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Friday, January 31, 2014

O cabelo: razão de Estado



Veronica Lake, a lendária Deusa das telas que imortalizou o penteado peek-a-boo (e que ficou conhecida não só pela beleza delicada, mas pela bipolaridade que lhe destruiu a carreira, os relacionamentos e a existência) quis contribuir para o esforço de guerra no início dos anos 40. 
 As mulheres estavam a tomar o lugar dos homens nas fábricas, e ao tentarem imitar-lhe o visual de longas ondas a tapar um dos olhos, comprometiam a produtividade e pior- arriscavam-se a prender o cabelo na maquinaria, causando acidentes graves.

 Não querendo ser responsável por tal coisa, num assomo de patriotismo a adorável actriz gravou o vídeo abaixo para convencer as mulheres a imitá-la mais uma vez - adoptando um estilo glamouroso, mas seguro.

A necessidade obriga e as meninas aderiram. Ironicamente, a imagem de Veronica nunca recuperaria da mudança de visual, embora o seu temperamento difícil tivesse provavelmente mais culpas no cartório.

  Em todo o caso, o clip institucional é uma delícia e vale bem uma espreitadela, nem que seja pelo canto do olho: afinal, o peek-a-boo tem estado na ordem do dia, em tudo quanto é passadeira encarnada. 



2 comments:

A Guia Turística said...

Sissi,

Acompanho o seu blog e adoro tudo aquilo que escreve! Gostava de lhe colocar uma questão, sobre a qual tenho reflectido, se possível. A Sissi considera que a nossa personalidade, o nosso carácter, é uma herança ("quem sai aos seus,...") ou é construído por nós?
Beijinhos

Imperatriz Sissi said...

Olá Guia! Muito obrigada, a sério. Bom, eu acredito que a genética é incontornável- alguma coisa fica escrita no nosso ADN - e que aquilo que se absorve desde a infância tem um peso tremendo. Pelo que tenho visto, é muito difícil o fruto cair longe da árvore. Mas dependendo da personalidade, aspirações e inteligência de cada um, é possível modificar muita coisa. O poder de observação, a capacidade de adaptação e a atenção ao pormenor, combinados com boas referências e exemplos são determinantes na "criação do eu" sem cair no complexo "poseur". Beau Brummel é um exemplo disso. Mas isto, é claro, uma opinião pessoal baseada nos exemplos que tenho encontrado por aí. Beijinho.

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