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Sunday, March 2, 2014

Charlotte e Leopold: amantes condenados

                           

Ela era a Princesa bem amada de Gales, e destinada ao Trono do Reino Unido. Os ingleses, que antipatizavam com o seu pai, o futuro Rei George IV, e avô, George III, viam na bela e irrequieta Charlotte Augusta uma esperança para o futuro. 
 Depois de uma série de flirts inconsequentes, a princesa rebelde conheceu o deslumbrante - mas empobrecido -  Príncipe Leopold de Saxe-Coburg-Saalfeld, que viria a ser Rei da Bélgica

O primeiro encontro de Charlotte e Leopold

 Apaixonaram-se. Para casar com ele teve de romper o noivado com William, Príncipe de Orange, de enfrentar o pai furioso e mesmo de fugir de casa - com o apoio do resto da família e da opinião pública, que se enternecia com o romantismo da linda herdeira do Trono e com o tratamento rígido que o progenitor lhe dava.


                                   
 O sogro, no entanto, acabaria por ceder, impressionado pelas boas qualidades de Leopold e pela influência calmante que ele exercia em Charlotte. Perto dele ela mostrava-se serena, feliz e "vestia-se apenas com roupas discretas e de bom gosto". 



Quando via a noiva nos seus frenesis habituais, ele dizia-lhe apenas "doucement, cheri" (gentilmente, querida) e ela, para lhe agradar, moderava-se imediatamente. Por causa disso, Charlotte passou a tratá-lo por "meu doucement".

A alegria foi geral quando casaram, com grande pompa - a noiva levava um vestido de dez mil libras e o cortejo mal conseguia circular nas ruas, tantos eram os populares em festa. Dizem que a única gaffe aconteceu quando a princesa, sempre espontânea,  ouviu o noivo jurar na Igreja que lhe daria "todos os seus bens terrenos" e não pode conter o riso, pois sabia que o coitado estava completamente falido...

 Porém, nada disso impediu que fossem loucamente felizes, com Charlotte a declarar que nunca houvera princesa mais afortunada no casamento nem amante mais perfeito que Leopold.

Mas como em tantos casos de casais perfeitos, a felicidade seria breve: um ano depois a Princesa morreu de parto em 1817, deixando o marido destroçado e a nação tomada pelo desgosto. Tinha 21 anos e a sua morte prematura levaria a que, pelas sempre intrincadas regras de sucessão, mais tarde a incontornável Rainha Victoria nascesse e viesse a reinar...com Leopold, seu tio, por conselheiro.


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