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Friday, February 21, 2014

"Feia" mas na moda e...ai de quem não goste.


Eu ainda não vi a tão falada, supostamente inteligente, supostamente escrita-para- as-raparigas-que chegaram- à -idade-adulta-inspiradas-por-Sex and the City, Girls. E muito provavelmente, não vou ver MESMO. 

Bem sei que é suposto não criticar nada antes de ver para formar uma opinião, mas o tempo e a experiência ensinam que muitas vezes, não é preciso gastar horas preciosas que ninguém nos devolve só para evitar o fanado argumento "não fales do que não conheces". Quem é observador não precisa de se debruçar sobre pessoas/coisas desagradáveis para confirmar uma ideia: dois mais dois são quatro, tira-se pela pinta, se anda como um pato e grasna como um pato muito provavelmente é um pato, etc. Só quem não está seguro das suas convicções precisa de testar tudo, averiguar tudo.

Não me tenho dado mal com a abordagem e quando acontece perceber que estou errada (o que sucedeu pouquíssimas vezes) reconheço que me enganei, que afinal aquela coisa/pessoa até é impecável e pronto, problema resolvido. 

E Lena Dunham, vendida pelos média como um génio, um  "Woody Allen de saias", super politizada, a meter colherada em tudo, auto-proclamado baluarte do feminismo de pacotilha não é, de todo, a minha chávena de chá. O porquê explica-se facilmente, em tópicos:

- Cenas de sexo toleram-se num determinado contexto: cenas desagradáveis à vista e piadas escatológicas com a desculpa "ai que isto é um programa muito inteligente e atrevido"...poupem-me, haja estômago.

- Nada contra uma menina rica e talentosa q.b. que emprega os meios/influência dos pais para os seus projectos. Se a família a apoiou para produzir e protagonizar uma série,óptimo para ela. Se isso a qualifica como uma mente brilhante e porta voz da sua (nossa...) geração? Não, tenham dó. Não há nada pior que uma mulher armada em espertinha...

....a não ser uma rapariga armada em espertinha que faz questão de ser feia, vestir o que lhe fica péssimo, aparecer nua e/ou mal arranjada e dizer que com isso representa as mulheres "reais", levando os media atrás para obrigar toda a gente a dizer que ela é linda, no maior espírito feminista, histérico e  aguerrido da treta "ugly is the new pretty".

Atenção, não estou a afirmar que ela é feia (isso depende, eu acho) ou gorda ou o que seja. Digo que faz por isso, na tentativa de chamar a atenção para a bandeira provocadora "não sou perfeita, não me esforço, mas sinto-me tão bem na minha pele, shame on you". E pior ainda, quando questionada sobre a sua insistência em aparecer como veio ao mundo, Lena responde: "se não me acham bonita, deviam procurar ajuda profissional", seus misóginos nojentos. Então em que ficamos? E um bocadinho de noção e de modéstia, que cai bem a qualquer mulher, bonita, feia ou assim assim?

- Por fim, a rapariga-que-não-se-rala-com-a-beleza realiza o contraditório sonho de aparecer na Vogue, gerando uma polémica desgraçada, que ao que parece era o seu objectivo em primeiro lugar. E a menina que não se rala, a pirralha coberta de péssimas tatuagens que aparece suada e cheia de gordurinhas na TV, fica muito, muito chateada, porque alguém revelou as suas imagens antes de passarem pelo Photoshop.

Se há coisa que me maça, é gente egocêntrica, que se acha com direito a tudo e que ainda por cima não é coerente. E ainda quer que se goste dela? Ná, prefiro pessoas mais bonitas e menos complicadas. Péssimo exemplo. Péssimo.











1 comment:

Sandra Paiva said...

Eu por acaso decidi ver.... Vi 2 episódios e meio e no meio de terceiro só me apetecia partir tudo. Acho a série um horror, de muito mau gosto e nada comparável ao Sexo e a Cidade. Nada.

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