueadas. Ou de nos fazer sacudir padrões poeirentos, vulgo "mas será possível que estas coisas estranhíssimas só sucedam comigo? Que ando a fazer de mal?" . Se não estivermos virados para ideias zen ou New Age, cheias de teorias bonitas que não chegam a lado nenhum (se há coisa que me irrita, é a pseudo espiritualidade da treta)  a nossa conclusão pode ser, simplesmente, que os Deuses andam loucos. Ou a abusar do néctar e da ambrósia, pelo menos no que nos diz respeito.  Isto sem intuito de blasfemar - é sabido que os Deuses são compinchas, não se ofendem com tão pouco e gostam de pandegar de vez em quando, porque a glória eterna pode ser uma grande sensaboria.

Verdade do dia: The Devil beside you


(Ouvida ontem, tarde e a más horas depois de um dia movimentado, em  The Walking Dead).

Falava-se de  expiação; de carregar as consequências da confiança cega. "Restitution for your own lack of insight … for failing to see the Devil beside you."

Resposta pronta e incisiva: 


"Oh, I see him, allright"

Lá diz o ditado, "better the devil you know than the devil you don´t " ou "the devils you are safest with are the devils you know best"  mas isso não significa que, face a um demónio desconhecido, a ilusão seja completa. Os sinais estão lá desde o início. Por vezes temos a tentação de dançar com o Diabo, mas isso não quer dizer que se dance de olhos fechados. We see them, allright


Get the look: cat eye

                                               
Sinto-me muito tentada a experimentar este super cat eye proposto pela 
L´OREAL, conseguido com um eyeliner gel (produto que já se tornou indispensável por aqui) e um pequeno pincel fino de cerdas curtas. Tem um aspecto arrojado, algo mod (tendência que está a regressar, como vimos anteontem) mas elegante, e a sombra irisada na parte superior acrescenta-lhe um toque sóbrio e actual. Experimentar não custa, se bem que há um limite para os disparates que uma pessoa pode fazer até ao final da Quaresma... veremos.

Wednesday, March 13, 2013

A material girl

                            
Por "material" não me refiro exclusivamente a peças de joalharia ou quaisquer luxos terrenos que inevitavelmente fazem as delícias da maioria das mulheres. Embora concorde com uma das personagens de Lady Anita Burgh, que dizia "uma mulher nunca deve desfazer-se das jóias oferecidas por um homem que a amou - nunca se sabe quando poderá substituí-las e mesmo que o faça, nunca têm o mesmo valor das jóias dadas por um amante" defendo um certo desapego pelas coisas mundanas. Mas há algo que uma mulher nunca deve perder de vista, por mais que esteja sujeita a emoções tempestuosas ou paixões violentas: o sentido prático. Uma certa racionalidade objectiva que ao olhar desatento, poderá ser confundida com frieza. O golpe de vista, o distanciamento emocional exercitado por rainhas, cortesãs e consortes que sobreviveram a situações capazes de deixar outras em parafuso. Até nas situações mais instintivas da vida, o pragmatismo é precioso. Principalmente para o sexo frágil, tão associado às emoções desordenadas. Se uma rapariga sensata não quer tornar-se no protótipo daquilo que despreza, não pode ser muito mulher em determinados aspectos. Isto de canalizar a nossa feminilidade para os momentos em que isso é benéfico é uma arte complicada...mas necessária.

Marcus Licinus Crassus dixit: da ambição

                                         
"Quem aspira a grandes coisas também deve sofrer em grande medida"


E o tio Crassus, grande homem e estratega, mas também um estupendo trampolineiro capaz de vender a própria mãe, sabia um par de coisas sobre a "felicidade" reservada aos self made men que não colocam limites, nem o entrave dos escrúpulos, à ambição que os devora. Até o tio Nicolau, tão amiguinho dos fins que justificam os meios, avisava, via Tito Lívio:

"A ambição do homem é tão grande que, para satisfazer uma vontade presente, não pensa no mal que pode resultar dela".

Quanto a mim, que não sou uma estratega de renome, nem a mulher mais rica de Roma, nem uma pensadora, digo de mim para mim que a ambição, quando não é acompanhada de uma pitada de ética e de carradas de nobreza, não vale um chavo. Há algo de precioso em ser capaz de se olhar no espelho todos os dias, em subir de pé e em não precisar de lavar constantemente as mãos demasiado sujas - ou de retocar o verniz que estala por todos os lados. Easy comes, easy goes... como prova a História.



Tuesday, March 12, 2013

Lisbon, be good to me

                  
É curioso como num par de meses as coisas dão tantas voltas. Reparei que desde a última vez que passei pela capital, a minha vida girou sobre si mesma duas ou três vezes. Há entre mim e Ulissipo uma relação kármica e estranha (ou uma grande imaginação minha, com a mania de reparar em tudo). Amanhã lá estarei de novo e por uma questão de feng shui, vou estar atenta aos sinais que o Universo me enviar. Ou isso, ou deixar de crer em presságios privados. Mas como raramente me falham, why bother? 

Lógica da batata de hoje

                         

Os pequenos alunos da mamã, a fazer os TPC de Estudos do Meio, travaram-se de razões pois juravam aos pés juntos que a parte comestível da batata era o caule. Por mais que ela insistisse e até desenhasse um tubérculo no quadro com todos os detalhes, não se tiravam disto, todos ciosos dos seus pergaminhos, até que a senhora mãe já começava a duvidar do seu próprio juízo. Pior, só tem aulas com eles depois das férias, a professora da disciplina outro tanto,  e a pequenada foi para casa convencida de que anda a jantar folhas e não batata. Há pessoas (neste caso, mini pessoas) com quem é mesmo difícil conversar, nem que seja sobre a mais elementar lógica da batata. Ou para quem as coisas mais simples são um enorme, gigante molho de brócolos. Ora, batatas...

E na Revista Activa...

Só falta. Já agora...
                                   
...a minha crónica de hoje...ou a tentativa de parar uma tendência que vai encher as ruas de terrores.
 Enfim, faz-se o que se pode. Eu aviso, eu aviso...

Preto e branco: beleza clássica

                       Black and White Celebrity Trend
Há alguns meses abordei os padrões gráficos, uma das formas de usar a tendência do branco e negro que nos recorda os visuais mod dos anos 60, e que parece ter vindo para ficar. Embora eu deixe os estampados para de vez em quando (prefiro os looks depurados com apontamentos marcantes, e quanto menos ruído visual, melhor me sinto...) adoro o look coordenando duas peças lisas - ou usar uma peça em bloco, como os vestidos-que-parecem-saia-e-blusa, estilo criada francesa. Os estampados têm a virtude da ousadia, de acrescentar graça a um look que seja simples em termos de forma; a combinação de dois elementos emana classe e sofisticação. As toilettes de Jessica Alba (em Stella McCartney e Valentino, respectivamente) Jessica Chastain e Milla Jovovich são uma perfeição, e exemplos de uma das minhas fórmulas preferidas para o tão ambicionado effortless chic. Para não falar da versatilidade - reunião, almoço, serviço religioso, apresentação, desfile...basta mudar um pouco os acessórios, ter boa cara...e allez!

                  Black and White Celebrity Trend2


Monday, March 11, 2013

E que dizia eu ontem, sobre os pais das fãs de Justin Bieber?

I rest my case. Nem de propósito, no seguimento do post de ontem, fizeram-me chegar isto. Qual é o pai ou mãe (consciente, quero eu dizer) que permite que uma filha de 15 anos faça uma tatuagem de um cantor da moda? E se forem cinco tatuagens, hein? É que daqui a seis meses ninguém se lembra do moço e isso não é propriamente kalkitos nem henna, não sai com água e sabão, álcool ou acetona. Está certo que lá em casa aplicava-se a boa e velha responsabilização, vulgo, "se fizeres asneira lembra-te de que o mal é teu" mas tudo tem limites. A abordagem "quando deixares de gostar do Justin vais trabalhar no McDonald´s para removeres as tatuagens a laser e mesmo assim hás-de ficar com cicatrizes para te lembrares do disparate" parece-me um bocadinho extrema. E o pior é que desconfio que nem é desse truque que se trata; são mesmo paizinhos não-te-rales ou pior, que acham isso tudo muito giro. Depois queixem-se, queixem.

Fan Bingbing, mas a menina nunca erra?

                                
Desconfio que a actriz chinesa se está a tornar, oficialmente, uma musa aqui do Imperatriz (não que isso lhe importe grande coisa, estou só a assinalar para não parecer que repito temas a esmo) . É que meia volta e vira (Cannes; Oscars, semanas de Moda) lá aparece com mais uma toilette de cair para a banda, daquelas tão marcantes e tão perfeitamente pensadas/ personalizadas/put toguether que uma pessoa com sentido crítico não tem outro remédio senão mencionar e aplaudir. Temos um caso sério de estilo - associado, ainda por cima, a porte e beleza - e não me admiraria se começasse a ser citada como it girl mais dia, menos dia. Merece-o mais do que outras, que vejo errar com maior frequência, aparecer entrouxadas à pressa numa qualquer criação de última hora ou com coordenados interessantes, mas duvidosos. Com Fan Bingbing, tal coisa não acontece - tudo o que usa é calculado ao milímetro, com um rigor absoluto. Adoro o seu estilo retro, ladylike, com o requinte de tempos idos, mas o que me deixa mesmo siderada é a perfeição de cada outfit, penteado, detalhe e acessórios. Apesar de parecer uma boneca, a menina (ou o seu personal stylist) não brinca. Desta feita, encantou em Paris (no desfile de Outono Louis Vuitton) com um vestido da Primavera 2013 desta casa, acompanhado de peças da colecção Pre-Fall 2013. Com o styling da actriz (meia - luvas pretas, peep toes compensados e todo um look anos 60) o vestido ganhou muito mais graça do que na passerelle. Jessica Alba também o tinha usado já, e bem, mas apesar de esta ser outra senhora que raramente falha, Fan vence pela originalidade e aprumo, eu acho...

                                              
Para quem está esquecido ou anda distraído, repare-se em alguns looks com que a actriz já apareceu em público. Mais que "trendy", "correctos", ou "apelativos no sentido artístico" são lindos, uma perfeição. Façam melhor: googlem  Miss Bingbing porque há tantos, mas tantos visuais seus altamente inspiradores que um post não chega. Perfection.

   
     




Sunday, March 10, 2013

Das mulheres que tomam a iniciativa

                                   
Já  manifestei por aqui algumas vezes , noutros posts, a minha opinião sobre o assunto. Embora não tenha nada contra dar um empurrãozinho, encorajar com subtileza na hora certa, enfim, usar todos os truques de coquetterie que nós, mulheres, trazemos geneticamente programados, não consigo achar piada à ideia de uma mulher tomar, desde o princípio, todas as iniciativas para que uma relação aconteça. Acredito que a sábia Mãe Natureza calculou tudo muito bem, e que privar os cavalheiros do prazer da conquista é uma receita para homens bananas, mimados e incapazes de  fazer o que lhes compete, e mulheres desesperadas e confusas. Este texto, de que reproduzo um excerto em português, diz tudo:


"Os homens são feitos para perseguir, as mulheres para serem desejadas. O homem é naturalmente um caçador, tradicionalmente o fisicamente mais forte, e delira com desafios. O homem aprecia a emoção da caça e tentar descobrir o mistério que é a mulher. Perdemos esta aura ao atirar-nos a eles, que é o que a sociedade nos encoraja a fazer. Outra razão para os deixar tomar a iniciativa - é que isso é uma prova para uma rapariga saber que ele se importa com ela. Quem quer um tipo a namorar com ela porque foi a opção mais fácil, ou a que deu menos trabalho? Isso NÃO É O SUFICIENTE. Nenhuma mulher quer um homem que ficou com ela porque ela não lhe deu outra escolha - atirou-se a ele e antes que ele visse como, estava num relacionamento". 

As altamente embirráveis admiradoras de Justin Bieber

Que haja quem ache bebé chorão "sexy" levanta muitas e complicadas reflexões....
Quando ontem se falou na escassa venda de bilhetes para o segundo concerto de Justin Bieber , julguei que a catraiada estava a tomar juízo. Afinal, se calhar é só a crise: diz que já estão cerca de 300 fãs acampadas à frente do Pavilhão Atlântico, com este frio, algumas acompanhadas por pais de juízo algo questionável - com todo o respeito, que cada um sabe de si, a uns dá-lhes para as seitas e a outros para coisas assim. 
  Lá em casa nunca se admitiram idolatrias nem com músicos à séria, por isso é-me incompreensível como é que alguém idolatra um perfeito pirralho. Mais esquisito ainda, como é que alguém pode achar sexy  este menino com aparentes problemas de desenvolvimento, cara de parvo e ares de garanhão mirim. Não ponho em causa se o pequeno é afinado, mas ainda que cante razoavelmente, não é assunto para delírios. Alguém se lembra dos Tokio Hotel? A loucura pelo ouriço - vocalista fez muitas meninas mal guiadas montar guarda com um frio de rachar nas mesmíssimas condições. Duvido que a experiência lhes tenha mudado a vida, ou que se recordem mesmo das cantiguinhas que as levaram a dormir ao relento há um par de anos. Montar tendas com um gelo destes, que seja por uma boa causa, ou por algo muito significativo para o futuro de cada um. Mas parece que há gente que gosta de sofrer a troco de nada, e que o masoquismo toma as formas mais esquisitas. Enfim, conclui-se que temos adolescentes com a profundidade intelectual de um prato raso, a cultura musical de um guaxinim e a sensibilidade artística de uma pedra, guiados por  pais que se não são a condizer, sofrem de um caso gravíssimo de permissividade. Mas eu diria que o fruto nunca cai longe da árvore...

E onde estive eu ontem?

Conseguem adivinhar? Dou um lamiré. Foi numa grande festa, com um estupendo desfile e em boa companhia,  a convite de duas marcas portuguesas de sucesso. Mais novidades esta semana...

Verdade ouvida há instantes, num filme

" Um pouco de desespero e a vida pode fazer de nós o que quiser".

Veritas est. Quando estamos fora de nós, nervosos ou a atravessar uma fase daquelas dizemos coisas e fazemos coisas que não lembram a ninguém, quanto mais a nós mesmos, que sempre nos conhecemos por gente. 


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