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Saturday, November 30, 2013

Verdade incontestável para os Sábados.

                                           

Porque foi para isso, e não para a parvoeira, que os Deuses inventaram as coisas superficiais, mas irresistíveis. A girl´s gotta do what a girl´s gotta do.

Friday, November 29, 2013

Certo e errado: é favor não embaraçar o Príncipe.

                        

Já vos contei que dois cavalheiros da minha estima costumam dizer uma frase engraçada, quando o mulherio resmunga que não sabe o que há-de vestir para uma festa:


 "Vai nua, que fazes um sucesso".

É uma brincadeira destinada a irritar quem já se encontra em modo barata tonta, mas há mulheres que levam o ditado à letra. E em alturas dessas é preciso ouvir o bom povo, que reza "quem dos dias faz iguais, das casas faz currais" - ou seja, até a mais espaventosa e provocante das mulheres deve saber que se andar nua (ou quase) por aí não é muito boa ideia, em dias especiais muito menos.

Especificidades de protocolo à parte (que hoje estou com pressa para estar noutro sítio) qualquer mulher de bom senso sabe que um evento de alguma formalidade e/ou solenidade não é a melhor ocasião para exibir exageros fashionistas, fantasias e acima de tudo, muita pele.

 Para ter essa consciência nem é necessário conhecer a fundo as regras de etiqueta ou ser uma grande senhora, daquelas com à vontade, modéstia, graciosidade e estilo para se apresentarem confortavelmente em toda a parte. Essas vão rareando; já a sensatez é felizmente um bocadinho mais democrática. 

Será?

 É que eu já não digo nada. Nos tempos que correm, em que tudo é permitido, tudo anda misturado e a bússola moral - já para não falar da bússola de gosto - é coisa do tempo da outra senhora, qualquer coisa é possível, ate noivas a entrar seminuas na Igreja e toda a gente a achar muito lindo, quanto mais.

Como dizem os ingleses...oh dear, the types they let in these days. Já não se está segura em parte alguma. 

E foi precisamente isso que aconteceu há dias na Royal Variety Performance, com a cantora Jessie J. a fazer o que as Rihannas, Mileys e companhia da vida fazem melhor: dar espectáculo, e pelos piores motivos: a menina, com a sem noção que caracteriza o seu género, cumprimentou S.A.R. o Príncipe de Gales nestes bonitos preparos:
                          Attentive: Prince Charles looked to be deep in conversation with Jessie as he moved down the line
E nem sequer há a desculpa de estar a preparar-se para entrar em palco, já que a seguir se mudou para um modelito idêntico (para ser franca, nem percebi porque trocou de roupa). Valha-nos que um cavalheiro é sempre um cavalheiro e sabe olhar uma senhora nos olhos, mesmo quando ela não está vestida...bem, como uma senhora. Ou quando não é uma senhora.

Claro que para cada mau exemplo, há sempre raparigas de classe que sabem adequar-se às ocasiões: Taylor Swift é capaz de usar os mini vestidos como qualquer outra, mas se dali a dias tiver uma gala no Palácio de Kensington, faz o que dita  o siso e vai ao seu grande armário buscar um vestido formal e polido, como este bonito Reem Acra. Lá pelo meio houve oportunidade de subir ao palco com Bon Jovi...e com o Príncipe William, mas uma senhora é uma senhora em todas as ocasiões.

                   Não percebo o que será tão difícil de entender no velho adágio
                                                 "em Roma, sê romano".

                              Chris Jackson/Getty Images




Thursday, November 28, 2013

Três vivas ao eBay, e...serpentes.

                           

Num mundo em que as coisas mudam tão rapidamente, calha mesmo bem que as distâncias sejam cada vez mais pequenas e que com um clique, se possam encontrar tesouros (ou neste caso, bens de primeira necessidade...) nas arrecadações alheias ou em armazéns de lojas espalhadas por este planeta de Deus. Destas modernices já gosto: descontinuarem o meu perfume preferido foi perfeitamente criminoso (quais jeans com strecht, qual carapuça: o Serpentine foi a grande invenção de Cavalli) e enfim, espero que já que o messere cedeu ao mau gosto de substituir o MEU perfume por um horror cheio de bling bling, que haja por aí stocks disponíveis para durar uns anitos. É que tenho outros de que gosto, mas a magia não é a mesma. 
 Além do aroma hipnótico, há toda aquela simbologia associada à serpente: nunca vos falei muito disto, mas tenho um fraquinho por elas, talvez porque em pequena fui hipnotizada por uma (salva pela avó - tive sorte!).

 São das poucas figuras que gosto de usar em padrões ou jóias. A sua mitologia vai muito para além da expulsão do Éden: estão associadas ao risco e ao pecado, certo, mas também à fertilidade, ao elemento Terra, à eterna juventude, à feitiçaria, a Dioniso (que tem significados muito mais profundos do que o "Deus do vinho") e à imortalidade. Num campo mais prático, uma dentadinha de cascavel consegue matar um ser humano em poucas horas. O seu poder, bom ou mau, não pode ser dominado. É cru, inerente, e fala aos medos (ou fascínios) do inconsciente de cada um.  E isso intimida - mas magnetiza também. Criatura poderosa, essa.


Esta minha mania de gostar de saber com o que conto...

                                        

...e que me faz preferir a certeza, a tradição, a qualidade e a confiança à aventura. 

Prefiro inspirar-me nas belezas clássicas com provas dadas: Brigitte Bardot, Elizabeth Taylor, Marilyn Monroe, Sophia Loren, Raquel Welch. Belas em qualquer era.

Prefiro os ícones de estilo infalíveis, cuja classe nunca desbota: Jackie Kennedy, Audrey Hepburn, Grace Kelly. Continuam perfeitas.

                                                   

Prefiro entreter-me com vetustos autores mortos, que contêm toda a sabedoria necessária - e já não correm o risco de me desiludir: Oscar Wilde, Maquiavel, Ovídio, Boccacio, Dante, Eça de Queiroz...

 ...quanto ao designers, admiro os que não inovarão tanto, mas não cedem às pressões do público nouveau riche, mantêm-se fiéis ao seu posicionamento e nunca farão roupa feia: Dior, Chanel, Burberry, Carolina Herrera.


Com as pessoas é o mesmo: prefiro a qualidade, a confiança e as certezas à surpresa e novidade. Se calhar ando a perder muitas coisas interessantes, mas para quê arriscar?




Wednesday, November 27, 2013

Marie Laveau: it girl e Voodoo queen

                                 
Em American Horror Story: Coven, Marie Laveau está a ficar *um bocadinho* má demais para o meu gosto. Não tenho nada contra uma vingança justa, mas há que não descer ao mesmo nível; depois, é impossível não torcer pela Suprema, Fiona, a bruxa socialite em Chanel, por mais maldades que ela faça. Em boa verdade as personagens são todas adoráveis e o que eu queria mesmo era que se entendessem numa bruxaria grande e feliz.

  Mas a verdadeira Marie Laveau também era um pouco assim: santa e pecadora, anjo e D. Corleone de saias, benfeitora, mulher de negócios ou protectora dos desvalidos, consoante a época da vida ou a perspectiva de quem contava o conto: um poço de mistérios e ambiguidades que permanece envolto em lendas 132 anos depois da sua morte...se é que morreu mesmo.

 Os relatos mais consistentes dizem que, tal como na série, a Voodoo Queen nunca envelheceu  (embora haja a possibilidade de ter sido confundida com a sua filha, Marie Laveau II, que morava na mesma casa e continuou a sua obra, com menos poderes mágicos mas maior sentido do mediatismo).
Um aspecto é, porém, incontestável: Marie Laveau era uma beldade crioula de imponente presença e apesar de iletrada, senhora de grande espírito, capaz de se impor na sociedade pelos melhores e piores motivos.
                      
                                  
Marie Laveau nasceu no final do sec. XVIII/ inícios de XIX, com o estatuto de "mulher livre de cor" , filha do dono de uma plantação e de uma linda crioula. Em 1819 casou com Jacques Paris, um emigrante do Haiti que se refugiara na antiga colónia francesa: a cerimónia foi celebrada pelo famoso Père Antoine, de quem Marie viria a ser muito amiga e com quem realizaria grandes obras de caridade. Católica devota, mulher piedosa, a voodoo queen manteve sempre o sincretismo entre as crenças dos escravos e as regras da Santa Madre Igreja, como é comum em tantas práticas mágicas da Diáspora africana: no voodoo, tudo advém do "Bon Dieu" (o "bom Deus) e os Loas (Deuses) dão-se pelo nome dos santos do calendário...
 Com o desaparecimento do marido, assumiu o nome de Viúva Paris e  uma união de facto ("plaçage") com um branco, com quem teria vasta prole.

Por volta de 1830, Marie Laveau já era considerada a Voodoo Queen de Nova Orleães. Até hoje discute-se se o seu êxito, que cativava brancos e negros, se devia aos seus feitiços (ficaram famosas as suas cerimónias na noite de S.João, onde dançava com cobras e que atraiam milhares de curiosos) ou à sua entrada privilegiada nas casas de boa sociedade: Marie Laveau era cabeleireira de profissão e uma espécie de Robin dos Bosques de criados e escravos, que por medo ou necessidade lhe contavam os segredos dos patrões.

 O mais provável é que fosse uma combinação de tudo isso, associado a um enorme carisma e aguçada inteligência. O certo é que enriqueceu: dizia-se à boca pequena que tinha um bordel, entre outros negócios; que pelo menos um Governador morreu graças aos seus feitiços; que conseguiu impedir várias execuções injustas, ora manipulando o juiz (com recurso à chantagem ou à magia, nunca saberemos) ora encantando a língua das testemunhas, ora provocando tempestades. Atribuíam- lhe a glória ou a culpa por tudo o que era espectacular e inexplicável naquela cidade tão cheia de magia. Se era um anjo para os oprimidos, a sua ira contra aqueles que odiava não tinha quartel.

 Vaidosa, os sapateiros contavam-na entre os seus melhores clientes. Era recebida em toda a parte. Durante um surto de febre amarela em 1853, trabalhou incansavelmente como enfermeira e femme traiteur (curandeira). O seu suposto enterro, em 1881, teve uma assistência nunca vista - pobres e ricos de todas as cores, os mais desfavorecidos e as melhores famílias, ninguém quis deixar de se despedir da mulher mais famosa da cidade. Diz-se, porém, que continuou a aparecer - e que ainda por lá vagueia. O túmulo que lhe é atribuído (pois ninguém sabe ao certo se e onde foi sepultada...) dá imenso trabalho aos zeladores do cemitério de St. Louis: turistas e devotos insistem em deixar oferendas ou marcar três cruzes para que a Rainha do Voodoo lhes conceda um desejo, apesar das advertências das autoridades...
                    

Quando um homem erra, é assim que resolve o problema...

                                             

...sem mais aquelas, meios termos, hesitações nem meias soluções. Errar é humano, permanecer no erro é diabólico, perdoar é divino. Mas para que um engano, um tropeção, um mau passo seja sarado, há que cortar o mal pela raiz. Só assim se planta novamente: limpando o terreno. E um homem (tal como uma mulher) mede-se pelas suas escolhas.
  Neste artigo sobre o temido mal da infidelidade nos seus vários graus, adorei a atitude deste rapaz que num relance, soube ver o que era mais importante, fazer a opção certa e tomar medidas. A asneira foi feia. Não foi das mais graves - um daqueles deslizes da vaidade e do ego que acontecem facilmente nestes tempos em que os social media tudo relativizam, tudo aligeiram  e tudo facilitam, até a noção da moral, do certo e do errado. Ainda assim foi muito feia e podia não ter remédio se não fosse imediatamente resolvida com hombridade, carinho e respeito. É isso que se espera de um homem a sério, já que pessoas perfeitas não existem e qualquer um (a) está sujeito a cometer disparates, uma vez sem exemplo. O Chris desta história estará longe de ser perfeito mas agiu como um homem a tempo e horas, o que não é pouca coisa. Bravo.

Tuesday, November 26, 2013

As mulheres são basicamente muito fáceis de entender.

                                     
A sério. Há por aí uns exemplares desesperados, lamechas, chatos e cheios de birras que dão mau nome a todas nós, mas no que toca a mulheres razoáveis, basta distinguir a verdade por trás dos mitos urbanos e saber trabalhar com isso para evitar as complicações do costume.

1- Não interfira com os pequenos caprichos
A vida já é tão complicada e uma mulher já faz tantos sacrifícios que a última coisa que precisa é um marido/namorado intrometido, a reparar se ela, com o seu dinheiro ainda por cima, vai ao cabeleireiro ou compra um par de sapatos ou...percebe a ideia. Desde que a situação financeira o permita e ela seja uma gestora capaz, mind your own business. Se quer interferir, que seja para acrescentar mimos. Se ir às lojas o aborrece de morte, vá fazer outra coisa qualquer e deixe de reparar em assuntos de mulheres.

2 - Explique-se.
As meias tintas, as insinuações, os empurrõezinhos, o fazer charme, são coisas femininas. Se fica de telefonar e não telefona, se a arrelia só para ver como reage mesmo que a brincadeira já não tenha graça, se dá a entender que gosta dela mas não põe a situação preto no branco, se aparece e desaparece, não se queixe depois de frieza, em modo "se calhar ela não gosta de mim", não faça depois cenas de ciúmes a que não tem direito nem diga que as mulheres são complicadas. O mais natural é que tenha ficado com medo de demonstrar, porque qualquer mulher racional receia fazer figura de tonta ou investir num rapazinho irresponsável, que faz pouco dos sentimentos dos outros. 
  Isso a não ser que esteja tão desesperada por companhia que corra atrás do primeiro maluco que lhe acena com dois dedos, mas essas mulheres costumam ser feias,  chatas ou perseguidoras -  ou ter algum problema pior ainda. Amor com amor se paga, respeito com respeito também e no amor, como nos negócios, ninguém gosta de coisas pouco claras.

3 - Não seja como a Suiça
Há coisas que não mudam: se tem uma mulher ao lado,é para a defender, para (ainda que simbolicamente) tomar conta dela, fazê-la sentir-se segura. Logo, seja tão leal à namorada/mulher como é aos seus amigos - ou mais ainda:  ame quem ela ama e embirre com as pessoas que lhe são antipáticas. Ou ao menos finja, que o resultado é mais ou menos o mesmo.
 Se alguém ofendeu a sua companheira, não tente desculpar o facto: trate de fazer coro e tome a defesa dela sem pensar duas vezes, principalmente se o alvo da brincadeira/intriga/ dito doloroso foi a vossa relação. Tomar as dores do empregado de mesa indelicado, da colega maldosa ou de qualquer outro ser que a tenha feito sentir infeliz pode não lhe parecer grande coisa a si, mas magoá-la muito sem necessidade. Dizer que a pessoa "tem problemas", "estava bêbeda", "se calhar não foi bem assim", "a culpa foi minha", "não me quero chatear com ninguém", "não vale a pena levantar ondas", "estás a exagerar", e desculpas do género só ofendem e levantam aquelas dúvidas existenciais que a vão fazer enchê-lo de perguntas maçadoras, conduzindo a desentendimentos. Em questões sérias, este comportamento cava mesmo um fosso muito difícil de cobrir, por melhores que sejam as suas intenções.Trata-se de lealdade e solidariedade básica: afinal não gostaria de a ver toda amiguinha de pessoas que o detestam, certo? Não faças aos outros...

E pronto, cumprindo estes três pontos (acrescidos dos básicos da decência que competem a qualquer ser humano) tudo funciona às mil maravilhas, eu garanto.



Monday, November 25, 2013

De elegante a...reles, com uma só mudança de roupa.


Sendo verdade que o bom ar é menos relativo (e ainda menos democrático...) que a beleza, pois ou se tem ou não se tem e pronto, aquilo que uma mulher veste (e todo o styling que vem atrás) conta um bocadinho. Como dizia a Ana Bola, pode-se sobreviver com mau ar, desde que seja um mau ar muito bem encadernado...
 O que eu não percebo são as pessoas que sabem o que lhes fica bem, até trabalham com bons profissionais capazes de salvar a honra do convento, mas fazem questão de se desencadernar ou pior, empidericar a torto e a direito. Reparem na transformação-zapping de "aspecto de menina bem" para sopeira e brejeira em menos de um fósforo:

1-Katy Perry cometerá excessos, mas é um anjinho comparada com as Mileys e Rihannas da vida. E dentro do seu look metade pin up, metade desenho animado, de vez em quando sai-se com visuais amorosos, como este lindíssimo sheath dress de Zac Posen.
                                                  Katy Perry
Mas no mesmo dia, zás: a brejeira que vive dentro dela falou mais alto e decidiu profanar os acessórios Chanel com este look de autor desconhecido entre o cantora pimba e o dominatrix. Estava uma pessoa descansada a julgar que os tecidos de rede de pescador tinham ficado relegados para meios mais...bem, underground desde os anos 90. E qual será a relação entre o ar suburbano e este penteado, que eu nunca entendi? Andam SEMPRE juntos.

                                                   Katy Perry
        2 -  De Kim Kardashian, marido e companhia não se espera grande coisa: pode a Lanvin vir dizer que a veste, que eu estou com o Obaminha - este casal não é exemplo para ninguém. Por amor de Deus, o homem quer construir uma casa a imitar a de Downton Abbey - não há atestado de obtusidade mais evidente do que imitações, de mais a mais imitações de série da moda e pior, que não combinam nem um bocadinho com o perfil dos donos. Mas como a monstruosidade que vai ficar não é nada comigo e com o mal alheio posso eu bem, já tenho dito que quando a menina se esforça por vestir a sua generosa figura de ampulheta como deve, o resultado é muito bonito. Ora vejam:
                                 
Très chic num look Sophia Loren com bons materiais, tecidos consistentes, as proporções certinhas. Mas depois faz tudo errado outra vez e aí a temos, feita boneca de feira: decotes excessivamente abafados, transparências, tecidos sintéticos e rabos de cavalo muito apertados não são a melhor ideia para este tipo de silhueta, principalmente quando se engordou uns quilinhos: 

                                         

Valha-nos que as "celebridades" são uma óptima forma de aprender pela negativa...



                                     

                                         

Sunday, November 24, 2013

Apaixonados há 81 anos.

                              oldestmarried
Acreditem ou não, este lindo casal deu o nó em 1932. John e Ann Betar estão apaixonados há 81 anos (uma das suas filhas tem exactamente 80 anos) e juntos passaram pela Grande Depressão, pela morte de dois filhos e pelo nascimento de 14 netos e 16 bisnetos. Em defesa das histórias- terrivelmente- românticas - que-parece-que-não-resultam-na-vida-real, o parzinho fugiu para casar. John raptou a noiva, que estava destinada a um matrimónio arranjado com um homem muito mais velho.
 Diz o casalinho, que fez as delícias dos media esta semana, que o segredo para fazer durar a paixão está em " ficar feliz com o que se tem" (e ter a pessoa amada ao lado já não é pouca coisa, eu acho...) "compreender a forma de estar do outro, com os acordos e desacordos" ( sempre acreditei no laissez faire, laissez passer, mas aplicá-lo no dia a dia, quando há assuntos fracturantes, é um verdadeiro desafio) e "dar SEMPRE as mãos".
  É claro que manter esta chama acesa, não perder o contacto físico, só se consegue mantendo o hábito. Não vejo outra forma lógica. 
 A humildade, paciência e devoção necessárias para conservar uma relação durante tantos anos são mesmo uma lição para a nossa geração tão apressada, tão impaciente,tão cheia de si mesma. Aposto que o casal também nunca permitiu interferências externas, nem colheradas alheias de rivais, amigos ou parentes (afinal, teve de fugir para ser deixado em paz). Isso é capaz de ter ajudado. Digo eu, que sei muito pouco mas acredito que as paixões fulminantes não nascem nas árvores e não devem ser desperdiçadas sem mais aquelas, quanto mais o amor verdadeiro (aquele que faz vibrar as cordas e deixa as pessoas a penar, com olheiras e o resto).

Isabella Blow dixit: porque é que as mulheres adoram roupa?

                      
Antes de Lady Gaga, havia Isabella Blow, embora a sua fama fosse menos...bom, global. A lendária editora de moda, responsável por lançar Alexander McQueen para a ribalta (e amiga chegada de personalidades como Anna Wintour, Daphne Guinness e Andy Warhol) que morreu tragicamente em 2007, é agora o tema de uma exposição, Isabella Blow: Fashion Galore!, em Londres até Março do próximo ano

 Como tantas almas sensíveis em que o génio anda de mãos dadas com uma certa fragilidade , Isabella não resistiu às injustiças que se lhe depararam no caminho: a suposta ingratidão e falta de lealdade de amigos (inclusive de McQueen, que lamentavelmente também viria a suicidar-se em 2010) problemas profissionais e de ordem financeira (o pai,  Sir Evelyn Delves Broughton, tinha-a deserdado) a infertilidade e separação temporária do marido e finalmente, um grave problema de saúde levaram-na a pôr termo à própria vida. 

 Um percurso à moda de outros tempos, em que o excesso, o drama e a intensidade não se limitavam à expressão artística que colocava no seu trabalho. A ligação de Isabella com as roupas era profundamente emocional: ela acreditava que aquilo que uma mulher veste reflecte os seus desejos mais profundos. Como não concordar?

 “Women love clothes because they mean something to them (...) The day you met the man you love, the day you
 got married, what you did before you made love to 
somebody. It’s psychological and tied to the spirit of 
woman.”

Anne Frank disse "fazem-me mais falta recordações do que vestidos" mas pessoalmente, quase todos os meus vestidos (ou sapatos, acessórios e tudo o resto) estão associados a recordações. Já me aconteceu gostar particularmente de um porque foi usado naquele dia especial. Ou, num certo terror supersticioso, voltar a vestir uma peça que ficou marcada por um acontecimento triste num dia mais feliz, para esconjurar a má memória - ou antes, substitui-la por uma mais auspiciosa. Não tenho nada que não traga consigo um sorriso, uma expectativa, uma tristeza, um rosto, ou uma alegria. Se assim não fosse, não passariam de coisas, de trapos, de... tralha. 







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