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Wednesday, January 29, 2014

Isto não é uma democracia.


As mulheres são muito educadas para sorrir e anuir. Para serem encantadoras e diplomáticas. Para procurarem soluções de compromisso. É algo subliminar, que passa sem querer;  por vezes nem nos apercebemos de que fazemos tal coisa, com tudo o que isso tem de bom e de mau. Há vantagens nesse comportamento, na subtileza, em ouvir duas vezes e falar uma só, em desviar em vez de confrontar, em fingir que se dá razão e ir por trás e levar a sua avante, em mover os cordelinhos discretamente...quando ele é usado de forma consciente e estratégica. E há desvantagens muito chatas - até se escreveu um livro que aborda esse assunto, entre outras atitudes pouco assertivas, hesitantes e tradicionalmente femininas que são um atraso de vida.
 Ora, se na vida profissional (ou mesmo em certas esferas mais relevantes da vida social) ou com as pessoas que importam - e dão provas de nos fazerem bem - há tudo a ganhar com a diplomacia, o mesmo não se pode dizer de pessoas que interessam muito pouco, amizades de circunstância, frenemies ou relacionamentos que deixam a desejar. Creio que todas as mulheres deviam trazer um pin, ou uma aplicação, ou qualquer lembrete, que tivesse escarrapachado os dizeres:

- Tenho de aturar isto?
- Não me parece.
- Não, estas condições não são negociáveis.
- Não gosto desta pessoa e/ou não tenho de lhe sofrer o mau gosto, as más companhias, as bocas infelizes, os elogios envenenados, as alfinetadas, as faltas de respeito.
- Porque é que eu aturo isto, lembrem-me lá; sou paga para isto? Não sou, pois não?
- Estás a brincar comigo, de certeza.
- Não, não vou a lugares onde estejam pessoas que não são da minha simpatia.
- Ou fulano (a) de tal, ou eu, e mais nada.
- Adeuzinho.
- Pegar ou largar.
- Deixa-me em paz.
- Fora.
-NÃO!!!!


E por aí adiante. Não se deve tolerar na esfera pessoal nenhuma concessão (ou abuso) nenhuma condição menos vantajosa que não se aceitasse num negócio ou numa guerra. Tenho para mim que enquanto algumas pessoas não transformarem a sua vida privada num estado algo totalitário (mas francamente paradisíaco) sem se sentirem culpadas por isso, vão continuar a fazer fretes, a ter relacionamentos sem qualidade e a suportar cenas desagradáveis pela vida fora...






3 comments:

Marta Montuori said...

Concordo plenamente!embora tenha demorado algum tempo a interiorizar isso, é agora o meu lema de vida.Jà não gasto nem uma gota da minha preciosa energia com pessoas insignificantes e/ou que não acrescentem nada de bom na minha vida!
adoro o seu blog
uma italiana

Imperatriz Sissi said...

Grazie, Marta! De uma italiana para outra. Beijinho.

Sandra Paiva said...

ENTÃO NÃO É QUE AINDA HÁ DIAS ESCREVI UM TEXTO QUE TRAZ A MESMA MENSAGEM? CONCORDO E SUBSCREVO.

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