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Monday, January 27, 2014

Oscar Wilde dixit: o tipo (muito) errado de amor



"The sorrow you should have shared you have doubled, the

 pain you should have sought to lighten you have quickened 

to anguish".


                                  In De Profundis


É que há quem ame com todo o ímpeto da sua natureza, se calhar o melhor que pode, mas não seja capaz de amar realmente senão a si próprio, e mesmo assim mal. E depois o resultado é o voar de estilhaços por toda a parte, retalhando a pele aos dois oponentes; continuando a citar Wilde, é mais ou menos isto:

Suffering is one very long moment. (...)We can only record its moods, and chronicle their return.  (...) It revolves. It seems to circle round one centre of pain....
There is nothing that stirs in the whole world of thought to which sorrow does not vibrate in terrible and exquisite pulsation....It is a wound that bleeds when any hand but that of love touches it, and even then must bleed again (...)
E esses seres que amam mal, que até quando amam bem intimidam porque se adivinha o que vem a seguir, por vezes tentam reparar o erro e dividir as mágoas. Mas quando o fazem - na melhor das intenções, ou simplesmente pelo impulso egoísta de não suportar o seu próprio sofrimento - acabam por  deitar sal nas feridas e acrescentar danos irreparáveis, aumentar as brechas num espelho que já não está inteiro e que nunca mais será o mesmo. 
Mas de quem é a culpa? Do apaixonado perigoso, ou do que atraiu o perigo para si mesmo? O semelhante atrai o semelhante, o abismo atrai o abismo. Não se chama a si uma pessoa danificada sem que haja um dano interior que precisa de compreensão ou identificação. Ambos precisam um do outro, com merecimento ou sem ele. 
Oscar Wilde também disse que ninguém é digno de ser amado - e que o sacramento do amor devia ser tomado de joelhos. Verdade, verdade, tudo verdade...


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