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Sunday, February 2, 2014

Olha a mochila da moda!

Há bastantes anos que as mochilas-usadas-como carteiras não davam um ar da sua graça. Recordo-me da febre das versões mini nos bancos de liceu (quem não teve? Eram ameninadas e simultaneamente carteiras de gente grande, além de cansarem menos os ombros) mas o seu regresso dá que pensar. Numa época em que as carteiras ladylike e modelos despojados, mas clássicos (como as satchel bags a tiracolo) têm reinado, como é que de repente o mais descontraído dos porta tralhas se torna febre? Reflexo do revivalismo grunge? A cada estação há tendências em contra-corrente, que podem ou não definir uma viragem no visual dominante.




Certo é que a backpack  Simone Camille - uma mochila grandota, com vários bolsos e um a mal-acabado-de-propósito, voou das prateleiras para as costas de tudo quanto é celebridade, it girl e blogger célebre. A coqueluche é a versão com aplicações de moedas -  principalmente a de padrão tigresse, que já está esgotada.

 
 Curiosamente, eu - que sou um bocadinho vidente nestas coisas - já me tinha apercebido que mais dia, menos dia, ia deixar de ser estranho andar de mochila por aí. Algumas versões simples foram mencionadas em revistas ou fotografadas por profissionais do street style e pelo sim, pelo não, deixei à vista dois ou três exemplares: uma Lancel minimalista (muito semelhante às que deram nome à Prada, em início da década de noventa);  uma mochila estilo bucket bag em couro preto e castanho mel que não podia ser mais preppy (betolas, vá) e um daqueles modelos Gucci muito semelhantes na forma a esta nova mochila,  grande q.b,  velho como os montes mas com muita graça, onde cabe tudo, até um estojo de primeiros socorros.
O que me leva ao post anterior: lá porque se tornou normal usar mochila, não quer dizer que se tenha de usar ESSA mochila, ou mesmo uma igualzinha mas mais acessível. Quer-me parecer que vai ser uma febre igual à das Litas (não acredito que hoje passei por uma megastore de calçado e ainda as havia de todas as cores e feitios). 

 A mochila (ou a it bag, a bota, a sweat shirt ou o que seja) do momento é sempre, e apenas, uma possibilidade, uma inspiração. Entrar em modo "carneirada" é desnecessário e indesejável, a não ser que haja um amor à primeira vista pela peça e que se saiba que se lhe vai dar bom uso por bastante tempo.

 Em todo o caso, recomenda-se coordená-las com saltos altos e um look elegante-mas-rebelde. Juntá-las com boyfriend jeans, ténis ou ugly shoes é capaz de ser demais. A bem do equilíbrio estético, digo eu.




2 comments:

colibri esverdeado said...

Nem de propósito, foi o último item que comprei e que partilhei no meu blog. Há anos que queria uma mochila com um aspecto mais cuidado, pois é frequente andar a pé e muito carregada, em que não há mais braços que me acudam, pelo que fiquei muito satisfeita quando percebi que ia virar moda, ou seja, mais oportunidade de escolha. Mas sim, daí a querer andar sempre com ela vai uma grande diferença. Continuo a preferir as minhas malas. Mas que fiquei muito satisfeita com a minha, fiquei :)

Inês Maria Rocha Gonçalves Moura de Sousa said...

Mochilas: tive várias na escola, uma nos anos 90 quando comecei a trabalhar e depois dessa ultima estiveram arredadas da minha vista até setembro do ano passado. Depois de muito olhar para elas lá me decidi a adquiri uma em preto que também posso usar como carteira (tem alças que se vão mudando) é básica, mas confesso que muito prática para usar em situações em que preciso de ter ambas as mãos livres. Raro usa-la na semana de trabalho, mas ao fim de semana recorro bastante. Não a vejo como acessório trendy, mas sim como algo que me facilita a vida e me deixa duas mãos livres: uma para dar ao meu filhote e outra para o saco das compras ou guarda-chuva, etc.

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