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Sunday, February 16, 2014

Ouvido há segundos: teu Facebook te condena, parte II


Pois, estava um especialista em Recursos Humanos, creio eu, a dizer nas notícias da RTP aquilo que eu já abordei aqui há tempos: a maioria dos empregadores - e quem diz empregadores, diz decisores em situações sociais/profissionais/académicas/políticas que sejam do interesse de cada um -  espia as contas de Facebook dos candidatos. Meaning, afirmou o senhor, não só o perfil da pessoa em causa, mas os amiguinhos e amiguinhas com quem se relaciona, as coisinhas que aprova (as piadas ordinárias, os retratos e bocas brejeiras) os antros - ou não - que frequenta, as companhias e seguidores mais ou menos respeitáveis, os feeds que subscreve... enfim, o retrato robot completo. 

Claro que isto só é preocupante para quem quer passar uma imagem de grande seriedade, de certa elegância, mas deixa que o pé lhe fuja para a chinela só porque está atrás do monitor, a brincar com "uma treta de uma rede social" e com coisas "que não têm mal nenhum". Não sei quanto a vocês, mas eu que só o uso para manter contacto com os amigos, arquivar imagens que do outro modo acabariam desaparecidas e partilhar os posts aqui do IS, já apanhei surpresas e actualmente, mesmo que um eventual friend request venha de pessoa que eu conheça, dou uma olhadela: se a pessoa gostar/comentar coisas/pessoas/gracinhas duvidosas, adeus. Primeiro porque não tenho paciência para ver disparates e depois porque o "diz-me com quem andas" aplica-se a tudo. Vai lá uma pessoa ver a sua reputação beliscada por causa da pegada digital alheia...antes injusta do que mal acompanhada, eu acho, mesmo que a companhia seja virtual, ou só mais um cromo para fazer número. Better safe than sorry.

2 comments:

Sandra Paiva said...

Acho que cada vez mais é notória essa tendencia e compreendo que isso aconteça. Eu própria já tive muitos dissabores devido ao Facebook. Agora é apagar "borradas" e pessoas... Não é por mal, é para o meu bem

Sérgio S said...

Estes dias, à saída de uma reunião deparei com o seguinte cartaz que me parece ter aplicação neste post: Memória de Elefante

Vou fazer uma revelação bombástica: eu tento saber informações extra das pessoas que vou entrevistar. Mas calma, não ando a bisbilhotar facebooks e afins. Por exemplo há sites técnicos onde se podem colocar questões técnicas para depois serem respondidas por outros membros. Cada pergunta tem uma cotação associada (pontos), e quem introduziu o problema depois dá os pontos à resposta que mais gostou (ou partilha entre várias). Enquanto membro tenho depois um link (que é suposto por no CV) que devolve as respostas que introduzi nos problemas, e dessa forma alguém interessado em conhecer o perfil técnico da pessoa pode analisar as respostas que a pessoa deu aos problemas, o ranking, etc. Este tipo de coisas é muito popular por exemplo nos EUA, tal como as pessoas terem blogs técnicos (não blogs de palermice), onde mostram o seu conhecimento, e muitas vezes esse tipo de publicações é mais relevante que só os CV's. Repara que já tive de seleccionar 3 ou 4 CV para entrevista de entre uns 200. Há uns tempos uns colegas meus abriram uma vaga à qual concorreram mais de 700 pessoas. Acredita que 95% dos CV's são todos iguais e a data altura já nem sabes onde acaba um e começa outro, pelo que factores externos diferenciadores é matéria muito interessante. Outra coisa que faço é telefonar para a empresa onde a pessoa trabalhou para saber informações sobre ela, claro que do ponto de vista profissional, claro.

Quanto à questão de publicar informação da empresa, esse tipo de questões é suposto encontrar-se regulamentado. Cada vez que alguém participa num projecto que contém informação confidencial/classificada é suposto assinar um contrato (chama-se um NDA: non-disclosure agreement), pelo que se a pessoa for despedida por ter andado a colocar fotos de documentação classificada no facebook, não é propriamente má vontade do empregador.

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