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Thursday, March 13, 2014

O caso do GNR que fez strip nas horas vagas...



...é mais um exemplo desse defeito que eu detesto: a elasticidade moral. Isso de não julgar, de não ver mal em nada, do "foi só uma brincadeira inofensiva", de achar sempre que se pode esticar um poucochinho a corda, ser pouco sério, pouco honesto, pouco profissional,  abusar um bocadinho até das coisas mais sagradas - a farda, o relacionamento, a instituição - dá nisto. Em figuras tristes destas e em consequências sérias. 

 A ser verdade o que ouvi no telejornal, não se trata só de desonrar a farda - se bem que só quem não tem noção da realidade pode argumentar "eles pagam a farda, podem fazer dela o que quiserem". Se o rapazinho levou a arma de serviço para um sítio público, brincar com uma arma (mesmo descarregada) não passa pela cabeça a nenhum militar com as quartas bem medidas: ninguém se magoou, mas podia ter havido uma tragédia. 

É que o "não julgar", o "não ver mal em nada" tende a escalar. Quando se perde o brio, a seguir perde-se a noção do certo e do errado, dos riscos e dos maus resultados que quase sempre se seguem. Mas o brio, a honra, a bella figura, a dignidade são hoje relegados para segundo plano, na atitude de relaxaria dos santinhos que não julgam, que são uns porreiros, que não vêem mal em coisa nenhuma. Quem não vê mal em nada, não respeita nada- e faz coisas assim. Muito riso, pouco siso. Ou como dizem os brasileiros, brincadeira tem hora. Rústicos.



5 comments:

Sandra Paiva said...

Concordo e subscrevo. Isso aconteceu num bar que fica perto de minha casa, um sitio nada apropriado a gente com algum nível e exigência. Pelo que sei é um agente que também mora nas redondezas, e eu penso, opah, mas ele não tem família nem vergonha na cara? OU então, um mínimo de massa cinzenta para perceber que isso ia logo cair nas redes sociais e não é nada ético para o cargo que ele representa na sociedade? Eu sempre tive pouco respeito por agentes da GNR, não passam de uns ignorantes que abusam do seu "poder", mas assim ´também pah..... nem sei que diga. Já tive tantos episódios tristes com agentes da GNR que agora até fujo deles, não há operação STOP que me detenha. E quando é assim, fazer o que? Espero que não seja tudo assim, que dependa só das áreas :)

Olinda Melo said...


Hahaha!
Há dias aconteceu-me uma coisa parecida. Pesquisei determinada palavra e o Google apresentou-me uma lista de segundas intenções da qual fugi a sete pés.

Bj

Olinda Melo said...

O facilitismo e o 'deixa andar' vão debilitando a noção de ética que deve presidir ao desempenho de todas as profissões, em especial nas que têm responsabilidades acrescidas em relação ao bom nome e sentido de missão das instituições.

Bj

Paula said...

É isso mesmo.
Se queria fazer strip, o qu eestá no seu direito, removia todas as referências à instituição que representa.
Agentes da autoridade, não são a autoridade - o tribunal - mas representam-na. Têm de a dignificar.
Paula
vidademulheraos40.blogspot.com.

Imperatriz Sissi said...

Meninas, parece que foi o "cavalheiro" que colocou a imagem nasredes sociais, todo orgulhoso da proeza. Enough said.

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