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Saturday, April 20, 2013

Look que se segue, dentro de minutos:

                                       
É que tinha falado disto aqui, e apareceu uma ocasião que não podia vir mais a calhar  enquanto ainda corre uma brisa fresquinha  - uma festa em homenagem à Mãe Rússia organizada por amigos e familiares num cenário icónico da terra dos meus avoengos. E eu, que de russa não tenho nada a não ser os chapéus (não se pode ter tudo, também era mistura a mais) associo-me como posso, e viva o Czar. Wish me luck, ou melhor, Пожелай мне удачи !

Receita de look 1-2-3 para os dias quentes


                                 Streetstyle en Barcelona
Agora que os dias quentes parecem ter-se instalado definitivamente, é altura de começar a fazer misturas que só as peças mais leves permitem. E para esta fase do ano que ainda pede algum resguardo (digam o que disserem, não compreendo as pessoas que usam alças e sandálias mal surgem os primeiros raios de sol) há fórmulas simples para compor looks marcantes, mas confortáveis. A combinação camisa vintage atada ao acaso + boyfriend jeans de boa qualidade + carteira clássica (se for uma antiguidade de família, melhor um pouco!) + écharpe bonita, rematada com um par de sapatos, peep toes ou botins arrojado é uma das minhas preferidas. Super fácil de montar para dias descontraídos, e com elementos que quase toda a gente tem em casa. Pede-se apenas alguma atenção às proporções - para não deixar o conjunto demasiado largo, com ar desleixado. Fica a ideia, para quem ainda está a organizar o guarda roupa para a estação amena.

                                  Streetstyle en Barcelona: Cristina Ramos de Chanel
                                  Streetstyle en Barcelona: Cristina Ramos

As coisas que eu ouço: para grandes males...

                    
Uma senhora minha conhecida, de boas famílias e muito católica, para a filha -  igualmente fiel ao Papa - que se lamentava por ter caído nas garras de um rapaz pouco recomendável, leia-se um malandro da pior espécie: 

Palavra de honra -  ou esta rapariga pára de se importar com aquele imbecil, ou levo-a à Igreja Universal do Reino de Deus, a ver se lhe sai o demónio do corpo. 

Lá diz o ditado, numa trincheira não existem ateus, mas não é preciso chegar a extremos...


Fashion Rio: alguém me explica...

                                             
..onde é que está a "polémica"? É que à parte uma imagem de um derrièrre realmente em mau estado - e um entre muitos pode acontecer, por erro de casting - não vi ali magreza excessiva, celulite chocante nem músculos desaparecidos. É certo que muitas manequins são magras, atléticas ou de ancas estreitas mas isso está mais relacionado com o biótipo e a  estrutura óssea do que propriamente com subnutrição. Se as modelos são "perfeitas", aqui D´El Rei  que andam a meter padrões de beleza impossíveis na cabeça das pessoas. Se as modelos se descuidam com o seu instrumento de trabalho (o corpo, que é humano como o das mais) e mostram um bocadinho de celulite à semelhança da comum das mortais - por causa da pílula, da retenção de líquidos, da falta de exercício, da luz pouco favorecedora na passerelle ou do diabo a sete  - ai meu Deus, que estão todas doentes. Começo a achar que quando não há nada a noticiar, ataca-se a Igreja ou a indústria de Moda. Tanto disparate politicamente correcto começa a ser seriamente maçador. E ralarem-se com a fome não opcional que infelizmente anda por aí em casa das pessoas, não seria mais produtivo? 

A máscara


Todos nós usamos máscaras no cenário social, e nem todas com má intenção. Sendo uma pessoa algo reservada, sempre me senti muito mais confortável quando - numa festa, por exemplo - tinha um papel a cumprir: o de jornalista, o de anfitriã, o de cantora convidada, ou o de ser o plus one de alguém que tinha, por sua vez, uma missão importante a representar. Vestir uma determinada camisola, pôr uma máscara, assumir um papel é uma grande ajuda para os desafios do dia a dia. Creio mesmo que cada indivíduo tem várias facetas (falo por mim, eu tenho) e às vezes, evocar, realçar ou ampliar uma delas, numa óptica fake it ´till you make it, é um truque estupendo  a tirar da cartola quando temos uma tarefa difícil pela frente. A máscara da coragem, a da altivez, a da confiança, a da indiferença, a da neutralidade ... podem ser aplicadas de forma eficaz e inócua. 
 Usar máscaras só se torna um problema quando elas se afastam demasiado de quem somos na realidade, quando servem para mostrar o oposto exacto das verdadeiras intenções ou acções. Parecer sincero, quando se escondem enredos intrincadíssimos; fazer uma jura pensando ou agindo de modo inverso por trás do pano; usar máscaras tantas vezes que já não se sabe onde está a verdade ou a mentira, tantas vezes que a verdadeira face desaparece, isso sim é grave. Quando assim é, só quem se mascarou pode redimir-se, procurando encontrar algures, na multiplicidade de rostos que arranjou, a máscara da verdade, a máscara da sinceridade, a máscara da coragem, a máscara do arrependimento. Também a redenção, como tudo na vida, pode ser uma questão de fake it ´till you make it. Fingir, fingir e tentar até obter resultados.



Friday, April 19, 2013

(Hard) working girl

                               

Se conheces o inimigo e te conheces a ti mesmo, não precisas de temer o resultado de cem batalhas. Se  te conheces mas não conheces o inimigo, por cada vitória sofrerás  uma derrota. Se não conheces  o inimigo nem a ti mesmo, perderás todas as batalhas...

Sun Tzu

Quem muito gentilmente me segue talvez tenha reparado no meu comportamento blogosfericamente algo errático ao longo da última semana. A agitação deve-se ao facto de ter aceite com muito entusiasmo um desafio profissional surpresa. Esta mudança de planos veio, por sua vez, juntar-se a outro tipo de agitação, esta a nível pessoal, que já andava por aqui a tentar as almas -  com tudo o que isso tem de bom e de não tão maravilhoso. Estou a sentir os efeitos do Ano da Serpente ou coisa que o valha, mas se me conheço, e conheço porque levo Sun Tzu muito a sério, daqui a dias já me equilibro na prancha como se não fosse nada comigo e tudo volta aos eixos. Have a little patience, my Lords and Ladies.

Dúvida do dia: será que existem situações narcóticas?

                             
Que só fazem mal, ou não fazem efeito nenhum, ou fazem todos os efeitos menos o que devem, mas mesmo assim é um sarilho para uma pessoa se libertar delas? E várias em simultâneo? Sabem o que dizem...when it rains, it pours.

Estou a modos que "supermalcriada" esta semana...

                                              

...por isso aviso já, para não se queixarem de mim mais tarde. E quando estou assim, tenho cintilantes raciocínios sobre seres com quem sou obrigada a partilhar um planeta acanhado demais para o meu gosto:

 - Pessoas más como as cobras com um gosto pior que o seu carácter, e que adoram vestir roupa da mesma (falta de)  qualidade (lycra, poliéster). Não é que lhes queira mal nem nada, mas se um dia aquele petróleo todo pegar fogo e eu tiver um copo de água à mão, creio que me vai dar cá uma destas sedes...

 - Pessoas que atraiçoam os outros pelas costas alegremente, mas ficam muiiiito magoadas quando lhes retribuem a gentileza. E digo eu, ou há moralidade, ou...já sabem o resto.

 - Pessoas que sobem na horizontal e fazem outras trafulhices de forma tão descarada que já é vox populi, mas ainda se atrevem a olhar para os outros com ar holier than thou e dizer, com o maior desplante " não tens sucesso/emprego/etc porque não queres/não trabalhas o suficiente". É caso para lhes mandar um valente faz como eu digo, não faças como eu faço, ou um brutal assim também eu *se não tivesse decoro nem escrúpulos, of course*

E agora que já fui sincera convosco vou parar de ser supermalcriada, pensar em coisas fofinhas, meditar um pouco ou se calhar rezar o terço em proveito das alminhas, para desagravo dos meus disparates, maus pensamentos e acima de tudo, dos pecados alheios que me provocam tais ideias. (Ou não, que eu cá nunca prometo nada para não falhar depois...)

Thursday, April 18, 2013

12 sinais de alarme de um (a) namorado (a) péssimo (a)

                             
O que costuma parecer demasiado bom para ser verdade, geralmente é: há pessoas que parecem pedaços de mau caminho, mas na realidade não passam de tropeços, e dos feios. No meio do entusiasmo, da paixonite e das palavras bonitas pode ser tentador ignorar os velhos sinais "se grasna como um pato e caminha como um pato, então é um pato". Há, no entanto, pistas subtis que dão a entender: "filha (o), estás a meter-te numa grande alhada". A primeira de todas é o nosso instinto, que nos diz logo que algo não bate certo no meio do cenário perfeitinho. Mas lá está, nessas circunstâncias a tendência é para mandar o instinto à tábua; mais, os alarmes do instinto têm prazo de validade. Ao fim de dois dias, mais ou menos, podem ser camuflados por factores como a química, as aparências ou as atenções de que nos vemos alvo. Começamos a baralhar os factos, a ponderar demais e para que a confusão não se instale, levando a um "para que fui meter-me nisto?" dos grandes, convém reparar em dados mais palpáveis:

1 - Mal se conhecem, conta ou pergunta dados demasiado íntimos. Não tem problemas em interrogar amigos comuns sobre coisas privadas suas, em confessar que já andou à sua procura no Google, nem acanhamento em se queixar dos dramas do anterior relacionamento, sem que ninguém lhe tenha perguntado nada disso.

2 - Prega que se apaixonou por si à primeira vista a quem quiser ouvir, e não admite que ninguém duvide. Se alguém o (a) chamar à razão, vê isso como uma prova de falta de confiança - mesmo que se tenham conhecido ontem - e não de ponderação.

3 - Quer saber tudo da sua vida e fazer parte da sua intimidade ou círculo de uma forma fulminante, mas revela a dele (a) aos poucos. Parece uma pessoa muito aberta e brincalhona, mas depois tudo são mistérios.
Ora fala de si a toda a gente com o maior orgulho, ora faz segredo em relação ao namoro - revelando-se pouco à vontade nas redes sociais, por exemplo. Esconde coisinhas a torto e a direito e nunca se sabe muito bem qual é a sua rotina, as suas "amizades" ou o que revela a terceiros. Ser discreto é uma coisa; não saber o que quer -  no mundo real, virtual, ou em qualquer contexto - isso revela instabilidade, no mínimo.   E já se sabe, caso você indague...há chatice.

4 - Não bate a bota com a perdigota: por exemplo, afirma ter gostos demasiado selectos e eruditos mas não se horroriza com o CD de música pimba que alegadamente, a tia lhe deixou no leitor do carro. Tudo nele (a) parece demasiado recente: o estilo de vestir (se há meses apresentava sinais inequívocos de parolice e agora é do mais betinho que há, acautele-se) os gostos adquiridos, a maneira de falar, as amizades, hábitos que não batem certo com as aspirações...

6 - Faz parte de "seitas" ou simpatiza com esquemas (de pirâmide, por exemplo...) e acha isso muito natural. Pior ainda, revela demasiada compreensão e tolerância por comportamentos imorais ou pouco éticos: o marido da sua amiga fugiu com outra, deixando-a de rastos? "As pessoas podem-se apaixonar". Uma colega trabalha como acompanhante de luxo? "Bom, a vida é dela...". Não julgar é uma virtude, mas tudo tem limites. Talvez ele (a) procure desculpar, com isso, os seus próprios pecados. Mau sinal.

7 -  A sua palavra é de elástico; não tem problemas nenhuns em dar o dito por não dito, faltar a promessas e ainda atirar-lhe com as culpas. Além disso, contradiz-se constantemente: jura aos pés juntos que serão felizes para sempre sem que ninguém lhe encomendasse o sermão, conta aos amigos que quer ser pai dos seus filhos e até já está a pensar em nomes, mas tem ataques de pânico se você lhe disser, mesmo a brincar, alguma coisa do mesmo género.

8 - Leva qualquer gracejo como ataque pessoal. Sofre de mood swings (ora está bem, ora está mal) tem um historial (ainda que velado) de agressividade, e tudo são bons pretextos para discussões de caixão à cova em que só ele (a) fala - ou melhor, grita -  seguidas de amuos, inversão de factos, transferência de culpa e tratamento do silêncio. Qualquer discussão parece uma tragédia e joga mind games consigo, vitimizando-se e procurando distorcer o que lhe foi dito. Drama, drama, drama. A vítima é sempre ele (a). Ocasionalmente, tem ataques de remorso exagerados, vulgo " sou uma besta, só te faço sofrer". A violência psicológica pode deixar uma pessoa confusa -  por isso logo que a detecte, fuja a bom fugir.

9 - Os anteriores relacionamentos dele (a) são uma boa pista: não só dizem muito sobre o seu carácter e hábitos (se todas a(o)s ex tinham mau ar, por algum motivo será...que antros terá andado a frequentar?) como os motivos do rompimento têm que se lhe diga. Se ele (a) diz que foi sempre a vítima, o (a) desgraçadinho (a), que não tem sorte nenhuma...cuidado. Há sempre duas faces da moeda. Quem quiser ouvir de si, ouça dos outros. E onde há fumo, há fogo.

10 - Não procura saber os seus gostos: impõe os dele (a), mesmo quando lhe compra presentes. Só fala em si próprio (a). E se frequentar a sua casa, põe e dispõe como se estivesse na dele (a). Uma pessoa decidida é uma coisa, uma pessoa egocêntrica e autoritária é outra. Caso você proteste, há cena: em breve, se tudo correr como esperado, o (a) parceiro (a) não se atreverá a abrir piu, para evitar discussões. Missão cumprida.

11 - Desconfia de si e pergunta-lhe o mesmo várias vezes, tentando apanhar contradições. Quem é desconfiado não é fiel, e as pessoas como são, assim julgam; talvez projecte em si as suas próprias mentiras.

12 - Faz grandes basófias e gaba-se de mundos e fundos que se verificam não corresponder à verdade, quer pelos actos, quer pelas contradições em que acaba por cair, ou pelas meias confissões que vai fazendo. 

Se detectar alguns destes sinais, passe-lhe quanto antes um atestado de "ganda maluco (a)!" e vá à sua vida. Tolerar coisas que nos fazem sentir desconfortáveis, por mais ténues que sejam ou por mais patetas que pareçam, nunca dá bom resultado. Ignorar só vai contribuir para aumentar a bola de neve, e quando der por si estará tão enredado (a) que não saberá como sair dessa. Quem avisa...





Clarice Starling who?

                                       Anthony Hopkins as Dr. Hannibal Lecter and Jodie Foster as Clarice Starling in MGM’s The Silence of the Lambs – 1991
Special Agent Sissi M., reporting for duty. Podia ser o meu discurso todos os dias. Não sei se é por isto, mas só me aparece disto e disto. Macacos me mordam, há um ano citei  aqui um estudo sobre a incidência de psicopatas na advocacia, na política, nos altos cargos ou simplesmente infiltrados na vida de todos os dias, mas não contava conhecer mais e começo a ficar um bocadinho farta dos meus poderes proféticos. Dizia eu:

Nem todos os psicopatas se tornam serial killers. Os especialistas afirmam que 1 a 3% da população sofre desse transtorno - e anda por aí, destruindo vidas discretamente.  (...) sofrem de uma total ausência de compaixão, sentimento de culpa ou medo das consequências, possuindo uma habilidade incrível para manipular quem os rodeia. Embora se tornem peritos em enganar até os especialistas na matéria - e detectores de mentiras - alguns sinais chamam a atenção dos mais perspicazes, criando uma desconfortável sensação de que algo não bate certo. 

 Sei que todos os psicopatas, pequenos e grandes, no fundo querem ser apanhados e que eu tenho jeito para a coisa, mas por favor já chega, a sério...ide brincar para a Psicopatalândia, matar e esfolar-se uns aos outros ou o que quer que os psico / sociopatas fazem para se divertirem, porque eu não sou paga para isto, está bem? O meu trabalho é criar coisas bonitas e apelativas que façam as pessoas felizes e os negócios prosperar, não é castigar maus da fita e isto está preto para horas extraordinárias, mesmo para super heróis ou Dexters justiceiros com uma identidade secreta. Enough already.

Wednesday, April 17, 2013

Crónica Activa da semana: homens

                               

Dos homens, quando são bonitos. Ou mais que bonitos, homens a sério. Para ler aqui.

Coimbra Fashion Madness, Parte II


                                                
Coimbra precisava de um formato assim: completo, glamouroso e acima de tudo, focado no aspecto criativo e profissional da moda portuguesa. Foi com muito prazer que, a convite da Black @ White e da Concreto, marquei presença no Mosteiro de Santa Clara - a - Nova, local icónico que fez parte da minha infância, esteve associado a alguns momentos chave da minha vida (long story, um dia conto) e que bem necessita da atenção e carinho do público. Além do desfile Concreto, da decoração do espaço e do conceito em si, fiquei deslumbrada com o savoir-faire de Carlos Gil. Conhecia pouco do seu trabalho e encantou-me o rigor no corte e na modelagem, a riqueza dos pormenores e a forma fiel e expressiva como fez justiça ao tema (Paris - Bangkok) que inspirou toda a colecção.
 Pretende-se que o modelo do evento se repita duas vezes por ano, chamando a Coimbra público, imprensa, bloggers, criadores e muita gente bonita com verdadeira "loucura pela moda". Faço votos para que o Coimbra Fashion Madness cresça, evolua e nos deixe cada vez mais orgulhosos.
                                     
                                     
                                            


       
                                 


                                     
           
           
                              

Cœur sacré: do amor condenado



Queria dizer duas palavras sobre esta canção - que ouvi por acaso há um ano ou dois num canal que nem faz o meu género e me agarrou imediatamente - mas acho que uma tradução livre da letra faz melhor efeito para ilustrar o céu que se torna inferno. 
Enough said.

Nem uma palavra, nem um grito; amarei tanto mas nada funciona; está escrito na tua pele como um coração sagrado, tatuado, o amor - poderá durar para sempre? Crês verdadeiramente no amor? Tudo é falso; tudo é cinzento, tu finges mas o sangue nunca mente; sabes bem as manhãs em que os corações parecem pesar tanto -  o teu corpo tatuado, amor, dum coração sagrado - como um coração sagrado, tatuado, o amor - poderá durar para sempre? Crês verdadeiramente no amor?


Pas un mot, pas un cri
J'aimerai tant
 J'aimerai tellement, rien ne vient pourtant
C'est écrit, sur ta peau

Comme un cœur, sacré tatoué,  l'amour, 
peut il durer, toujours
Crois tu vraiment  à l'amour

Tout est faux, tout est gris
Tu prétends
Tenter tant et tant le sang jamais ne ment
Tu sais bien, les matins

Quand les cœurs
Semblent peser,  si lourd
Ton corps tatoué, amour
D'un cœur sacré
Est ce l'amour

Comme un cœur, sacré tatoué,  l'amour, 
peut il durer,  toujours
Crois tu vraiment à l'amour

Coisa mais irritante, ever:

                             
Os fios dos secadores, modeladores e ferros para o cabelo. Está bem que uma pessoa não passa sem eles, mas podiam vir, sei lá, com um botão para recolher os fios, como os aspiradores. Ou terem fios que não se enrolassem uns nos outros ou em si próprios, que não deformassem, etc, etc. Estou cansadinha de ter um novelo aos pés de cada vez que preciso de dar um jeito às melenas. Certo é que não sou a pessoa mais habilidosa do mundo no que respeita a enrolar cabos e cabozinhos, mas os fabricantes deviam contar com as consumidoras trapalhonas e sem tempo a perder, ou não? Sou uma pessoa muito ocupada, não me posso maçar estender e encolher coisas eléctricas como se a minha vida dependesse disso, ora...

Tuesday, April 16, 2013

Get the suit

                                             THE SUIT A sharp tuxedo is as cool as it is unexpected. Wear with glamorous heels and a sculptural box clutch. GET THE LOOK

Depois de tanto pregar sobre a tendência dos fatos, quase é desnecessário dizer que adoro este look da menina Lou (filha da lendária Jane Birkin) com o icónico smoking de Yves Saint Laurent. Uma toilette sempre elegante mas muito blasé, para quando não apetecem grandes produções, no espírito "sou demasiado cool para me maçar mas não quero estar mal vestida". Basta uma camisa ou blusa bonita, um bom par de saltos altos e uma carteira esculpida num formato original para brilhar com pouquíssimo trabalho. Touché!

Querem ver que o Universo fala mesmo?

                           
Ouvido por estes dias, de uma pessoa com quem mantive conversas de conteúdo estritamente profissional:

"Sissi, obviamente o Universo tem outros planos para si neste momento".

Isto a propósito de uma simples mudança de cenário, num diálogo que não tinha rigorosamente nada de espiritual. Eu acredito que o Universo fala connosco através de estranhas coincidências, mas desconfio que está a ficar muitíssimo eloquente e a deixar de lado as metáforas para dizer o que quer de forma mais literal. É que palavra de honra, a frase bate certo com muito do que se tem passado. Ó sábio Universo, já que estais com a mão na massa, podeis esclarecer que planos são esses, afinal? Gosto sempre de andar prevenida, quanto mais não seja para não ser apanhada a faltar ao dress code. Grata.

Momento novela mexicana do dia

"Clara Luísa, você mi traiu com o João António!" * versão dobrada em brasileiro*

                                     
Na faculdade, Guionismo foi uma das minhas disciplinas preferidas. Tive o privilégio de me calhar um professor excelente, antigo roteirista da Globo. Era bastante exigente connosco e um dos aspectos  que frisava mais era o ponto de virada - aquele momento em que o enredo, depois de adensar, dava uma reviravolta que desenvolvia toda a estória. Forjar um  ponto de virada credível e apelativo era, para mim, o maior desafio na criação de um argumento. A história tinha de bater certo e ao mesmo tempo, manter o espectador/leitor em suspenso - processo que exige imaginação, mas também lógica. 
 No entanto, há pessoas que, sem nunca terem estado na área, deviam trabalhar em guionismo e nem sonham a estupendaça carreira que andam a perder ... porque constroem argumentos absolutamente mirabolantes, dignos de aplauso, na vida real. São capazes de engendrar os motivos e os pontos de virada mais delirantes. Vão buscar segredos ocultos que explicam tudo de uma forma que deixaria os autores de dramalhões mexicanos roídos de inveja, arranjam efeitos especiais onde ninguém se lembra, põem a audiência a chorar baba e ranho, juram que o branco é preto e que o preto é branco, viram o enredo todo do avesso com uma pinta enorme. Descobre-se que, afinal, o vilão era o bonzinho da história: andou foi a fazer de agente duplo o tempo todo, pois 
pasme-se, ele é que sabia o FATAL segredo da  heroína, que vai-se a ver não era uma donzela sofredora mas uma Mata Hari calculista e pérfida, de casa e pucarinho com o verdadeiro mau da fita, enquanto fazia olhos de bambi para as câmaras, com o rímel a escorrer devidamente pela cara abaixo. Bravo. 

Monday, April 15, 2013

"Se você fosse sincera, oh-oh-oh Aurora..." ...está bem, está.

                                         

Se uma pessoa acha por bem omitir certas verdades dolorosas para não lembrar pecados esquecidos nem levantar problemas...aqui D´El Rei que não é honesta, ai que me andou a enganar.

Se tendo visto o resultado de ficar calada abre o jogo desde o início, what you see is what you get, queres- queres - não -queres - paciência, eis que está condenada a ser massacrada com perguntas sobre o mesmo malfadado assunto, para no fim haver o circo eu sabia que aí havia coisa, ai que nunca me contaste a verdade toda, bem que me cheirou a esturro, ai que não é honesta, ai que pessoa tão malvada e calculista.

E um alarme para gente desconfiada que tal como é, assim julga os outros? 

Precisa-se de um mata borrão super poderoso

                                                  

Que apague memórias, nódoas e personagens que nunca haviam de existirE depois, de uma lixívia bem forte. E que se chame a Criada Malcriada para limpar tudo, que isto só com ajuda profissional. 

Kali vive em todas (e todos) nós

                                   
                                      
No Hinduísmo, Kali - A Negra - é uma das três faces da esposa de Shiva (Parvati, Durga e Kali) e corresponde ao lado obscuro da Deusa presente em várias culturas e mitologias: tal como Ceridwen, Hécate, Perséfone, Lillith e Ereshkigal, entre outras, Kali simboliza a faceta mais instintiva, belicosa, infernal, sombria ou assustadora da Natureza. A morte, a batalha, a dor, a sensualidade e a purificação são atributos associados a estas representações do poder feminino. Com a chegada do Cristianismo, o aspecto misterioso  - mas também mais humano -  da Grande Mãe suavizou-se um pouco, mas não desapareceu: está presente na Mater Dolorosa que assiste impotente, com o coração atravessado por sete espadas, à imolação do Filho pela humanidade. Assim é a Deusa escura: não olha aos riscos, aos sacrifícios nem aos sofrimentos. É a Deusa no seu momento extremo, no esforço derradeiro, mas também na plenitude do seu poder. E tal como todas as divindades acima citadas, Kali, embora associada ao submundo, é vista como a destruidora do mal.  É a deusa que combate o fogo com o fogo, a espada com a espada, a quem se recorre quando todos os outros métodos falharam. Conta a lenda que Shiva e Durga - A Invencível - (a faceta guerreira da sua esposa)  estavam com dificuldades em combater uma horda de demónios. Por mais que os despedaçassem, cada gota de sangue que caía no chão fazia nascer um exército. No auge do desespero e da raiva Durga transformou-se em Kali, e começou uma dança mortal. Cheia do frenesi e da alegria da batalha, a cada volta desbaratava vários, bebendo -lhes o sangue. E assim pôs fim à ameaça. Quando Kali começa a sua dança mortal, fica de tal maneira embriagada que não consegue parar. Não pensa nas consequências. Não abranda um minuto para reflectir no que possa suceder-lhe. É uma força indomável que só cessa quando destrói o inimigo, a confusão ou o mal à sua volta, gerando uma transformação total. 
 Por muito negativos que pareçam os atributos de Kali, eles são necessários para o perfeito equilíbrio. Todas as mulheres - e homens também -  face à necessidade, têm Kali dentro de si. Quando entramos no espírito que se dane, quando damos reviravoltas de 180º que nos surpreendem a nós mesmos, quando enfrentamos os nossos medos e pensamos "como é que eu me atrevi a fazer isto?". Não tenham dúvidas - é Kali a falar mais alto.

Sunday, April 14, 2013

Assim se usam calções:

                                            

- Quando se tem uma figura adequada;
- Com calçado baixo (para quem tem pernas longas e magras) ou pelo menos, com saltos/plataformas discretos, sem demasiada inclinação.
- Com um top/t-shirt algo folgado.
- Em eventos descontraídos, de preferência ao ar livre.

Assim o demonstra a sempre janota Diane Kruger, numa festa organizada pela H&M. A copiar, para quem não dispensa os hotpants.

Lembram-se do post de ontem...

...sobre o brocado, e das minhas dúvidas quanto ao visual a escolher para o fim de semana? Pois, como realmente não me apeteceu tentar o número Lady Gaga (*cof, cof, as if*) fiz mais uma vez honra ao estilo siciliano, ao sheath dress, e como já previa, ao brocado vintage a lembrar veneziano. Estamos numa temporada de tons metalizados, e por acaso, diz que o meu elemento na astrologia Chinesa é mesmo o metal: firme, forte, poderoso, impulsivo, luxuoso, independente e transformador, que molda mas não quebra. Por vezes gosto de brincar com estas associações de ideias ao pensar num visual, e além disso é bom brilhar um pouco, mantendo o formato simples. Deixo-vos um lamiré -  sobre o evento em si, contarei mais coisas esta semana.

                                                o

Efeméride: Titanic

                        
Foi na madrugada de 14 para 15 de Abril que o Titanic se afundou, em 1912. Há um ano atrás assinalei o centenário da tragédia - cuja comemoração foi, em parte, responsável por trazer de volta muitos looks inspirados na Belle Époque - com um post que recorda as histórias de amor, os episódios de cavalheirismo e de heroísmo e...as modas magníficas do tempo. 

Aquela sensação péssima...

                                     
...de ouvir uma canção/conversa/qualquer coisa parva durante um loooooongo tempo, de tal modo que fica gravada cá dentro, a passar em loop todo o santo dia. E quando se chega à cama, antes de adormecer e mais além, aquela treta insignificante sem qualquer importância (mas repetitiva e chata como a potassa) continua a girar na nossa cabeça. Depois uma pessoa lá adormece. Mas quando acorda, esperando ter a mente repousada...o disco riscado rages on, and rages on. Se fosse alguma coisa que eu quisesse mesmo memorizar, aposto que não tinha sorte nenhuma. Misericórdia!

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