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Saturday, July 20, 2013

Às vezes, uma rapariga...

Anna May Wong
                                         
...tem de morder a língua. E sit there and look pretty, como foi ensinada. 
De ter um sorriso indecifrável.
 O tom de voz neutro, o timbre modelado, as palavras afáveis, o small talk, o beijinho social pronto, ainda que possa ser o beijo de Judas, ou uma versão metafórica do Il bacio della morte

Não se encolerizar, ou não o dar a conhecer a não ser

 quando é útil uma demonstração de força ou vulnerabilidade. 

 Passar pelo ser que mais aversão lhe causa e fingir que não viu -  uma senhora só vê e 

ouve  aquilo que quer - guardar para mais tarde, como Caterina de Medici. 

Ser amorosa, querida, paciente, tolerante, transformar adversários em aliados. Ver a sua

 vontade cumprida não por bater o pezinho mas por deixar que acreditem que o

 fizeram por sua própria cabeça;  

Viver e  deixar viver mesmo que saiba que algo está podre

 no reino da Dinamarca e que uma trama se adensa por trás do pano.

 Aprendeu a ouvir muitas vezes e falar só uma;

 aprendeu a ler nas pessoas, a deixá-las falar, a deixá-las mentir à vontade.

 E a observar

 o teatro que fazem. 

Sabe fazer isso porque foi treinada assim. Mal de si se não fosse -  ou se aprende cedo,

 ou  se aprende à força.

Sabe que às vezes, muitas vezes, é forçoso fazer tudo isto.

Mas também tem um tremendo sentido de oportunidade para os momentos em que tudo

 isso deixa de ser preciso. E quando isso acontece, temos tempestade. Das grandes.

  



Numa semana de malucos...só o meu closet para me dar boas notícias

Esta semana teve de tudo. Coisas boas, coisas péssimas, muitas surpresas, alegrias e tristezas, tanta agitação que parecia que o Universo se tinha concentrado todo, de repente, em sete dias... e acima de tudo trabalho, montanhas dele. Fora de casa, sobretudo, mas também algum de organização e arrumação muito necessárias. E no meio de caixotes e caixotinhos, reparei numas botas pelo joelho, de Primavera, que já tinha reservado há uns tempos para usar um dia destes. Estavam ali, fruto de um raid de compras em modo stock, do tempo da outra senhora ou de uma anterior arrumação com a devida recuperação de peças vintage cá de casa. Pele cor de creme que parece manteiga, formato ligeiramente  bicudo e um salto stiletto respeitável. Já tinha visto coisas parecidas em revistas de moda espanholas no Verão passado, e apesar de não terem ficado na berra (who cares?) com o meu "faro" do costume, sabia que ia poder levá-las à rua mais dia menos dia, que a ditadura dos formatos redondos e compensados estava no fim e que em breve íamos poder variar. Vai-se a ver e as botinhas são daqui. Mas uma pessoa às vezes diverte-se mais a fazer indoor shopping do que por aí, a estourar dinheiro arduamente ganho em disparates, ou quê? E há coisa que dê mais alegria a uma mulher do que um armário com surpresas destas? Não há. 

Eu embirro com...pessoas que se queixam. De tudo. Em público. (PARTE II)

                                       

(Continuação da parte I)

Conclui-se, portanto, que a falta de noção do ridículo faz falta a muito boa gente que tanto aponta o dedo, tanto aponta o dedo, que...só chama a atenção sobre si mesma da pior maneira. 

Não esquecer a queixa contra os privilégios e as cunhas, estilo "neste país só se avança com cunhas! Ladrões! Gatunos! Se eu fosse filha (o) não sei de quem....". O pavor desta gente são as "cunhas" dos outros, as benesses dos outros, mas é claro que se as tivessem, não diriam que não. Só que há três problemas: primeiro, gente assim não distingue a "cunha" ilegal e injusta de estabelecer uma boa rede de contactos e uma sólida reputação que abra portas. Segundo, são incapazes de agilizar a seu favor os contactos que fazem, porque quem fala mal de toda a gente e não resguarda a sua privacidade não é bem visto em parte alguma. Terceiro? Gostam de ser rebeldes, contra poder, Che Guevara, Robespierres incorruptíveis. Isso fá-los sentir-se importantes, temidos. Mas há que ser realista: para ser rebelde, é preciso saber ser pobre sem queixas. Estar à margem. Ter uma aura de asceta, de quem se está nas tintas para um belo carrão, um belo cargo, umas belíssimas férias no estrangeiro. Sou contra a bajulação e o servilismo, mas estar contra tudo e todos ao mesmo tempo que se dá graxa...bom, não leva a lado nenhum. A diplomacia é necessária em toda a parte. As pessoas contratam Maquiaveis, mas se calhar não se sentem muito confortáveis a trabalhar com um Robespierre - que era um ressabiado pior que os outros todos, queria tanto subir na vida como os outros todos, enquanto tinha simultaneamente o divertimento de cortar as cabeças das pessoas que invejava. E todos sabem como ele acabou, não é? 

  Repito que o mais curioso é conhecer bem as pessoas que agem assim - saber-lhes o percurso. A maior parte já se queixava de tudo e de todos muito antes da crise que agora é desculpa para tudo. Ou porque é orgulhosa, vive noutro tempo e não acompanha as mudanças do mundo (e eu sou do mais tradicional que há, mas sei que é necessário acompanhar algumas). Não tem capacidade de adaptação. Mudam-se os tempos, mudam-se os negócios, mudam-se os mercados e as tendências, mas estas pessoas acham que o país, a economia, os mercados e o universo é que haviam de mudar, andar para trás, para seu benefício - para que o seu pequenino negócio, ou a sua pequenina pessoa, prosperassem sem mover um dedo. Porque criaram um pequeno negócio há trinta anos que agora não está a dar, ou escolheram uma profissão que foi chão que já deu uvas, acham que  mundo lhes deve tudo - em vez de mudar a estratégia e partir para outra. Preferem apodrecer no ramo - obviamente QUEIXANDO-SE. Lamento, a lei da vida não é essa. Independentemente do estado do País, dos mercados, do diabo a sete, quem precisa é que tem que andar, quem está mal muda-se, se já se viu que desta maneira não resulta tentemos racional e desapaixonadamente outra coisa. Sem levar isso a peito, porque é apenas negócio.
    E com isto, eu própria acabo de fazer algo que essas pessoas adoram: DESABAFAR. E o mais giro sabem o que é? É que os queixinhas e os desgraçadinhos que lerem isto vão achar que o meu desabafo vem de uma posição muito privilegiada, claro. Que eu me dou ao luxo de falar porque tenho "cunhas", essa coisa que anda de noite e ninguém sabe o que é. E vão continuar a queixar-se. Porque podem não ter capacidade de adaptação noutras coisas, mas nisto os lamurientos são como a pobreza e as baratas: infelizmente, sempre os haverá.

Eu embirro com...pessoas que se queixam. De tudo. Em público. (PARTE I)

                                   

Está certo que razões para descontentamento todos temos nesta altura do campeonato; que o ditado "a quem não pede, não ouve Deus" ou o mais ordinário "quem não chora, não..." *qualquer coisa, porque não consigo pronunciar uma frase tão brejeira*  tem algum fundamento ("bate e a porta se abrirá") e que quem diz a verdade não merece castigo - afinal, não andamos no planeta sozinhos, todos precisamos de alguém numa ou noutra altura da vida e temos de ser uns para os outros. Passar a palavra de que se está disponível para aceitar um emprego novo, ou que se precisa de um dono para um gato ou um cachorro, ou se procura uma casa para alugar, etc, não tem nada de mais. Usar a rede de contactos, desde que eticamente, a nosso favor, não é condenável.
        Mas há formas práticas, sensatas e discretas de manifestar desagrado por uma situação, divulgar alguma coisa ou de pedir ajuda. Ninguém gosta de lamúrias, muito menos a despropósito, em público e - pior ainda - nas redes sociais, para todo o mundo ver. E conhecendo muitíssimo bem algumas destas pessoas que se queixam, vendo o pouco (ou o errado) que fazem para mudar a situação, a minha única vontade é dar-lhes um calduço a ver se acordam, ou citar-lhes, alto e bom som,  Sua Majestade o Rei de Espanha. Quem tem pena é galinha, para citar a vox populi outra vez. E eu fui educada para detestar que tenham pena de mim. Ou como o pai diz sempre, antes inveja do que pena! Criaram-me no bom e velho princípio de ser moderada na gabarolice mas, se tiver algo para dizer ou mostrar a meu respeito, que seja o melhor possível; a esconder do olhar público os meus aborrecimentos porque, dizia a avó Tete que era um poço de sabedoria "não vale a pena lamuriar-se; ninguém se compadece, ninguém ajuda e ainda se riem de nós". A nossa reputação é das coisas mais preciosas que temos. Mesmo quando não nos resta mais nada, uma reputação impecável pode ser o único recurso para novas oportunidades. Danificar a nossa imagem de livre vontade passando por descontrolado, queixinhas, indiscreto, pelintra ou incompetente não traz nada de bom. Para além da vergonhaça que é mostrar o próprio desalento por desporto, à vista de todos, os danos causados à reputação são irremediáveis. Por isso fico parva quando vejo profissionais (e isso acontece muito no ramo da comunicação, infelizmente) a fazê-lo diariamente. A badalar intimidades, mazelas laborais ou financeiras. E pessoas com idade e experiência para ter juízo, o que é muito pior. Digam-me lá o que se ganha em escrever no facebook, ou dizer a quem quer ouvir, "não tenho dinheiro para mandar cantar um cego",  "o meu patrão não me paga a horas", "este país só dá oportunidades aos funcionários públicos", "o meu namorado engana-me", "trabalho a recibos verdes que é uma vergonha e blá blá blá", tudo isto fora de contexto. Que impressão fica perante as pessoas amigas, os inimigos ou  pior, pessoas que poderiam eventualmente dar uma mão para alterar o problema? Que a pessoa é, no mínimo, pouco discreta. Que alguma terá feito (mesmo que não seja verdade) para estar em tal situação. Que é uma infeliz, uma desgraçadinha profissional. Que falará mal do próximo empregador que tiver, e por aí fora. Uma imagem de classe, não restem dúvidas.
   
(continua na Parte II....)

Friday, July 19, 2013

Momento "I told you so" do mês: ginásios -seita

                  
Ok, eu admito: como toda a gente, acho, eu adoro ter razão... até porque a tenho na maioria das vezes. Não porque eu seja um oráculo ou coisa parecida, mas porque regra geral só digo da minha justiça quando estou certa, muitíssimo certa, de estar coberta da dita cuja. Quando aviso é melhor prestarem atenção, porque ou já de lá venho, ou conheço exemplos que cheguem para saber que determinada coisa vai dar asneira. Mas podendo escolher, por vezes até preferia enganar-me. 
 E recentemente, tive um desses casos. Uma pessoa que é muitíssimo minha amiga tem por vezes noções de "chic" algo diferentes das minhas, o que resulta quase sempre em animadas discussões (eu ganho invariavelmente porque...bom, já de lá venho e tenho sempre razão, além de ser uma rapariga muito modesta como decerto já repararam). Pois desta vez, essa pessoa muito minha amiga decidiu, e muito bem, que queria ficar em forma. Óptimo, disse eu. Mas depois torci o nariz porque a querida pessoa embirrou que não queria ir para um ginásio decente qualquer onde pudesse puxar ferro, que é afinal a função dos ginásios. Entendeu que seria uma ideia chic inscrever-se num desses antros burguesíssimos e pseudo-bem que fazem um contrato de propriedade com as pessoas, vulgo vender a alma ao diabo por doze meses, onde se dedica mais tempo ao engate ou a comparar os implantes de celicone (verdade, há quem escreva mesmo assim, vi com os meus olhinhos) do que à boa e velha malhação, onde submetem os clientes a todo o tipo de formas de tortura psicológica para os "persuadir" a contratar serviços extra ou personal trainers que ninguém encomendou e de onde é um sarilho para sair vivo. 

Um ginásio-seita, portanto. 


Na sua cabeça lá achou que era uma boa forma de "conhecer pessoas" (não o tipo certo de pessoas) eventualmente arranjar namoro (não o tipo certo de namoro, disse eu) e ainda ganhar um certo status (totalmente o tipo errado de status, berrei com os olhos em alvo e as mãos postas) ao pôr os pés no antro, que por muito boas instalações que tenha não compensa a fauna nem a Inquisição Espanhola que classificam como marketing.
Claro que eu ia matando o (a) Best Friend Forever em causa por ter uma ideia tão foleira. Em vão lhe expus as razões acima (os engates baratos, as pessoas pouco recomendáveis que fazem parte da clientela, as vendas agressivas e por aí fora). Em vão lhe ofereci o meu ginásio (o que eu me diverti a pôr categoricamente os desgraçados do telemarketing da seita a dizer que tinha investido numa powerplate, em não sei quantas maquinetas e até num personal trainer que vinha a casa se eu estivesse para aí virada precisamente para NÃO ter de me misturar nesses lugarzinhos). Meteu na cabeça que tinha de ir, porque tinha de ir. E foi, porque eu não podia exactamente dar-lhe uma tareia e acho que cada um deve tirar as suas próprias conclusões.
 Moral da história, para não vos cansar muito: depois de um mês a tropeçar em acompanhantes "de luxo" a falar "brasileiro", de sofrer o assédio de tudo quanto era bicharoco desesperado, de não poder sequer correr na passadeira em paz sem que as criaturas melífluas da recepção ligassem a perguntar se estava tudo bem, e de ser incomodado todos os santos dias com propostas de mais serviços extra baratinhos, a querida pessoa lá tomou juízo, arranjou um documento que provava a sua incapacidade para vender a alma e os músculos e veio a meus braços dizendo: TINHAS RAZÃO, PORQUE É QUE EU NÃO TE OUVI???
 E eu, como sou boa amiga, lá reprimi o "eu bem te avisei" que me queimava os lábios. 

Thursday, July 18, 2013

You go, Nelson Mandela!

       
Nelson Mandela fez o que os homens valentes fazem: mais uma vez disse à morte "hoje não". Deu um pontapé na mafarrica, fintou-a e fez mais um aniversário. Se a prisão não o deitou abaixo, não é uma cama de hospital que o faz. Sendo certo que já viveu uma vida longa e cheia, também é justo que ande por cá mais uns anos, a iluminar as almas num mundo tomado pelo cinismo e pela falta de esperança. Aprecio a política a uma distância segura - em parte porque muito é same old, same old - mas tenho para mim que este será o último líder genuinamente amado pelo povo e respeitado por pessoas de todos os credos e nações. Um símbolo de tempos mais duros, mas também mais ingénuos, em que se acreditava numa sociedade justa e evoluída. Não sou de utopias, nem um bocadinho, nem tenho paciência para idealismos ou sonhadores inveterados. Mas de Nelson Mandela gosto, quem não gosta? A most, most happy B-Day!!!

Meninos e meninas, a maldade do dia é vossa. Digam-me lá....


Oh, não. Fui apanhada pelas pessoas fofas e respeitáveis do Imperatrix!!!!
                 

...no seguimento deste post, lembrei-me de perguntar aos meus queridos amigos a quem atirariam de bom grado uma burka para cima. Celebridades é melhor, para eu fazer uma ideia. Mas se quiserem descrever o vosso ódio de estimação, vizinha chata, colega impossível, salvaguardando o divino anonimato, estão à vontade. Afinal, o salão também é vosso.

Not so fashionable: faux pas de Verão imperdoáveis que teimam em aparecer‏

                                      

fashion faux -pas que se evitariam com um bocadinho de bom senso, poupando embaraços a quem os comete, visões desagradáveis às pessoas de juízo que se cruzam com "as pecadoras" e, noutros casos, aborrecimentos aos consumidores sensatos cujo tino não é acompanhado pelas cadeias de fast fashion. Eu já tinha lembrado que conforme o Verão se aproxima, a propensão para a asneira vai aumentando proporcionalmente. Zás, infelizmente não errei:


- Os crop tops mal usados. Preveni, não foi? Bruxa. Vamos lá ver se nos entendemos, minhas queridas meninas. Só porque os tops cortados na barriga, a revelar a zona do estômago (este ano não vamos ver tanto o umbigo, o que pode ser menos mau ou péssimo)  são tendência não quer dizer que seja obrigatório vestir isso. Esta peça exige uma barriguinha mais que tonificada, sequinha, e a cintura no lugar. Se não for assim, mais vale estar quieta. Não fica bonito e não é confortável. Não entendo porque fazem questão de mostrar precisamente aquilo que deviam esconder.




- As havaianas na cidade. Esta também vale para os cavalheiros. Sou fã deste chineloco - é confortável, dura para sempre e admito que há alguns modelos muito bonitinhos. Mas por amor da santinha, há outros tipos de calçado raso (como as sandálias romanas) para usar na cidade. As havaianas são boas para a praia, a piscina, o ginásio, o calçadão ou para estar em casa. Ponto. Não são para usar quando se toma café com as amigas, para andar no shopping e MUITO MENOS para a faculdade. Nem num curso de Verão, sequer. Não há desculpa. Por muito giras que sejam, havaianas não deixam de ser CHINELOS DE BORRACHA DE ENFIAR NO DEDO. Estamos esclarecidos? 

- Quanto às pernas à mostra, já tanta coisa foi dita que não preciso de acrescentar mais nada. Mas pronto, ainda gasto latim mais uma vez: meninas "popozudas", estilo Kim Kardashian, de coxa grossa, perna forte e rabiosque avantajado, por mais que até sejam bem feitas de corpo não ganham nada com bandage dresses, calçonitos ou vestidos cueca. Então porque será que são precisamente estas meninas que insistem em enfiar-se em trapos destes? Não só fica vulgar, grosseiro, como é totalmente errado para o tipo de corpo. Achata-lhes a figura e parecem uns kinder surpresa de salto alto. Meninas com celulite e outras mazelas: precisam MESMO de fazer isto? Ou acham que o sexo masculino, desde que veja pele à mostra, não repara? E os nossos olhos? Necessitam assim tanto de atenção do tipo errado e de ouvir piropos desagradáveis? Pensem lá bem se sim. Por fim, todas as outras, até as mais esguias e "nínficas" que podem usar este tipo de roupa sem grandes problemas: há ocasiões e lugares para tudo. Determinadas (não todas) saídas à noite e praia, nomeadamente. A plena luz do dia, em plena cidade, não se presta a figuras tão descapotáveis. Nem a escola/faculdade, que não devia sequer permitir a  entrada de alunas nesses preparos.

- Por fim, a culpa também é das lojas. Por estes dias uma amiga minha precisou com urgência de um vestido com aspecto executivo para uma reunião - um sheath dress ou vestido camiseiro pelo joelho ou 3/4, com bom ar, que transmitisse credibilidade. Moral da história: comprovou que é verdadeiro o meu princípio "nunca compres um vestido quando precisas dele - compra-o quando aparece". As lojas tinham este tipo de vestidos... em versão mini. TODOS ELES. Valha-nos que o meu closet - isto são anos a fintar as tendências malvadas, a comprar noutro tipo de sítios, e jamais à última da hora - está bem fornecido de roupa clássica, e lá se fez o jeito. Senhores das Blancos e Zaras deste mundo: a mini saia é gira, mas não é para todos os dias, nem para todos os corpos, nem se presta a todas as ocasiões. Vale? Há quem precise de trabalhar. Há quem não morra de amores por saias curtas ou, muito sensatamente, opte por não as usar porque não é propriamente a saia mais democrática que existe. Logo, numa colecção as peças curtas deveriam ser a EXCEPÇÃO e não a REGRA. Lembrem-se  de que os consumidores, se não forem muito informados ou muito exigentes, vão vestir o que está disponível, independentemente de lhes ficar bem ou não. Encontrar os modelos clássicos, intemporais, tem-se tornado cada vez mais difícil, principalmente nas cadeias mais acessíveis. Não há desculpa possível para isso.

- Ainda no seguimento disto, algumas marcas estão a substituir "vestidos" por "mini saquitos de batatas estilo túnica" que custam o mesmo preço de um vestido verdadeiro, e muitas vezes, em tecidos de má qualidade. E não falo só das marcas mais económicas, não. É mal geral. Sabemos que há crise, que a mão-de-obra é cara e que se deve poupar tecido (daí os vestidos tão curtos, ou julgam que ninguém dá por isso?) mas não nos atirem areia para os olhos. E as meninas - sejam compradoras inteligentes. Não paguem por uma túnica curtinha o mesmo que pagariam por um vestido a sério, bem costurado, bem feito. Se é para isso, aprendam a coser e façam em casa - juntar duas partes e cerzir as alças não custa nadinha... escusam de andar a mostrar a roupa interior por aí, e sempre ficam com uma peça exclusiva.

Nasci na era errada, eu já sei.


Amiga: Sissi, tu és tão atávica. Dizes coisas giras e arcaicas  como "viver amancebado", " que ferro", "retrete"...

Eu: ah! Old fashioned?

Amiga: Isso!

(Confesso que atávica nunca me tinham chamado, mas sempre é mais bonito do que "bota de elástico")

*Chego a casa e ponho-me a ver televisão*

Mãe: Sissi, em vez de veres notícias da actualidade, só gostas de filmes de época?!
Eu: não tenho culpa de ter nascido nesta época.

(Se bem que tem as suas vantagens, como as compras pela internet e a existência dos próprios filmes).

Sou uma rapariga de outros tempos, que passa a vida a lamentar-se que andamos pelo do fim do mundo, mas que aproveita desavergonhadamente os benefícios de viver no século XXI. Honra e proveito não cabem no mesmo saco, ora.



                                 

Do amor verdadeiro, e das coisas que o matam.

   Hoje chego tão tarde, pelas piores razões, que mal tenho tempo para partilhar um pequeno post convosco. E palavra que me custa escrever isto - mas faço-o na esperança que o nó na garganta que se instalou desapareça, e assim eu possa descansar melhor. Hoje tive a infelicidade de ver uma mulher  jovem chorar por ter perdido o marido. Não há palavras que se possam dizer que aliviem uma dor dessas. A angústia da perda irremediável é universal. Não há dor tão viva, tão irreparável. E eu acredito que a paixão verdadeira, o amor real, profundo, que liga fatalmente duas pessoas, não tem nada a ver com as ligações ou mesmo relações comuns, por mais sinceras que sejam. Não se encontra em cada esquina. É precioso. Nisso sou uma romântica incurável, embora seja tudo menos romântica nos aspectos óbvios. "´Till death do us part" não é juramento que se dê de ânimo leve. Quando é feito com o coração e com a cabeça, só a morte deveria poder quebrar esses laços. SE possível, muito tarde. Nunca. Ou os laços que, não chegando esse juramento a ser feito formalmente, seriam fortes o suficiente para o levar adiante. A separação física, permanente, é o pior cenário, aquele para o qual não há esperança. Infelizmente, porém, há obstáculos igualmente injustos, igualmente insensatos, que levam ao corte dos amores raros: a cedência a determinadas pressões externas. A loucura. A estupidez. Erros irreflectidos tão graves, tão imperdoáveis, que criam fronteiras intransponíveis;   como se fosse  a morte física, e não outra coisa qualquer, a separar duas pessoas que realmente se adoram. Como Orfeu e Eurídice, a olhar-se de diferentes lados do Styx - porque Orfeu foi idiota e olhou para trás antes do tempo. Porque foi estúpido e impaciente, como os humanos são tantas vezes. Já basta a morte para fazer estragos. Diz muito da nossa estupidez que acrescentemos mais achas à fogueira. Life´s not a bitch. We are.

Wednesday, July 17, 2013

Naty Abascal: raça

                    

Tenho dito várias vezes que a beleza é fundamental, mas relativa. Depende muitos factores, nem todos plásticos, materiais e mensuráveis. 

Ter raça, bom ar e estilo é outra coisa - eterna, transversal. Beleza sem isso vale muito pouco.  NatiyAbascal  - socialite, modelo icónica de Richard Avedon, Oscar de La Renta e Carolina Herrera, musa de Dali e Woody Allen e Duquesa de Feria -  é uma daquelas mulheres que possuem esse je-ne-sais-quois, que teve uma vida incrível numa época louca ( não faltou mesmo um editorial da Playboy pelo caminho) e continua a marcar pontos, a dar cartas, a mostrar às gerações mais jovens do
 que se trata quando falamos de verdadeiro estilo: stylist da revista Hola! e fashion advisor para a Mango, as fashionistas deste planeta bem podem tomá-la como exemplo de know how, e louvar a sua gracia e salero. Fabulosa!

         

Tuesday, July 16, 2013

Nem Sade vos entende.

                          
Não percebo as pessoas castigadoras, que fazem tudo da maneira mais difícil, vulgo "fiz-te isso * [inserir ofensa imperdoável]* só para que percebesses não podes agir assim e assado". Ou seja, complicando indefinidamente, ad nauseam, algo que não valia nada. Deixando acumular erros,  ressentimentos e más impressões. Acrescentando mentiras, meias palavras, alfinetadas, lodo. No estilo, "pensa lá o que quiseres". Para depois se virem queixar "que injustiça, como podes imaginar tais coisas a meu respeito?". O sadomasoquismo nas atitudes de almas assim escapa-me. Há universos interiores que eu não compreendo. Eu, que não gosto de sofrer e só em último caso vejo alguma utilidade no sofrimento alheio, não entendo. É um mistério. E há mistérios que é melhor não tentar deslindar, a bem da nossa sanidade.

Momento extremista do dia: uma burka ainda era pouco.

                   

Desculpem o desabafo, mas por estes dias de Verão vêem-se meninas (ou mulheres, o que ainda é pior) que têm tão pouca roupa (ou antes, farrapos) como miolo. Nos sítios menos adequados. Nas silhuetas menos convidativas a trapinhos tão reduzidos. Assim de repente, mereciam era que lhes atirassem uma burka para cima. Por este andar ainda me torno uma muttawa da moda, a instituir o uso deste balandrau não por motivos religiosos, mas como castigo para a falta de gosto (coima ou uso de burka por não menos que 40 dias) ou  vulgaridade (contra ordenação muito grave, uso de burka por período não inferior aos 3 meses de Verão). É que não se admite que transformem as cidades portuguesas num cenário de ordinarice, num red light district a céu aberto. E por causa das coisas, os cavalheiros que andassem por aí de t-shirt de cavas - ou pior, sem ela - também levavam a burka pela cabeça abaixo. E é para ser boazinha, que acho que com chibatadas não vamos lá, por isso a violência é inútil. Mas ninguém educa este povo, senhores?

Versace goes 90s

                           Kate Moss Versace FALL WINTER FW 2013 Campaign MERT MARCUS PHOTOGRAPHERS BRUNETTE BROWN AUBURN HAIR NATURAL BEAUTY BRONZER ACCENT CHEEKS BONES RED BLACK YELLOW QUILTED TOP HANDLE BAGS

Apesar de ter obviamente artigos bonitos e de qualidade - os jeans são fabulosos - Versace não é a griffe com que mais me identifico. Quando se trata de marcas, principalmente de casas italianas, prefiro as que olham à tradição, ao detalhe, a uma certa estética Felliniana e não tanto à diversão. Versace é um pouco extravagante demais para mim. Vestidos com aberturas - um dos seus traços distintivos - nunca foram exactamente my cup of tea. Mas o seu papel no imaginário de qualquer fashionista com mais de 18 anos que se preze é inegável. E o seu contributo para a história da moda também. 1994 foi o ano de Versace - as in, o vestido com alfinetes de Liz Hurley - e as campanhas coloridas do início dos anos 90 remetem-nos para todo um ambiente (as top models, o optimismo) que jamais se repetirá. 

Ainda bem que assim é, porque as coisas boas não devem repetir-se (jamais seria a mesma coisa) e sim reinventar-se. Ainda no passado, nota bene as pernas das modelos, quando ainda não era moda exibir obrigatoriamente canivetes (como vimos até muito recentemente) ou no outro extremo, troncos de árvore (como se vê muito agora) . Torneadas, levemente musculadas, elegantes, perfeitas! Diz-se que os corpos estatuescos estão de volta (vide a Vogue portuguesa deste mês). Dêem-se graças aos Céus pelo regresso de um padrão de beleza que é saudável e esguio, e não impossível ou vulgar. Esperemos que pegue. 
    A campanha Versace F/W 2013 com Kate Moss homenageia esses tempos áureos - o look, a luz, a pose,a modelo, a fotografia. E está maravilhosa. Não sei se goste mais da ideia, se do aspecto fabuloso de Kate Moss (os anos não passam por ela) se da juba cor de caramelo...definitivamente, um styling a  imitar. E um revivalismo muitíssimo bem vindo,a recordar tempos mais alegres. (Not) just too funky for me!

Kate Moss Versace FALL WINTER FW 2013 Campaign MERT MARCUS PHOTOGRAPHERS BRUNETTE BROWN AUBURN HAIR NATURAL BEAUTY BRONZER ACCENT CHEEKS BONES YELLOW BLACK STRIPED ANIMAL PRINT FUR COAT

Kate Moss Versace FALL WINTER FW 2013 Campaign MERT MARCUS PHOTOGRAPHERS BRUNETTE BROWN AUBURN HAIR NATURAL BEAUTY BRONZER ACCENT CHEEKS BONES QUILTED SHOULDER BAG PATENT LEATHER HIGH NECK STUDDED JUMPSUIT DRESS

Monday, July 15, 2013

As 40 ruivas mais icónicas de todos os tempos.



"Once in his life, every man is entitled to fall madly

 in love

 with a gorgeous redhead"


 Lucille Ball


Rita Hayworth
A Elle publicou esta lista e não resisti a partilhar convosco algumas das minhas "cenourinhas" preferidas. Poucos sinais exteriores despertam tantas ideias pré definidas sobre uma mulher como o cabelo ruivo - seja auburn, caramelo, strawberry blonde, alperce, laranja vivo, castanho avermelhado ou encarnado.  Com a palidez e as sardas que normalmente as acompanham, madeixas cor de fogo costumam vir associadas a um temperamento aceso (culpada) a algo de mágico (a Inquisição não achava graça e as mulheres desse tempo muito menos) e a uma personalidade apaixonada. Já vos contei que demorei algum tempo a compreender e a fazer as pazes com o meu cabelo de múltiplos reflexos, do dourado ao acajou, do alaranjado ao caramelo. Nunca fui capaz de o tingir de laranja, pelo menos não de forma permanente -acho que ou se nasce com algo tão óbvio ou nada feito, e assim como assim sempre fui mais dada à subtileza. Mais tarde, depois de ter testado todas as cores do arco-íris, percebi que esta cor de ferrugem, cobre, Ticiano ou o que seja combinava mesmo comigo. Lembro-me de ser escolhida em castings por ser a única ruiva presente (tinha usado outras cores tanto tempo que quando voltei ao tom natural, nem me apercebia que a minha cor era essa). Acima de tudo, o ruivo, mesmo quando é berrante, é sempre enigmático. A maquilhagem de uma ruiva tem sempre segredos específicos, o styling torna-se dramático muito facilmente (mas poucas coisas resultam tão interessantes como um visual discreto numa ruiva - ruivas bonitas com um look Jackie Kennedy ficam deslumbrantes, já que toda a possível monotonia desaparece) e queira-se ou não, há sempre o elemento da raridade que conta. Talvez por isso, acho graça coleccionar imagens de ruivas fabulosas - são sempre uma boa fonte de inspiração. Deixo-vos com algumas das minhas preferidas, para redheads e simpatizantes.
Katharine Hepburn.
Julianne Moore, ou como usar todos os tons de ruivo e continuar fabulosa décadas a fio.

Bette Davis - castanho, but not quite.
                     
Ann Margret - adoro-a desde que vi Tommy (um dos meus filmes preferidos) em pequena.
Sophia Loren. Não é preciso dizer mais nada.
Tina Louise
                                   
Shirley McLane - continua linda e igual a si própria.


Susan Sarandon - linda, passe o tempo que passar.
                                     
Jessica Chastain.
Lana del Rrey - não fique morena, que não vale a pena...
Christina Hendricks - uma beldade à moda antiga, e a ruiva que melhor escolhe os tecidos que ficam bem à sua pele de porcelana. 
   
Amy Adams- adoro o seu visual " menina bem" with a twist
             

Momento "blog?! eu sei lá do blog!!!"


Vocês, queridíssimas e amorosas pessoas que fazem a fineza de me acompanhar, desculpem o desabafo. Sucede que uma rapariga se levanta depois de um fim de semana tão perfeito que até fez impressão, não que me esteja a queixar, pronta para mais uma semana que - espera-se e assim queira Deus -  seja tranquila porque deixámos tudo controlado e arrumado nos seus lugares. Ou vá, conta-se que a semana comece calminha ou que pelo menos, a Segunda-feira de manhã não esteja com o diabo no ventre. O dia até está lindo e por acaso o cabelo saiu-nos bem e escolhemos uma fatiota que nos agrada. Só falta uma musiquinha publicitária a acompanhar o anúncio. E depois chega-se ao office e zás, afinal a manhã vai ser tudo menos zen e temos de começar cedo a fazer a nossa magia, a acordar a inspiração que ficou a dormir e a sacudir os neurónios de reserva que por acaso estavam de folga - I love my job, I love my job, I love my job, é o mantra de toda a manhã para não perder o tino nem fazer asneira. Chega-se à hora do almoço e em vez de ir a um restaurante, que era bom para uma pessoa não se cansar, tem-se a brilhante ideia de ir almoçar a casa, é-só-pôr-um-bife-a -fazer - e -pronto, com a pressa e o stress não se tomou nada além do pequeno almoço às sete e ainda por cima não se estava com apetite algum. E também se teve a ideia cintilante de trazer o carro que não anda de fiar em vez do outro que saiu mesmo agora da oficina. Vai o malfadado calhambeque e pára no meio de uma coisa que se não é via rápida parece, e toca a colocar o triângulo de saltos altos no meio da estrada à espera que venha o pronto socorro, a rezar para que não passe nenhuma alma conhecida que nos veja naqueles preparos. Por acaso passa uma alma conhecida - é o pai, a perguntar porque diabos está o automóvel naquele estado e eu a torrar ao sol, SEI LÁ!!!! Claro que por essa altura já não há tempo para cozinhados, nem para ir a lado nenhum, e por acaso, só por acaso, eu que sou a coisa mais previdente à face da terra contava passar pelo supermercado mais tarde de modo que o almoço é a coisa mais desenrasca que já comi em toda a minha vida, envolveu batatas fritas de pacote e mais não digo. Boa. Chega-se à secretária a horas. A maratona continua. Ficamos a saber que temos dois compromissos inadiáveis à noite, que não nos calham nada bem. Respira, respira, respira. Vamos a sair já com a cabeça em água e aparecem mais almas do outro mundo caídas não sei de onde  e uma pessoa "eu não consigo lidar com isto agora, eu não consigo lidar com isto agora, eu não consigo lidar com isto agora". Um dos compromissos envolve passar pela minha segunda casa e lembro-me de trazer um charriot e uma estante que me estão a fazer falta. Os ditos não cabem no carro. Desmancho as geringonças. Vem a vizinha para me dar ovos de pato e eu equilibro os ovos numa mão, a estante  com a outra e aí vai disto. Os ovos escapam incólumes. A saia não, que saia lápis não foi feita para malabarismos. Pimba, mais uma para a costureira. Gostava desta saia.
Chego a casa e alguém se lembra de me perguntar pelo blog. E eu...eu estou como vêem.

Sunday, July 14, 2013

Para as Senhoras. Como as de antigamente.

Christian Dior (Primavera 2011)


Ensinaram-te todas as regras. A não rir demasiado alto, a ter um sorriso neutro e enigmático para as ocasiões, a caminhar com um livro sobre a cabeça para ter uma postura elegante, quando dizer que sim parecendo que se diz que não, como levar a tua avante parecendo que essa é a vontade alheia, a desviar em vez de confrontar, a só ouvir e ver aquilo que te convém, as normas da mesa, da sala e do resto; o valor do silêncio, da espera, da subtileza, da delicadeza, da suavidade, da bondade, os momentos em que a assertividade é permitida e aqueles em que é autorizado descer dos saltos altos. Puseram-te em lições de ballet com uma professora que metia medo, e nas de piano, nas de alemão e francês e em todas as outras; os mandamentos de vestuário, de toilette, de conduta, de relacionamento. Fazes por ter o guarda roupa perfeito, a casa perfeita, a figura certa, o cabelo impecável, o savoir-faire perfeito - ou como a perfeição é aborrecida, o adequado, o interessante, o belo. O teu treino é infinito. Continua todas as manhãs, com o acréscimo das exigências para uma mulher do século XXI que é independente, e eficaz, paga e valorizada pela sua mente. O teu auto-domínio só é quebrado pelos momentos em que tens de ser mais uma mulher do que uma senhora. Não há cansaço. É inerente, inato, mantido pela força do hábito, por osmose e pelo exemplo. E depois olhas para as mulheres que te rodeiam, e para alguns homens que as acompanham. E perguntas-te se num mundo em que as fronteiras entre o certo e o errado, a liberdade e o desmando, a beleza e a grosseria estão diluídas, os papéis estão trocados e tudo está ao contrário, vale a pena pertencer a uma dada minoria. E sabes que mais? Apesar de tudo, vale. 
 

Carolina e Ralph: eu tenho dois amores.

   
No que toca a designers, tenho uma preferência simultaneamente ecléctica e limitada. Gosto do trabalho de muitas Casas, por motivos diferentes (Dolce & Gabanna pelos sheath dresses tipicamente sicilianos, Burberry pela perfeição intemporal, Vivienne Westwood pelos vestidos e blusas, Prada pelo bom ar de tudo o que faz, Alexander McQueen porque tartan e retro me dizem muitíssimo, Yhoji Yamamoto, Armani sobretudo para os jeans, Valentino porque é Valentino, e a longa lista podia continuar até fazer um post em si mesma) mas sou algo distraída e selectiva quanto a caras novas. Em geral, reparo nas suas criações se estiverem à cabeça de uma Casa estabelecida (YSL, Gucci) mas in a nutshell, o que realmente me encanta são as griffes com tradição (Chanel, Balenciaga, and so on) e acima de tudo, a elegância understated, o rigor na alfaiataria, a beleza discreta e sem mácula. Roupas e acessórios tão admiravelmente feitos que, falemos de um vestido de noite, de uma camisa ou de um par de calças, são em si mesmos garantia de um aspecto fabuloso. É o caso de Ralph Lauren,símbolo do American Classic, e de Carolina Herrera, anterior Marquesa de Fuerte Casa, mulher do editor da Vanity Fair e por anos a fio, uma das mulheres mais bem vestidas do mundo. Nunca se está mal numa criação destes senhores, que não obstante as mudanças do mundo continuam a desenhar para mulheres de classe. É tudo perfeito a pontos de converter qualquer uma ao materialismo desenfreado -  quanto mais conheço do seu trabalho, mais me apaixono. 

Equestrian-Print Silk Halter - Blue Label Tops - Ralph Lauren France
Silk Tie-Neck Top - Blue Label Shirts & Blouses - Ralph Lauren FrancePalermo Hudson Jodhpur - Blue Label Slim - Ralph Lauren France

Annie Stretch Pant - Black Label  Trousers & Jeans - Ralph Lauren France







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