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Saturday, November 9, 2013

5 Ideias simples de styling anti crise.

Na altura de tirar o máximo partido do roupeiro, o styling é tudo.  Principalmente quando acontecem fases de transição (alteração de peso, reestruturação financeira ou de guarda roupa...) e não convém ir a correr, gastar o que tem e  o que não se tem de uma vez, num guarda roupa feito à pressa. Isso nunca é boa ideia, já que um closet completo e de boa qualidade se constrói aos poucos.

Como tenho várias amigas em situações dessas, vejamos então algumas das minhas ideias preferidas (e de acordo com as tendências) para aproveitar da melhor maneira  peças básicas, que quase toda a gente tem em casa (se não tem, devia, o que é uma óptima pista para as próximas compras).

1- A camisa Oxford: 
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É uma excelente alternativa à camisa branca (outro básico sine qua non)  é a coisa mais banal à face da terra e neste Inverno vai ser uma das peças mais desejadas. Eu própria tenho uma boa quantidade delas, de vários tamanhos: nesta temporada vão ver-se ligeiramente largas e compridas, quase masculinas, de modo a permitir toilettes muito versáteis. 

Caso não haja nenhuma à mão, podem sempre roubá-la ao irmão ou ao namorado (sabem, as camisas que encolhem inevitavelmente? Essas. Toca  a reciclar). Ficam fantásticas soltas sobre shorts, saias túlipa ou skinny jeans. Para uma toilette cool de sair, é só atá-las e acompanhar de uma saia lápis colorida.  Para trabalhar, basta usá-las por dentro de uma saia semelhante, mas mais discreta, ou calças de alfaiataria. Coordenar com scarpins correctos  um colar vistoso. Feito!
Tudo isto pode ser conseguido igualmente com a vulgar camisa branca folgada- eventualmente "emprestada" do armário da mãe, tia ou mais que tudo.

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2- A camisa " da tia"
Un sofisticado chicazo
Ou da avó, I don´t care. Sabem, aquela camisa largueirona de musselina com bordados que há uns anos tremíamos só de pensar em usar? Neste momento não pode fazer mais habillé. Para um visual andrógino-cool, como em Dries Van Noten (acima) vestir por dentro de umas calças de corte masculino, folgadas. Excelente para trabalhar e faz uma bonita silhueta, principalmente nas meninas mais delgadas. Para um look boho é usá-la solta, com um statement shoe, calça cigarrete  e carteira a tiracolo(de preferência, uma satchel bag). As raparigas mais trendy poderão optar por leggings (desde que devidamente cobertas, escusado é dizer) skinny e/ou cropped jeans + botins estilo Isabel Marant.

3 - Saia lápis...descontraída
É escusado lembrar a utilidade da pencil skirt para ocasiões profissionais ou traje social, mas porque não juntar-lhe uma bonita t-shirt, daquelas que andam lá em casa relegadas para usar com jeans? Sempre por dentro, claro, e com sapatos ultra femininos. A grande novidade, porém, é usá-las com uma sweat shirt fofinha, que substitui o ar clássico por um aspecto muitíssimo blasé.


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4- Dar uso ao vestido preto

Quase todas as mulheres têm pelo menos um - mas porquê guardá-lo para situações de maior formalidade? Com sabrinas, kitten heels ou botas, sob uma capinha, blazer ou pea coat, as combinações são tantas que, associadas à vantagem de uma pessoa ficar vestida com uma peça só, não há mesmo desculpa. Tire o preguiçoso do armário!

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5- Dar outro ar aos skinny jeans
São as calças da década e as consumidoras não parecem cansar-se delas (há coisa mais prática?) mas há que manter o visual fresco. Fazer uma dobra na bainha e juntar-lhe uns stilettos pontiagudos (melhor ainda, com tira obre o tornozelo) e coloridos - comprados agora, ou ressuscitados de 2004) acrescenta-lhes muita graça. Aatire-se por cima um blazer bem comportado, et voilá...


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As coisas que eu ouço: mamma said.

Georgia May Jagger e Jerry Hall
                                           
Isto lá em casa é tudo gente muito criativa. Só hoje, a autora dos meus dias saiu-se com duas pérolas.

* Enquanto nos arranjávamos para sair, já atrasadas*

" Já devias estar pronta...e a reclamar comigo para eu me despachar!"

Come again? Pois, é no que dá o hábito de eu ser mais rápida do que a minha própria sombra, ultra eficiente e ter a fatiota  pronta e pensada ao milímetro de antemão -  ou seja, sempre a primeira a esperar lá em baixo, de saltos nos pés, a barafustar "despachem-se que são horas!" . Querem ver que agora já não tenho direito a atrasar-me como as pessoas normais?

* Às voltas no congelador*

"Oh...perdi as panquecas!"

Mau. Isto anda muito fora dos eixos. Panquecas não são propriamente coisa que se perca pelos cantos, ou que vá passear ali à esquina sem dar mais novas. 

Depois eu estranho sair como saí. 

Algum médico me explica...

                               
                                                
...porque é que quando me irrito muito, muito, muito (e olhem que é raro eu ficar genuinamente irritada, por isso tem de ser uma situação/pessoa de tirar a paciência a um Buda) as minhas faces desatam a ferver e o efeito não desaparece. Isto é acompanhado do estado que os ingleses descrevem como "seeing red". 
Fico assim horas a fio e às vezes nem lavando a cara com água gelada volto ao normal. Eu que nunca tenho faces rosadinhas ganho ali um blush natural que só visto. Dou graças pela minha habitual calma de que já vos falei, vulgo só-me-passo-quando-o-saco-rebenta-pelas-costuras, porque o sintoma é do mais desagradável. A minha sensibilidade dá-me para cada achaque psicossomático...

Malavita!

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Um filme de Luc Besson com dois dos meus actores preferidos e com uma história de mafiosos? I´m so watching this movie. Não é que eu simpatize com a máfia ou coisa assim, mas identifico-me perfeitamente com a família siciliana a tentar comportar-se bem quando o que lhe apetece é agir segundo...bem, os apetites, passe o pleonasmo. Por vezes é muito complicado ir contra o mau feitio, ou contra o sangue que nos gira nas veias, quando alguém nos tira do sério. E há pessoas que, bem...colocam em causa a cristandade e civilidade de cada um. Malavita, mesmo!


Friday, November 8, 2013

Se um elefante incomoda muita gente...

                             
...dois elefantes incomodam muito mais, lá diz o estribilho. Mas a frase acima também é verdade, no bom e no mau sentido: às vezes um mosquito no quarto pode fazer mais dano que muitos elefantes; um cisco no olho aborrece mais que uma tempestade de areia lá em nenhures.
 São as pequeninas coisas, as coisas insignificantes que chateiam, que moem, que erguem barreiras entre as pessoas. É o que digo sempre, o diabo está nos detalhes. E se um detalhe, um mosquito, uma coisa insignificante que aparentemente não tem importância nenhuma é a raíz de todos os males, o remédio para a santa paz é só um: cortá-lo pela raiz, ir buscar o colírio, ligar o Ezalo, matar o bicho de vez. Morre o bicho, acaba a peçonha, vitória, vitória, acabou-se a história etc. É assim tão complicado? Acho que não. Vai-se agora deixar de ter uma noite tranquila por causa de um mosquito. Faltava!

Thursday, November 7, 2013

Karl Lagerfeld dixit...várias coisas adoráveis.‏

                                           Getty
O que é melhor do que *mais* uma entrevista do Tio Lagerfeld, com total liberdade para soltar o verbo e dar largas ao seu espírito? Uma entrevista a Karl Lagerfeld dirigida por uma das minhas ruivas preferidas, Jessica Chastain
 É verdade que o Kaiser nem sempre faz grande sentido naquilo que diz, nem sempre é muito conveniente ou conciliador, mas convenhamos: tem idade, talento, estilo e estatuto para debitar o que bem entender, conformem-se. Assim como assim, ele revelou que a biblioteca dele é decerto maior que a de muitos pseudo intelectuais de pacotilha que eu conheço: 300 mil volumes de ficção e poesia, onde se conta Balzac (I wonder why). Mas como a maior parte das pessoas de facto cultas e inteligentes, recusa o rótulo de intelectual. Não precisa.
 De resto, as pessoas deliciosamente politicamente incorrectas, ousadas na medida certa, com graça e cachet são tão raras neste mundo chocho que bem lhes podemos sofrer algumas excentricidades. Se há coisa que adoro é ver alguém com imaginação suficiente para se marimbar de alto para o que o resto do mundo pensa. Ora reparem:

        "Adoro que me façam perguntas mazinhas, porque assim posso divertir-me".

Jessica: Considera-se um Oscar Wilde dos nossos dias?
Karl Lagerfeld: Espero acabar um bocadinho melhor do que ele.

Jessica: [quando era pequenino] gostava de ir à escola?
                       Karl Lagerfeld: nunca me interessei por ir à escola com o resto daqueles idiotas. 
                        Jessica: o que faz para se divertir?
       
                         Karl Lagerfeld: observo as pessoas que se destroem a si próprias.

Comparado com o Kaiser, Dr. House é um menino de coro. Mas o criador também revelou o seu lado mais soft ao contar como adoptou a gatinha que é o seu ai Jesus, Choupette: um amigo tinha- a adoptado primeiro, mas...pediu a Lagerfeld que tomasse conta dela uma semana, ele apaixonou-se e o bichinho já não voltou à precedência. "Ela tornou-me uma pessoa melhor".




Quando estar apaixonado não basta.

                             
casamento entre Marilyn Monroe e o seu segundo marido, Joe DiMaggio, só durou nove meses: como bom siciliano, o atleta era muito possessivo. Por várias vezes ele tentou dominar as suas crises de ciúmes, pois sabia que acabaria por perder a  mulher que amava, mas sem êxito. Marilyn desesperava-se quando ele amuava semanas a fio, numa demonstração de pura crueldade. Ele queria que ela desistisse da carreira para se comportar como uma senhora casada; ela recusou. Sendo ele próprio uma grande estrela, o seu enorme ego também não aguentava ter ao lado uma mulher que brilhava tanto ou mais do que ele. Durante a famosa cena de "O Pecado mora ao Lado"  em que o calor do metro levanta as saias de Monroe, dizem que o jogador parecia "a face da morte". Chegados ao hotel, agrediu-a. Foi o fim.
 Marilyn pediu o divórcio alegando violência física e psicológica. Mas quando morreu, a actriz tinha no quarto uma carta de amor inacabada para  DiMaggio. Durante 20 anos, ele mandou entregar meia dúzia de rosas encarnadas no seu túmulo, três vezes por semana. Diz-se que as últimas palavras de DiMaggio foram "vou finalmente rever Marilyn". 

Por vezes, estar apaixonado não basta. Um amor que nos atinge para o resto da vida não basta. É preciso esforço, sacrifício, escolhas. As cedências são para fazer em vida, enquanto é tempo. As rosas são para ser oferecidas enquanto cá estamos. Estou com Confúcio: a vida é simples, nós é que insistimos em complicá-la. E acrescento- curta demais para desperdícios.

Wednesday, November 6, 2013

Paulo de Tarso dixit: eu faço o que eu quero, mas...

                                          

Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas me convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma.” 

                                              1Cor 6:12


Por vezes, em nome da liberdade de fazer o que bem dá na gana sem considerar quem está ao lado ou à volta, contando que os outros sofram tudo de cara alegre, perde-se o mais importante. Há ainda quem espere fazer o piorio, dar-se às mais tristes figuras, e que a sua imagem não saia beliscada ou que as pessoas que conta impressionar não se desiludam. Se há uma verdade nesta vida é que não se pode ter tudo, nem servir a Deus e a Mammon, ser sério sem o parecer nem deixar de escolher lados assumindo as respectivas consequências e muito menos sacrificar o que tem significado a caprichos de pouca monta, só porque sim. A responsabilidade bate à porta mais cedo ou mais tarde ou, como costumo dizer , "o Diabo cobra os favores mais cedo do que se pensa". 
 O que continua a surpreender-me são as pessoas que acreditam mesmo que podem fazer o que lhes passa pela cabeça, estar-se nas tintas para a palavra dada e para a ordem estabelecida e ainda ganhar as recompensas na mesma. E ficam indignadíssimas quando o seu jogo de cintura não funciona. Não leram o Bom Livro em pequeninos, só pode.

Livrar-se das coisas que magoam.

                                 

Numa das minhas recentes arrumações deparei-me com algumas botas bonitas, em pele, que andavam ali perdidas há imenso tempo e em bom estado, sem uso.

Em geral, não sou pessoa de comprar coisas por capricho para depois ficarem ali a ganhar pó. Estavam fora de circulação apenas porque me magoavam nos tornozelos super sensíveis que Deus me deu (entretanto aprendi a ser muito exigente na hora de comprar botas com fechos porque me apercebi desse problema, mas na altura não sabia).

Pensei em guardá-las, porque botas de couro são sempre muito mais difíceis de arranjar do que as de camurça e dão jeito para a chuva. Mas tenho pouco lugar para  o que realmente me faz falta. E naquele momento "desfaço-me, não me desfaço, são tão giras" lembrei-me de todas as vezes que tive vontade de as calçar mas voltei a pô-las na estante porque só a recordação das dores que me provocavam me fazia encolher. E voltaram-me à ideia as ocasiões em que me incomodaram tanto que fui mais cedo para casa, ansiosa por tirá-las. Nunca mais confiei nelas. 

 Encaminhei-as para um novo lar, ganhei espaço e deixei de me sentir mal com o assunto.

 Como as botas são certas coisas, situações ou pessoas. São bonitas, gostamos delas e entraram na nossa vida por algum motivo. Mas se causam dores e incómodos sem perspectivas de mudança, é bom pensar que a vida, como as estantes, não tem espaço para o que não nos faz bem. 

Guess girls: beleza é fundamental, já dizia o outro.‏


Por muito refrescante que seja ver manequins ou it girls "interessantes à vista" , "andróginas"ou "exóticas" como Cara Delevigne, Lindsey Wixson ou Saskia de Brauw, só para nomear algumas... por vezes a beleza convencional, comercial, certinha, sensual, a beleza sem mistérios que seduz os homens e causa admiração nas mulheres, faz muita falta. Em toda a parte - e particularmente nas campanhas de grandes Casas ou marcas de moda. Tudo é cíclico e o "ugly pretty" ou "interesting looking" que tem vigorado ao longo da década, sempre, cansa. A beleza clássica volta não só às campanhas convencionais, mas também às esferas mais restritas da indústria, numa piscadela de olho a tempos idos. Prova disso é o regresso das curvas, o regresso do sorriso aos editoriais e a volta à ribalta das top models dos anos 80/90.
Sendo certo que a  beleza é relativa e não tem (nem precisa) de ser perfeita, o consumidor (e o entendido) têm sede de contemplar formas estatuescas, estruturas ósseas bonitas, lábios cheios, maçãs do rosto altas, cabelos sedosos, olhos felinos, atitudes femininas. Sem imagens agressivas, sem poses arrapazadas nem exageradamente sexualizadas, sem esquisitices, sem heroin chic: Deusas.

 E a Guess sabe disso, tanto que nunca se rendeu por aí além ao we´re too cool to be pretty. As campanhas com Priyanka Chopra (31 anos, ex Miss India, estrela de Bollywood) e Claudia Schiffer (que não parece ter envelhecido um dia que seja 20 anos depois do seu primeiro contrato com a Guess) mostram que o imaginário a que a marca nos habituou está vivo e de boa saúde: remetendo para os anos 50 e 60 quando Sophia Loren, Gina Lollobrigida, Claudia Cardinale, Marylin Monroe e Brigitte Bardot davam as cartas e conciliavam todos os quadrantes (e necessidades) da estética. Quando ou se era bonita, ou se fazia tudo por ser, ou...nada.

Tuesday, November 5, 2013

Diferenças irreconciliáveis

              
Ouve-se tanto falar nisto, que é a desculpa-tipo nos divórcios bem comportados de celebridades. Mas por muito cliché que seja, há alturas em que não existe outra explicação. Há de facto prioridades, escolhas, teimosias, caprichos (ou na outra face da moeda, valores) de que as pessoas não prescindem, por muito que gostem uma da outra. Por muito que lhes custe estar separadas. Por mais que seja aborrecido estar sozinho. Porém, se há algumas diferenças "irreconciliáveis" que poderiam tornar-se menos impossíveis com um pouco de boa vontade e deixar de estar no caminho,  há outras que caem na falta de lealdade, de compromisso, de empatia, e que inviabilizam qualquer entendimento. Porque para tudo há sempre os requisitos mínimos. Uma coisa é compreensão, tolerância, paciência - outra é o respeito, sem o qual nada se faz. Sem respeito, nada é conciliável. O resto é cliché, desculpa, politicamente correcto...mas este requisito não.

Algum psicanalista que me acuda.

                     
Disparate, disparate, é sonhar que há uma serenata em minha honra - eu que não ligo minimamente a  esse tipo de manifestações. No dito sonho esta donzela vai à janela e ...entre os mariachis ou coisa que o valha responsáveis pelo espectáculo, está uma sujeita vulgar com quem eu antipatizo fortemente, a tocar flauta transversal (wait: se calhar é uma orquestra e não um grupo de mariachis) com ar de quem não parte um prato. 
Pergunto que porcaria é aquela e a alminha que encomendou a serenata responde-me que isso não tem mal nenhum, é tudo amiguinho, paz e amor, etc. A sujeita ordinareca larga a flauta e tenta descansar-me com protestos de amizade. Vou para mandá-la calar e reparo que tem uns sapatos meus calçados. Um dos meus pares preferidos. Prada. (Nota Bene: isso nunca poderia acontecer porque a criatura tem um gosto do piorzinho e mais facilmente me fazia uma serenata do que usava alguma coisa que se aproveitasse).
 Tem de haver um significado profundo, traumático e cheio de sentido nisto. Sei que os sapatos estão associados a uma série de coisas Freudianas. Estou com medo. Psiquiatra, já.

Hoje, no trânsito‏

                

A caminho do office, chuva que Deus a dá, trânsito engarrafado e espertinhos a tentar furar a fila. Entre esses espertinhos, estão os homens do camião do lixo. Acelera-se para não os deixar passar à frente, porque já vai sendo tarde para esse tipo de amabilidades. Raciocínio instantâneo:

"desculpem lá, sabemos que os cavalheiros estão a trabalhar...mas nós também. A diferença é que vocês já estão no vosso local de trabalho assim como assim. Nós ainda não!"

 É verdade, não é?

Monday, November 4, 2013

Cobre: o metal de Vénus

                                  Amy Adams at LACMA 2013 Art + Film Gala - celebrity fashion
Amy Adams é giríssima, já se sabe.  Na gala LACMA Art+ Film luziu (literalmente) este vestido Gucci cor de cobre, que está de acordo com duas tendências do momento (a silhueta dos anos 50 e os metalizados) e vai lindamente ao seu cabelo cor e brasa e pele de porcelana. Não morro de amores pelo efeito dos sapatos (também Gucci, comme il faut) mas é um look intemporal e o cobre, não sendo uma cor fácil, favorece imenso as ruivas. Não é por acaso que era o metal preferido de Afrodite, ela própria uma beldade de cabelos louro-acobreado

Melhor do que este, só um vestido que me anda a tirar o sono há bastante tempo: este, de Barbara TFank

                                                


É que tem tudo aquilo que me agrada: o modelo sheath, o decote, a cap sleeve, o brocado, o tom rico. Verdade seja dita que a senhora (favorita de Michelle Obama e da cantora Adele) que tem uma paixão pelo vintage e desenha para mulheres "adultas, independentes e muito ricas" não sabe fazer roupa feia. Neste momento está, a par com Ulyana Sergeenko, no meu top dos "criadores perfeitos para vestidos" a par de nomes como Dolce & Gabanna, Vivienne Westwood e Alexander McQueen. Enfim, beauty in the flesh will continue to rule the World. Afrodite ainda domina - só toma outras formas.



Conclusão brilhante do dia: bom gosto.

Modelito que nem as traças querem.
                                         
Dito de rajada, numa conversa de cortar casacas: antes traças do que poliéster...reparem lá se as traças roem sintéticos. Não que os bicharocos sabem o que é bom para eles e abominam as coisas reles que cheiram a petróleo, ao contrário de certas pessoas. E contra as traças há naftalina, já quanto ao mau ar dos maus tecidos, nada feito. O que me leva a concluir que há humanos parolinhos que ficam a perder para os insectos. To each their own, I guess.

Sunday, November 3, 2013

Os homens só crescem aos 54? Credo.



You've got yourself a man, a real powerplayer.

Someone who takes charge, has his way with you, doesn't have to ask what you want (...).
 I need a grown-up!

                                                                    Samantha Jones dixit


Diz um estudo realizado pelo Centro Crown Clinic, em Manchester, Reino Unido, que "os homens só entram na idade adulta aos 54 anos, pois aos 40 (...) ainda não deixaram de ter inseguranças juvenis".

 Palavra de honra que sempre pensei que fosse aos 30 - sendo verdade que conheci pessoas que aos 20 já cresceram tudo o que tinham a crescer, e são mais responsáveis do que outras que nunca cresceram. Lá se vai a teoria "alguém cinco anos mais velho  é o ideal, porque eles têm mentalmente sempre cinco anos a menos do que nós". 
 Se este estudo é verdade, estamos rodeadas de bebés chorões. Os homens a sério que agarram o touro pelas hastes, conquistam, comandam, dirigem a dança, resolvem tudo, vão à luta, põem as coisas em pratos limpos, não aturam tretas, têm uma palavra só, são desembaraçados, sabem o que querem e agarram-no veni, vidi, vici, são poderosos, seguros de si, pensam pela própria cabeça, colocam as coisas nos eixos, protegem a mulher que têm ao lado e lhe tiram preocupações de cima em vez de as aumentar e fazem uma rapariga perder o fôlego estão em extinção ou se existem, andam perto da reforma. 

 Os cientistas só se lembram de coisas para deixar a sociedade mais parva do que já anda: agora dá-lhes para desculpar a falta de espinha dorsal com estatística e ratos de laboratório.





Remember, remember, to wear this in November.


Há aquelas inspirações de styling que vemos por aí, pensamos "ooh, tão giro, como não me lembrei disto?" que fazem a diferença no visual e que são super fáceis de aplicar em casa, com o que já temos no armário. Mas depois vem isto, e aquilo, e esquecemo-nos. 
 Assentar essas ideias no papel (ou no blog, ou num lookbook da vida) é uma boa maneira de lembrar. Por isso, se estiver frio em Novembro, quero...

1 - ...pegar num dos soberbos casacos de pele vintage que andam aqui por casa e apertá-los com um cinto de boa qualidade (vide acima). Fica fantástico com um sapato de grande efeito ou, se usar calças, botas overknee. E quebra o aspecto difícil de usar desses sobretudos fofos à Dr. Zhivago.

2- ... ressuscitar o colete de pêlo tibetano preto que calafetei no armário da cave. Pelo menos esse - as versões mais boho/hippy não me despertam saudades. Mas desde o ano passado que todas as revistas da especialidade insistam "compre um, compre um" e parece-me pateta desperdiçar um modelo de boa qualidade, quando as imitações estão em voga e não são tão baratinhas quanto isso (abaixo). Além do mais, foi um presente do senhor pai. Resta-me ver que coordenados posso inventar com ele. 


What To Buy This Weekend

Fica a lembrança para mim e para vós, que isto de blogar e partilhar acaba por ser um pouco "pede o guloso para o desejoso".





Saia perfeita...ou abat jour?

                                RITA SKIRT

Uma pessoa vê a full skirt mais perfeita à face da terra (bom, para ter direito a esse título seria Dior, New Look e vintage mas pronto, the next best thing) para juntar à sua colecção
As saias e vestidos de balão que tenho são mais ou menos assim....

                 
...mas esta é one of a kind, sem dúvida:

                                  RITA SKIRT

 De um brocado esplêndido, com o comprimento midi ideal e uma cintura realmente alta e minúscula, daquelas que dão a certeza de não "dançar" nem precisar de apertadelas.

Vai toda entusiasmada mostrar às pessoas cá de casa, já em modo wish list, olha que linda, olha que linda

E ouve uma destas: essa saia de abat jour? Nem penses. Demasiado anos 50 *hellooooo, essa é a ideia*. Tem muita roda. Ias parecer um candeeiro ambulante com essa coisa tão armada. Nem te deixávamos entrar cá em casa, que deitavas tudo abaixo! (treta, os corredores são largos que chegue para deixar passar anquinhas à seculo XVIII, quanto mais).

Moral da estória: com certas decisões há que disparar primeiro e perguntar depois. Por outro lado, não me apetecia andar por aí a parecer um daqueles abat jours de crochet  que certas avozinhas colocam em cima da televisão, com uma boneca de saia enorme a fazer de quebra-luz. Não consigo tirar esta imagem da minha cabeça. 




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