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Wednesday, June 19, 2013

Momento Primo Basílio

                                         

 - Basílio de Brito (para quem está esquecido, nesta parte da história ansioso por se livrar da Luizinha): que sugeres que eu faça?

- Visconde Reinaldo: as malas, menino!

E é um óptimo conselho para mim, que já as devia ter feitas e não há sinal de evolução. Para o Visconde Reinaldo falar era fácil: berrava pelo William, e o William fazia tudo. Vão dizer isso a uma dandy de saias do século XXI, salvo seja,  sem ao menos uma Juliana que lhe acuda. Até essa, a pior técnica de superfícies de todos os tempos, me dava jeito agora. Podia roubar-me as cartas à vontade, que eu sou uma pessoa sem segredos e que não cede a chantagens baratas, desde que me deixasse tudo engomado e esmaltado como ela fazia. 

Não sei se usaria, mas acho um encanto.

                                        

Anja Rubik, em Saint Laurent. Adoro as camisas de laçada e já por aqui dissertei  acerca do trabalho de Slimane. E também sou perdida por dourados. Tudo junto, com o penteado, é um abuso de glam ... mas inegavelmente cool. Talvez me atrevesse com o cabelo liso, ou preso.

                                     

Julia Restoin Roitfeld, Azzedine Alaia. Eu, eterna apaixonada por pantalonas pretas (que bem usadas são das coisas que conferem um chic instantâneo) e que acho que os abdominais ainda são das coisas que se podem moderadamente expor sem vulgaridade, gosto muitíssimo deste look. 

(Imagens roubadas de um blog giríssimo com o nome mais engraçado de todos os tempos. Pelo menos eu acho.)

Uma qualidade que é preciso de usar mais vezes. Muitas vezes. Sempre.

                               
Tenho de ir ao armário das qualidades e ligar esta à tomada rapidamente, ver se está afinada, etc. Desconfio que vai por lá uma poeirada que não queiram saber: a paciência para negociar tem sido canalizada para os assuntos urgentes. E a teimosia também. Talvez precise de ir comprar umas recargas à farmácia, não vá o stock estar fora de prazo ou esgotar-se no momento em que é mais necessário. E o vosso grau de poder para esta semana, como está?

Tuesday, June 18, 2013

Momento "ganda maluca"

                                          
Apesar da premissa old fashioned deste blog, eu sou um espírito livre em muita coisa. O que pode confundir à primeira vista é que as minhas rebeldias surgem quase sempre em aspectos que não lembram a ninguém. Para isso também contribui um pouco o mundo estar de tal forma virado do avesso que uma atitude mais conservadora ou menos politicamente correcta parece excêntrica, mas hoje não tenho tempo/pachorra para minúcias sociológicas.
 A verdade é que no meio disso tudo também sou o tipo de rapariga que chega ao cúmulo de ter o seguinte pesadelo:

Desafiaram-me para uma viagem surpresa. E eu, como se trata de um pesadelo, aceitei sem saber como, sem saber mesmo muito bem para onde vou. Estou no aeroporto. Tenho pouquíssima roupa. Não sei do cartão de crédito. *Pânico*

Ou seja, sou aquela menina que não gosta de sair à rua sem levar casaco, não vá soprar uma aragem desagradável. E sou ainda, ou como dizia o outro e aiiiinda, uma rapariga que embirra com autocarros. Mas - lo and behold! - hoje precisei de almoçar mais tarde. E já ia com pressa. Deixei o casaco na secretária e não me apeteceu voltar para cima, apesar de estar vento. E depois a minha companhia também se atrasou. Que fazer, que fazer, apeada e sem táxis nem bicicleta ou trotineta à vista, para lá chegar depressa? Valente Sissi, passou um autocarro e apesar da minha longa contenda com os ditos cujos, atirei-me para dentro dele e aí vai disto. (Não é que me caiam os parentes na lama por andar de transportes públicos ou qualquer argumento parvo desse género; eu juro que tentei, mas a questão é mais profunda e prometo que vai dar um "eu embirro com" um dia destes).  Há quem diga que para atrair a sorte, é preciso não fazer as coisas da mesma maneira todos os dias.  E não é que foi libertador? Estou mesmo a ir pelo mau caminho, a cometer "ousadias" destas.


Digam o que disserem, eu adoro esta mulher.

                                     
Quando vejo Helena Bonham Carter citada a esmo por alguns blogs da nossa praça em tom jocoso (ai que horror, ai que está sempre entre as mais mal vestidas, ai que é isto) não contenho um sorriso de ironia, tão superficial é esse "julgamento de moda"- e falamos de superficial em termos de estilo ou seja, é o superficial da superficialidade, ou uma falta de profundidade no próprio acto de ser superficial - traduzido, é um caso sério. Porque até para as futilidades da vida é preciso saber alguma coisa, ter algum background e perceber o todo. Há que ter referências um bocadinho mais elaboradas do que acompanhar os lookbooks da Zara (nada contra, mas não chega). Para avaliar o estilo alheio, não podemos basear-nos só no nosso gosto, vulgo adoro amarelo, detesto o azul. Há pessoas a quem reconheço um estilo impecável e no entanto, eu nunca usaria tal coisa. Não se trata de preferência pessoal e sim de o visual estar correcto (em termos de proporções e inspiração) ou não, de ter algo de especial ou não. Helena é excêntrica, sem dúvida...porque pode (já lá vamos) e isso não é para qualquer mortal. Sou a primeira a concordar que a actriz precisava de uma polidela, que por vezes o seu look alternativo ficava a ganhar com um ar menos desleixado, mas é a Helena Bonham  Carter, tenham paciência. 

Gosto dela pela escolha de papéis (raramente faz um filme que eu deteste) pela imaginação, pelo aspecto entre bruxinha e heroína de romance. Para já, tem uma voz de morrer e uma beleza de english rose (embora seja parte francesa, entre outras coisas) daquelas que dependem exclusivamente da regularidade dos traços e não se desvanecem com os anos. E essa beleza clássica não é bem compreendida na época de rostos plastificados e sensualidade gratuita que atravessamos. Aliás, o bom ar que Deus lhe deu, e que a condenava a papéis de aristocrata trágica em produções de época, foi uma das razões que motivaram a sua excentricidade: vendo que apesar de fazer Shakespeare não a levavam a sério como actriz versátil, trocou-lhes as voltas: nos Oscares de 1997 foi ao armário da avó  (Baronesa de Asquith of Yarnbury, amiga do peito de Churchill, nem  mais) e escolheu um vestido vintage que faria empalidecer de inveja muitas bloggers de moda cá do burgo, só por uma questão de schock value E convenhamos, quando se é tão bem nascida e com acesso a roupas do outro mundo (e exemplos melhores ainda) como ela, pode 
fazer-se à vontade o número da eterna debutante que se está nas tintas (a modelo Stella Tennant é outro exemplo: antes de se tornar a cara da Chanel, era do mais punk que podia haver, uma verdadeira ovelha negra). Depois tem talento à patada, e isso é coisa que não nasce por aí nas árvores. Logo, se a ela lhe apetecer usar não tão bem um Vivienne Westwood lindíssimo, paciência. Tenho muitas vezes vontade de lhe roubar alguns vestidos e inventar um look mais decente com eles, mas vivo lindamente com isso. O mais giro era que ela podia ser impecável, se quisesse. Bastava-lhe ligar para casa, mandar vir uma data de caixotes do sótão e não sei quantos personal stylists que a família podia perfeitamente pagar. Ou pedir uns conselhos à parentela, o que também vale. Não o faz porque se está borrifando, o que é uma qualidade admirável. E porque é distinta por mais estapafúrdio que o seu look seja, enquanto muitas meninas por aí não se tornam distintas por mais respeitável que a roupa pareça. Bem prega Frei Tomás...

Monday, June 17, 2013

Destino? Virtù? Fortuna?

                          
Eu não acredito cegamente no Destino, no Fado, nas Moiras, nas Parcas ou no que lhe queiram chamar. Sempre me quis parecer que os Deuses traçam o nosso caminho até certo ponto, no estilo teste de múltipla escolha, como aqueles livrinhos de terror giríssimos em que a sorte do herói dependia de optarmos pela alínea a, b ou c. Acho que há etapas que temos forçosamente de passar, locais que estão marcados no nosso percurso, pessoas que temos de amar ou enfrentar, mas o resultado depende inteiramente de variáveis que estão na nossa mão, como a nossa vontade ou performance. E mais uma vez volto a Mestre Maquiavel: há que saber jogar com a Virtù, que depende de nós, e com a Fortuna, que é caprichosa. Ousar ou calcular perante as circunstâncias que só ao acaso, ou à vontade divina, se devem. Muitas boas decisões (e algumas péssimas) advêm de duas atitudes: a de certa displicência tranquila, de quem não sabendo que era impossível, foi lá e fez e uma veneta que se traduz sensivelmente por "eu vou lá e parto aquela porcaria toda, quem manda aqui sou eu". Esta última "onda que sobe por nós acima e desce por nós abaixo" é um super-poder que havia de ser vendido nas farmácias. Ia ser um sucesso comercial, estou certa. 
 Gosto de pessoas que levam sempre a sua avante. E que quando não levam é porque mudaram de estratégia (agora não me apetece, mais tarde trato disso, e verão!) porque se desinteressaram do objectivo ou porque arranjaram melhores coisas para fazer. Se o assunto é sério, é necessário ser-se caprichoso . Não arredar dali. Não desistir.
 Depois, pessoas vencedoras não desperdiçam desejos por aí. Há que saber claramente o que se procura, mas não procurar demasiadas coisas e ir contando as bênçãos em vez de maldizer a sorte. Alinhar a vontade (Virtù) com a Fortuna. 

   Procurar aquilo que não é nosso, manter desejos velhos e bolorentos só porque sim quando o Universo nos diz constantemente o contrário é uma péssima ideia. Gosto muito de Maquiavel, mas acredito mais na sabedoria da avó, porque as avós não mentem (e concordam com Maquiavel muitas vezes, por estranho que pareça).

 E a avó dizia "o que tem de ser nosso à mão nos vem parar, ninguém nos tira, nem que caia céu e terra ". Então, para quê a preocupação?  O destino pode não estar escrito, mas há partes dele que são feitas, traçadas, talhadas e ligadas no Céu. Podemos dar as voltas que quisermos, mas nunca deixarão de ser nossas por mais granadas que caiam, por mais abismos que se cavem. É uma questão de serenidade. De ir dançando conforme a música, de preferência com o sorriso malvado da praxe, de quem já sabe como o filme vai terminar por muitas voltas que se dêem ao enredo. Com a tal displicência de quem se está marimbando para as dificuldades invisíveis e com a atitude de quem manda ali e vai partir aquilo tudo. O que nos pertence, como dizem no país irmão, ninguém tasca nem tira. Então descontraiam-se, arranjem uma cadeirinha e relaxem. Tried and true.




Crónica Activa da semana, #28




Ou quando o snobismo/antipatia/nariz empinado poupa graves chatices: para ler aqui.

Nunca tal vi, em toda a minha vida.

              
Botas.
Chuva e chuviscos.
Um tempo tristonho.
Aragem fria.
Meias, que são uma seca. Por esta altura já contava dispensar os collants, salvo em situações muito formais.
Gabardina.
Dormir com lençóis quentes...e pijama fresco, porque ninguém entende este tempo.
O incómodo de escolher um casaco todos os dias, de tal maneira que uma boa fatia dos agasalhos ainda nem foi posta de parte. O mesmo para o calçado. Repito que já usei botas e sandálias na mesma semana. Estou a ficar com sérias questões de identidade visual.
E isto tudo a dias do Solstício de Verão.
Sinto-me sinceramente farta disto de não haver estações. Recordo-me que o Verão de 2008 também foi chocho, mas quer-me parecer que este vai ser invernoso que se farta. Then again, este está  a ser um ano tão esquisito que já nada me espanta. Estou à espera de fenómenos do Entroncamento a cada virar de esquina e a cada dia que passa. O que me vale, aprendi a tirar partido dos limões que a vida me dá, mesmo que sejam limões-aberrações. Não consigo encontrar grande vantagem nisto, mas se quiser ser mesmo positiva...diria que sempre posso usar as fatiotas que não houve tempo de vestir na fase fria do ano. E pronto...digo fase fria porque já não há estações. Está certo que a moda se tornou global e que a contar com as diferenças de clima de país para país, ou com a necessidade de viajar dos clientes, as marcas fazem roupa de Inverno e de Verão todo o ano, em todas as colecções, mas...dava jeito haver uma lei que nos governasse. Por coerência e para uma pessoa se situar minimamente.  Isto está bonito, está.

Sunday, June 16, 2013

Para o que me havia de dar!

                        
Brilhante ideia desta menina num Sábado à noite: juntar gente cá em casa para ver Les Miserables. Que eu gosto de musicais, mas prefiro óperas rock. Há pouca paciência para os interlúdios melódicos que enchem chouriços e para alguns clichés inevitáveis. Gosto da história, mas já sabemos que o título não engana, é miséria e mais miséria, uma miséria franciscana pegada. No todo, apreciei o filme (a caracterização, as letras, a adaptação da stageplay e o Gavroche, que é um amor). As prestações no que concerne ao canto não foram todas impecáveis, mas não é isso que importa tanto para a versão em causa - assim como assim, tenho as minhas reservas quanto à interpretação de alguns profissionais da Broadway, gostos são gostos. O problema é que misérias cada um tem as suas, e não há nada como uma musiquinha triste para fazer vibrar as cordas interiores. De modo que foi precisamente isso que aconteceu a um dos presentes: a melodia fez-lhe impressão algures e vai de começar a chorar. Depois vem outra e comove-se com a lágrima alheia, repara que há algo no tema que lhe lembra pecados esquecidos e chora também. Entretanto mais alguém acha que um dos actores lhe recorda fulano de tal e pimba, a choradeira é contagiosa. Acabou tudo abraçado a fungar. E eu, a anti-lamechas que para chorar é preciso requerimento em papel selado ou meses de stress desumano, acho que estou a ficar uma uma choramingas feita. Não sei o que preciso de fazer para isto; ou deixo de ser coração mole, ou...daqui a nada não me reconheço. Mas valha-me Deus, o raio da I Dreamed a Dream é mesmo triste e peganhenta, e o que eu embirro com heroínas sofredoras dava para encher vários posts. Shame on you, Sissi!

                                           There was a time when men were kind

When their voices were soft
And their words inviting
There was a time when love was blind
And the world was a song
And the song was exciting
There was a time
Then it all went wrong



I dreamed a dream in time gone by
When hope was high
And life worth living
I dreamed that love would never die
I dreamed that God would be forgiving
Then I was young and unafraid
And dreams were made and used and wasted
There was no ransom to be paid
No song unsung, no wine untasted



But the tigers come at night
With their voices soft as thunder
As they tear your hope apart
As they turn your dream to shame



He slept a summer by my side
He filled my days with endless wonder
He took my childhood in his stride
But he was gone when autumn came



And still I dream he'll come to me
That we will live the years together
But there are dreams that cannot be
And there are storms we cannot weather



I had a dream my life would be
So different from this hell I'm living
So different now from what it seemed
Now life has killed the dream I dreamed.

A Síndrome "relações ringue"



Pode parecer-vos disparatado usar uma personagem da franquia Streetfighter para ilustrar o post, mas eu explico. O meu lado nerd sempre teve destas coisas, ia buscar referências estéticas a sítios bastante improváveis. E volta e meia o background, complexidade ou visual deste ou daquele interveniente num livro/filme/série/jogo (nunca fui grande jogadora, mas gostava de artes marciais) lá fazia disparar a minha galopante imaginação. E Vega sempre me pareceu interessante, dentro do estranho tipo "evil is cool" ou mais adequadamente, "evil is sexy". Para já, ele sofria do complexo "cara de anjo, interior obscuro" e nada a fazer, costumo torcer pelo Luzbel (Lúcifer, para quem anda esquecido) de serviço, se ele for bonito e mais do que bonito, sofisticado. Os mais totós lembrar-se-ão que Vega era um nobre catalão da velha guarda, treinado nas lidas de touros: requintado, elegante, valente mas com o seu quê de crueldade, ainda que uma crueldade ingénua de alguém que nunca conheceu outra coisa. Depois, sofria de outro complexo: o de menino traumatizado, danificado (outra síndrome que é a desgraça das mulheres, muitas vezes): viu a mãe, que era lindíssima, ser assassinada pelo padrasto. A sua mente fragmentou-se com o trauma ou antes, ficou apanhadinho do clima; jurou vingança e partiu para o Japão, treinando-se nas mais mortíferas técnicas ninja que combinou com a sua graciosidade de matador. O primeiro passo, no regresso, foi vingar-se do padrasto (já estão a  ver como) e daí em diante, ganhou nome no submundo como um assassino perigoso. Sendo um esteta, protegia o belo rosto com uma máscara (outro sinal da sua duplicidade) e tinha especial prazer em destruir pessoas feias e grosseironas. Assim, Vega tem um terceiro complexo (mais complexado do que ele é impossível, não há Dexter que lhe chegue aos calcanhares): o da vida dupla. Fidalgo elegante de dia, assassino sádico durante a noite. A fatal aura de Dr. Jekyll e Mr. Hyde, que resulta lindamente na ficção. Ou seja, é o epíteto do anti-herói requintado: elegante, belo e trágico. 
 Sempre imaginei como seria Vega se por acaso se apaixonasse por uma rapariga com tanto de bela como de insensata que, com mais ou menos ilusões, achasse que poderia  levar a cabo a tarefa impossível de o "consertar". Tenho a certeza de que alguém como ele ia envolver o objecto da sua afeição, inicialmente, num conto de fadas eufórico. Porque podia, pelo ambiente em que se move, e porque as pessoas excessivas são sempre assim: não sabem gostar de alguém com meios termos. No princípio ia ser tudo muito lindo, não tenho a mínima dúvida. Mas nem quando eu achava piada ao Streetfighter, nos bancos de liceu, alguma vez imaginei um final feliz para o hipotético casório do vilão com charme. Não tenho dúvidas de que ia ser uma relação-ringue. Em breve ia tornar-se sufocante e tempestuosa. Ele ia descontar nela todos os seus traumas, frustrações e paranóias. E ela  não ia compreender o que se estava a passar, demasiado envolvida nos seus sentimentos para pensar racionalmente. A desgraçada ia tentar segurar as pontas, pisar ovos, manter o pequeno mundo que tinha construído a todo o custo, aguentar o máximo de tempo que pudesse na arena, movida pela Síndrome de Estocolmo que se instala em "amores" destes. Sentindo que, se fizesse a coisa certa (fugir a sete pés antes do soar do gongo) estaria a falhar. Que a culpa do fracasso seria sua e não dele, o danificado de serviço. Acontece muito.
 Mas o que é preciso, em cenários assim, é compreender que a vitória não está no tempo que se aguenta, nos rounds que se conseguem suportar, e sim na rápida capacidade de saltar fora. Não há glória alguma em dizer " eu ainda fiquei por X tempo, fiz o melhor que pude..." e sim no raciocínio "percebi que algo não estava bem e corri como se fugisse do demónio em pessoa". Há que distinguir coragem de estupidez. E em ringues destes, só há vitórias vazias. Ainda por cima, poucos Vegas da vida se parecem com o da ficção. Nem essa piada têm. A melhor pontuação está em fazer um grande, brilhante e poderoso Game over -  e quanto mais cedo, melhor.





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