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Saturday, November 2, 2013

14 looks desta estação...a manter debaixo de olho.


                                 HallieDaily-Full-Blue-Skirt_2 
1- As saias de balão (acima) regressaram e estão para ficar. 
                                          

Há formas mais edgy de as coordenar, mas a minha preferência vai para o clássico: blusa de bailarina, scarpins delicados, um cinto que faça a cintura menor ainda e uma statement clutch. Perfeição.

                      

2- Qual é a única coisa mais fabulosa do que uma saia de balão? Uma saia lápis. Deve haver pelo menos duas no armário de uma mulher: uma preta
e uma de padrão ou cor marcante. Uma boa opção são os metalizados, que continuam em voga e têm aparecido nas ruas mesmo durante o dia. Pessoalmente, tenho muitas saias lápis "de dia" a que preciso de dar uso, por isso reservo as mais chamativas para depois do pôr-do-sol. O must dos musts? Uma saia lápis em fazenda ou tweed com botões de alto a baixo, a recordar Dior. o que me lembra que preciso de procurar as minhas....

3 - Overknee, thigh high e legging boots: possivelmente serão o meu maior investimento nesta temporada, porque outro par é sempre útil. Embora exijam muito equilíbrio para resultarem discretas como devem (o menor deslize e passa-se de elegante a "Pretty Woman", o que não pode ser pior) são muitíssimo práticas e alongam a figura. As overknee dão outra graça a skinny jeans, criando uma silhueta proporcionada; as thigh high ou legging boots usam-se sob mini saias ou vestidos curtos, para conseguir o visual certo sem revelar demasiado nem cortar a figura. Para terem o ar que se pretende, escusado será dizer que precisam de ser da melhor qualidade e aderir à perna: logo, não são peças em que se possa economizar muito ou comprar por impulso.

 

4- Camisa tartan: possivelmente, a única peça grunge que vou usar. Reparem como fica um amor com flare jeans: sure and simple.

PLAID BUTTON-DOWNS photo | Jessica Alba

5 - Brincar com o preto: jumpsuits ou calças de alfaiataria. Bom corte e acessórios que marquem a silhueta, acompanhados de uma carteira do outro mundo e uns sapatos especiais, et voilá.

                                   
6 - O pequeno kilt: custou, mas encontrei o meu. Usado em looks preppy ou edgy, prefiro coordená-lo com as famosas legging boots ou - desde que não seja demasiado curto - com mocassins de salto alto.

                                              

7 - Reciclar o corpete: este é um truque de styling que uso com frequência, mas que tem ganho outras adeptas. Transformar um corpete em colete, usando-o sobre uma camisa, evita que o coitadinho fique relegado para a gaveta dos "tops de sair". Os mais discretos podem ser usados para ocasiões informais durante o dia. Os modelos elaborados prestam-se a combinações nocturnas que exijam um look chic, mas pouco revelador.
                                 

8- Sobreposição simples: admito, o layering não é para mim. Enchumaça, é desconfortável, corta a silhueta e faz-me confusão. Só há duas fórmulas admitidas no meu livro: uma camisa sob saia/vestido sem mangas ou o bom e velho sobretudo sobre um blazer. Descompliquemos, que o que é doce nunca amargou.

Hermès                                     double-breasted-blazers-underneath-topcoats
9 - Trench coats ladylike: ou um sobretudo engenhosamente apertado com um cinto - porque nunca passam de moda, mas neste Outono /Inverno todas as variantes deste básico intemporal são permitidas.


                               
11 - Golas altas: nas cores essenciais (preto, pérola, branco, antracite) e apenas em materiais naturais e extra macios, sobre todo o tipo de calças e saias. Acompanhem-se com scarpins, loafers ou stilettos, muitíssimo bom ar e uma carteira perfeita. 

Ways To Make A Turtleneck Look Cool

12 - Ladylike with a twist: embora eu aprecie o look total, um visual inspirado nos anos 50 não tem de ser certinho. Uma camisola minimalista por baixo de um vestido espartilhado e uns sapatos agressivos misturam feminilidade com diversão.

                                  
13 -  Big Coats: atrevi-me, agora tenciono usar. Amplos, macios, com texturas clássicas e cores suaves, dão luminosidade ao rosto e tanto fazem um visual cool e andrógino como produzem um efeito de glamour clássico e muito feminino. Mais versátil é impossível.



14- Just like a boy: boyfriend jeans, power suits, riscas de giz, sweatshirts...muitas peças voltam a ser "roubadas" ao armário dos rapazes. Em geral prefiro os tailleurs e fatos muito femininos e cintados, estilo Dolce &Gabanna. Porém, o meu closet conta um bom número de fatos de corte masculino pois basta um bom stiletto ou scarpin para acrescentar a feminilidade necessária a uma figura longa e enigmática. Sexy sem esforço, ou meaning business.












Sobreviver ou não ao Apocalipse, eis a questão.



Jantar em família, actualizando as novidades (ou neste caso, miudezas)  da semana.

Eu: por carolice, fiz um teste da Superinteressante para saber se sobreviveria ao Apocalipse Zombie (e como). Diz o teste que sou uma "Matadora". Acho que tem tudo a ver comigo: perante o outbreak, ou morria de medo ou desatava a esborrachar zombies para não pensar nisso. Juntava-me ao grupo do Darryl e da Michonne, sem sombra de dúvidas!

(Passo a citar, para perceberem o ponto da questão).

"Você é Matador
Destruição. Você vê no Apocalipse Zumbi uma grande oportunidade de causar o caos e destruir coisas. O que é muito bom para se sobreviver em um mundo tomado por mortos-vivos! Você não tem medo de matar aquela sua vizinha querida caso ela tenha sido mordida e, ainda por cima, anda sempre muito bem armado. Pena que, apesar da fama de durão, você é, na verdade, uma manteiga derretida que acabaria se sacrificando para salvar a criança inocente ou cachorrinho bonitinho do grupo."

O meu irmão: tu? Sobreviver ao Apocalipse? Nem pensar!

Eu: não sei porquê. Toda a gente sabe que nunca entro em pânico, que tenho cabeça fria, sou corajosa, tenho uma pontaria excelente, não hesito perante o perigo, sou a primeira a acudir a toda  a gente. Lembras-te quando fui a única a atrever-me a socorrer o gato que caiu do quinto andar? E quando corri  o tipo que nos tentou assaltar a casa com a bengala do avô?

O meu irmão: certo, mas sobreviver num mundo sem casas de banho, sem maquilhagem, sem saltos altos, sem roupas bonitas, sem...*enough said*.

É claro que já tenho tudo coberto: em tempo de guerra não se limpam armas, mas quem faz raids para arranjar comida e medicamentos também pode pilhar lojas de moda desertas e abandonadas, perfumarias e outros ABC da sobrevivência básica. O pior era não haver tempo para tratar de nada disso, nem ocasião para usufruir dessas coisas. 
 Conhecem-me demasiado bem para acreditar nas minhas bravatas, é o que é.



Friday, November 1, 2013

Quem fala assim não é...gaga.

                                     
"I’m your woman now (...). You’re going to be loyal

 to your woman. (...) It’s just you and me that

 matters  in the end. Don’t ever betray me".


Uma rapariga deve ser feminina e deixar ao homem o papel de conquistador, dando o devido empurrãozinho sem demonstrar que fez tal coisa. Deve ser subtil, delicada e não revelar demasiado. Deixar-se conduzir, pelo menos aparentemente. Seguir a lei da Natureza e jamais inverter os papéis de forma flagrante. Tudo isso é verdade para uma mulher tradicional e segura de si. Mas há momentos em que os jogos devem ser postos de lado para dar lugar à mais límpida honestidade. Um deles é quando um cavalheiro enrola, insinua e não se explica - há que sacar do bom e velho argumento "não fale assim se não é a sério" sob pena de ser levada a brincar ad aeternum. O outro é quando chega a altura de impor os limites do que se tolera num relacionamento - ressalvando que há pessoas que os desrespeitam por mais "acordos de cavalheiros" que se façam. Mas há os mínimos, e convém recordá-los.  Estabelecer fronteiras: o universo privado de um casal é solo sagrado. A partir do momento em que estranhos trespassam esse santuário, tudo é posto em causa - intimidade, confiança, segurança - e nada mais resta. Sem essa condição, nem vale a pena começar. 
Em última análise, admiro as mulheres que, sabendo-se amadas, se explicam sem rodeios. Sem medo de ofender: essas sim são as mulheres verdadeiramente fortes. As que não receiam  que o menino, assustado com tanta frontalidade, com condições de gente decente e honesta, saia de fininho para outras paragens onde  responsabilidade e hombridade não façam falta. Good riddance.

Não é difícil conhecer as pessoas.

                            

Quero dizer, conhecê-las o suficiente, rápido o suficiente, para confiar ou não nelas. Basta reparar-lhes nos gostos, nos hábitos, nas companhias, no trajar, nas preferências. Fazer um exercício de profiling com atenção aos seus padrões de comportamento, à forma como tratam as pessoas, sobretudo aquelas que não estão a tentar impressionar. Não há ninguém que não revele inadvertidamente muito de si nas primeiras impressões. São as pequenas coisas - as pequenas desculpas, as pequenas gentilezas, as pequenas mentiras, as pequenas gaffes, as pequenas lealdades, os pequenos faux pas - que dizem tudo, se quisermos ver. É só usar o poder de observação e o instinto, evitando o mais possível o wishful thinking. Fazendo isto, temos uma filtragem automática  perfeita, evitando-se muitos inconvenientes. O pior é que às vezes não o fazemos. Elementar, meus caros.

Thursday, October 31, 2013

Anna Wintour dixit: keep it to yourself

                             
Anna Wintour é tudo o que eu admiro numa mulher de sucesso (embora mulheres obcecadas pela carreira não sejam o meu cup of tea): é movida pela paixão, e não só pela ambição. Equilibra arte, beleza e êxito material. Teve alguns privilégios de berço - o suficiente para lhe conferir bom ar, elegância e referências - mas conseguiu o resto sozinha, com um misto de disciplina e rebeldia. E acima de tudo consegue ser dura, mas feminina: não só no visual, mas na forma de pensar. Prova provada de que as mulheres não precisam de agir ou raciocinar como homens para vingar no mundo dos negócios. Basta que adaptem a ancestral e difícil arte de ser mulher ao terreno em que se movem; que saibam tirar partido da subtileza e intuição de que a Mãe Natureza as dotou. 

 Em entrevista, a editora-chefe da Vogue revelou um conselho que subscrevo inteiramente: a boa e velha técnica de sorrir e assentir, ou como eu lhe chamo, sit there and look pretty: 

"Mesmo quando estou completamente indecisa, finjo que sei exactamente        do que estou a falar e tomo uma decisão". 

Uma mulher inteligente nunca é apanhada desprevenida nem revela exactamente o que pensa, muito menos as suas inseguranças. Há muito mais vantagens em, como dizem os árabes, não contes tudo o que sabes, não digas tudo o que pensas, não faças tudo o que podes, não gastes tudo o que tens, não acredites em tudo o que ouves. Falsa segurança é melhor do que nenhuma, é sábio ouvir duas vezes e falar só uma porque foi para isso que Nosso Senhor nos deu duas orelhas mas uma boca só; por vezes é preciso muito fake it ´till you make it e se alguém tem de entornar os feijões primeiro, que seja o próximo.  Anna knows.






Wednesday, October 30, 2013

Parto natural...ou momento National Geographic?

            

Quando se trata de crianças ou temas relacionados, a sociedade perde o discernimento e parece incapaz de distinguir o bem do mal. Só assim se justifica o aplauso generalizado pela profunda "experiência de partilha e amor" que é uma mulher ter decidido divulgar  o vídeo em que dá à luz: nada de novo não fosse parto feito tal como veio ao mundo, num lugar público, num ribeiro e rodeada da família alargada, incluindo crianças pequenas.

Começo por explicar que um parto não me aflige minimamente - se precisar de acudir a um e não houver mais ninguém por perto faço-o sem pestanejar, rezando aos santos todos para que apareça alguém com mais conhecimentos do que eu. Tenho mesmo uma certa simpatia pelos nascimentos à moda antiga - desde que os homens não venham meter o nariz em assunto de mulheres (a responsabilidade até pode ser deles, mas acho que não há romance que sobreviva a uma cena dessas) e que haja consciência dos riscos.
 Uma antepassada minha sentiu as dores  quando guiava uma charrette e desembaraçou-se sozinha (veio a conduzir até casa, se querem saber) mas hoje não há necessidade de tais extremos.

 Confesso que o ambiente de um hospital, em circunstâncias tão embaraçosas, me dá calafrios. E é por isso mesmo que não consigo entender essa exposição - que palavra de honra, me pareceu mesmo um momento National Geographic, sem tirar nem pôr - nem a atitude New Age perante o que não pode ser mais que uma necessidade de attention whoring.

São opções de cada um, mas impor aos filhos uma tal exposição não me parece bem: lidar com o facto de ter assistido desnecessariamente ao parto da mãe é uma coisa que já não imagino- mas o que acontecerá se algum dos pequenos deixar de ser hippie e tiver de lidar com essas imagens a percorrer a web para o resto da vida? Como vão as filhas adolescentes gerir  o assunto na escola? (Porque nem todas as crianças hippies estudam em casa para sempre, certo?) Quando se trata de crianças, as opções não são só dos pais. Não há curiosidade "científica" , "poder feminino" nem ideias de "mulher sagrada" que branqueiem a brincadeira.
 Fico na minha: tal como a amamentação, o parto é sagrado e a coisa mais natural à face da terra, mas por isso mesmo é muito privado. E a dignidade da mulher devia estar acima de tudo, principalmente quando não é só a sua imagem que está a vender de uma forma muito pouco edificante. Somos primatas, certo - mas há limites. Do "comovente" ao "constragedor" não haverá uma fronteirazinha?


Curl Secret who?‏

                       


Modeladores de cabelo são uma parte importante da minha rotina, especialmente os ferros de enrolar. Não imagino a minha vida sem eles e uso modelos diferentes com regularidade, seja para dar um jeito apressado (apenas o suficiente para parecer "done" antes de sair às pressas) seja para um penteado à séria em ocasiões especiais.

 O meu cabelo é moldável e trabalha-se depressa sem grande dificuldade, por isso estou satisfeita com os ferros que já tenho. Mas com tanto sururu sobre o Curl Secret da Babyliss (e similares) confesso-me algo curiosa. Supostamente, a maquineta permite encaracolar toda a cabeleira mais rápido, com menos queimaduras (até hoje só me queimei uma vez, porque com a correria as mãos ficaram trémulas e o ferro caiu-me em cima do decote - não foi muito agradável, mas é uma situação rara) e com uma distribuição mais uniforme do calor.



A ideia parece boa e estou sempre receptiva a novidades (até porque os modeladores são engenhocas que tendem a avariar com frequência) mas admito aqui três dúvidas:

- Apesar da apregoada técnica anti embaraço, uma máquina que "suga" o cabelo mete-me algum medo. Sim, eu já fiquei com o cabelo preso em rolos e foi um sarilho para o tirar. Quase tive de assistir a um almoço formal com rolo e tudo. Traumazinho.

- O preço (cerca de cento e poucos euros)não é muito tentador para arriscar uma compra por impulso.

- Os resultados (ver abaixo) não me parecem mais espectaculares do que aquilo que se consegue com um ferro normal de boa qualidade e alguma paciência. Se é mais rápido não sei, já que o processo de dividir o cabelo e encaracolar secção por secção é exactamente o mesmo. O aparelho, ao que parece, dá sinal quando se enrolam mechas espessas demais, logo não será mais célere do que um ferro jumbo - no meu caso, vá, já que o meu cabelo  raramente precisa de uma segunda passagem. 
Por outro lado, uma vez acostumadas ao processo, poupam-se os movimentos de mexer o braço para enrolar as madeixas, pois o sistema trata disso lá dentro. Talvez as raparigas com um cabelão muito espesso ou menos jeito/paciência para conseguir o efeito pretendido notem mais a  diferença.

Que me dizem? Já testaram? Sinto uma curiosidade científica a avolumar-se na minha cabeça, literalmente.

Tuesday, October 29, 2013

Red obsession

                                penelope cruz

Facto: o bâton encarnado, um dos meus produtos de eleição,  ilumina instantaneamente o rosto e dá um ar "composto" sem necessidade de muita maquilhagem. Nunca saio sem um na carteira e tenho imensos no toucador,  com diversos graus de pigmentação, tons e texturas. 

                             

Curiosidade: Churchill terá racionado todos os cosméticos durante a II Guerra menos o bâton encarnado, por acreditar que levantava a moral da população. Mas lá está, Sir Winston Churchill não só era um cavalheiro bem nascido à antiga como um homem sábio e de gosto...

                               

A boa notícia: e nos últimos dois anos este básico eterno, que confere um toque de glamour e luxo instantâneo, regressou às ruas; acabou com o reinado do gloss e voltou a ser legítimo usá-lo em plena luz do dia, como nas décadas de 40 e 50.
                                       
Verdade: há um encarnado certo (ou mais do que um) para cada mulher, e encontrá-lo é quase uma ciência. Eu tenho pelo menos três: transparente, alaranjado e encarnado escuro, com um pigmento de azul (fora os mais vivos ou espessos,reservados para depois do pôr do sol).


                                             

A não tão boa notícia: raparigas morenas e/ou de lábios finos têm mais facilidade em escapar com qualquer tom de escarlate, ou em aplicá-lo à pressa, sem dó, antes de sair de casa a correr. 
Peles claras e /ou lábios cheios precisam de mais cuidado na aplicação. Recordam-se de quando Angelina Jolie só usava bâton acinzentado? E ainda hoje reserva os avermelhados para ocasiões especiais...é que fica de facto chamativo.

                                                 taylor swift

O delineador é uma chatice, mas evita lábios manchados. Outro truque genial é contornar os lábios,no fim da aplicação, com um corrector líquido (ou melhor, primer de sombra). Há quem diga que fazer o contorno por dentro do lábio previne manchas sem roubar o formato natural, já que esta cor tende a escorrer de qualquer modo. 
 Não haja dúvidas de que esta tendência volta a pôr a "arte" na maquilhagem. Mesmo na maquilhagem apressada. Regressam os bons e velhos pincéis de lábios e a rotina de beijar lencinhos, a bem da decência. (Um preço pequeno a pagar, quando está em causa evocar algumas das minhas it girls):

rita hayworth
                                             carolyn bessette

Os verdadeiros bullies.

                                             
Nas novelas e em certos filmes, séries e nos livros do universo pop o vilão, o bully, a peste de serviço é quase sempre bonito, rico, poderoso, etc. O milionário caprichoso com intenções sinistras, a cheerleader malvada, o grupinho popular que inferniza a vida aos colegas mais tímidos, a conspiradora requintada, o génio malévolo, fazem parte das personagens que adoramos detestar. 

Na vida real, "personagens" destas nunca me deram problemas.  Em parte porque as pessoas felizes e bem sucedidas costumam estar demasiado ocupadas (ou têm segurança suficiente) para não implicar com os outros, em parte porque são personalidades fáceis de entender:

- Os mandões não fazem farinha com quem se mostra tão mandão como eles.
- Os poderosos percebem imediatamente a subserviência e a arrogância: basta não cair em nenhum desses extremos e agir como um deles, com certa indiferença blasé, para passar despercebido ou mesmo ganhar o seu respeito (desde que o respeito valha a pena...).
- As pessoas que gostam de magoar os outros com ditos jocosos desistem quando recebem a paga na mesma moeda (e eu sempre fui boa a topar os pontos fracos alheios, e melhor ainda a pôr alcunhas que pegavam...).
- O mesmo acontece com alminhas agressivas: só atacam quem está vulnerável, ou demonstra ser uma vítima fácil. Uma vez confrontados, encolhem-se cobardemente e não voltam a chatear. 

Essas "ameaças" são demasiado evidentes para causar dano. 

Não, eu não compro o estereótipo do "bully popular/bonito/poderoso". Acredito muito mais nos vilões Queirosianos: a Juliana, a "pobre de Cristo" feia e solteirona, uma "pobre mulher" sempre doente, capaz de roubo, tortura e chantagem, invejando de morte tudo e todos; o Dâmaso, gorducho e cobardolas, estúpido como um melão mas sempre morto por apunhalar pelas costas os amigos que engraxava de forma repugnante, e que o recebiam em casa como família.

Medo, medo mesmo, tenho dos coitadinhos, dos fofinhos ressabiados, dos patetas alegres e dos infelizes que parecem inofensivos. Quando me dizem que alguém é "inofensivo", que "não faz mal a uma mosca" desconfio - e devia desconfiar mais, mas a bondade e a caridade que devemos ao nosso semelhante levam-nos a baixar a guarda.

 Posso dizer, com justiça, que as maiores chatices que já me aconteceram foram causadas por coitadinhos: o menino tímido, que tem tanto azar na vida e a quem tudo corre mal, tão fofinho e prestável; a rapariga feiinha de dar dó, que parecia tão amiga, coitada, sempre a deitar água na fervura, a fazer de ombro; aquela pessoa burrinha de todo, tão tonta, palhacita da turma, incapaz de juntar dois mais dois, quanto mais de causar uma intriga ou de armar confusão.

 A infelicidade adora companhia e associada a uma certa falta de sentido da realidade e das limitações, tem consequências desastrosas. É terreno fértil para a ambição desmedida, para a megalomania, a inveja, a cobiça do alheio, a má língua, a perseguição, a obsessão. 

Só porque alguém é "coitadinho" não significa que não alimente os mesmos desejos, embora com menor possibilidade de os pôr em prática de forma honesta. E como não consegue o que ambiciona pela beleza, nem pelo talento, nem por recursos próprios, decide obtê-lo a todo o custo, ou pelo menos tentar.  Se não lucrar nada com isso, ao menos coloca os outros ao mesmo nível de infelicidade. E sempre pelas costas. Quando se dá pelo estrago causado por um "coitadinho", já a casa está em chamas. E se for preciso, o "coitadinho" ainda vai chamar os bombeiros, passando por santo e fugindo a seguir.

Claro que se for apanhado, castigá-lo ainda cai mal à vítima - afinal, não se bate num coitadinho. Ou vem a sociedade defendê-lo, porque "foi mal amado", "sofreu muito na vida", etc, etc como se o estrago causado por um infeliz ou por uma pessoa que está lindamente não seja igualmente grave para quem sofre as consequências.

 Por isso, prefiro os maus com estilo, os bullies bonitos: podemos enfrentá-los cara a cara, não enganam ninguém e na maioria dos casos, não são grande ameaça. O que passa despercebido é sempre pior. Como os vírus e as bactérias.




  


Monday, October 28, 2013

Há que ser selectivo nas companhias...

                       

...porque lá diz o ditado, "tornamo-nos como as cinco pessoas com quem convivemos mais". E embora eu acredite que uma pessoa bem formada é capaz de estar bem em toda a parte e ser amável com toda a gente, quando se trata do bom e velho "dar confiança" entra em jogo o adágio diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és. 

Desculpem mas custa-me a crer que alguém que seja capaz de conviver sem pestanejar com gente brejeira, de maus hábitos, de moral duvidosa, com péssimo ar ou provas dadas de ser traiçoeira/ maldosa/vigarista não tenha em si um bocadinho disso tudo. Que não ache graça à panelinha e alimente tais ligações por bondade, ou para estar em paz com o mundo. A não ser que faça muitíssimo voluntariado ou seja uma Irmã de caridade nos bairros pobres de Katmandu, é desculpa que não compro. 

 Não será a atitude mais tolerante do mundo, mas cuidados e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém. Uma pessoa que aparentemente é muito bonita, muito culta, muito bem comportada, mas que se rebaixa a companhias duvidosas acaba metida no mesmo saco, que estas coisas pegam-se...e contamina, por sua vez, as pessoas decentes que caiam na ingenuidade de estar por perto. Não se pode ser bonito/decente/ acima de qualquer suspeita só para o retrato ou nos dias santos, vale? Nem servir a dois senhores. "Bondades" desse género dispensam-se: revelam sempre uma tendência para o chinelo, e de chinelagem está este mundo cheio...

             
                    



Sobre o lavar de roupa suja do momento...

                 Bárbara Guimarães com Manuel Maria Carrilho

....só tenho a dizer duas coisas, até porque é redundante exclamar"que vergonhaça!" quando mexericos destes aparecem em publicações "sérias" como a Visão e o Expresso (de modo que até a minha pessoa que não vê TV generalista, nem passa os olhos pela imprensa rosa portuguesa, fica a saber que o cavalheiro disse, de uma forma assaz queirosiana, a minha mulher está sempre bêbeda ou coisa que o valha).


1- Há aqui uma moral da história: nunca sacrifiquem o vosso look por causa de homem nenhum. Lembro-me bem que antes de casar com o ex-ministro a apresentadora tinha um estilo elegante mas fresh faced, adequado à sua idade. Depois enveredou por uma certa "paixão pela cultura" e optou, na flor dos anos, por um visual clássico em versão demasiado pesada. 

Atenção, ninguém gosta mais do estilo ladylike do que eu, mas há o ladylike dos 20 aos 30 e muitos,  e o ladylike que se deve usar mais tarde. Anos volvidos começou a recuar para decotes e vestidos que lhe tinham caído melhor na altura em que abusava dos tailleurs largueirões, estilo primeira dama. (E nota bene, agora o senhor terá tido mesmo a pouca elegância de anotar o facto em entrevista, dizendo que a ex "tentava concorrer com meninas de dezoito anos" como se ele fosse para novo...)

Claro que se deve adequar o visual à posição do mais que tudo e não escolher o street style quando se namora um político ou coisa semelhante, mas é preciso encontrar um equilíbrio. Porque quando as coisas dão para o torto, o tempo passado já ninguém nos devolve. A individualidade, a independência financeira e a casa própria são daquelas coisas que nunca devem ser imoladas em nome de uma relação. Ser old fashioned é muito bonito, mas não esqueçamos que o cavalheirismo já não é o que era.

2- Nunca deixa de me surpreender como alguns homens são capazes de ser mauzinhos, uma vez rejeitados. É que lhes estala mesmo o verniz e deixam a um canto as senhoras do mercado da Ribeira. É lavar roupa suja, é andar à pancada, insultos, desacatos...

E o mais engraçado, sem graça nenhuma, é que nesses casos tanto faz ser bem nascido como filho de carroceiros, ser um bebedolas ou sóbrio como um asceta, ter posição ou ser um zé ninguém; se estiverem mesmo furiosos fazem todos as mesmas figuras, mandando à tábua os pergaminhos, a reputação e o que mais haja. Brutos.

Sunday, October 27, 2013

Coisas que já tenho no armário, e que recomendo...

                                                    

... algumas delas com risco de se multiplicarem por aqui. Comecemos pelo casaco oversized de alpaca ou lã texturada, como este da Marni (acima). Extra leve, extra fofinho e versátil, os melhores têm um cinto ( Fendi, abaixo) que equilibra o efeito assustador de "casacão".

                                                  Fendi Brushed-alpaca and wool-blend coat
Sapatos encarnados: custou, mas encontrei. Não só encarnado como bourdeaux, outra cor em voga para calçado neste Inverno. (Para falar verdade, o encarnado é uma cor que, a par com o verde, parece perseguir-me ultimamente: as peças  de que mais gosto surgem sempre nesses tons...). Prada, Miu Miu, Hugo Boss e YSL, entre outras, têm trabalhado muito bem com escarlate e derivados em diferentes versões: botim, scarpin, stiletto...

Valentino Scalloped leather pumpsCharlotte Olympia Encore Monroe suede pumpsAlexander McQueen Two-tone python pumps
Saint Laurent Leather ankle bootsMiu Miu Suede pumps
(Charlotte Olympia, Valentino, Alexander McQueen, YSL, Miu Miu)

Encarnado e bourdeaux...em tudo: não tenciono adquirir mais nada pela razão explicada acima, mas este é o melhor ano para usar a cor da paixão sem dar muito nas vistas. Vai estar por todo o lado.
Valentino Patent pencil skirt
Valentino
Donna Karan Infinity convertible crepe dress
Donna Karan
                                                               


















Botas skinny: como estas Céline que me andam a tirar o sono. Nunca temos demasiadas porque...bom, são a melhor maneira de usar botas com saias ou vestidos sem "dancem" fora da perna.




  Casaco luxuoso em camurça/peles/faux fur: uma das razões para eu gostar do Inverno. Juro sempre que não quero mais nenhum, mas...  depois aparecem coisas assim.    

Burberry London Belted shearling coat

                                                                            Burberry London


Peças ladylike: Tailleurs, fatos e vestidos de bom corte, com o talhe eterno dos anos 40/50. Para trabalhar ou sair, em versão dia ou noite, nada enaltece tanto a figura da mulher, nem faz uma toilette com tão pouco esforço. Vício muitíssimo saudável.





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