Recomenda-se:

Netscope

Friday, January 3, 2014

Praga de Ano Novo: alfinetar os políticos e lembrar o Abril

                                       


Mais as piadinhas sobre política que acabam no batido e velho "são todos uns ladrões", os avisos de agitação social e os guias "como sobreviver a 2014" com os melhores lugares para emigrar e as tendências internacionais, que mais parecem almanaques de astrologia. Tudo visto, tudo amargurado, tudo uma maçada.

 E este ano, com o 25 do 4 a fazer 40 anos, já me arrepio com os lamentos ao Abril que nunca se realizou. Eu até acredito nas boas intenções de algumas pessoas que debitam gracinhas sobre o estado da Nação. Nem todos o fazem por falta do que fazer, por falta do que dizer, ou para parecerem muito informados ("antenados", como dizem no país irmão das pessoas que têm o detestável hábito de andar sempre a par de tudo) mas tenham paciência. É claro que dada a natureza do meu trabalho, não posso andar neste mundo sem saber o que se passa. Mas tudo isso é muito relativo e at the end of the day, é preciso continuar e não dar crédito a essas coisas porque as maiores fortunas foram feitas em tempo de crise ou em tempo de guerra por quem não deu ouvidos e continuou a fazer dinheiro dançando conforme a música. Arrepelar-se por cada passo que o Governo (este, ou outro que venha) dá nunca trouxe nada a ninguém. As velhas graçolas do primeiro ministro mentiroso, ou ó Sr. Primeiro Ministro corte já os pulsos, não podiam ser mais estafadas nem mais maçadoras.


 E os fanáticos da utopia de Abril vivem tanto no passado como quem conta com as glórias dos avoengos e com pergaminhos inúteis para viver - é mofo também, mofo mais recente, mofo menos glamouroso decerto, mas mofo.
 Pessoalmente, não tenho tempo para me ralar com o divertimento que "Abril" deve ter sido (para alguns). Nem com o caos em que o país se encontra (a História prova que Portugal sempre foi desarranjado, mas sempre continuou on and on como o coração da Celine Dion, Credo). 

Porque sou uma pessoa ocupada, graças a Deus (e conto as minhas bênçãos, em vez de reclamar). Porque tenho de trabalhar e o lustre dos antepassados sustenta tanto alguém como as conquistas dos cravos murchos. Porque o Primeiro Ministro saltar de um prédio é uma coisa muito feia de se dizer e em última análise, não serve de nada a ninguém. A sério, não têm coisas mais construtivas para fazer? É que tanta amargura, tanta inveja, tanta informação inútil, tanta desconfiança e tanto dramalhão cansam as almas. 
 Dá-me vontade de os mandar trabalhar, dentro do possível. Quanto mais não seja a cavar umas batatas no quintal - é tão acessível a toda a gente como partilhar imagens de cravos e caricaturas de políticos e ao menos, as batatas fritam-se. Ou faz-se puré de batata. Porque a lógica da batata é rigorosamente a mesma.

No comments:

Textos relacionados:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...