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Wednesday, December 31, 2014

3 outfits de última hora para o Reveillon


Algo a estrear (para atrair boas notícias) uma peça azul (porque é costume) um toque de dourado (para chamar a fortuna) e de encarnado (para o amor)...tudo tradições muito bonitas.
 Mas a não ser que tenha planeado o reveillon com a devida antecedência, pode dar-se o caso de ainda estar às voltas com o que vestir para logo à noite. 
 Depois, sejamos realistas - fora das festas mais formais em ambientes quentinhos, tiritar numa toilette frufru é um disparate (e porque é que se vendem tão poucos vestidos de noite com mangas, quando está um frio de rachar?).
 Antes de usar o mesmo de sempre, think again - de certeza que há imensas coisas bonitas no seu armário que ainda não utilizou e que podem fazer toilettes adequadas (e confortáveis!) como manda o figurino.
Afinal, a tradição de se vestir mais chic para o Ano Novo é apenas uma forma antiga de agradecer o que houve de bom e convidar abundância e alegria para os doze meses que se seguem.


1 - Preguiçar em boa companhia junto à lareira

Com este frio, o que apetece MESMO (por muito tentador que seja sair...) é estar ao quentinho junto das pessoas queridas, com boa comida, uma taça cheia e uma lareira acesa. Mas estar em casa não significa esquecer que é dia de festa, por isso nada como um update ao look de todos os dias. Breeches ou skinnies simples, pretas, com uma camisola ou sweat festiva ou se preferir, o mesmo tipo de calças em pele + uma camisola fofa de boa qualidade. Depois é só juntar-lhe aqueles pumps que custaram os olhos da cara e que nunca usou.
 Já sabemos que depois da meia noite vai mudar para umas UGG ou umas pantufas de modo a devorar todos os filmes à vontade, mas até às doze badaladas convém fazer a parte, não vá o Ano Novo apanhá-la desprevenida - de acordo com a superstição, se estiver de pantufas à meia noite andará de pantufas todo o santo ano, e isso é capaz de não ser boa ideia.

2 - Festinha íntima com amigos


Ao longo da semana, todos os amigos que não tinham planos decidiram 
juntar-se em casa de um deles - ou vamos lá ser sinceras, a soirée estava mais que planeada mas como era só com gente íntima não pensou na toilette.
 Neste caso pode elaborar um pouco mais o visual, mas sem vestir nada muito fresco porque afinal, vai precisar de circular pela rua ou ir ao jardim contar as badaladas.
 Quando há pressa, a saia lápis especial - em pele ou tecidos ricos, como o brocado- que tem sido tendência nas últimas temporadas, é uma aliada perfeita.
 Uma alternativa menos clássica (e feminina with a twist) é saia rodada em couro ou napa, outra peça-tendência que tem estado em todas as lojas. 
Junte-se-lhes uma camisolinha ou crop top de malha clara (que caia imediatamente sobre a  cintura da saia) e uns bonitos stilettos (pretos ou de cor, se a saia for lisa) e já está. Se tiver pernas elegantes, um botim cavado q.b no tornozelo é uma opção mais confortável para usar com saia lápis.
 Não se esqueça de um bom sobretudo para fazer o percurso, et voilá.


3 - Ir para a rua ver o fogo de artifício 


Facto: há festas de rua por todo o lado e festejar no meio da multidão tem a sua graça...mas gelar, nem pensar nisso é bom!  A velha desculpa "bebendo e saltando ninguém sente frio" tem melhor reputação do que merece, além de ficar feio andar mal agasalhada. O cenário de raparigas tontas a tremer de frio nos seus vestidinhos pretos curtos e sintéticos com aplicações douradas e um casaquito por cima é lamentável...
 Ir para a rua com roupa de todos os dias também não tem piada nenhuma. Então, há que encontrar o meio termo: vestir para estar ao ar livre, mas com um ar luxuoso!
 Pense em Kate Moss e em Dr. Zhivago e adopte um visual rock chic: um casacão de ou com pêlo (que pode muito bem ser o abafo de peles que herdou da avó, ou o sobretudo extravagante que comprou nos saldos e nunca usou) umas cuissardes de salto confortável e um bonito carapuço de malha, daqueles que lhe oferecem todos os Natais mas só usa quando vai à neve. Por baixo, escolha- um vestido preto quentinho com collants polares, ou qualquer combinação de calças estreitas e camisola justa.


4 - Festa inesperada 

A sua cara metade decidiu surpreendê-la com um jantar num hotel luxuoso, ou a família tomou essa decisão à última da hora?
 Não pense demasiado nem vá buscar o vestidinho preto de cocktail - aproveite para estrear aquele achado mais vistoso e colorido que comprou em saldo e nunca chegou a vestir. Um dia não são dias, e sempre lhe dá uso - afinal, nesta data convém usar algo novo, mas se está no armário há dois anos ainda com etiqueta conta como novo. Basta adicionar os sapatos elegantes mais simples que tiver, e um bonito sobretudo. 



Review*: Gliss BB Bálsamo de Beleza


É sempre um prazer experimentar as novidades de uma marca de confiança...e como já vos tenho contado, a  Schwarzkopf - e em especial, a Gliss -  é, já há anos, a minha escolha imediata quando não quero correr riscos com o cabelo. Protege contra os danos, dá a textura certa e, como gosto de dizer, um brilho polido escandaloso. Se tenho um evento ou outra ocasião especial, já sei que não vou buscar nenhum outro produto. Para terem uma ideia, nunca viajo sem levar comigo o meu champô de eleição.
 Raramente resisto a qualquer novo lançamento da Gliss e tenho experimentado todas as colecções,  por isso fiquei satisfeita por me fazerem chegar o novo BB Bálsamo de Beleza, que promete 11 benefícios num só produto.


Indicado para todos os tipos de cabelo (mas na minha opinião, especialmente apropriado para quem, como eu, gosta de o deixar crescer mas não passa longe de secadores, modeladores e outras tropelias) este creme de textura leve poupa rotinas demoradas de cuidado e protecção com uma só aplicação diária. Tal como um BB Cream de rosto, é uma fórmula multi funções para proporcionar apenas num gesto suavidade, o brilho típico da Gliss, protecção de pontas e anti quebra, maleabilidade, controlo do frizz, força e resistência, luminosidade, volume natural, desembaraçar perfeito e nutrição profunda.


 Pessoalmente sou uma grande fã de produtos leave in, por isso um creme que ofereça tantas vantagens e poupe tempo é decididamente para mim. Quanto à textura, é a habitual nas fórmulas cremosas da marca... mas com benefícios extra.

 Quando uso leave ins em creme tenho o costume de secar bem o cabelo com a toalha e deixá-lo ao ar o mais possível antes de usar o secador, para garantir uma melhor absorção e facilidade no brushing - e creio que este é o método mais adequado para tirar o maior partido deste BB Cream, uma vez que é quase um produto de tratamento instantâneo. Em cabelos muito espessos ou secos, porém, parece-me que não será necessário esse tempo de pausa.

  No todo, é um produto engenhoso - e que poupará manutenções ou tratamentos demorados em cabelos que precisam de atenção para se manterem bonitos, longos e brilhantes. Tudo com selo de qualidade e uma óptima relação qualidade- preço, as usual.



Tuesday, December 30, 2014

Streetstyle do tempo da outra senhora



Cada geração acha sempre que sabe tudo e inventou tudo, mas creio que nenhuma época foi tão cheia de si como a nossa, que - se excluirmos coisas como a internet, as gadjets e as redes sociais - não inventou praticamente nada. A nossa época recicla, revisita, reaproveita, transporta, transforma, actualiza...mas criar, muito pouco. E isso não é necessariamente mau - nem sempre o que é novo é bom, antes pelo contrário.

Calções de cintura subida...tal como nas últimas temporadas (c. anos 1920)

Mas não deixa de ser curioso ver como a blogosfera pasma para as imagens de um Sartorialist, do instagram de qualquer it girl do momento, sem às vezes pensar que - por bonitas ou inspiradoras que as imagens sejam - de novo, só têm o veículo, a frequência com que são divulgadas, e eventualmente o tipo de protagonistas.

Muito antes dos blogs de street style, nas primeiras décadas do século passado,  já três irmãos em Paris, os irmãos Seeberger, se dedicavam  a retratar as mais belas e elegantes mulheres de sociedade, nos locais mais exclusivos da Cidade Luz. As principais Casas de Moda - Vionnet, Hermès, Chanel... - não tardaram a captar o potencial da ideia, colocando as suas modelos, vestidas com as mais belas criações, à mão de semear para as lentes dos irmãos Seeberger.


 Olhar para as beldades de outros tempos em instantes vívidos do quotidiano não é só inspirador, ou testemunho de uma elegância que já não volta (embora possa sempre ser evocada a título individual). Mostra-nos a vida de épocas passadas fora dos retratos em pose; lembra-nos que muitas silhuetas, peças ou acessórios que agora usamos, ou mesmo extravagâncias que tanto encantam os fotógrafos na feira de vaidades das semanas de moda, são apenas revivalismos...e que o original foi muitas vezes de melhor qualidade, ou usado melhor.

 Essa humildade é essencial quando se pensa o estilo, quando se medita na elegância. Podemos fazer algo igualmente fabuloso...mas sem referências do passado, não somos nada.












Monday, December 29, 2014

Três coisas em que um homem não tem de meter colherada. Porque não.



Já o disse aqui: homens que se ralam e interferem em picuinhices femininas não são lá muito masculinos, nem par que interesse a ninguém. Até a mais tradicional das mulheres, que cede aos homens a ilusão de uma certa "autoridade" que lhes afaga o ego, não terá paciência se não a deixarem em paz nestes três aspectozinhos:

- O guarda roupa: disse e repito, que nunca é demais. A não ser que a menina/senhora gaste o que tem e o que não tem ou sofra de um problema de acumulação,  deixe-a estar feliz e contente. Afinal, quantas manias suas (que para ela são disparatadas ou irrelevantes) é que ela tolera porque isso o faz feliz? Amigo não empata amigo, viva e deixe viver. Não tem um jogo de futebol, dia de caça ou corridas onde ir? Deixe estar o mulherio sossegado, que coisa!

- Animais de estimação: se não suporta bicharada em casa (a perda é sua) então não se envolva com uma mulher que gosta de animais. Principalmente se ela for uma pessoa sensata que tem tudo limpo e arrumado e os bicharocos só precisarem, bem...das atenções que se devem a um ser vivo. O gato já lhe fazia companhia antes de você entrar em cena, o cão já lá estava e ter bichinhos de estimação é um óptimo treino para ter filhos mais tarde. Se não for capaz de ao menos ter tolerância, mais vale não se meter onde não é chamado. Se a vai obrigar a escolher sairá a perder porque quanto mais não seja, está a ser insensível e a não se importar com os sentimentos dela..ao contrário do gato, capice?

- Família e valores: se vai unir-se a uma mulher mas não lhe suporta nem tolera a família/religião/crenças e valores...então lamento, mas só está apaixonado pelo exterior da pessoa em causa. Amar alguém significa amar o que essa pessoa ama, detestar o que ela detesta ou no mínimo, ter paciência porque ninguém é perfeito. A não ser que a família dela lhe mova uma verdadeira perseguição, que o deteste e lhe faça a vida negra e/ou que a sua amada adira a uma seita perigosa...das duas uma: aceita, ou não entra nessa relação para começar. Pretender entrar em cena em modo "eu chego lá e acabo com isso tudo" é uma maldade e uma ilusão. Blood runs thicker than water e ainda que ela fique do seu lado, vai acabar por ressentir-se. Se não vem acrescentar algo de bom à vida de alguém, é melhor procurar uma pessoa com quem se identifique mais.

Em suma, não queira ser o vilão nem se transforme num Barba Azul...

O maior mentiroso do mundo...ou nem por isso



Este Natal tive finalmente a oportunidade de ver As Aventuras do Barão de Münchhausen. O filme, de 1988, já há anos que me despertava curiosidade, por ter vários elementos dos Monty Phyton, "bonecos" de um animador que trabalhou com Jim Henson (que eu adoro!) Uma Thurman a fazer de Vénus e um cameo de Sting bonito como os amores.



Mas a história, completamente delirante, é baseada numa personagem real: Karl Friedrich Hieronymus von Münchhausen, fidalgo alemão do século XVIII a quem chamaram "o maior mentiroso do mundo" e passou à História como Barão de Münchhausen. A síndroma de Münchhausen - problema que leva as pessoas a "fabricar" doenças para obter atenção ou pena - recebeu o nome dele. Célebre também é o Trilema de 
Münchhausen no campo da Filosofia.


 Münchhausen terá lutado na Rússia contra os turcos e, uma vez regressado a casa, divertia-se a exagerar os relatos das suas aventuras, que incluíam viagens à Lua, voar montado numa bola de canhão e, a mais famosa, salvar-se sozinho de um pântano de areia movediça puxando pelos próprios cabelos - tudo isto sem nunca perder a compostura fleumática que convinha a um Senhor da sua condição...


  As peripécias tornaram-se tão famosas que em 1785, um bibliotecário com aspirações a cientista, Rudolph Raspe, publicou o livro As Loucas Aventuras do Barão de  Münchhausen. Mas como quem conta um conto, acrescenta um ponto, o escritor adicionou episódios de fábulas populares já conhecidas há séculos e outros da sua própria imaginação - "retoques" que curiosamente, o verdadeiro Münchhausen achou um disparate! Também não lhe calhou nada bem que as estorietas que contava entre quatro paredes saltassem para a boca do povo, ganhando-lhe o cognome "Lügenbaron" ("Barão das Mentiras").

A Casa do fidalgo, agora convertida em museu

  É que, segundo a sua biografia, o Barão era um homem honesto, principalmente nos negócios. Não era um aldrabão, não queria realmente  enganar ninguém: apenas tinha uma grande imaginação e gostava de partilhar fiadas de petas para se divertir, contando com a propensão da plateia (basicamente, aristocratas entediados que lhe frequentavam o salão) para a credulidade e com a avidez da mesma pelo maravilhoso, de estranhar em pleno *suposto* Século das Luzes.


 Tenho conhecido algumas pessoas como o Barão de Münchhausen e sinceramente, acho que por causa delas não vem mal ao mundo: sabe-se perfeitamente que dizem essas coisas para se entreter e entreter os outros, e nem sequer pretendem mentir de forma muito convincente.

O mal está em enganar deliberadamente a boa fé alheia, fingindo ou exagerando factos, sentimentos ou intenções e representando um papel em que até o próprio mentiroso acredita. Ou em (sem mentir de propósito mas sabendo de antemão que não se é uma pessoa muito firme) jurar ou  hiperbolizar aos pés juntos factos, sentimentos ou intenções que não se terá constância para levar adiante.

Isso sim é grave. Agora histórias e fábulas, toda a gente gosta delas...







Sunday, December 28, 2014

Momento "it´s raining men".



É quase um lugar comum dizer-se " já não há homens", mas asseguro-vos que isso é totalmente mentira.

Hoje precisei de ir a tal parte e estava o trânsito cortado, polícias por todo o lado...de modo que foi preciso estacionar e continuar a pé. Viam-se sirenes ao longe, ouviam-se berros, buzinadelas furiosas e eu já com medo, a pensar que tinha havido algum cataclismo bem no centro da cidade. Só quando ia para atravessar a rua é que percebi...havia uma maratona qualquer e, palavra de honra, contei sem exagero uns quatrocentos mancebos de todas as cores e feitios. Contei-os, bem entendido, porque tive de estar à espera que abrandassem para poder usar a passadeira -  não havia meio de se despacharem para eu poder sair do frio.

Aí têm- homens de sobra para travar outra batalha das Termópilas, para construir uma pirâmide ou para fazerem a cabeça em água a um número considerável de mulheres. Até parecia que alguém os tinha conjurado de outra dimensão ou coisa parecida.

Isto não só eleva a outro nível aquela anedota de os homens serem como os autocarros (embora não diga nada quanto à elegibilidade dos mesmos) como deita por terra as teorias de escassez. Mais que as mães, e bem podiam ter ido por outro caminho que eu estava com pressa!


Antes do Ano Novo: look the devil in the eye



Esta expressão significa, num sentido alargado, encarar os problemas, pegar o touro de frente - e poucas vezes isso faz tanto sentido como nesta altura do ano, creia-se ou não em resoluções de Reveillon. 
 É de rigueur virar a página e deixar de fugir de coisas que, bem vistas, só inspiram a quantidade de medo que lhes permitimos.
Em várias culturas é costume, nesta quadra, levar para a rua tudo o que desperta más recordações, ou parece mal assombrado, e deitar toda essa tralha a uma fogueira. Mas outra forma de exorcizar o enguiço é dar outro significado a esses objectos ou memórias.
 Se um vestido foi usado num dia triste e depois ficou encerrado no armário, num terror supersticioso, há que tratar de o vestir de novo numa ocasião feliz, com outros acessórios e outra cara. 

 Há anos maravilhosos, há os que caem na categoria de annus horribilis, mas a maioria encaixa-se na frase de Dickens: it was the best of times, it was the worst of times.

 Neste final de 2014, só posso fazer votos de acordo com o que tenho vindo a aprender ou antes, a solidificar: que haja sempre tempo (e bons momentos) para estar com os nossos amigos e família de sangue; muito olho vivo para seleccionar quem nos faz companhia; energia de sobra para manter os projectos em curso, porque criar coisas é fácil, o pior é levá-las até ao fim; doses de confiança e impassibilidade tão grandes que jamais alguém perceba quando não se sentem like a million dollars; o poder para deixar certas coisas andar por si próprias porque às vezes temos mesmo de relaxar e permitir que tudo siga o seu curso e quanto mais se corre atrás das situações mais elas fogem, como as sombras;  e uma total incapacidade para tolerar, ou fazer por agradar, (a) quem magoa de propósito, por poucochinho que seja.

 De resto haja saúde e um bocadinho de Virtù para aproveitar os ventos caprichosos da Fortuna, que tudo se arranjará.


Saturday, December 27, 2014

A problemática da "cool girl"



No filme/livro Gone Girl, há uma infame passagem, muito discutida pela internet nos últimos dias, em que a protagonista descreve a complexa figura da "cool girl" - um híbrido de rapariga bonita que come, age, fala e faz ordinarices como um rapaz sem engordar nem se queixar, que se desdobra para agradar ao homem da sua vida em todos os campos, que gosta de tudo o que ele gosta e que não se deixa afectar por nenhuma das maldades que costumam passar por "rapaziadas" ou "coisas de homem".

 Sendo aparentemente um ícone feminista com tudo o que isso tem de pior (e em muitas coisas, uma Maria Rapaz) a Cool Girl tem, ainda assim, alguns traços da mulher perfeita mais tradicional: ela não faz cenas, não se melindra com qualquer coisa,  finge-se indiferente e  - regra número um de uma mulher que se preza, mas que em tal figura parece contraditória - nunca, jamais, diz 
"amo-te" antes dele, nem que "o amor que sente a esteja a comer viva".

 Podemos quase aqui separar dois tipos distintos de Cool girl: primeiro a Rapariga Fixe (Credo) descrita no livro, quase uma mulher da luta mas com beleza de modelo e peito feito às balas que memoriza os truques ordinarecos aja-como-uma-meretriz que vêem nas revistas, não tem tabus, calça ténis, faz de conta que não precisa de maquilhagem, não se choca com nada e finge gostar de futebol, dá graxa aos amigos grosseirões dele e diz palavrões - uma mistura entre amiga arrapazada e namorada que atura tudo, portanto - e que geralmente, a despeito de representar ter em casa tudo o que *certos* homens sonham, é enganada, pisada e eventualmente trocada mais tarde por outra rapariga igualmente ansiosa por agradar - easy comes, easy goes.



Depois, há a Pequena Impecável que é mais bem comportada e que nunca agradaria ao tipo de homem que gosta de "uma rapariga fixe". A mulher perfeita, a esposa perfeita que nunca diz uma asneira, que Deus a livre de gostar de futebol, que é mais tímida, recatada que não aprecia ordinarices nem brejeirices e que se tiver alguma explosão de qualquer tipo, será em privado. A Rapariga Fixe é o tipo que um Peter Pan da vida gostaria de apresentar aos amigos; a Pequena Impecável é a que um homem que se pretende elegante e mundano gostaria de apresentar aos pais - eventualmente depois depois de passear, sem nunca assumir, algumas Raparigas Fixes.

  A Pequena Impecável está para a Rapariga Fixe como Cameron Diaz está para Grace Kelly.

Pequena Impecável tem mais classe, é mais feminina, menos divertida, mais difícil de conquistar, porque teve provavelmente outro tipo de educação. Nunca a verão dar o primeiro passo, nunca atende o telefone ansiosamente nem responde a mensagens a correr,  e sabe deixar a um homem o seu papel biológico de caçador. Terá uma carreira, o mais certo é que tenha, mas é amorosa, boa dona de casa, cozinhará bem, mantém-se bela nas maiores crises, nunca se apresenta com uma toilette inadequada, é culta, pode levar-se a toda a parte, tem um gosto irrepreensível, é lida e sabe conversar mas também sabe quando estar calada para deixar aos homens a ilusão da sua supremacia, nunca o contradiz em público, tem um comportamento irrepreensível, é uma bonequinha.

 E - única coisa que tem em comum com a Rapariga Fixe - não se deixa afectar, não faz cenas inúteis, não se melindra por tudo e por nada e jamais diz "amo-te" primeiro.

 Ambas, porém, partilham o mesmo problema: ambas fingem que coisas que não são aceitáveis passem ao lado, em nome de uma imagem imbeliscável. 




A Rapariga Fixe vai fingir que não se importa que o relacionamento "não seja uma coisa muito séria"; já a Pequena Impecável nunca entraria numa relação casual, mas vai fingir que não viu que ele está a ser indelicado, ou mentiroso, ou autoritário, ou ciumento.

Afinal, uma mulher ideal não faz cenas; não mostra que se importa porque no momento em que mostrar a sua vulnerabilidade, está condenada: ou porque lhe apanham o ponto fraco, porque isso seria atropelar a velha regra "se ele percebe que gostas muito dele, faz de ti o que quer", porque vai passar por uma necessitada que está a tentar caçá-lo, ou porque o relacionamento ainda está a começar e não seria próprio dizer "não me sinto confortável com isto" ou "este comportamento é suspeito".

 Tanto as mulheres mais modernas como as mais tradicionais precisam de perceber uma coisa: as regras da coquetterie, ou da feminilidade, só as levam até certo ponto. Há questões em que a estratégia não se aplica e em que a única saída é ser honesta, nem que seja para por fim a algo que se anuncia não ir pelo bom caminho.

 Há uma linha que separa ser difícil ou indiferente de deixar que brinquem com a sua pessoa; e por vezes, fingir-se imperturbável não adianta muito: por mais que se finja, o facto de uma rapariga aturar e ficar já diz tudo. E uma mulher está condenada na mesma. Aliás, está condenada a partir do momento em que engole coisas que a ferem profundamente na tentativa de agradar

Devem seguir-se apenas as regras pessoais que preservam a dignidade feminina de cada uma: mais do que isso é tornar-se um robot, abafar a própria personalidade, e quando se vai a ver, o próprio homem já não reconhece a rapariga por quem se apaixonou.
 Pior ainda - a rapariga já não se reconhece ao espelho.






  

Friday, December 26, 2014

A única lição de moral de "Frozen": bad boys, no thanks.



Confesso que resisti bastante ao último mega sucesso da Disney, muito badalado em blogs e sites femininos por ter, supostamente *mais uma enjoativa* "lição feminista".
 Mas a curiosidade levou a melhor e lá acabei por ver: é um filme engraçadinho, com a sua magia -  a única coisa a apontar é a música pop desenxabida, que podia ser bem melhor.
 De feminista não vi nada (talvez por isso chegasse ao fim sem me arreliar; estava a imaginar duas princesas totalmente serigaitas, destas que estão na moda e foi um alívio perceber que não era bem assim): lá porque a Rainha Elsa não arranja par, isso não quer dizer batatas; simplesmente não era importante para a história.

 Mas com a Princesa Anna já podemos todas aprender alguma coisa...e que tem mais de dignidade feminina do que de modernices.

* Alerta spoilers* para quem ainda não viu: a ingénua Princesa Anna, criada sem muitos amigos, apaixona-se à primeira vista pelo Príncipe Hans, que parece perfeito para ela. Porém, ele revela-se muito má pessoa, um escroque desalmado. E a Princesa Anna, logo que percebe que ele é má pessoa e um escroque desalmado, deixa imediatamente de gostar dele.

É certo que para tão rápida decisão também conta o facto de entretanto ter conhecido um rapaz mais bonito e muito mais bem formado, apesar de não ser príncipe, mas isso é secundário. O que importa é que a Princesa Anna não fica a lamentar-se que o Príncipe Hans seja mau para ela, ou a dar voltas à cabeça porque é que ele fez isto ou aquilo, ou a pensar no que pode fazer para mudar o comportamento dele, nem a torturar-se se voltará a vê-lo ou se farão as pazes.

No momento em que ele mostra maus fígados, é um arrefecer de sentimentos e um pontapé no real traseiro que dá gosto ver.

 Ora, não é isso que a maior parte das mulheres faz: mesmo quando um príncipe se revela um sapo de marca maior, quando um homem faz asneira atrás de asneira e não se importa minimamente de causar angústias ou sofrimentos, continuam feitas tolas a inquietar-se com ele, a gostar dele na mesma. Quem nunca caiu neste disparate em maior ou menor grau (e por menor, leia-se ficar a roer-se enquanto se finge indiferença perante o mundo e o visado) que atire a primeira pedra.

 E no entanto, a premissa é tão simples: se a pessoa por quem se apaixonou se revela completamente diferente daquilo que fazia crer, então é impossível estar apaixonada por alguém que não existe, quanto mais ralar-se com isso. Princesa esperta...








20 dicas de styling para parecer mais esguia


Quando se trata de elegância, o ideal é pensar como os antigos gregos, defensores da ideia de manter um corpo saudável e tonificado que ficasse bonito em qualquer (ou mesmo sem nenhuma) roupa. Faziam as peças adaptar-se ao corpo, e não o contrário. Mas apesar das modernices que temos hoje à disposição para manter a forma (desde que nos afastemos do excesso de gulodices e distracções de sofá)  na Grécia Antiga não havia tantas opções para vestir, logo acertar era mais fácil; depois, como não existia a fotografia, eles não sofriam do efeito "a câmara a adiciona cinco quilos". Em boa verdade, o estilo de vida actual obriga-nos a ser bem mais disciplinados e a reflectir melhor no que vestimos!
   Mas nada temam: seja para minimizar o risco de surpresas desfavorecedoras, para disfarçar algumas redondezas pós festas ou simplesmente para tirar o melhor partido da silhueta elegante de que tanto se orgulha, bastam pequenas modificações de styling. Nunca desvalorize o poder da ilusão de óptica.

1 - Cinturas altas


Desde que bem escolhidos em função do corpo de cada uma, saias, jeans, calções ou calças cujas cinturas assentem sobre a cintura real de quem as usa dão a impressão de pernas mais longas e acomodam tudo no lugar, além de equilibrarem ancas e glúteos.

2 - Decotes barco e "off the shoulder"
Gucci

Não só realçam uma das partes mais bonitas do corpo feminino- a décolletage - como criam uma figura mais proporcional ao equilibrarem a largura das ancas. Ideais para figuras de pêra ou ampulheta, ou para todas as raparigas com um busto algo volumoso que não devem "abafar" o colo sob pena de "engordarem" visualmente.

3 - Sapatos bicudos

Quando na dúvida, uma biqueira ligeiramente aguçada dá sempre a impressão de pernas longas e esguias . Isto é especialmente importante  se vai usar sapatos de salto mais baixo.


4 - Silhueta lápis

Em calças, saia ou vestido, a silhueta lápis favorece praticamente toda a gente: o truque está nas cores (preto nunca desilude) em materiais consistentes que não marquem nada e em fazer terminar as bainhas na zona mais magra do corpo, coordenando-as com as peças certas - decotes na horizontal ou peças  volumosas na zona dos ombros se tem ancas femininas, ou uma camisa folgada usada por dentro caso a sua barriga a deixe insegura, por exemplo.


5 - Calças e sapatos da mesma cor

Dão imediatamente a ilusão de uma parte inferior do corpo mais longa.


6 - Um look uniforme de alto a baixo

A opção mais velha, mais rápida e mais fácil de "esticar" visualmente...e a forma mais segura para vestir padrões - se os usar num vestido ou jumpsuit, não haverá diferenças de cor a "cortar" a figura horizontalmente.


7 - Plataformas


Têm uma reputação duvidosa porque muita gente as usa mal, mas os modelos discretos, não exageradamente altos, tornam sapatos "arriscados" - como ténis ou Oxford shoes - mais usáveis. Além disso, como oferecem suporte à parte frontal do pé, emprestam alguma altura sem esforço. Ideais para criar uma silhueta juvenil, estilo Pipi das Meias Altas.

8 - O famoso vestido envelope

Ao contrário do que se diz por aí, não é uma fórmula universal - é preciso escolhê-lo muito bem, porque se o tecido for escorregadio ou pouco consistente algumas pessoas (principalmente as mais magrinhas ou com uma cintura muito fina em relação ao peito) terão dificuldade em segurá-lo no sítio. Mas quando feito num material decente, o seu formato diagonal é a maneira mais rápida de parecer elegante. Ideal para quem tem uma figura feminina mas quer disfarçar a zona da barriga.

9- Um cinto de largura média

Realça a cintura e dá a impressão de um fitting melhor- ideal se quer usar uma peça (vestido, casaco, poncho) oversized sem parecer cinco quilos mais cheia. Os mais largos são arriscados porque podem retirar altura e os  finos nem sempre assentam onde devem, por isso um cinto médio, discreto e mais escuro do que o resto da roupa é a  escolha segura.

10 - Sapatos nude

Não só combinam com todas as cores e padrões debaixo do sol, como tornam as pernas mais compridas.

11- Riscas verticais
Um truque velho como os montes, mas que nunca atraiçoou ninguém: como obrigam o olhar a mover-se de cima para baixo e não para os lados, criam a ilusão de uma figura mais esguia. Ideais para calças clássicas ou tailleurs. A opção acima, com um perfecto de pele, retira-lhes o ar demasiado clássico, permitindo usar riscas verticais com um toque informal.

12 - Painéis e colour blocking

Para os usar a seu favor, assegure que as zonas mais escuras estão distribuídas pelas partes do corpo que quer diminuir (coxas, cintura, braços). 

13 - Mangas volumosas


Dão a ilusão de uma cintura mais fina e equilibram as ancas.

14 - Decote em V

Desvia a atenção da cintura, dá a impressão de um troco mais esguio, realça o colo e torna quem o usa mais alta. Tops de decote em V e camisas ligeiramente abertas são um grande - e clássico - aliado.

15 - O tecido certo
Prada

Tecidos naturais caem sempre melhor, mas a textura é igualmente importante. Materiais como tweed, pele ou veludo acrescentam volume, por isso precisam de três cuidados: não os escolher demasiado rígidos, optar por cortes impecáveis (principalmente no caso de saias e calças) e evitar que incidam sobre zonas problemáticas. Por outro lado, tecidos demasiado finos podem "colar-se" à pele (mesmo que pretendam ter um efeito flutuante, ex: chiffon) e muitas vezes, exigem um forro e/ou roupa interior apropriada para resultar.
 Materiais de espessura média (algodão, fazenda, seda) são sempre mais seguros. Tecidos brilhantes também são muito mais "perigosos" (e podem ter um ar barato). Materiais consistentes, opacos e maleáveis q.b nunca desiludem.

16 - Calças flare

Estão regressar à berra, embora nunca tenham desaparecido completamente...e por boas razões: o formato ligeiramente à boca de sino equilibra as coxas. Para que funcionem, escolha umas de cintura ligeiramente mais alta e certifique-se de que a bainha cobre o salto, deixando à vista só a ponta do sapato/bota.

17 - Uma carteira média

Demasiado grande dá um ar desleixado, minúscula pode parecer pouca carteira para muita mulher (especialmente em mulheres mais altas e/ou de estrutura maior). No meio é que está a virtude - e uma carteira bem construída com o tamanho certo não só dá bom ar como assegura um aspecto proporcional.

18 - Saias rodadas...a seu favor

Vestidos e saias linha A ou balão são simultaneamente trendy e dão um aspecto vintage, muito Christian Dior...mas também são um pau de dois bicos! Por um lado, têm a vantagem de realçar uma cintura fina e esconder ancas, coxas e glúteos maiores (ou pelo contrário, de criar uma figura feminina em quem tem uma silhueta demasiado recta). Por outro, podem não ser a melhor opção para quem é mais cheiinha no geral (porque criam volume) ou baixinha.
 Se o formato desperta dúvidas, opte pelas versões menos armadas de tons escuros e discretos, que terminem na parte mais elegante da perna. No caso das saias, mantém-se o mesmo, mas escolha as de cintura ligeiramente mais alta. Decotes amplos ou em V são a melhor opção para acompanhar este modelo.

19- Keep it simple

Substituir os jeans com lavagem por denim simples (de preferência escuro) as calças com fechos e aplicações por modelos básicos, os sapatos com brilhos e feitios por pumps clássicos...são pequenas escolhas que emagrecem visualmente, além de garantirem que usa essas peças mais vezes e que o visual terá um ar polido.

20 - Questão de centímetros

Nenhuma peça (blusa, saia, botas) deve terminar nas partes mais largas do corpo. Outros pequenos truques de bainha (mangas e skinny jeans a deixar ver o pulso ou o tornozelo, flare jeans mais longas, casacos oversized e calças largas com uma blusa cingida ao corpo) fazem toda a diferença. Nada como olho vivo e um alfaiate capaz.





Inspiração via Whowhatwear.














































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