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Saturday, November 23, 2013

Botas brancas no Inverno...bem.‏

                     

                                    

Considero-me uma pessoa com um estilo bastante definido, e embora uma vez por outra incorpore alguma tendência nova no meu guarda roupa (as sweatshirts, big sweaters, big coats e certos botins são os exemplos mais recentes que me ocorrem) raramente trago para casa peças que se afastem muito do meu modus operandi. Compras por impulso também não são comigo, a não ser que se trate de um exemplar das coisas que colecciono: trench coats, sheath dresses, caxemira e por aí fora.

 Mas por vezes o nosso armário parece ganhar vida própria e acaba por nos colocar desafios. O cenário foi o seguinte: sample sale, uma série de coisas lindas de griffe, e a vendedora "já que leva isto tudo, ofereço-lhe mais estas botas" - umas botas brancas stiletto, tipo cowgirl, com um formato muito semelhante a essas Versace (acima) que estão a ser citadas em toda a parte, mas sem as tachas, valha-nos isso. Confesso que não conhecia a marca australiana Wild Pair, mas não costumo dizer que não a botas de pele macia. Pois, mesmo que sejam...brancas. 

As minhas botas preferidas são umas Casadei cor de manteiga, certo, mas...branco é outra coisa. E se discordo de Michael Kors quando ele diz que "jeans brancos dão imediatamente um ar jet set" (sim, se quem as veste for parecida com a Jackie Kennedy) porque sempre achei que o povo tem razão ao sentenciar "calças brancas em Janeiro, sinal de pouco dinheiro", com botas pior um pouco. 

(E quem diz Janeiro, diz qualquer mês frio. Não será impossível, mas precisam de muito bom ar e MUITO bom styling). 

Talvez seja preconceito meu, mas associo botas brancas no Inverno a imagens pouco recomendáveis: rodeos (bom, num rodeo acho que não faz mal) raparigas que trabalham em carrocéis e raparigas que se vestem como se trabalhassem no circo ou em sítios piores (nada contra o circo, mas roupa circense tem o seu lugar). 

Mas na Primavera não me lembrei de as usar e no Verão nem pensar em assar dentro de umas botas, as coitadas para lá ficaram. 

 Porém,  como detesto ter coisas só para olhar para elas e ocasionalmente há que testar os nossos limites, já que estão na moda vou pensar numa forma recomendável de as usar - num desses dias de sol de Inverno.

 Botas assim pedem um look boho, qualquer coisa Katemossiana, despretensiosa. Digamos, grande camisolão de malha crua ou lã escocesa, skinnies e satchel bag a tiracolo.

 Mas isto, porque não são as Versace de tachas, ou lantejoulas. Se fossem, garanto-vos que tínhamos aqui um giveaway, já que felizmente o mundo não vira com tantos gostos diferentes que por aí andam. 


Joaquin Phoenix dixit: dançar com o diabo.



                      

"If you dance with the devil, the devil don't change.

 The devil changes you".


Há pessoas e situações que não se podem modificar, por muito que isso fosse conveniente. É preciso aceitá-las como são e dançar conforme a música. E essas são normalmente as que têm mais impacto, as que, para o bem e para o mal, trazem transformações interiores, puxam os limites, que assustam e fascinam, que obrigam à reflexão. A dificuldade está em saber dançar com o diabo sem perder a alma, sem amachucar a individualidade. Para cada um de nós, ao longo da vida, existem  raros "diabos" com quem dançar. Os que estão à nossa altura. Que nos desafiam. Que fazem vibrar as cordas. Mas por vezes, na nossa atitude holier than thou,  falha-nos que geralmente, nós também somos o diabo para o diabo que dança connosco. Também o obrigamos a puxar os mesmos limites, a ter as mesmas dúvidas, também o incitamos à mudança, ao medo e à evolução. Dois satanazes não se juntam na mesma pista por mero acaso. O problema é que costumam mandar abaixo o salão de baile com lustres, orquestra e tudo, antes de terminar a quadrilha. Claro que tratando-se de quem são, às vezes saem alegremente do meio dos escombros, sem um rasgão que se veja. Noutras, simplesmente all hell breaks lose - ninguém lida facilmente com a sua própria espécie.

Friday, November 22, 2013

Princesa Aurora...em versão serigaita. E adolescente, claro.


           
 Aurora, de A Bela Adormecida, sempre foi a minha Princesa Disney favorita (embora também tenha um fraquinho pela Bela do Monstro). Para começar, por todo o cenário medieval e algo obscuro do filme - criado num tempo em que a Disney ainda não se tinha desviado do caminho original e fazia filmes a pensar nas famílias não se focando apenas nas crianças, já lá vamos. Depois, pelo visual: de todas, esta era a princesa com um porte a condizer. Traços finos, cinturinha, rosto de estrela de cinema, uns lábios que "envergonhavam a rosa encarnada" e todo um comportamento aristocrático (sem ser demasiado boazinha, como a Branca de Neve).
 Em 1959, a actriz Helene Stanley serviu de modelo para a personagem, que assim ganhou o seu ar de glamour girl.
                   
Entretanto a Disney decidiu adaptar-se aos tempos que vivemos - e exagerou. 
Infantilizou-se. Perdeu a magia, afastou-se do posicionamento. Não pensa em mostrar às crianças modelos de saber estar, e sim em ir ao encontro daquilo que supostamente são os gostos dos pequenos de hoje. Se antes havia algo nos seus filmes para crianças e adultos, agora os pais, se forem ao cinema, será mais para fazer a vontade aos filhos. E duvido que fiquem na memória como os verdadeiros clássicos, com tantas piadinhas à Shrek e produção em massa.

Basta reparar nas séries do Disney Channel, vulgo Hannah Montana - pejadas de crianças atrevidas e malcriadas, ao melhor estilo Geração Rebelde. As sequelas de Cinderela ou a Bela Adormecida (pensadas a martelo para a televisão ou DVD) além de perderem qualidade, mostram uma Cinderela feminista (e coerência com a personagem, não há?) e uma Aurora serigaita, que perdeu a sua voz lírica para passar a cantarolar canções fraquinhas, fraquinhas como qualquer concorrente do American Idol (acima).
 A obsessão com a adolescência (e com a pré adolescência) não pára por aí. 
 Escolher Elle Fanning para interpretar Aurora em Maleficent é só mais uma amostra da tendência. Não duvidando da graciosidade ou profissionalismo da jovem actriz, Elle, com aquelas bochechas redondinhas e narizinho arrebitado, está mais para Sininho do que para Aurora - que apesar de ter 16 anos na história parecia uma mulherzinha em idade de casar, e não uma menina sem idade para namorar, prestes a sacar do iPhone mais minuto, menos minuto. Aposto que lá para o meio a Princesa Aurora dá em ser rebelde, desobedecer aos pais e dizer que vai picar o dedo, sim senhora, porque é adolescente. Já não há paciência para tais enredos. Nem nada de romântico numa mocinha igual a tantas outras que se encontram à porta do McDonald´s depois das aulas. Que mundo este, em que nem os contos de fadas são deixados em paz...








Thursday, November 21, 2013

The kindness of strangers‏.

                                        

Na nossa cultura, o conceito de "amor ao próximo" está bastante enraizado, ainda que não seja lá muito levado a sério. 

Depois, há vários "próximos" - o próximo de ocasião, o próximo casual, o próximo que é refugiado lá nos confins do mundo e movimenta uma onda de solidariedade, o próximo que puxa pelo heroísmo, pela virtude (e logo, pela vaidade) de cada um e o verdadeiro próximo ou antes, o mais próximo: as pessoas que nos são íntimas. É por aí que o amor ao próximo deve começar e exercitar-se: dentro de casa. Isso sim, é um desafio.

Desde que não se seja um coração empedernido, é fácil ser bom para o estranho que se vê uma vez. Essas belas obras, essa capacidade de empatia para com quem não nos é nada, nascem do impulso de uma alma bem formada e generosa (desde que o acto caridoso não seja feito para inglês ver, pois já se sabe: que a mão direita não saiba da esmola que a esquerda deu). Nasce da capacidade de se colocar no lugar do outro, de ser sensível ao sofrimento alheio. Não passar e andar, não olhar para o lado, dar uma ajuda que pode ser determinante no destino daquela pessoa (ou bicho) é decerto louvável e mais do que isso, uma obrigação de qualquer espírito civilizado.

Mas depois, na maior parte das vezes, esse próximo de ocasião vai à sua vida. Não fica por perto
para nos ver do avesso, para ver o nosso lado menos bonito, nem nos voltamos a incomodar com ele. Só permanece a memória de uma atitude solidária, mas isolada. O próximo de ocasião não faz birras, não atura os nossos amuos, não precisa mais de nós, não dá trabalho, não tem trabalho connosco nem nos aconchega a roupa. Os próximos de ocasião dão muito jeito porque só nos fazem ser bonzinhos de quando em vez. E na hora derradeira, o próximo de ocasião conta para entrar no Céu, mas não vai ao velório do Bom Samaritano (ou dificilmente irá, a não ser que entremos no campo da fábula).

 Complicado, complicado é exercitar essa capacidade de se colocar no lugar do outro, de ser sensível ao sofrimento alheio, com a cara metade, a família, os amigos chegados - nas relações em que há intimidade e hábito. Em que as fronteiras entre a familiaridade e a sensibilidade se esbatem. Difícil é não fazer sofrer quem realmente gosta de nós. Evitar as palavras duras. Dar o braço a torcer. Pedir desculpa. Evitar ofensas desnecessárias. Agir sem egoísmo. Perdoar as expansões desagradáveis. Passar as borrachas necessárias para seguir em frente. Fazer vontades e aturar vontades. Engolir o orgulho, ter paciência, ser carinhoso (a) e compassivo (a) mesmo quando não apetece, mesmo quando estamos zangados, ou com os brios feridos. E isto todos os dias, que as relações com os verdadeiros próximos não são para os momentos em que apetece fazer de super-herói, ou salvar o dia. Com o verdadeiro próximo, é preciso salvar cada dia: cada momento que temos a sorte de apreciar com as pessoas queridas ao nosso lado. E isso, já se sabe, é uma canseira. Não há bênção que não tenha responsabilidades.
                                                      
And especially people
Who care about strangers
Who care about evil
And social injustice
Do you only
Care about the bleeding crowd?
Easy to be hard
Easy to be cold
Easy to be proud





Mais uma para a desgraça: Harrods‏

File:Harrods 1909.jpg
A escolhida clientela do Harrods, 1909
                        
Já não bastavam as Net a Porters da vida, eu tinha de descobrir uma revista (e uma newsletter, senhores) do Harrods, de uma pessoa perder a cabeça. Que em boa verdade, nunca percebi porque é que as Department Stores ou grandes armazéns,  tão populares noutras paragens (UK! US! Suiça!) não são um hábito por cá, excepção feita ao El Corte Inglés (e numa versão um pouco mais pequena mas muito  glamourosa, a nossa Loja das Meias) ao passo que os "shopping malls", bastante mais desconfortáveis e com muito menos por onde escolher, se multiplicaram como cogumelos. O ambiente e a oferta de uns e de outros não se pode comparar (cada um terá as suas virtudes) mas parece-me que uma Department Store não se presta tanto a futeboladas e passeios de família alargada com crianças aos gritos, tudo passatempos muito do agrado de apreciável fatia dos portugueses. Pessoalmente prefiro o cuidado, a atmosfera e o sossego de uma loja de departamentos, para não falar na quantidade de marcas com que se contacta de perto ao percorrer meia dúzia de metros (muito melhor para passear de saltos). E com publicações destas...

Wednesday, November 20, 2013

What´s love got to do with it? Ovídio explica.

                           

Sempre ouvi dizer que o amor expulsa o medo - o amor incondicional, pelo menos. Mas quando se fala em sentimentos excessivos, demasiado intensos, o outro é um mistério. Disse Ovídio que o amor é cheio de medos ansiosos: os mistérios assustam. O medo instala-se em todas as suas formas, uma mais aterradora que a outra. Medo de fraquejar. Medo de perder a face. Medo da dúvida. Orgulho, ciúmes, brio ferido, vaidade, desconfiança, entulho de toda a ordem: o enamorado acredita naquilo que mais teme, afirmou o mesmo sábio.
 E no entanto a receita parece tão simples: aceitar a luz e a escuridão, sem pretender mudá-la. Abraçar o mistério com todos os seus ângulos assustadores até que se faça luz. O amor não tem de ser incondicional, mas a aceitação sim. Dentro dessa única fronteira que é o respeito ou o cuidado com aquilo que vive no peito ao lado, que também está receoso e à defesa. Claro que o autor da Ars Amatoria também avisou que amor e dignidade não podem conviver no mesmo lugar: ou se abre mão de tanto brio, se fecham os olhos à amargura, à mágoa, à treva e se faz como se fosse um balde de água suja - deixar cair-lhe água limpa em cima, gota a gota, até que se torne clara, ou nada: sic ego nec sine te nec tecum vivere possum, já se sabe.

Sophia Loren dixit: spaghetti (de viver, amar, comer, emagrecer, etc)

                                  

                          "Everything you see, I owe to spaghetti"


Quem por aqui passa sabe que defendo as curvas femininas mais do que ninguém. No  entanto, não subscrevo artigos patetas deste género, a confundir "curvy" com "plus size" - as duas coisas não andam necessariamente juntas: há raparigas magras com muitas curvas e raparigas gordinhas sem nenhuma - a perpetuar o mito de que Marilyn Monroe vestia o 42 quando é sabido que usava um pequeno 36 e com discursos de celebridades a advogar "gordura é formosura, e as mulheres normais são rechonchudas", entre outras tonterias. 

 Desculpem lá, mas o "normal" se não é a modelo de high fashion altíssima e magríssima, também não  será ser assim para o gorducho: mais de metade das mulheres com quem convivo diariamente vestem entre o 34 e o 38, logo das duas uma - ou os padrões impossíveis vieram todos para as minhas bandas ou andam a vender-nos ideias algo confusas, no mínimo. 

Textos assim, cheios de wishful thinking, não só chamam redonda a quem está longe de o ser como colocam no "tamanho" uma ênfase que só complica. 
 O que importa é a beleza, a harmonia da forma, as proporções, o biótipo  e vestir de acordo. Tudo o resto é subjectivo.

  E Sophia Loren, como boa italiana, sabe umas coisas sobre isso: as mulheres não devem matar-se com dietas. Quando era jovem, a actriz era algo magricelas: foi precisa uma dieta romana com muita pasta, muito azeite e bom vinho para ficar como a conhecemos. 


É preciso descobrir a "dieta" que funciona com o organismo de cada uma - em geral, será a que nos dá energia, não provoca flutuações de peso nem mal estar.  A uma mulher a farinha fará mal, a outra serão os doces, outra ainda pode parecer que engorda quando afinal precisa é de perder líquidos. É necessário ouvir o corpo, conhecer o próprio metabolismo para encontrar a alimentação e o exercício adequado. Aceitar a própria beleza e deixar-se ir. Hoje, a eterna screen siren recomenda que se coma, mas não muito. Comer um pouco disto, um pouco daquilo sem encher demasiado o estômago, e movimentar-se. Ou seja, provar de tudo e não ficar sentada, à espera que as temidas calorias façam das suas e amoleçam o corpo. E se ela o diz, quem se atreve a duvidar?

Dizem que as italianas e as francesas dificilmente engordam porque sabem comer e têm joi de vivre. Vivem, riem, barafustam, rodeiam-se de coisas belas, encolerizam-se, amam, perdem, apaixonam-se. Nada emagrece tanto como um verdadeiro desgosto de amor, daqueles que deixam marcas no corpo e na alma. E por vezes, o próprio amor também emagrece porque se perde o apetite, além de dar boas cores. O mesmo acontece com o entusiasmo ou qualquer outra emoção forte. A comida não faz estragos quando é "derretida" com as alegrias, preocupações, idas e vindas da vida.

 Não, as mulheres não deviam matar-se com dietas. Precisam é de voltar a viver com alguma intensidade e deixar de parte celebridades tontas que não falam noutra coisa senão no peso. Sinceramente, a conversa das Jennifer Lawrences deste mundo e de quem as aplaude e as acha muito inspiradoras, já me enfada. Saiam para comer spaghetti sem dó. E a seguir be italian, e venham contar-me alguma coisa.






Tuesday, November 19, 2013

Duas mulheres lindas.

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Projecto para qualquer mulher que gosta de si mesma, que se cuida e que tem uma ajudinha da genética: chegar a avó como estas duas senhoras. Constance (mãe de Jared Leto) e uma das minhas musas, Raquel Welch, continuam a ter as carinhas perfeitas,  as silhuetas elegantes (ou no caso de Raquel, va-va-vooom) o porte real e a cabeleira sedosa dos seus verdes anos. É que isto da juventude assiste a todas: a formosura já não é tão democrática. Nem a eterna juventude, que parece que as senhoras andaram alimentadas a néctar e ambrósia ou fizeram algum retrato de Dorian Gray. 50% de dom divino e 50% de trabalho, como tudo neste mundo de Deus...se isto não inspira as beldades de hoje a fugir do sol, a fazer exercício e a ter muita atenção aos hábitos e rotinas de alimentação e cosmética, não sei o que o fará. Bravissime!


O Exterminador Implacável, em modo presentes de Natal.

                    

Ready, set, go. Facto: eu adoro comprar presentes de Natal. Certo, não são de todo o mais importante mas dentro do possível, gosto de honrar as Tradições (os romanos já trocavam presentes pelas Saturnálias, quem sou eu para contrariar?) e evocar aquela expectativa da visita do Menino Jesus (nada contra o Pai Natal, mas Menino Jesus é Menino Jesus). Sou um ás na matéria e consigo fazê-lo lindamente sem passar pela confusão. Escolho cada um tão rigorosamente como se de assunto de Estado se tratasse, não me contento com qualquer coisa  e ainda encomendo os embrulhos (ou compro sacos amorosos, porque sou um desastre a embrulhar o que quer que seja, não se pode ter os talentos todos). Como em matéria de compras herdei da senhora minha mãe o modo Exterminador Implacável, não descanso enquanto o assunto não está resolvido e cada presentinho embalado com a dignidade que lhe compete, a tempo e horas. E isto tudo com um orçamento, porque os tempos não são  que eram e bom, ainda não dei com o poço de petróleo ou o tesouro romano que * fingers crossed* está escondido nos meus domínios.
 Este ano ainda não comecei, o que não é típico. Já ando a esquadrinhar cada revendedor, cada lookbook, cada loja online (centros comerciais, só lá entro de fugida e com os Jingle Bells a atormentar as almas e o povo aos gritos não creio que tenha coragem) à espera do momento de atacar. Preparem-se, malandros. I´m coming for you.

Monday, November 18, 2013

Três conclusões acerca dos Tiroteios em Paris...

                     

...que estão a motivar uma verdadeira caça ao homem.

- O atirador misterioso tem de ser alguém que está muito mal com a vida. Vulgo algumas pessoas frustradas que eu conheço, mas com o último parafuso solto.

- É preciso pouca sorte para estar no lugar do jovem fotógrafo que foi atingido no seu primeiro dia de trabalho. Já ouvi falar de más estreias, mas esta parece um aviso do destino. Está certo que me aconteceram (e a colegas) coisas estranhas e desagradáveis quando trabalhava como jornalista - ameaças de sovas e máquinas partidas por entrevistados maldispostos, por exemplo - mas ser atacado dentro de uma redacção eleva o risco a um nível diferente. Já não se está seguro em parte alguma, e eu que me sentia tão tranquila agora que passei para o outro lado da barricada...

- Já imaginaram as chamadas falsas que a polícia deve receber após ter divulgado as imagens da armada e perigosa pessoa? É que estão tão pouco nítidas que não faltará gente estranha a dizer que reconheceu no atirador desconhecido o vizinho embirrento do terceiro andar, o ex chefe, o ex marido, and so on, no maior espírito "capaz disso era ele".

Dois tutoriais de beleza a não perder.

             

 Regra geral não me debruço demasiado sobre maquilhagem aqui no IS (já existem tantos blogs excelente sobre a matéria...) excepto se houver algo realmente bom que queira partilhar convosco. É o caso destes dois tutoriais:

.. . um para sobrancelhas mais definidas, como manda o figurino. Há uma semana que as minhas não querem outra coisa. Pode-se saltar-se alguns passos no makeup do dia a dia, mas a técnica está toda lá, sem erro:

                        

...outro sobre as três formas clássicas de usar eyeliner líquido

                       

Por muito conhecimento/prática que se tenha, há sempre alguma coisa a aprender com os especialistas - principalmente neste Inverno, em que a febre Alexa Chung e Cara DeleVingne tem influenciado grandemente os looks das passerelles - e das ruas.

Sunday, November 17, 2013

Não podia ser mais verdadeiro:

                        

E atrevo-me a acrescentar que a vulgaridade não é substituta para nada. Nem para a falta de beleza, nem de graça, nem de jeito, nem de gosto, nem de modéstia, inteligência, capacidade, trabalho, sex-appeal, meios, educação, chá...em boa verdade não sei para que serve, nem a razão de andar por aí na boca, na roupa e nos actos de meio mundo. 

O verdadeiro luxo nunca desbota.

Marilyn Monroe! Costume ideas

É como a beleza e todas as coisas de qualidade: bem cuidadas, duram para sempre. O que eu não faria para deitar a mão ao closet de Marilyn Monroe, Sophia Loren, Elizabeth Taylor, Ava Gardner, Grace Kelly e tantas outras. Todas estas toilettes se assemelham a muito do que há no meu armário - linhas clássicas, a estética New Look, a silhueta dos anos 50 e 60 - mas não seria por isso que não se arranjava um espacinho. As camisas brancas, os jeans de cintura subida, os tailleurs (a mais recente aquisição é um Carolina Herrera verde quase igual ao azul da imagem acima) as blusas de camponesa, os sheath dresses, as saias lápis. God Bless a figura de ampulheta, e as Casas que a enaltecem: Dior, McQueen, Lanvin, Dolce & Gabbanna, Westwood, and so on. Quanto à perfeição de Marilyn Monroe - e nota bene, a maioria destas imagens são retratos para testes de figurino ou seja, ela nem tinha obrigação de estar tão extraordinariamente bela- tudo dito.


               
Marilyn Monroe






                 

Desculpem lá, rapazes.



Está todo o mundo a comentar o desfile da Victoria´s Secret, vi as imagens, achei muito lindo, temos uma belíssima manequim a representar-nos, mas tenho preguiça, MEGA PREGUIÇA, de acrescentar o que quer que seja. Desculpem lá, rapazes. Sei que este era o único post de moda que os cavalheiros que por aqui passam poderiam apreciar, mas não estou mesmo in the mood

A língua afiada de Anne Boleyn

                        Natalie Dormer as Anne Boleyn
Os historiadores da actualidade, mais compreensivos e imparciais, defendem que Anne Boleyn terá perdido o coração do Rei (e por conseguinte, o trono e a cabeça) não por ser adúltera, mas apenas por ter uma língua afiada -  leia-se, não tolerar desmandos nem abusos de um monarca que se achava Deus na Terra. 

Ou seja, terá pecado mas apenas por excesso de confiança: a personalidade forte que tanto atraiu Henry VIII tinha graça numa amante, mas não era bem vinda numa Rainha Consorte, que se pretendia dócil e obediente. Se Catarina de Aragão sofria  calada caprichos, infidelidades e faltas de respeito, Anne (que se virara do avesso para escapar ao assédio do Rei) não estava disposta a suportar desgostos do homem que rompera com a Igreja para casar com ela: não fazia sentido. 

 Brutalmente honesta, também não escondia as suas animosidades ou antipatias: uma rapariga what you see is what you get. Faltava-lhe a capacidade de dissimulação (mercê do seu sangue irlandês?) para sobreviver no ambiente que a rodeava.

 Uma mulher de carácter vincado e com respeito por si própria, habituada a dizer o que pensa, dificilmente enfrenta hoje o cadafalso mas terá decerto outros desafios. Não se trata aqui de defender o terrível comportamento de certas "senhoras hárpia" - amargas, refilonas, sempre de nariz torcido - mas fazer-se respeitar perante certos hábitos arrogantes do sexo oposto, habituados a comportamentos femininos menos dignos e mais complacentes, pode ser muito difícil. 

A meiguice é necessária, mas é preciso traçar a linha entre doçura, gentileza e...ser parva.  Dizia Picasso que só há dois tipos de mulheres: Deusas ou tapetes. Eu não gosto de cair em extremos, mas receio que possa ser verdade. Senão, vejamos: Catarina de Aragão, apesar de toda a sua dignidade e sangue real do melhor que pode haver, foi tapete durante muitos anos e só deixou de o ser tarde demais: viu-se banida, divorciada, afastada da filha e morreu literalmente de coração partido. Anne Boleyn era, segundo Picasso, uma Deusa: foi decapitada. Jane Seymour, com toda a sua meiguice (e apesar de gostar dela, digo-o francamente: ardil e muita graxa) lá ficou nas boas graças do Rei com artes de tapete, mas se não tivesse morrido antes, não sabemos o que teria sido.

 Mal por mal, acho que Anne Boleyn acabou por morrer melhor e viver melhor. Foi a que ficou para a História, e a que menos sapos engoliu. Better to burn than to fade away, lá diz o estribilho...

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