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Wednesday, February 12, 2014

Notícia CREDO do dia


A televisão serve-me para ver filmes, séries e documentários e há-de ser on demand, porque não tenho tempo a perder com tolices. Programas generalistas, só sei o que são graças aos feeds de revistas e jornais que me vão mantendo actualizada quanto às últimas pérolas, quase sempre de meter dó. 

Quanto aos "concursos de talentos", esses, na realidade portuguesa só têm o valor do entretenimento; apenas são úteis para os canais de TV/produtoras e para o público, que se diverte a votar e a torcer por este ou aquele candidato que depois o mercado dificilmente tem condições para acolher. Se ainda vai havendo carreiras músicais em Portugal - com muita mochila às costas, muita estrada, muitos back vocals e outras coisas horrivelmente maçadoras que matam a inspiração artística a qualquer um para pagar as contas - não é nos concursos que se fazem.

Dito isto - porque em Portugal copiam-se os formatos que dão jeito, mesmo que a sua aplicabilidade à vida real seja nula - também não é preciso achincalhar. 
Pelo menos na Televisão do Estado (ou deixou de o ser e eu, super distraída, não dei por nada?).

E isto, ladies and gentlemen, esta ideia peregrina de pôr um elemento da família Carreira a ser mentor de um concurso de talentos, não lembra ao mais pintado. 
Ainda bem que não vejo televisão, porque tremo só de pensar no que vai ensinar aos pobres desgraçados. E nem quero ver os aspirantes a cantores-com-idade-para-ter-juízo a ser treinados ou avaliados por este menino. Se o sonho de cantar acaba com um Carreira a dar palpites é melhor matá-lo à nascença, trancafiá-lo numa arca e deitar fora a chave. 

É mil vezes preferível (e muito mais respeitável) "mostrar o seu talento" em casa, para os amigos, como a Tia Teresinha de Noronha que só se tornou uma estrela de rádio com muita, muita insistência. 
E que Rui Reininho, responsável por uma das minhas canções preferidas e por encher os ouvidos dos portugueses com algumas das mais rasgadas e negras letras da sua história recente, se sujeite a ombrear com uma coisa destas... diz muita coisa. Músico sofre mesmo. A não ser que se esteja a preparar, secretamente, para um ataque de Bellevue em directo, no melhor espírito noir. De certeza que não previa isto quando cantou que gostava de coisas tão disparatadas como "cágados de pernas para o ar". Venham os cágados, mil vezes.


  

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