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Monday, March 10, 2014

Isto da integridade é uma chatice.


E como a desgraçada da integridade anda pela hora da morte nos dias de pataria brava e salve-se quem puder que atravessamos, fui buscar a  definição à Wikipédia, não se desse o caso de passar por aqui alguém que não saiba o que isso é:

"Integridade vem do latim integritate, significa a qualidade de alguém ou algo ser íntegro, de conduta recta, pessoa de honra, ética, educada, brioso, pundonoroso , cuja natureza de acção nos dá uma imagem de inocência (...) o que é íntegro é justo e perfeito, é puro de alma e de espírito.

São exemplos de integridade moral e corporal: a vida íntegra, a integridade física, dos bens sociais e individuais, integridade da honra e da fama, a integridade da intimidade pessoal, do nome, da imagem e dos sentimentos (...) quem tem moral, é íntegro.

Um ser humano íntegro não se vende por situações momentâneas (...)prejudicando alguém por um motivo fútil e incoerente. A moral de uma pessoa não tem preço e é indiscutível".

A integridade é a característica que mais prezo em quem me rodeia. Faz-me tolerar outros defeitos porque alguém que tenha, por exemplo, mau feitio, mas cuja palavra valha ouro e seja leal merece sempre a minha estima.

 Posso admirar as qualidades de alguém, sentir-me emocionalmente próxima de uma pessoa e até gostar muitíssimo dela, mas se descobrir que lhe falta integridade, que a sua moral estica, que não põe limites à sua ambição, ao seu egoísmo ou que tem, enfim, fracos valores, não consigo ficar por perto por mais que me custe- o que pode significar um grande desgosto.

 A integridade implica, por vezes, colocar a honra acima dos afectos; não ser cúmplice de comportamentos menos dignificantes ou injustos; não engolir sapos dolorosos, por muito que a alternativa seja pior, em nome de nos olharmos ao espelho pela manhã, de consciência limpa. Há princípios que não se vendem nem se trocam: nem por fama, nem por dinheiro, nem por amor, nem por alegria, nem para deixar de sofrer, ou para sofrer um bocadinho menos. 

 Ser íntegro pode custar amizades, amores, benefícios, vantagens. 

E tem uma característica aborrecida: vem de berço, absorve-se de pequenino e ganhá-la em adulto - ou querer livrar-se dela depois de a ter aprendido - é muito difícil. Com tantas qualidades fora de moda a sobrar por aí, a mim logo tinha de me calhar a integridade - e a mania de exigir integridade aos outros. Sorte macaca.
 
 

2 comments:

menina lamparina said...

Subscrevo. :*

Sandra Paiva said...

Concordo. A minha integridade anda a dificultar-me imenso a vida e a tornar-me uma pessoa solitária e pior, anti-social. Por muito que me digam que não é nada comigo, não consigo fechar os olhos nem ser a mesma pessoa para com alguém que se mostra demasiado "flexivel" na sua maneira de ser e de estar!

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