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Saturday, May 18, 2013

To Whom It May Concern: mulheres carentes...e ridículas. Ufffff.


"Se eu continuar a publicar frases sugestivas, pode ser que sim..."    

Vocês que têm a fineza de me ler sabem que não sou menina de puxar para o lado ácido aqui no blog. Mas enfim, de vez em quando há coisas que me tiram do sério. E sai-me disto, porque não há paciência para tanto desgoverno, tanta falta de decoro e de espelho, tanta lata, etc.

Não sei se ria, não sei se caia para a banda com desprezo quando vejo mulheres desesperadas por arranjar um diabo que as carregue a fazer copy/paste de frases "eróticas" pseudo profundas no Facebook, a ver se pega. Já que quando Deus Nosso Senhor distribuiu a beleza (e o decoro) as meninas estavam fechadas na casa de banho, mostrem ao menos um pouco de subtileza e imaginação. Não custa nada alinhavar duas linhas manhosas pelo vosso próprio punho...sempre fica menos pindérico, vale? E já agora, um duchezinho gelado. Calma, que não vale fazer batota, pôr o carro à frente das bestas, pôr a foice em seara alheia, fazer figurinhas tristes e atirar o barro à parede...fica muito mal uma mulher mostrar que está "aflitinha" para todo o mundo ver. Quando Deus faz uma panela mal arranjada, faz um testo igualmente torto que lhe sirva...Já percebemos que estão com medo de ficar para tias (que é o mais certo) mas uma senhora não perde as estribeiras. Then again...estas não são senhoras. Que tédio!

O sex-appeal, segundo homens e mulheres.

                                  
Está certo que o que nós, mulheres, achamos bonito nem sempre agrada ao sexo oposto. Que na hora de escolher um visual que seja simultaneamente fashionable e apelativo aos olhos masculinos, o melhor mesmo é pedir-lhes opinião. Já sabemos que eles preferem cabelão, bocão, curvas e cinturinha. E sem cair na vulgaridade defendo que devemos conseguir o equilíbrio entre o estilo, a classe e um visual que respeite as ancestrais leis da atracção. Mas há coisas que me escapam. Então eu acho esta rapariga um espanto, com um corpo fenomenal, e que a puseram na série para atrair os espectadores masculinos...



                               
E eles cá em casa vêm dizer que não senhora, que abdominais vincados são feios, que ela é muito magrinha, etc (a mim parece-me tudo no lugar, mas enfim...) e que linda, linda, é esta menina. Anda uma pessoa a matar-se no pilates para ouvir coisas destas?

                               
Pessoalmente acho que ambas são belezas naturais, com curvas e dentro do "petite", mas que a menina Scarlett se desleixa por vezes um bocadinho com o exercício. Em última análise, não são assim tão diferentes, mas os homens vão buscar detalhes que não lembram a ninguém - e isto são os que têm gostos com alguma classe, claro.
 Por favor digam-me que não estou errada, e que não há nada de pouco apelativo em Raquel Welch ou Brigitte Bardot, as minhas musas máximas de beleza. Se começamos todas a ter de engordar para agradar...mau Maria.


             

Não consigo achar piada a esta pequena.

Freida Pinto
Os admiradores que me desculpem. Podem pô-la em Cannes com os sininhos todos, dizer que é uma grande beldade, estampá-la nas capas com o melhor photoshop do mundo, vender a imagem dela como bonita. Não é que  a considere feia, à parte ser um tanto vesga (o que em certas pessoas tem o seu encanto) mas mas acho-lhe um mau ar que não me convence - de suburbana, de carenciada, de rústica, de sopeirinha (com todo o respeito às técnicas de superfícies) de menina de shopping ou do ghetto. Com tantas  indianas lindas, não percebo onde está a graça de Freida Pinto, com sangue luso ou sem ele. Mas é claro que a beleza é a coisa mais relativa que existe. Já a "feiura" é mais universal...

O verdadeiro cavalheiro - e os outros.

                       

"In modern speech the term gentleman (from latin gentilis, belonging to a race or gens, and man, the Italian gentil uomo orgentiluomo and the Portuguese gentil-homem) refers to any man of good, courteous conduct". 

File:English Gentleman.jpgA existência - e pior ainda, o significado - de cavalheirismo anda pelas ruas da amargura. São poucos os senhores e rapazes que ainda se preocupam em cultivar tais qualidades (que isto da "igualdade dos sexos" é uma excelente desculpa para se comportarem como uns brutos, ou a causa de muitos nunca terem ouvido falar em tal). Depois há os da velha guarda que já não vão para novos, e vivem teimosamente noutros tempos; testemunhos nostálgicos de épocas que já não voltam e que me provocam sempre um sorriso de verdadeiro apreço.  Apontem-se ainda os que por berço e por chá vão mantendo a instituição  do cavalheirismo como podem (há que não confundir cavalheirismo com dandismo ou mesmo com certas "manias do mundo elegante", mas isso é assunto para outros carnavais. ..) esquecendo amiúde que as regras mais importantes não se relacionam com exterioridades como erguer-se quando uma senhora se ausenta da mesa ou nunca beijar a mão a uma menina solteira, e sim com coisas tão simples como ter uma só palavra, ter horror a mexericos,  defender a sua dama, não prometer coisas que não pretende cumprir, nunca tirar vantagem de situações delicadas e  evitar a todo o custo fazer uma mulher chorar - ou caso isso aconteça,  envergonhar-se vivamente do facto. Essas qualidades varonis, essa hombridade e outras normas de conduta além das enumeradas atrás, garantiam uma sã convivência entre os sexos (e davam às raparigas linhas de orientação excelentes). Hoje, nunca se sabe com o que se conta. Pior ainda do que os declaradamente brutamontes, há os rústicos que posam como cavalheiros: leram meia dúzia de coisas e acham que aparentar ser um, por mais que tenham crescido com hábitos opostos, é meio caminho andado para o sucesso. Então abrem a porta com espavento, oferecem flores, tentam vestir como acham que um cavalheiro se apresenta (custa bastante, mas faz-se o que se pode por tentativa e erro) mas não sabem nem sonham que ser um cavalheiro é acima de tudo ser uma pessoa decente, um homem íntegro, uma pessoa de bem, que mais do que o bonito porte (misto de altivez e modéstia, jamais de arrogância aburguesada) tem uma bonita alma. Um cavalheiro não se rebaixa a actos indignos; assume as responsabilidades pelos seus actos; nunca se acobarda; jamais dirige infâmias ou grosserias a uma mulher; se errou, procura reparar o erro; não se "safa", não se "desenrasca", não entra em esquemas para proveito próprio, não se baixa a actos mesquinhos, não se esconde quando as coisas ficam feias para o seu lado.  Um cavalheiro pode estar a jardinar com roupa de andar por casa, pode fazer disparates, mas continua sempre a ser um cavalheiro porque isso vem de um espírito honrado, de uma formação esmerada e por osmose, reflecte-se na forma como o homem se veste e parece - nunca o inverso. Tudo o resto (as flores, o dar passagem, as bonitas palavras) é lata polida a imitar prata. E eu não sei quanto a vocês, mas tenho um azar à bijutaria barata que não imaginam.












Friday, May 17, 2013

My love songs: One, ou do amor -ódio



Confesso que não sou grande fã dos U2 (não compreendo a loucura, embora a banda tenha umas um par de canções que adoro). Em boa verdade, nunca gostei muito da   canção no original e o refrão não faz o meu género.  Mas esta versão com Mary J.Blidge é qualquer coisa e se prestarmos atenção e eliminarmos o trecho "sister/brother" que a meu ver lhe retira algum sentido, a letra é de uma extrema eloquência. 


O encanto deste tema está mesmo nas palavras, e no desencanto (ou cansaço) extremo que transparece na melodia. Afinal, do amor ao ódio (ou a emoções mais subtis como a amargura, o ciúme ou a culpa) vai um passo pequenino, um passo de stiletto

Is it getting better? 
Or do you feel the same? 
Will it make it easier on you now? 
You got someone to blame .

E poucas coisas são tão extenuantes como a dor prolongada, a mágoa mal resolvida ou as retaliações de duas pessoas que partilharam sentimentos demasiado fortes para o seu próprio bem.

Did I disappoint you? 
Or leave a bad taste in your mouth? 
You act like you never had love 
And you want me to go without .

 A ligação rara que exista entre apaixonados (e até o menos romântico dos indivíduos saberá distinguir "amores" de ocasião dos sentimentos que deixam marca) não é garantia de uma boa gestão ...por muito frio que soe falar-se de "gestão" em questões destas. O sofrimento adora companhia, alimenta-se de si próprio, vicia-se no orgulho e cristaliza. 

Well it's 
Too late 
Tonight 
To drag the past out into the light 
We're one, but we're not the same 
We get to 
Carry each other 
Carry each other 
One 

Have you come here for forgiveness? 
Have you come to raise the dead? 
Have you come here to play Jesus? 
To the lepers in your head 

Se levado ao extremo, se não houver a coragem de romper o padrão, estamos no caminho das histórias realmente trágicas. Daquelas que deixam cicatrizes irreparáveis, que quebram coisas na alma, que assombram e perseguem como as Fúrias. Ser "Um" não é tudo.  Abrir a porta, mas exigir que o outro rasteje para entrar nunca é boa receita. E quando se dá muito, mas não se dá nada de bom é melhor realmente going without. Mas como sou céptica em relação a ideias transcendentes e new age, pergunto se isso é alguma coisa. Se serve de consolo. Ou se tem alguma piada. Não tem. 

Did I ask too much? 
More than a lot. 
You gave me nothing, 
Now it's all I got 
We're one 
But we're not the same 
Well we 
Hurt each other 
Then we do it again 
You say 
Love is a temple 
Love a higher law 
Love is a temple 
Love the higher law 
You ask me to enter 
But then you make me crawl 
And I can't be holding on 
To what you got 
When all you got is hurt .





Palavra do dia‏: nonchalant



                            

nonchalant:

effortless, despreocupado, não-te-rales, com ausência de esforço. Que não tem nada a ver com a preguiça negativa, com não ir à luta, não fazer um chavo, não se importar com nada, mas com o mood em que tudo isso se faz. Porque na moda, em sociedade e na vida, não há nada pior do que esforçar-se demasiado, e está provado que muito poucas coisas na existência merecem que uma pessoa se descabele. Nunca funciona. A naturalidade, a simplicidade e a serenidade resultam muito melhor. Há que manter as rotinas simples, ser o mais blasé possível, não se impressionar com nada, deixar que a festa venha ter connosco, enervar-se só quando dá jeito usar aquele "BOOOOM" extra. Condiz comigo, condiz com o modo absolutamente Hakuna Matata em que me encontro, condiz com a minha nova musa - e rainha do nonchalant, como a maioria das raparigas francesas com estilo à patada - Joséphine de la Baume. Don´t try too hard, usar a lei do esforço invertido e o bom e velho "who cares" , não apressar o passo nem que esteja a Terceira Guerra Mundial lá fora, que uma senhora não corre,  e ter doses industriais de sangue frio por mais que o temperamento puxe para outra coisa  é meio caminho para tudo. Há que don´t worry, be happy, ou pelo menos, nunca se permitir sentir mais do que tédio pelas coisas menos boas. Não passam de maçadas, e quando uma pessoa não está sequer para se maçar...tudo está bem.

Thursday, May 16, 2013

Toilettes de Cannes que apetece roubar ...(e outras que nem dadas)



Zhang Yuqi, Ulyana Sergenko Couture: a fazer o número Fan Bingbing no ano passado, mas desculpa-se. Na passadeira encarnada, ninguém bate as estrelas asiáticas. 

                          nicole kidman em alexander mcqueen
Nicole Kidman, Alexander McQueen: um daqueles vestidos pretos a manter para o resto da vida, e mandar reproduzir para que nunca falte.

                   sofia coppola em louis vuitton
Sophia Copolla, Louis Vuitton: na simplicidade é que está o ganho, less is more, etc.

E uma vez mais o digo, cuidado com Roberto Cavalli. Tanto faz peças deslumbrantes como vestiduchos do mais vulgar, estilo "My gipsy wedding" ou Modas Cilita

cindy crawford em roberto cavalli
georgia may jagger em roberto cavalli




Isto está a tornar-se uma favela, ou um sítio impróprio para pessoas de bem...

...e numa cidade cheia de garotada que vem lá de trás do sol posto e decide comportar-se à selvagem só porque Coimbra é uma festa, pior um pouco. Já não consigo olhar para gente vestida assim....

                              

....ou assim....

                                      

...muito menos assim....








Já nem me canso a enumerar as regras para usar calções, nem a pregar que as malfadadas  leggings no corpo e na combinação errada são o pavor, que há roupas criadas para favorecer quem tem pernas demasiado finas e não para mostrar troncos, que não estou para ver as abundâncias alheias em roupas dois tamanhos mais pequenos do que deviam ser e que os bandage dresses foram feitos para mulheres magras e mesmo assim, com cuidado porque são uma praga da humanidade directamente saídos de uma boite de mau gosto dos anos 80. Explicar que isto não é sexy -  é vulgar, reles e baratucho? Gritar "my eyessss"? Para quê? Preparem-se que o Verão vem aí e ainda não vimos nada. Ou como dizem no país irmão, chinelagem. E para exorcizar a coisa -  volta para o mar, oferenda.

O momento libertador




Quando chega a altura de fazer limpezas periódicas às contas de e-mail (por mais vezes que as faça, parece que a tralha se multiplica) sou assaltada por uma mistura de alívio e nervoso miudinho. Por muito libertador que seja, o momento de limpar as contas tem sempre algo de deprimente. Como apesar dos meus esforços ainda para lá andavam mensagens de 2011, imaginem a quantidade de coisas inúteis, ultrapassadas ou cheias de mofo que escaparam, algumas por abrir. Da publicidade que passei adiante a pessoas ou assuntos que foram importantes e agora não passam de ruído, de projectos que não chegaram a desenvolver-se ou que alcançaram o seu término natural a newsletters de sítios onde trabalhei e que já não são relevantes, há sempre poluição cansativa de ver, que nos dá um aperto cá dentro, ou que nos transporta para tempos que já lá vão e que não deixam saudades nenhumas. Digo muitas vezes que não gosto de olhar para trás, mas o que tem de ser tem de ser. E desta vez não falha: a limpeza vai ser geral. Não há nada pior do que carregar velharias às costas, nem que seja na caixa do correio.

Wednesday, May 15, 2013

Momentos Kodak do dia:

                                   
- O sistema eléctrico do carro ter um fanico (os homens da casa decidiram entrar em modo "pimp my ride" e enquanto a oficina não se despachar só escapou o insecto, um calhambeque de que vos falarei um dia destes) numa das artérias mais movimentadas da cidade à hora de ponta permite fazer um estudo sociológico curioso (para além de quase dar direito a uma panada valente, valha-nos o Anjo da Guarda). Há os cidadãos que por pouco não nos levam à frente, os que se põem a buzinar mesmo que lhe ponham o triângulo colado aos olhos e aqueles que param para acudir mesmo que estejam com pressa. Tirar o carro do caminho com a ajuda de uma data de estranhos e o vento da manhã a bater-nos na cara também nos dá uma perspectiva diferente da cidade.

- Por vezes, um sociopata daqueles que já falei entra na nossa vida e vira tudo do avesso, e esse virar do avesso inclui pôr toda a gente, que até ali estava tranquila e pacífica, à batatada. Mas no meio disso tudo, há uma vantagem: é que se fica a saber, sem sombra de dúvidas, quem são os amigos e quem são os vira casacas. Estou com uma certa inspiração para fazer um ode aos caixotes do lixo, vulgo jacós como se diz por cá: aos da vida, aos virtuais, e a todos os depósitos libertadores da existência. 

- Eu não gosto de puzzles e não sou grande fã de charadas, a não ser que ganhe alguma coisa com isso. Logo, fico pasma como uma simples estante de metal (para arrumar roupa na lavandaria, what else?) consegue manter duas louras entretidas a brincar às engenheiras durante tanto tempo. Eu mesmo a ver que uma daquelas coisas metálicas e afiadas ia saltar para a cabeça de alguém, a lembrar que estávamos com pressa, e nada. Nem em pequena tinha jeito para o Mecano (o Lego ainda escapava) e hoje estantes, só com um carpinteiro (ou coisa que o valha) competente por perto.

- Passar o dia às voltas com um trabalho sobre uma província distante, lá onde Judas perdeu as botas, e escrever o nome da dita província tanta vez mas tanta vez que começo, sem nunca a ter visto, a embirrar com ela. "Essa província só pode ser um lugarzinho detestável", penso eu de mim para mim...acontece que até nem é (sim, no fim a curiosidade foi mais forte e lá googlei o lugarejo). 

- Aquele momento em que uma pessoa desabafa, dá o troco merecido, mas porque vivemos num mundo politicamente correcto e noblesse oblige e outras máximas a que nos obriga esta coisa da sociedade civilizada, é forçada a só dizer um terço do que tinha preparado (e que passava por pôr um espelho à frente da pessoa e chamá-la "volumosa" ou qualquer coisa relacionada com animal de presépio, entre outros mimos) . Ficar caladinha é muito burguês para o meu gosto, passe o contra senso. Um verdadeiro instante kodak "agarrem-me que eu vou-me a ele (a)". 

Tuesday, May 14, 2013

O pequeno vestidinho...branco

                                            FRESH START While the LBD remains a style staple, it’s the little white dress that’s making the biggest impact this season. SHOP NOW
Não é que uma pessoa desista do staple de guarda roupa mais essencial de todos, mas uma versão very white do Pequeno Vestido Preto é das peças mais amorosas e favorecedoras a ter no armário para os dias quentes. A usar em versão integral, a acompanhar calçado metalizado ou para criar toilettes em preto e branco - uma das tendências mais marcantes da estação. Lá em casa há pelo menos dois, sem contar com as versões românticas com linho e rendas, e sem falar nos crus igualmente românticos. E desse lado?

Dante Alighieri dixit: como a Suiça

                         
"No Inferno, os lugares mais quentes estão reservados para os que escolheram a neutralidade em tempos de crise".

Esta frase já apareceu por aqui, mas como a lealdade é um tema recorrente no IS, lembrei-me dela novamente. A lealdade que deve existir na vida de casal, ou entre amigos chegados,  entre membros da mesma família ou organização conduz, necessariamente, à tomada ocasional de partidos, ou de decisões desagradáveis. Não quero dizer com isto que devamos envolver-nos a torto e a direito em cada amuo sem importância, em cada arrufo fútil, em cada arrelia dos nossos conhecidos - ou mesmo das pessoas de quem gostamos muito -  atraindo aborrecimentos desnecessários para nós, deitar achas para a fogueira, dar-lhes razão quando não a têm ou participar em conflitos que não valem um caracol só porque sim. É perfeitamente compreensível que em sociedade se recorra ao artifício da neutralidade, de ser invisível, de vez em quando. Não vamos hastear bandeirinhas de guerra por dá cá aquela palha. Mas se o caso é sério, a música é outra: desvalorizar, olhar para o lado, mentir deliberadamente, omitir factos ou usar o bom e velho não foi nada comigo, eu não sei de nada, não dou confiança, não me envolvo, são atitudes ingénuas (ou aparentemente convenientes) incompatíveis com o afecto que se prega aos quatro ventos. Pelo sim pelo não, prefiro ir fazendo opções, what you see is what you get, e recorrer à neutralidade - ou ao teatro-  só quando não pode deixar de ser. Certo é que os medíocres são normalmente neutros em tudo (ou como diz o povo, vira casacas) e por isso, lá vão rolando pela vida sem incomodar ninguém. Mas falem-me num grande líder, numa pessoa de relevo, que tenha ficado neutra. E imaginem a sensaboria que o inferno deve ser, com tanta gente medíocre e de duas caras lá dentro. Ou César, ou nada.

Paradoxos de Primavera

                                        
Adoro as rosas de Maio. Adoro a brisa tépida e a promessa de roupas de Verão. E poder dormir com uma camisa de noite em seda sem me arrepiar. Do que não gosto nada é de ontem ter andado em casa de chinelinhas douradas, e hoje ter de voltar às botas-pantufa. Nem de pensar numa toilette para a manhã, outra para a tarde e num casacão caso o dia se prolongue. Nem do ventinho gelado que decide soprar quando uma pessoa não está a contar com isso. Muito menos de vir cá fora e estar o tal ventinho gelado, e voltar para o gabinete aquecido, que uma pessoa até fica maldisposta. E não saber se hei-de calçar botins, peep toes ou sandálias. Melhor ainda, levar calçado aberto, ficar com os pés congelados e as ditas sandálias magoarem que se fartam. Ou levar calçado fechado e abrir um calor daqueles. E no meio disto tudo, estar toda a gente constipada porque nenhum organismo aguenta tanta instabilidade. Bem vindos à Primavera, a estação mais bipolar do ano.

Monday, May 13, 2013

Eu ia comentar o bronzeado da Kate Moss...

                                
...porque falso ou não, este é, com um pouco de sorte e muita água benta, algo próximo da corzinha que costumo apanhar. Anyway, finalmente um autobronzeador com campanhas para quem realmente precisa do dito cujo.  Mas alguém cá em casa começou a dizer que a campanha estava feia (eu não acho, fazer o quê) e confesso que nos últimos tempos tenho andado com paciência reduzida para o lado mais superficial da existência, ou com muitas coisas sérias a ocupar-me o espírito (uma condição terrível, mas que não é crónica). Como tudo é cíclico, se Deus quiser daqui a dias dá-me uma ataque de profunda futilidade ou melhor, aparecem conteúdos ou fatiotas que realmente mereçam análise. Digam-me cá: ando distraída ou vivemos dias de alguma calmaria no que respeita a modas, elegâncias e coisinhas "light"? Ou sou eu que estou a ficar - God forbid - terrivelmente sorumbática?

A sheltered life

    

Uma pessoa julga que começou a viver muito cedo, a ganhar destreza e experiência, e sempre sentiu que cresceu depressa, que já tem um conhecimento alargado e saudável dos factos - e inevitáveis perigos - do mundo. Depois, já adulta, começa a ver coisas cada vez mais surpreendentes. Conhece indivíduos capazes de atitudes que nunca julgámos que existissem, quanto mais que fossem possíveis. E apercebe-se que de facto, viveu numa redoma dourada. Que se julgava sensata, preparada para a guerra,  mas isso foi porque nunca viu nada. Que estava prevenida, quando tinha protecção para tudo menos para aquilo que era preciso - como uma vacina que não se pode ter, porque a doença ainda não está inventada. É bom ser-se mimado e conhecer a maldade só nos livros, mas caramba - para estar pronta para certas coisas, era preciso uma vida a conviver com a multidão errada. A ideia de uma existência que preparasse para tais realidades é deprimente, mas a surpresa de saber que fenómenos desses andam por aí é pior ainda. 

Quando um hipócrita se sente lesado, dá nisto.


                                    

Falei recentemente nas pessoas com infinita elasticidade moral, para quem nada tem mal nenhum. Fazem-se acompanhar por gente do mais duvidoso que possa haver (ou até preferem abertamente tais companhias ) nada lhes afecta os pruridos, entregam-se a passatempos de gosto questionável, são muito liberais, muito modernaças, tomam liberdades com as suas próprias crenças, toleram todas as transgressões fingindo ter uma mente do mais aberto que pode haver, são de uma ausência de princípios que até faz impressão,  fazem horrores sob o disfarce santinho "não julgo para não ser julgado" (pudera, dá-lhes jeito). Pregam vive e deixa viver, laissez faire laissez passer, não implico com as vigarices alheias para que não impliquem com as minhas, que isto...ou há moralidade ou já se sabe.
 E depois basta que alguém próximo, ou em relação a quem tenham determinadas expectativas  (e que muitas vezes, já foi alvo das suas maldades, e se calhar está de saco cheio) dê um passinho que lhes desagrade- ou nem é preciso tanto, só é suficiente que na sua imaginação delirante apareça a ideia de um delito - para cair o Carmo e a Trindade. Aí temos todas as acusações de uma sensibilidade delicada, da inocência absoluta ferida por um crime de lesa-majestade: aqui D´El Rei que são todos uns vigaristas, umas galdérias, uns trampolineiros, uns traidores, uns Judas, ai que grande maldade que me fizeram, a mim que me porto tão bem *piu*, e vai de gritar aos quatro ventos que a pessoa em causa é do piorzinho, que merecia era chibatada e marca a ferro em praça pública. Está certo que vícios privados públicas virtudes, que em sociedade toda a gente disfarça um bocadinho porque cada um sabe de si, mas convém não cair no ridículo. Ou como dizem os americanos, não olhes para aquele que é apontado; olha sempre para aquele que aponta.

Sunday, May 12, 2013

Este post é para ti, é. Ainda estás com dúvidas?

                                        
Just testing. Para aquelas almas que perdem tempo a jurar aos pés juntos que tudo quanto aqui se escreve é para elas. Como se eu não tivesse imaginação, que é coisa que até estou a pensar exportar. Acham mesmo que me ia dar ao trabalho de inventar alguma coisa gira para elas lerem? Busted! No melhor modo "se eu não te chamasse, onde é que tu já ias?'". Ora aí ficam uns segundinhos da vossa vida que ninguém vos devolve, desocupados de uma figa.

Isto parece a árvore dos patafúrdios, tudo grasna e nada se aproveita

                   

Aves que grasnam muito alto e não sabem o que é bom para elas acabam no caldeirão... seja o orgulhoso faisão ou a humilde garnizé com pretensões a outra coisa. Digo eu, que sou pouco dada a aves de capoeira...

Get the look: Chanel

                               Top looks de celebrities en blanco y negro: Audrey Tautou de Chanel
Palavras para quê? A blusa de um branco leitoso, os folhos, a modelagem perfeita da cintura. Simply smart. And sharp.

La que las hay, las hay

                                        
Eu que quando toca à espiritualidade sou a coisa mais do it yourself que há e nada dada a superstições só porque sim, começo a ficar assaz curiosa com uma certa cigana que lê sinas, e que de cada vez que me vê (ou a alguém relacionado comigo) se põe com palpites. Curiosamente, um dos que me atirou para o ar depois de lhe ter dado umas moedas a ver se me largava veio mesmo a bater certo - por outro lado, não era preciso ter dons sobrenaturais para perceber que dali não podia vir coisa boa, nós é que às vezes ignoramos a nossa bola de cristal incorporada. Mesmo assim...ou um chico esperto qualquer lhe anda a passar informação para me pregar uma partida (um ponto pela originalidade) ou a senhora é minha fã e sabe tudo a meu respeito (ninguém está livre) ou  tem para ali uns poderes cósmicos e fenomenais. Por meia dúzia de euros ainda sou capaz de ouvir o que ela tem para me dizer já que a minha vida lhe parece tão interessante e romanesca.  Just in case. Assim,  junto-me à grossa fatia da humanidade que paga balúrdios a um terapeuta para estar uma hora a falar, ou a ouvir falar, de si próprio. A única diferença é que sai mais barato e uma pessoa ainda se ri um bocado.

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